Um Estranho Impar Poesia

Cerca de 275622 frases e pensamentos: Um Estranho Impar Poesia

Já ouvi alguém dizer
Que eu sou um esquisito
Mas não vou deixar de ser
Pois isto é meu requisito.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026

Às vezes dentro de mim
De um lado pra outro ando
E vai vê que é assim
Que encontro meu comando.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026

Às vezes é necessário
Se perder por um momento
Pra depois se encontrar
E tudo ter fundamento.


Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
13/08/2026

Um pedido carinhoso para você.
No lugar de pedras, plante flores.
E o seu sorriso ajuda a florescer!
Rita Simões

Eu fui um cara …
É eu fui um cara
Fui cara ingênuo
Um cara malicioso
Fui um cara sonhador
Mas também fui um cara iludido
É já fui cara que tentou ser um cara
É que quebrou a cara
Várias e várias vezes
Mas também fui um cara
Cara que levantou
Que caiu
Eu fui cara que construiu
Desconstruiu
Hoje sou um cara só um cara
Que pela ânsia de um dia querer ter sido o cara
Apenas que ser um cara
Um cara comum
Aquele tipo que cara
Que existe
Que resiste
Que insiste
E que no fim nunca perde o vício de querer ser o cara.
Marco Antônio
13/08/2026

⁠Para Hoje...
Um ato de amor.
Um gesto de carinho.
Um coração bom.
E tudo de melhor hoje...
Do que, fizemos ontem!

IPE AMARELO


Na calçada, manhã fresca.
O sol manhoso espreitava mais um dia de trabalho na prefeitura.
E os ipês amarelos, frondosos,
faziam fila na calçada, como quem aplaude a vida.


Então veio um "bom dia, moço!"
Pequeno, suave, sonoro, inteiro.
Da boca de uma menininha
que caminhava com a mãe na calçada.


E aquele bom dia
foi nota de canção em meus ouvidos.
Acorde que me encontrou,
afinou o peito e tocou minha alma.


Disse ao amigo do lado, Ivan:
"Ganhei não só o dia, amigo.
Acho que ganhei o ano todo."
Porque tem gentileza
que dura 365 dias.

Se sou louco? Imagina quando você ver o que ainda está guardado na minha mente.


Tenho um universo de ideias e projetos arquivados no papel, mas vivos no meu coração.


Sei que tudo tem seu tempo de maturação. Cada plano cultivado aqui dentro não nasceu por acaso veio de algo maior, do Altíssimo, de concentração e meditação diária.


A promessa é uma só, nenhum desses projetos existe para inflar o meu ego, mas sim para transformar, impactar e evoluir a vida de muitas pessoas.


O tempo de colocar em prática está chegando.


By Evans Araújo

A vida,
a morte —
um fio tênue
a conectá-las.
Os segundos,
os minutos,
as horas,
tríade que molda
e move
a existência
de simplesmente
viver.

Há sempre um motivo para ter confiança.
Assim como a pomba leva paz, você também pode encontrar serenidade no coração.
Dias melhores virão.
Força, coragem e fé para seguir em frente.
Você não está sozinho.
Estamos com você!

Há sempre um motivo para ter confiança.
Assim como a abelha confia na flor, confie no tempo, no cuidado e na vida.
Dias melhores virão.
Força, coragem e fé para seguir em frente.
Você não está sozinho.
Estamos com você!

Há sempre um motivo para ter confiança.
Assim como o sapo se adapta e supera cada desafio, você também é capaz de vencer este momento.
Pequenos passos também nos levam a lugares incríveis.
Dias melhores virão.
Força, coragem e fé para seguir em frente.
Você não está sozinho.
Estamos com você!

Há sempre um motivo para ter confiança.
Assim como o gato enfrenta cada dia com serenidade e coragem, você também é mais forte do que imagina.
Dias melhores virão.
Força, coragem e fé para seguir em frente.
Você não está sozinho.
Estamos com você!

A infância é a melhor coisa para um adulto cuidar. Mas afinal, quem cuida de quem?


O adulto ajuda a criança limpando a roupa, dando atenção e defendendo do mal.


A criança ajuda o adulto com um abraço e com as palavras certas que a gente precisava ouvir. É um ciclo de amor e proteção. É impossível entender por que algumas pessoas escolhem o caminho do crime contra tanta inocência. Mas o futuro e a vida cobram o preço de cada ato.


Quem ama a infância sabe: proteger uma criança é salvar o próprio coração.

Quero um mapa para te achar,
mas, no fim, só quero achar


que estamos no presente,
em que você esteja presente.


No fim, sinto sua falta,
mas eu fiz falta.

⁠Quero dizer-te coisas,
mas tu e eu sabemos que
as palavras não passam de um fluxo de ar complicado.
Só o silêncio diz a verdade.

Ocidente e Ocidente

⁠quanto mais tempo eu leio como um curioso as obras da academia ocidental e à 'pesquisa', mais eu me torno hostil à intervenção da erudição ocidental branca nos assuntos dos povos colonizados.

não há necessidade de contribuições brancas, ocidentais, questionamentos ou análises em relação ao sul global, povos colonizados ou minorias étnicas.

acadêmicos e professores brancos fetichizam, estetizam e exploram em nome de sua educação, estudos e carreiras.

uma sala de aula ocidental facilitada por um acadêmico branco é um local de violência, não de revolução

Continuar

Há um tipo de cansaço que não aparece nos olhos. Ele mora entre uma tragada e outra, entre o café frio e a louça esquecida na pia. É o cansaço de quem acorda todos os dias e percebe que o mundo continua exigindo o mesmo espetáculo de entusiasmo, quando por dentro só restou o silêncio.

A morte deixa de ser um monstro. Torna-se apenas uma vizinha discreta. Você sabe que ela existe. Ela sabe que você existe. Mas nenhum dos dois bate à porta.

O problema nunca foi morrer.

O problema sempre foi continuar.

Continuar pagando contas. Continuar respondendo "está tudo bem" para pessoas que não esperam uma resposta verdadeira. Continuar alimentando relógios, calendários e compromissos enquanto alguma parte de você resolveu abandonar o navio há muito tempo.

É curioso como a sobrevivência deixa de ser um instinto e passa a ser uma disciplina. Respirar vira uma decisão. Levantar da cama vira uma pequena rebelião contra o vazio. O coração bate sem pedir licença, como um velho motor teimoso que se recusa a desligar, mesmo depois de percorrer estradas demais.

Há quem chame isso de esperança.

Eu não.

Esperança é um luxo. O que sobra é insistência. Uma insistência quase vulgar. Um cigarro aceso, um gato dormindo no sofá, o gosto amargo do uísque barato, uma música tocando baixo enquanto a madrugada faz o que sempre fez: lembrar que ninguém escapa de si mesmo.

Talvez a luta nunca termine da forma que imaginamos. Talvez ela apenas fique mais leve em alguns dias e mais pesada em outros. Talvez o segredo não seja vencer, mas atravessar.

Porque existe uma estranha dignidade em permanecer de pé quando já não há aplausos, quando ninguém percebe o esforço gigantesco necessário para simplesmente colocar um pé diante do outro.

No fim, a coragem raramente grita.

Ela apenas respira.

E, por mais absurdo que pareça, às vezes isso basta para sobreviver a mais uma noite.

Você disse que sou um homem de muitas mulheres.
Talvez seja porque vivi o suficiente para aprender que rostos mudam mais rápido do que as cicatrizes.
Mas a verdade é menos interessante.
Nunca procurei quantidade. Procurei abrigo. E abrigo é uma coisa rara neste mundo onde todo mundo aprende a partir antes de aprender a ficar.
Eu não me apaixono pela perfeição. A perfeição é uma mentira bem vestida. Gosto de quem sangra, de quem tropeça, de quem perde a guerra num dia e aparece para lutar outra vez no seguinte.
Também erro. Muito. Carrego ferrugem na alma e algumas rachaduras que o tempo nunca consertou. Ainda assim, continuo aqui. Permanecer sempre foi mais difícil do que conquistar.
Não quero possuir ninguém. Posse é medo fantasiado de amor. Se alguém ficar ao meu lado, que fique porque o mundo inteiro está aberto diante dela e, mesmo assim, ela resolveu acender um cigarro, servir um café e dividir o silêncio comigo.
É isso que me interessa.
Não a prisão.
A liberdade de ir... e a coragem absurda de permanecer.
Porque, no fim, amar talvez seja só isso: dois sobreviventes olhando um para o outro depois de todas as tempestades e dizendo, sem dizer palavra alguma: "Ainda estou aqui."

Vocês que estão lendo isso entre um gole e outro, permitam que um velho bêbado lhes roube alguns minutos.
Existe um tipo de despedida que não faz barulho. Ela não bate a porta, não deixa carta sobre a mesa nem leva as malas. Apenas vai ficando menor dentro de vocês, até que um dia percebem que já não riem da mesma forma, já não sonham com a mesma violência, já não amam com a mesma imprudência.
É assim que a vida vence.
Não matando. Domesticando.
A pior tragédia não é envelhecer. É tornar-se aceitável. É aprender a engolir a própria revolta para caber na sala, no casamento, no emprego, na fotografia de família. Aos poucos vocês deixam de ser tempestade e aceitam o papel de previsão do tempo.
Depois culpam os anos.
Mas foram vocês que assinaram cada rendição.
Olhem em volta deste bar. Cada mesa abriga alguém negociando consigo mesmo. Uns afogam arrependimentos no uísque. Outros escondem a solidão atrás de gargalhadas altas demais. Há quem chame isso de viver. Eu chamo de esperar a conta.
E ela sempre chega.
Quando chegar a de vocês, espero que não descubram tarde demais que passaram décadas preservando uma versão confortável de si mesmos, enquanto aquela pessoa perigosa, apaixonada e imperfeita morreu de fome em algum canto da alma.
Bebam, se quiserem.
Amem, se tiverem coragem.
Errem quantas vezes forem necessárias.
Mas nunca entreguem ao tempo aquilo que só vocês poderiam destruir. Porque o tempo leva apenas o corpo.
O resto... somos nós que abandonamos pelo caminho.