Um Estranho Impar Poesia
Nem todo ‘vida que segue’ é recomeço…
às vezes é só fuga...
Um fim que não se teve coragem...
De assumir.
No palco da vida,
quando as cortinas se fecharem de um lado,
todas as coisas nos serão reveladas do outro.
Descobriremos então o que valeu a pena,
mas muito mais, o que não valeu a pena viver,
pois estávamos presos às ilusões do mundo material.
Por isso,
aqueles que mais se entregarem às experiências espirituais,
serão os que menos sofrerão do sentimento
de terem desperdiçado a vida.
“Tem gente que chega bagunçando tudo… mas de um jeito bonito.
Ele é meio doido, meio riso solto, meio caos bom — desses que iluminam sem pedir licença.
E no meio das brincadeiras, ele me lembra quem eu sou, como se enxergasse em mim um brilho que às vezes eu esqueço de ver.
Com ele, tudo fica leve… tão leve que até os problemas parecem perder o peso.
E é estranho perceber que, no meio da loucura dele, é onde eu mais encontro paz.”
Errei.
Como errei.
Há um marco na vida de todos homem.
Um marco onde descobrimos que há decisões impossíveis de se alterar.
Quando percebemos o impacto das decisões.
Quando percebemos o que causamos.
Quando vemos lágrimas irreparáveis.
Quando sabemos que ferimos pessoas as quais já não podemos mais nos desculpar.
Quando percebemos que abandonamos alguém quando essa pessoa mais precisava de nós.
Quando falhamos.
Quando não soubemos cuidar.
No dia em que tomamos a pior decisão.
Eu passei por isso.
E feri alguém que esperava meu cuidado.
Feri alguém a quem prometi cuidar.
Como miserável homem que sou, falhei.
E nunca mais a vi.
FEMINICÍDIO
Agressão contra a mulher
É um crime sem pudor
Que deve ser combatido
Com o máximo rigor
Denunciem, minha gente
O silêncio é um presente
Que se dá ao agressor
Um velório sem um caixão,
O enterro sem uma decepção.
Apenas um coração,
Bombardeando sob pressão.
Ecoa um silêncio,
Um cheiro estranho,
Apenas um cadáver,
Morto por dentro.
Benquerer
Amar você é ter a certeza de um amor puro e tranquilo, sentindo prazer nos pequenos momentos compartilhados diariamente.
Amar você é como ouvir uma linda canção, daquelas que tocam a alma, ou flutuar enquanto dança uma belíssima valsa.
Amar você é experimentar um pedaço do céu no dia mais ensolarado, admirando os raios solares e toda a sua grandeza.
Amar você é ter o mundo em um abraço, realizando o sonho mais distante e vivendo o inimaginável!
Mire nos seus sonhos e foque no processo! Todos os dias faça algo que te aproxime de um amanhã melhor, mais próspero e mais saudável. O resto é consequência.
(Aline M. Abdalah)
O invasor
Olhares de fúria e perplexidade...
Um menear de cabeças, não o queriam ali...
Que desrespeito!, ele tem que sair!
Absurdo! respeitem nossa identidade!
Faces que exalam ódio... E a verdade
que pulsa é a vontade de lhe agredir,
em ação rápida, o foragido estás a partir,
envolve a prole e parte em velocidade...
Encara a vergonha, suporta o fadário...
Mais uma daquelas dores que ninguém vê,
um rito comum, um desprezo diário...
No banheiro feminino, acabou de suceder,
um pai usando o espaço do fraldário
hostilizado ao trocar a fralda do seu bebê.
Há um discurso recorrente que se apresenta como defensor da democracia, mas que, para muitos críticos, encobre práticas de concentração de poder e limitação de liberdades. Sob essa ótica, o que se vende como ampliação de direitos pode, na prática, resultar em maior controle sobre a sociedade, com decisões centralizadas e pouca margem para divergência.
Nesse contexto, argumenta-se que diferentes setores da sociedade teriam sido gradualmente influenciados: a educação, por meio da formação de narrativas específicas; as camadas mais vulneráveis, por políticas que, embora necessárias, também podem gerar dependência; e o debate público, por mecanismos que restringem vozes dissidentes. A recente discussão sobre regulação e limites no ambiente digital intensifica essa percepção, levantando questionamentos sobre os limites entre organização do espaço público e cerceamento da liberdade de expressão.
Para os que defendem essa leitura, a ausência de reação mais ampla estaria ligada aos benefícios obtidos por grupos que se adaptam ou prosperam dentro desse modelo. Ainda assim, o calendário eleitoral surge como um momento decisivo: é quando a sociedade tem a oportunidade de reavaliar seus representantes e redefinir os rumos do país por meio do voto, instrumento central de qualquer sistema democrático.
Cresce, em diferentes setores da sociedade, um sentimento de descrença em relação ao futuro da justiça no Brasil. A percepção de que nomeações e composições institucionais possam ser influenciadas por critérios políticos, e não estritamente técnicos ou legais, alimenta dúvidas sobre a imparcialidade de decisões que deveriam se pautar exclusivamente pelo cumprimento da lei.
Nesse contexto, ganha força a crítica de que vínculos pessoais e redes de proximidade acabam pesando mais do que o interesse público. Para muitos, instala-se a impressão de que a lógica da conveniência substitui a da justiça, como se a prioridade fosse preservar alianças em vez de assegurar equidade.
Se já há, hoje, questionamentos sobre a capacidade de identificar e corrigir irregularidades em determinados círculos, o receio é que, uma vez investidos de maior autoridade, esses mesmos atores reforcem práticas que fragilizam ainda mais a credibilidade do sistema. Assim, a ideia de uma justiça verdadeiramente “cega”, no sentido de imparcial, corre o risco de se tornar apenas retórica, distante da experiência concreta vivida por grande parte da população.
Solidão ou Solitude?
Há um instante em que o silêncio pesa,
como se o mundo tivesse esquecido o meu nome.
A casa respira devagar,
e cada canto guarda um eco que não responde.
Chamavam isso de solidão.
Mas o tempo, esse artesão invisível,
foi mudando a textura dos dias.
O vazio deixou de ser ausência
e virou espaço.
Aprendi a ouvir o que antes doía:
o som do vento na janela,
o compasso tranquilo do meu próprio existir,
a leveza de não precisar ser para ninguém além de mim.
E então, quase sem perceber,
a solidão se desfez em outra coisa—
mais mansa, mais inteira.
Virou solitude.
Agora, o silêncio não pesa: acolhe.
Não cobra: oferece.
É um lugar onde me encontro
sem pressa, sem ruído, sem máscara.
E nesse encontro sereno,
descubro que nunca estive só—
apenas não tinha ainda aprendido
a me fazer companhia.
E tudo é um enorme clichê, nascer, crescer, envelhecer e morrer
Tudo é tão rotineiro e fácil de se prever, manhã ficar atoa, na tarde colégio e saída no anoitecer
Já se perguntou como pode tudo ser tão repetido ?
Digo, como pode um ser, existir e passar a existência procurando sentido
Tudo é tão cotidiano, não que o dia a dia me incomode, mas é incomodo perceber que já se passou mais um ano
Era janeiro, pisquei já se foi metade de junho, respirei fundo e de novo dezembro, ei feliz Natal !!! Feliz ano novo !!
Tudo de novo.....
O calendário tem sido meu inimigo, suas folhas se rasgam como as folhas no outono
Alguns insistem em dizer que tenho praticamente dezessete, mas juro que ainda tenho oito
Ano passado o nono foi meu ano, poucas preocupações, muitas faltas, pouca conversa
Essa vida de estudante é um tédio, primeiro, segundo e terceiro trimestre e mais uma primavera
Horas se esvaem junto do verão e lá se vão outros 3 cadernos cheios de lição
Indivíduos num cubículo fechado, todos fedendo a rancor e pretensão
Meu doce e amado inverno, frio intenso, tardes em baixo das cobertas e idealizações fabulosas
Inúmeros sonhos cheios de imaginação de criança, anestesiado pelas fronhas, vivendo num mundo repleto de mentiras
Tudo é tão clichê..........
Realidades
Em um mundo desilusório
o vento se desespera
a lua canta ao anoitecer
enquanto o sol lhe espera.
No mundo das ilusões
os pássaros cantarolam no jardim
e todas as aves vão voando
pra bem longe de mim.
Enquanto leio camões
vejo toda a soberania
de muitas decepções
e de muitas fantasias.
Eu ainda temo muito
e temo enquanto viver
mesmo com a realidade
ainda ponho-me a sofrer.
Em um mundo de historietas
e de crianças desobedientes
eu aprendo a dor mundana,
calada e inconsciente.
Vejo beleza no mundo
mas temo muito a sagacidade.
Preciso parar de pensar
e dar um fim na realidade.
O que será que falta em mim?
Será que não sou tão bonita
ou não tenho um corpo tão belo?
Será que tenho espinhas demais?
Será que sou fedida?
Será que não sou tão magra como as outras garotas?
Será que falo demais ou sou muito chatinha às vezes?
Talvez o problema não esteja na minha aparência, talvez esteja na minha alma.
Eu não gosto de patos
Vi um pato
bem próximo de mim
fiquei com ele
porque ele não parecia tão ruim.
Eu andava por ai
com meu patinho tão contente
mas com o passar do tempo
tudo foi ficando diferente...
O patinho se apegou a mim
e não saia mais de perto
então fui me afastando dele
pois achei que era o certo.
O pato ficou tão triste
mas nada eu podia fazer
Setembro Vermelho
Tantas pessoas em um mesmo lugar
Ouvindo dos outros o porquê de não se matar
E mesmo que todos estejam aqui
Ninguém está dando a mínima para o que eles dizem.
Não porque não querem
Mas porque é irrelevante
Falar para aqueles que já morreram
Que o suicídio é fatal.
Eu sei que eles querem nos prevenir de tudo
Mas vocês acham mesmo
Que palavras funcionam?
Que gestos importam?
Se no final todos morremos da mesma maneira.
Eu estou cansada
Cansada de ver palestras entediantes
Quero dormir e eles não deixam,
As pessoas que temo, e o ambiente que vejo
Me incomodam.
Não quero mais ficar aqui ouvindo poemas sobre suicídio
Ouvindo tristezas mundanas de outras pessoas que um dia sofreram tanto quanto
E estou fazendo este poema
Porque ouvir mágoas é muito entediante
Como vamos nós livrar do suicídio
Se somos obrigados a ouvir os que não nos conhecem dizendo para não fazer
Não temer.
Não quero que você me fale
Da sua "dor existencial"
Não quero que você me diga
Que eu sou importante.
Porque se pararmos para pensar
Enquanto você fala palavras bonitas
Coloca belas canções
Pessoas estão se matando ao lado
E perdendo seus corações.
Então não gaste seu tempo
Falando o que nao podemos fazer
Porque todos nós já pintamos o amarelo de vermelho
Com o sangue dos nossos corpos mortos.
Hoje foi um dia antíteco
não sei se essa palavra existe
mas este seria um dia repleto de antíteses.
Hoje o dia foi tão feliz que chorei
Chorei de tristeza enquanto sorria
Fiquei parada enquanto corria
Te dei um último abraço enquanto te assistia.
"Se tivesse o poder de voltar no tempo,
Queria só um instante, eu pararia naquele instante que te vi,
Naquele momento que te olhei pela primeira vez.
Só pra te admirar, este momento se tornaria uma eternidade,
Uma eternidade pra te amar.
Onde o amor ficaria congelado no tempo e jamais, jamais passaria.
Neste momento o amor seria o olhar
Onde pela primeira vez que te vi me apaixonei.
Se pudesse voltar no tempo naquele momento que te vi pela primeira vez,
Eu pararia o tempo naquele instante com o beijo que desejei te dar.
O tempo se ficaria por toda eternidade no nosso beijo.
Eu te vi pela primeira vez e me apaixonei.
Naquele momento o tempo nunca mais passou pra mim,
Ali naquele momento o tempo parou.
Eu te vi."
Por Marcio Melo
"Durante muito tempo eu busquei um amor,
Eu escrevi meus melhores poemas
E joguei ao vento, mas eles sumiram no horizonte levados.
Eu sonhei estando pronto pro amor, eu quis me apaixonar.
Mas o tempo só me lançou pedras
Que empilhei pelo caminho, pavimentando meus sentimentos.
E o tempo passa como se tivesse pressa.
Eu me sentei, maduro, vivido, castigado pelo tempo,
E minha esperança era o que me restou
Em um coração desiludido do amor
Que nunca recebeu meus poemas que o vento levou.
Então olho fito para o horizonte
E sabem que eu nunca nasci pra amar,
Tal qual poeta solitário.
Me despeço do tempo que repousa lá longe no horizonte
Por onde meus poemas sumiram pra nunca mais voltar..."
Versos de um poeta
Por Marcio Melo
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