Um Estranho Impar Poesia
CASTELOS DE PAPEL
(Quando a tempestade leva o sonho e deixa o chão)
Construí um castelo de ilusões em meus sonhos,
onde a torre é feita de papel (alma).
Tão leve que qualquer tempestade passa
e a leva para o céu...
Enquanto o alicerce fica no chão (matéria).
Ao olhar para o alto, nada mais se vê.
Mas quem passa e repara o solo vazio,
pergunta ao vento:
O que havia ali que o teto não quis conter?
Lu Lena / 2026
O mundo está precisando, literalmente, de um abraço coletivo e de olhar para Jesus na cruz, que espera de braços abertos por esse gesto.
Lu Lena / 2026
MÃE, ORVALHO DO CÉU
Toda vez que uma mãe chora, um anjo desce à Terra e usa suas lágrimas para borrifar e polir todas as estrelas do céu.
Lu Lena / 2026
A MENINA DOS OLHOS
Ela fez das lágrimas um mar de ilusão onde, através da "menina de seus olhos", enxerga o arco-íris além do céu...
Lu Lena / 2026
CIRCUITO DE VIDRO
(Entre o meltdown e o porto seguro de um olhar)
Minha essência foi moldada num mosaico vitral,
feita de cacos espalhados pelo chão.
Em instantes de crise, o espaço me aperta, me comprime.
Às vezes é amplo, às vezes me liberta.
O ruído do mundo lá fora me desestrutura,
meu grito ecoa, fio desencapado.
Curto-circuito.
O excesso me enclausura.
Mas no instante seguinte, a paz:
o básico, o abstrato.
Não preciso sair de mim, não preciso orbitar o desconhecido.
No choque, o meltdown acontece e eu vou embora.
Desconexão. Penumbra.
No vão oco da minha quietude,
consigo voltar e me ver.
Sinto a mão que puxa o plugue da tomada.
Refugio-me no olhar do meu abrigo: minha mãe.
E enfim… estou seguro.
Lu Lena / 2026
Amor como explicar o amor!?
Com a chegada de um filho,
Que te cura de dores que nem
Foi ele quem causou.
Aí você intende o sentido de amar!!
FOLHAS DO TEMPO.
Como um vento a soprar sobre uma pradaria, assim perecem os sonhos do homem, que ele tanto queria.
A vida é como um vento que vai, que passa tão rápido e não volta mais.
Assim, nas folhas do livro do tempo, vamos escrevendo a história.
Não nas folhas que já se passaram completamente, mas na de agora — esta folha chamada presente.
Cícero Marcos
Hoje em dia são cantores cantando para cantores, um imita o outro, ídolos de si mesmos, ganham muito, acabam rápido,
são humanos brincando de serem deuses,
mas são ídolos passageiros,
alcançando alguns segundos de fama!
"Enquanto houver um louco, um poeta e um amante haverá sonho, amor e fantasia. E enquanto houver sonho, amor e fantasia, haverá esperança."
( Shakespeare )... Enquanto houver ela, Não se preocupe com organização o tempo inteiro. Quem é que não tem o seu próprio caos criativo? Permitir um pouco de bagunça em sua vida não apenas evita o desenvolvimento de neuroses e outras manias, como pode trazer aquele impulso de criatividade que só a fuga dos planos permite. Na dose certa, o caos não faz mal a ninguém, pelo contrário, pode ser exatamente aquilo que você estava precisando. Goste do cheiro do Caos, Quanto a ela, "Saborear" e a palavra pra hoje...
Coisa de Gente!
Na mitologia grega, Pandora, a primeira mulher criada pelos deuses, recebeu uma caixa (na verdade um pithos, um jarro) com a ordem de nunca abri-la. Vencida pela curiosidade, ela libertou todos os males da humanidade: doenças, vícios, ódio, velhice e morte. Ao fechar a caixa às pressas, apenas uma coisa restou dentro: a esperança (Elpis).
Muitos veem a esperança como consolo, mas Hesíodo, o poeta que narrou o mito, a considerava enganosa. A esperança mantém as pessoas presas a expectativas vazias, impedindo-as de aceitar a realidade e agir por si mesmas.
Por isso, não devemos ter esperança nas pessoas. O ser humano, por natureza, repete os erros de Pandora: cede à curiosidade destrutiva, libera males e, quando resta apenas a esperança, a usa como desculpa para não mudar. Confiar na esperança nos outros é acreditar que uma ilusória promessa interna pode reparar o que a própria ação quebrou. A esperança não salva — apenas adia o desastre.
"O mundo busca o ouro, acha o amor um atraso, mas ninguém compra o tempo, nem apaga o passado"
#Marcos Elias Antunes
No fundo, a gente só quer ser lembrado por alguém.
Só quer um amor sincero, que sinta o nosso interior,
que se aprofunde no oceano do nosso mar,
mas que não perca a respiração ao se afogar.
Que traga a vida e sinta cada onda passar,
sem levar embora o amor que há.
Um amor intenso, cheio de sentimentos e boas intenções,
que dure toda a vida que nos foi dada,
até o momento da sua partida.
— Mara Ferly
Neste dezembro, escolho reorganizar meus pensamentos para que cada um deles trabalhe a meu favor.
Ao lembrar do que vivi, acesso força; ao olhar para o que chega, ativo clareza.
Permito que minha mente solte padrões antigos, abra espaço para novas possibilidades
e reconheça no presente o ponto exato onde a mudança começa.
*O Amor que se vai*
.
Um coração sem amor não deixa rastros ou dor, iguala-se ao tempo escasso, quase sem tempo,
que passa depressa como o vento
lá fora, sem esperar.
Um mundo sem amor é como um
corpo sem vida, tendo no tempo,
o vazio da emoção. Desvanece,
esquece, ficando a razão.
Dentro, tudo quieto e calmo, sem cor,
quase parado, energia chega, alegria
se vai, como o sopro da tempestade,
que cai ecoando sons fortes, que leva
os medos junto aos raios.
Quando a primavera vem,
a natureza renova-se.
Novos ares, novos tempos,
levando as chuvas e os ventos,
nem tudo é calmaria.
As plantas, as flores, as cores e seus
perfumes, mostram-se, exalam-se, transformam-se, enchem-se novamente
de esperanças, os corações vazios,
adormecidos, de um sentimento qualquer.
Um coração que insiste sem amor,
endurecido fica, nem o Sol, nem a Lua,
nem o encantamento e calor não há.
Iguala-se ao vento do lado de fora.
Olha, bate, bate se debate na janela,
sem poder entrar.
.
Ademilton Batista
Brasil Bahia Itabuna
Anos - 2013
Do Livro Vencendo o Tempo pg104
.
*Poema premiado no Concurso Nacional de Novos Poetas Sarau
Brasil, em 2017, em livro impresso
Vencendo o Tempo *2020* e,
também, o primeiro trabalho do autor
Ademilton Batista a receber uma premiação nacional, estreando,
assim, as suas próximas participações e premiações em concursos, antologias e declamações pela America do Sul (Venezuela, Colômbia, Argentina e Chile), Europa, ( Italia, Espanha, Portugal) Ásia (Bangladesh, India), e, mais recente em 14/05/2026, foi declamado na Rádio FM, Frequência Mum No Programa Hora Mágica, na Cidade de Luanda, Angola, África,
para o mundo. Muito feliz com desempenho do Poema
*O Amor Que se Vai* ele cumpriu
fielmente o seu destino literário.
Há um perigo enorme em entregar-se, fechar os olhos e andar de coração aberto.
Podemos ser atacados na leveza de pequenos gestos, palavras, ações.
E com os olhos vendados, ainda acreditarmos que a gente que falhou.
Viva de olhos vendados e coração aberto, mas a intuição ativa e a reação treinada vai te salvaguardar de ataques silenciosos e te livrar de culpas imputadas por meliantes costumeiros.
Seja inocente, mas jamais ignorante!
O pior luto que existe, tchê,
é aquele de um amor que segue vivo,
mas longe dos teus braços.
Porque no fundo,
a gente fica campeando lembrança
igual quem espera cavalo voltar sozinho pra casa.
E dói…
dói ver que a pessoa ainda existe nesse mundo,
ainda toma chimarrão,
ainda ri por aí,
mas já não senta mais ao teu lado no fim da tarde.
Tem partida que não precisa de adeus.
O silêncio já faz o serviço de destruir tudo.
Bah…
tem saudade que nem mate amargo adoça.
O luto de um amor vivo é coisa triste, vivente.
Porque a gente segue andando,
sorrindo nas rodas,
arrumando o cabelo,
fazendo tudo certo…
mas por dentro o coração fica parado
na última vez que aquele amor olhou pra nós com carinho.
E pior que ele ainda existe.
Respira o mesmo céu,
anda pelas mesmas ruas,
mas já não pertence mais ao nosso abraço.
Bah…
depois que a dor acalma um pouco,
a gente entende uma coisa importante:
nem todo amor nasce pra ficar.
Alguns chegam só pra ensinar.
Ensinar que coração forte não é o que nunca sofre,
é o que sofre
e ainda assim continua acreditando na vida.
Porque perder alguém
não pode significar perder a si mesma.
E uma gaúcha de verdade pode até chorar escondido,
mas nunca deixa de seguir estrada.
O luto de um amor vivo me mudou.
Antes eu achava que amar alguém
era permanecer custe o que custar.
Hoje eu sei:
amor bonito também é saber soltar
o que já não floresce.
Tem ausência que dói,
mas também acorda a gente pra vida.
E foi depois da tua partida
que eu aprendi a me escolher,
a cuidar do meu coração
e a nunca mais aceitar migalha
onde eu oferecia o mundo inteiro.
Mais vale um sonho interrompido do que uma dignidade corrompida.
Às vezes, é necessário sacrificar um desejo pessoal para preservar um princípio moral.
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