Um Estranho Impar Poesia
O conceito de Direito é o de um conjunto de normas jurídicas impostas pelo Estado para regular a conduta humana em sociedade. Ele não é apenas um conselho ou uma regra moral, mas um sistema que possui sanção, ou seja, se você descumpre a norma, sofre uma consequência aplicada pelo poder público.
Esse conceito se baseia na ideia de que, para o ser humano viver em grupo, ele precisa abrir mão de uma parte da sua liberdade individual em troca de ordem e segurança. O Direito, então, surge como o instrumento que define o que é justo e o que é lícito, servindo como o limite entre o interesse de uma pessoa e o interesse de todo o resto do grupo.
Em resumo, o conceito de Direito é o de um ordenador social que utiliza a lei para substituir a força, garantindo que a convivência e as trocas econômicas aconteçam dentro de um padrão de normalidade e previsibilidade.
"A liberdade plena de um homem sábio,está na capacidade adquirida no seu desperta,ao deixar de ser escravo ,desprezando e negando todos e quaisquer julgamentos e críticas tendenciosas e maldosas alheias."
Mestre: Malaquias da Viola)
O amor se parece muito com a borboleta.
Antes de voar bonito e colorido, ela passa um tempo escondida dentro do casulo. Ali dentro acontece a verdadeira transformação. Nada é fácil, tudo muda.
Com o amor é igual. Antes de se tornar algo leve e bonito, ele também passa por processos, dúvidas, medos e mudanças dentro de nós. É no silêncio dessas transformações que o amor aprende a voar.
Quando finalmente abre as asas, ele já não é mais o mesmo.
Ele se torna livre, delicado e capaz de levar cor para onde antes só havia rotina.
Talvez por isso as borboletas sejam tão especiais.
Elas nos lembram que as coisas mais bonitas da vida não nascem prontas. Elas se transformam.
E o amor verdadeiro sempre nasce de uma transformação.
Regar é lembrar.
Um pouquinho todo dia.
Planta também sente.
Carinho não gosta de atraso.
Água é abraço da terra.
Quem cuida, volta.
Regador cheio, planta feliz.
Esquecer acontece, cuidar conserta.
Todo dia é dia de regar.
Água mansinha faz milagre.
A plantinha espera, mas sente.
Cuidar é voltar sempre.
Um dia sem água, outro com amor.
A terra agradece.
Regar é dizer: eu tô aqui.
Carinho não é de vez em quando.
Quem rega, cresce junto.
O jardim aprende com o jardineiro.
Água também é palavra.
Amor se prova no cuidado.
Somos alguém preparando as malas para uma indefinida viagem? Ou alguém preparando a cama para um eterno sono?
Em ambas hipóteses sinto uma nauseante futilidade
O Excel é um caderno que pensa.
Nele, cada número ganha voz,
cada tabela tem ordem,
e a mente descansa porque o raciocínio vira arte organizada.
Tudo o que temos na Terra — objetos, coleções, lembranças guardadas em caixas e prateleiras — um dia deixará de ser nosso. Por mais que cuidemos com carinho, nada disso nos pertence de verdade. São coisas que o tempo devolve ao mundo, e que, depois de nós, talvez caiam nas mãos de pessoas que nem saibam o valor que tiveram para o nosso coração.
Aquilo que um dia foi precioso, para outros pode ser apenas um objeto qualquer. Podem rir, vender, ou simplesmente deixar de lado algo que, para nós, tinha história, afeto e significado.
É então que a gente entende que o que realmente vale é o que o tempo não pode levar — o amor que cultivamos, as palavras boas que deixamos, os gestos de bondade que florescem em outros corações. Essas são as verdadeiras riquezas: invisíveis, mas eternas.
Os objetos ficam, mas o amor caminha conosco — e é a única coisa que segue além da Terra. 🌸
TEA
Um espectro diferente
Um jeito singular de ser
Com um coração de amor
Em busca de aprender
Há mentes que se agitam
Outras em calmaria
Hiperativo ou passivo
Em busca de harmonia
Atraso na fala, às vezes
Mas a alma se expressa
Com gestos e olhares
Uma linguagem sincera
A paciência é a ponte
Que une corações
A rotina, um porto seguro
Em meio às emoções
O acolhimento é a chave
Para um mundo melhor
Quebra-cabeças da vida
A inclusão é um fervor
TORQUÁLIA
Minha terra tem Torquato
Onde canta a Tropicália
Quem não se arrisca?
Um poeta não se faz com versos, mas com a gentalha
Um anjo torto caiu do céu
Filho da contradição
Sem crendice de ordem estética
Rasgou as asas da perfeição
Não crê em amor de múmias
Em corações petrificados
Dança na areia movediça da história
Sem medo, abraça atribulados
Pra dizer adeus, go back ecoa
Sem dor, apenas a força da canção
Geleia Geral, sabor de nostalgia
Todas as horas do fim, em louvação
Era uma vez
Um lindo lugar
Na arte e na escrita
Buscar ensinar
Seu nome é escola
Com carinho vem motivar
Educando com amor
Para cidadãos formar
Na escola eu exploro
O meu aprender
Incluo empatia
Na construção do meu ser
Com meus amiguinhos
Eu busco brincar
Respeito as diferenças
Para a paz reinar
Criança pequenina
Com bracinhos no ar
A leitura diária
Quer abraçar
Professora querida
És minha estrada do saber
Com paciência explica
O meu direito e meu dever
"Há um nível de sublimação tão profundo em um povo que, mesmo diante da verdade, eles se recusam a acreditar."
— Isaac C. P. Ribeiro
"Quem detém o poder teme o esclarecimento, pois um povo consciente raramente é manipulado."
— Isaac C. P. Ribeiro
Havia um burro amarrado a uma árvore.
O demônio passou por ali e o soltou.
Livre, o animal invadiu a horta dos camponeses vizinhos e devorou tudo o que encontrou.
A mulher do dono da horta, ao ver a destruição, tomou o rifle e disparou. O dono do burro, ao ouvir o tiro, correu até o local, encontrou o animal morto e, tomado pela fúria, revidou contra a mulher.
Quando o camponês regressou, encontrou sua esposa caída e, em vingança, matou o dono do burro. Os filhos do homem, ao verem o pai morto, incendiaram a fazenda do camponês.
Este, em represália, ceifou-lhes a vida à bala.
Então perguntaram ao demônio o que havia feito para causar tamanha desgraça.
Ele respondeu com frieza:
— “Não fiz nada… apenas soltei o burro.
Amor não é algo garantido na vida de qualquer um.
Qualquer infeliz o-suficiente poderia ter seguido a vida sem ter sentido amor
O RITUAL DO DESPERTAR
Acordar cedo não é apenas cansaço,
é um ritual sagrado, um convite ao dia que nasce.
"Puxar para cá, ajustar ali" —
movimentos precisos, quase uma dança,
uma geometria viva que ganha forma nas mãos.
Cada furo, cada encaixe,
é um verso no poema da madeira que respira,
que se transforma sob o toque do artesão.
CIÊNCIA E FÉ
Subir escadas não é só um esforço físico,
mas subir degraus de um altar,
onde medir, calcular e dominar forças
é o equilíbrio perfeito entre engenho e alma.
O suor que escorre é verniz sagrado,
brilhando sobre a obra-prima em construção,
testemunha da fé que move o trabalho.
ESCULTURA DA ALEGRIA
Não se constrói apenas móveis,
esculpe-se luz, escapa-se a essência do tempo.
Peça a peça, a madeira crua renasce,
ganha forma, função e fulgor,
transformando fadiga em orgulho,
trabalho que se torna oração silenciosa.
EM SÍNTESE
Arte + ciência + devoção = poesia concreta.
Nas mãos, a serraria canta sua melodia,
no coração, a criação habita,
e o mundo se enche de beleza e sentido.
Marcenaria é o encontro sagrado entre matéria, conclusão e alma.
Caminhando sozinho na noite, com um sorvete derretendo entre os dedos e as luzes da cidade se desfazendo em cores ao fundo, percebi que, assim como aquela fotografia imperfeita, minha própria história também carrega beleza no caos, na solidão e em tudo que o tempo insiste em dissolver — e talvez seja exatamente aí que ela se torna real.
— fallen
Há um inverno em mim,
triste como o silêncio das estrelas.
O calor amarga,
mas o frio é canto que consola.
Que estranha oposição,
como se o tempo fosse espelho quebrado.
Não é ausência de amor:
é apenas o pouco que resta,
esmola de eternidade.
Cada dia um novo recomeço, um desafio novo!
Mas estamos aí enfrentando batalhas...
Ganhando ou perdendo, mas sempre lutando.
FREUD
Freud foi um gênio tal
Estudou a nossa mente
Foi pai da psicanálise
Trabalhou o inconsciente
Os sonhos interpretou
E com isso revelou
Não haver só consciente
Freud falou que o Id
É o desejo escondido
Já o superego impõe
O que é certo ou proibido
Mas o ego é o ator
Com papel mediador
Que decide o ocorrido
Freud disse que as fases
Já começam ao nascer
Fase oral é no início
A anal vem ao crescer
Fase fálica, latência
Genital na adolescência
Até o amadurecer
Do complexo de Édipo
Freud foi formulador
Explicou que o menino
Busca o exclusivo amor
Quer da mãe a atenção
E vê como oposição
O seu pai, seu genitor
Dos limites à criança
Freud também comentou
Mecanismos de defesa
Com detalhe explicou
Resistência, transferência
Foi enorme a influência
O que ele nos deixou
Eu encerro esse verso
De homenagem e gratidão
Ao saudoso doutor Freud
À sua grande lição
Nossa mente é um mundo
É um mar muito profundo
De mistérios e emoção
Amor de Lareira:
Eu sei o que é amar
Eu sei o quão bom é amar
Amei muito mais do que um ser
Chovia
Senti que a angústia me transformava em ácaro
Mas quando senti o amor, tudo foi como lareira
Quando apareceu vossa pintura
O infinito se formou
A felicidade virou palavra-cruzada
Amor de lareira
Circulando dois cantos meus
Rondando mais dois cantos meus
E me cercando em dois elementos
Água e fogo
Na lareira e aquecedor, a relação de um casal
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