Um Estranho Impar Poesia
O meu olhar procura por você entre as parreiras, O coração bate acelerado, Só de imaginar que você também está apaixonado...
Procuro por teus lábios tintos de paixão, Ainda não apareceram, Farei de tudo só para chamar a tua atenção...
Ler que você sente a minha falta estala no céu da boca tal qual uma borbulha de champagne. Saudades não me faltam - sobram...
A rosa sem espinhos, Reclama a falta de você, Reclama a falta que você faz, Reclama ser regada por tuas saudades, Gesto infindo de quero mais.
Desejo que teus olhos brilhem olhando para dentro, Quero que o teu sorriso fique à minha procura, Pode ser amor com uma pitada de doce loucura.
Te recebo sem medida, Te oferto a minha conduta comedida, Quero que voltes e encontre aconchego nessa minha forma de ser feminina.
O coração está batendo forte, É doce porvir do amor, A minh'alma te reconhece, Sei que irei contigo para onde você for...
Os amores em festa alegres como anjos, Nós dois trazemos venturas nos olhos, Temos flores em nossos peitos, Corações, doçuras e sentimentos.
O brilho dos teus olhos rompeu o véu da noite, O céu do coração se magnetiza com a tua delicadeza, É o teu amor chegando com infinita grandeza.
O contorno dos teus lábios me provocam, Estou embevecida dos teus carinhos que me tocam, O mistério desses olhos castanhos que me contagiam.
O teu cartesianismo desenha a nossa paixão, Vem, segura a minha mão, Quero te dizer baixinho que vou te entregar o meu coração...
Esse vínculo místico de confiança que me prende, Aprecio esse desassossego menino me encanta - e me rende.
A noite traz o amparo poético que me conforta a espera do teu amor divino, supremo e que provoca flutuação. O teu nome é sedução.
Liberdade celeste que poucos sabem aproveitar, É feliz nessa vida todo aquele que a sabe apreciar a simplicidade - felicidade particular.
A liberdade à beira do regato, Perfumada da relva, Enfrenta a vida com ousadia, mesmo sabendo que ela é uma selva - confia.
O sol acaricia as roseiras, Beija as rosas enfim, A alegria da passarada inunda o jardim - doçura serenada, faceira e querubim.
Os versos na cadência dos teus carinhos, Delineiam o nosso poema-canção sussurrado ao pé do ouvido, Delicadeza poética que também é abrigo.
A vida pede que diante de ti eu entardeça, Como sou insistente, escuto os anjos só para aproximar-me mais de ti - peço delicada que anoiteça.
A noite se aproxima carinhosa, vagarosa, vigorosa, Ditosa ela vem surgindo sobre a aurora - ansiosa espera saborosa.
Como que me brincas, vou até a ti, Saboreando a cada risada, Enternecida e repleta de desejos de viver alimentada por esse amor maior.
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