Um Estranho Impar Poesia
Descontrole
A raiva
É um dos sentimento mais poderosos do ser humano
Quanto mais cresce, mais cega suas vítimas
E aos desafortunados
Que nem eu
Ela é capaz de destruir
De levar o ser humano
A explosão
Ao descontrole
Aonde suas ações
Não são movidas por princípios
Pelo seu caráter
Mas pelo ódio
Pela ira que o controla
Pessoas destrutivas
Diferente do que pensam
Não são dramáticas
Elas não controlam como agem
Naquele estado nada os controla
Na verdade, nada de bom as controla
Como uma delas
Posso lhe dizer
Que essas pessoas odeiam essa parte de si
Odeiam o que fazem
E até mesmo
Odeiam o que são
O que viram
Ódio não é algo controlável
É controlador
Age sem pensar
E machuca quem for
Tanto com palavras
Quanto com ações
Pessoas explosivas são as que mais sentem dor
Machucar quem você ama é horrível
Ainda mais quando você explode
Essa explosão é como uma doença incurável
Para proteger quem você ama
De você mesmo
Muitos recuam a machucar-se
Pois assim
Descontar a raiva em si mesmos
Do que em pessoas que amam
Porque ser a causa do sofrimento de alguém
É pior do que ser a causa do seu sofrimento
Então, não chame de drama
O que para os outros são dádivas
Dádivas de sua existência
Não digo isso para que as temam
Para que as considere perigosas
Mas para que as veja como são
Criaturas assustadas
Cujo os medos
São suas próprias ações.
No Brasil da pra sentir o nariz gelado,mas não a ponto de por um casaco. É como se você tivesse uma radiação a sua volta. A energia do calor do corpo vence o frio, e dá uma sensação refrescante.
No mesmo Brasil da pra viver em um lugar que quase todo dia as 18:00, chove. Da para colecionar um leque novos sentimentos com esse clima.
De norte a sul, as pessoas estão se entregando ao narcisismo digital e alimentação e hábitos medíocres.
A mudança se dá apenas em você e isso transforma o mundo ao seu redor.
Nossa diversidade mental nos da super poderes interpessoais e intrapessoais e isso é um fato otimista e distante da cultura doentia que nossa humanidade instaurou de norte a sul desse planeta.
Dói aí do lado de dentro a falta de identificação que a sociedade consumista não proporciona para te incluir como indivíduo?
Será o fato de não pertencer a um grande grupo de consumo? Valeria o orçamento de criar esse plano de inclusão?
Seria interessante manter pessoas assim sem protagonismo na vida para qual grupo?
Somos vítimas de uma sistema que nos define e classifica para caber em uma caixa de sofrimento e dor emocional ou somos protagonistas de uma revolução?
Como você usa seus super poderes aí nos seus ciclos?
É doença aquilo que não pode ser tratado?
E como se desenvolve a mente e cognição de um indivíduo que cresce uma sociedade que o trata como doente e não como indivíduo com habilidades únicas e especiais?
A revolução começa do lado de dentro e o exemplo inspira o mundo do lado de fora.
AOS PSIQUIATRAS A PROCURA DE FAMA E APROVAÇÃO - A VOZ QUE NÃO CABE NO MANUAL
Quando um homem normal escreve sobre o autismo, dizem que é ciência.
Quando um autista escreve sobre o homem normal ou sua própria experiência, dizem que é delírio.
O primeiro ganha aplausos, o segundo ganha silêncio e às vezes, diagnóstico para pertencer ao circo imaginário.
Parece que o mundo só aceita a diferença quando ela vem traduzida no idioma da maioria?
Mas há coisas que só quem vive pode dizer. E o que se vive, não se explica, se revela, não se inventa ou distorce para próprio benéficio.
Talvez seja isso que tanto assuste,
ver a lucidez onde esperavam loucura,
ou encontrar humanidade onde só enxergavam um caso clínico?
Enquanto isso, seguimos escrevendo,
não para provar que existimos,
mas para lembrar que pensar diferente
também é uma forma de poesia.
Lembre da hora da morte, daqui não se leva nem o corpo, muito menos a fantasia.
A DIFERENÇA ENTRE SABER E SER
Um neurotípico pode estudar cinco anos de psicologia, buscando no título o que lhe falta em empatia.
Mas jamais verá o mundo com a lente de quem sente, de um neurodivergente, que pensa diferente.
O que pra uns é teoria e repetição,
pra nós é instinto, é pura sobrevivência em ação.
Enquanto uns decoram o que é ser humano, nós vivemos o peso e o mistério do engano.
Sentimos o outro até a exaustão, sem diploma, vaidade ou aprovação.
Porque não há curso que ensine o que dói,
nem ciência que alcance o que o silêncio constrói.
A FARSA DA VAIDADE
O ABISMO DO INVALIDADOR
Quando o trabalho de um indivíduo nasce da tentativa de diminuir o de outro,
em sua origem o invalidador já é uma farsa.
Usurpador que tenta galgar atenção com a ilusão do esforço alheio,
mentiroso sem escrúpulos que sustenta um corpo oco,
voando na brisa da própria enganação.
De todas as vaidades,
quem flutua em ilusão é sempre o primeiro a colidir com o muro da realidade.
Atravessam o tempo apenas aqueles que cultivam o esforço e, sem intervalos,
falam a verdade no silêncio, sem necessidade de cúmplices ou testemunhas.
A verdade é relativa e variável, não um estado fixo.
Logo, não se apaixone pela mentira alheia.
O tempo é o único responsável em mostrar a face da sinceridade.
Influencers políticos são um atraso para a sociedade...
A história do dinheiro não beneficia a massa. Quem é massa e fantasia que se modela, vira massinha de manobra de quem o opera.
Não se tem um filho antes de entender o amor
Não se escreve um livro antes de viver algo real.
Não se vive de provação querendo sentir o essencial
O amor é um sentimento que dura e cura
Da sentido ao tempo.
Espanta a mentira de se esconder em uma fantasia.
O amor é um sentimento que dura e cura
Da sentido ao tempo.
Espanta a mentira de se esconder em uma fantasia.
Nos torna belos como o sol que, de dia e de noite, inspira.
Que triste a vida de quem no vazio espia. Há aqueles que perseguem o amor sem nunca conseguir sentir nenhum sinal de vida original. Fique alerta, se previna.
O peso da espada favorece o justo.
Fazer o certo é a nascente do amor que cura, a garantia de surfar no pulso da vida.
Não te desalinha. Não te aprontes para ser aprovado, se vista para apreciar a vista.
O desejo de contar um segredo pode ser movido ao interesse de cativar um inimigo.
Vivemos em uma sociedade egoísta, de alguma forma se construindo justa com dificuldades. Existem traidores...
Mesmo quem precisa de suporte efetivo é tratado com indiferença, negligência, violência e muitas vezes o silenciamento, suicídio, o direcionamento para a morte.
Ciclos de violência espantam as possibilidades de viver o potencial da natureza humana.
Qual o propósito de quem é atípico a um código que parece incompleto perante sua perspectiva de realidade? O trabalho do bem é invisível em uma sociedade egoísta?
Glóbulos brancos se sentiriam deslocados em suas funções, caso se comparassem com a maioria de glóbulos vermelhos e suas funções de existir.
Hora caveira viva, hora caveira morta.
Somos seres mais inconscientes que conscientes. E para onde o consciente direciona, o corpo as vezes padece.
Ações ecoam no mundo, existir é resistir. O propósito é o bem comum. Quem tem espírito de líder nasceu pra guiar, mas a realidade é que a sociedade explora isso, não reconhece e lambe botas do chefe padrão, que parece normal e respeita hierarquias abusivas para segurar a imagem.
O que te move? O que silenciamos e qual o custo?
As vezes deixamos nossos guias para trás por influência e alienação da matéria, e o vazio que elas causam.
Não existe cópia do que é original.
O peso de ser original é não ter manual do que sentir e muitas tentativas de silenciamento de quem se silenciou.
Boa noite. 🌙
Hoje eu quero agradecer a Deus por mais um dia. Ontem foi um dos dias mais difíceis da minha vida. Houve momentos em que pensei em desistir, em que a dor parecia maior do que minhas forças. Mas Deus me permitiu acordar hoje, respirar mais uma vez e enxergar que ainda existe esperança.
Percebi que preciso de mudanças. Preciso cuidar mais de mim, dos meus sonhos, da minha paz e da minha felicidade. Sei que não será fácil, mas também sei que sou mais forte do que imaginei ser nos momentos em que tudo parecia perdido.
Esta noite, deito a cabeça no travesseiro com gratidão. Gratidão por estar aqui, por continuar lutando, por não ter desistido. Gratidão pelas novas ideias, pelos recomeços e pela oportunidade de escrever uma nova história.
Que Deus fortaleça meu coração, ilumine meus caminhos e me dê sabedoria para fazer as mudanças que preciso fazer. Que amanhã eu acorde ainda mais forte, com mais fé e mais vontade de viver.
Porque, apesar das lágrimas, das dores e das batalhas, eu continuo aqui. E enquanto eu estiver aqui, sempre haverá uma nova chance de recomeçar.
Boa noite. Que Deus cuide de mim, da minha família e de todos aqueles que amo. 🤍
A Espera da Palavra
Existe um silêncio que pesa no peito, um vazio que se instala enquanto a alma se senta na beira do caminho esperando, apenas, que alguém fale. Esperando um eu te amo que venha sem pressa, um sinto sua falta que cure a distância, ou um simples estou aqui que reorganize o mundo que desabou por dentro. Passamos a vida guardando palavras com medo de parecer fragilidade, sem perceber que o outro pode estar no limite das suas forças, precisando apenas ouvir que a sua existência faz diferença e que o seu lugar no mundo continua guardado com amor.
Quem não imagina, quem não sente saudade, quem não tem a fé...é um ser irracional capaz de negar a sua propria existência.
Porque um ser humano normal é capaz de compreender os seus sentimentos, embora sejam virtuais.
(Daniel Perato Furucuto)
Fazer o bem é mais do que um acto, é uma responsabilidade moral.
Por vezes, o ser humano deseja ajudar, mas não dispõe dos meios; noutras, possui todos os meios, mas falta-lhe a vontade. Assim, o bem não depende apenas das condições exteriores, mas sobretudo da liberdade interior que move a decisão de cada um.
Furucuto, 2025
Um dia ofendi-me com as minhas próprias palavras.
Escrevi-as movido por uma satisfação aparente da vida, mas aquilo que foi dito não se casou com o ouvido que escutou, nem, muito menos, com o sentido que foi interpretado.
As palavras saíram, mas perderam-se no caminho entre a intenção e a compreensão.
Furucuto, 2026
A única forma de realizar um trabalho em silêncio, num espaço público, sem media, sem televisões, sem redes sociais, sem Facebook, sem TikTok, sem ruído é, paradoxalmente, não o realizar.
Vivemos num tempo em que a informação já não circula num vácuo fechado; ela propaga-se num campo aberto, permanentemente atravessado por acções externas, olhares, algoritmos e interferências invisíveis. O silêncio, hoje, tornou-se uma ausência quase impossível.
Furucuto, 2026
Nas bananeiras
Nem um louco esqueceria.
Recuso-me a perder a memória
daquele desvio do mundo, nas bananeiras,
onde o corpo escreveu antes da palavra.
De olhos fechados, reconheço
o caminho da chuva bravia
a rasgar as folhas largas,
o tambor verde da selva
a bater contra a pele.
Ali, os nossos corpos
não pediam permissão ao desejo.
Na tua boca,
um sussurro longo, quente, primitivo,
como se a terra falasse por ti:
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”
E eu, feito bicho cativo,
aprisionado no teu castelo húmido,
habitei os teus jazigos
como quem aceita o feitiço.
A chuva confundia-se com a saliva,
líquido sem nome, sem culpa,
apagava os sinais de luta e entrega
que nasciam no teu corpo nu,
corpo-fruta, corpo-mato, corpo-fogo.
“Amor, estou a molhar o meu cabelo.”
“É sério… vais sentir o cheiro depois…”
E a terra prometida abria-se
debaixo do teu vestidinho breve,
onde as flores são carnívoras
e as promessas mordem.
Ali, o amor era selvagem,
sem templo, sem regra,
apenas carne, chuva e bananeiras.
Daniel Perato Furucuto
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