Um Estranho Impar Poesia
fundir implodir
mas eu não vim falar de coisas mundanas
eu vim para nos fundir…
eu não vim para para trazer calma
eu vim…eu vim para tirar vc da orbita…
tirar teu espaço…invadir teu espaço…
colidir…
implodir…
para criarmos vida nova em nossa vida
***Não seja passageira.***
Senta-se ao meu lado e esqueça de ir embora.
Não seja passageira!
Se for por um dia, como vou dizer que é longo? Mas será uma eternidade!
Mas estarei te esperando.
Não seja passageira!
Se for por uma hora, será como grãos de areia levadas pelas ondas.
Mas estarei te esperando.
Não seja passageira!
Se for por um minuto, será como a fumaça que se dissipa ao sair pela chaminé.
Mas estarei te esperando
Não seja passageira!
Se for por um segundo, será como teu olhar vagando pelo vazio, longe de mim.
Mas estarei te esperando.
Não seja passageira!
Se for por um micronésimo de segundo,
minha silhueta se desfará como um desenho na areia da praia…
e esse desenho, desfigurado, irá vagar pelos mares …
e as ondas irão quebrar…
e o som carregará uma pergunta: vai voltar?
Porque estarei te esperando.
Não seja passageira!
Se você quer mudar o mundo... ame uma mulher, ame-a de verdade.
Encontre aquele que chama a sua alma, que não faz sentido.
Jogue fora sua lista de verificação e coloque seu ouvido no coração dela e ouça.
Ouça os nomes, as orações, as canções de todos os seres vivos
cada alado, cada peludo e escamado,
cada subterrâneo e subaquático, cada verde e florido,
todos os que ainda não nasceram e os que estão morrendo...
Ouça seus louvores melancólicos de volta Àquele que lhes deu vida.
Se você ainda não ouviu seu próprio nome, não ouviu o suficiente.
Se seus olhos não estiverem cheios de lágrimas, se você não estiver se curvando aos pés dela,
você nunca lamentou por quase tê-la perdido.
Se você quer mudar o mundo... ame uma mulher, uma mulher
além de si mesmo, além do desejo e da razão,
além de suas preferências masculinas por juventude, beleza e variedade
e todos os seus conceitos superficiais de liberdade.
Ame-a por toda a vida - além do seu medo da morte,
Não diga a ela que você está disposto a morrer por ela.
Diga que está disposto a VIVER com ela,
plante árvores com ela e observe-as crescer.
Se você quer mudar o mundo, ame uma mulher, ame e proteja-a como se ela fosse o último vaso sagrado.
Ame-a através de seu medo de abandono
que ela tem mantido por toda a humanidade.
amar uma mulher até o fim
até que ela acredite em você,
até que seus instintos, suas visões, sua voz, sua arte, sua paixão,
sua selvageria voltou para ela
Paulo H Salah Din
"Os Não-Vividos"
eu sou crença
eu retenho
para retornar
mas você permanece escondido
Você está aqui
e você não está aqui
apenas metade da maçã foi comida
Através de homens e donzelas,
você surfa sua água tão ardentemente
Ainda abaixo do fim
onde ardem a terra e o fogo,
você cansa
O vento piorou seu medo
Eu retenho e depois volto
para trazer ervas que colhi para nós
Mesmo eu, esqueci que há um feitiço dentro de nós
seu nome fugiu da minha respiração,
Sim,
depois voltou.
Você tem muitos nomes agora
medo é um deles,
a vida é outra.
E eu tenho muitas mãos para nos conceder
Venha deitar ao meu lado e vamos olhar
no não vivido
Você está morto, mas ainda não
Pois você é a história que os homens esqueceram de contar
você vê, seu alívio é talvez passageiro
não deixe isso te enganar
Nós sabemos o que o desejo faz com os dias
Não se pede crença
Como o vento sobre o fogo
Eu te explodo dos dois jeitos •
•
•
Todas as manhãs eu acordo em sete bilhões de corpos
saúdo-me com contos de folias e calamidades
Se você soubesse o que eu vi
Se você soubesse o que eu fiz
Oh tão inocente
Quando chamado, respondo a todos os nomes - infalivelmente -
ainda muitas vezes me sinto sem resposta
Espalho-me por mundos e continentes, despojo-me da minha imensidão
No entanto, cada rosto é meu e tudo o que é visto sou eu
Todo o tempo eu falo comigo mesmo e muitas vezes não me sinto ouvido
ainda cada voz é minha e tudo o que eu ouvi sou eu
Estou sempre me envolvendo,
ainda me considero solitário
Persigo-me na forma de coisas aparentes, embora nunca me encontre
Eu me recrio por nenhum outro motivo senão eu mesmo,
ainda permanecem imensuravelmente os mesmos
diferenças de postura, mas permanecem as mesmas
me divido, mas continuo o mesmo
nunca desconhecido, eu me empresto de minha própria identidade
ninguém nunca me alcança exceto eu mesmo,
escondido dentro do meu conhecimento, revelado apenas para o meu ser
Eu preparo veneno e o derramo sobre meu corpo,
babar pela beleza e procurá-la como se não fosse minha
Eu durmo bem acordado e morro de fome enquanto como
Eu ataco e defendo, então danço triunfalmente no túmulo de cada derrota
perturbado pela minha imperturbabilidade,
impaciente no tempo criado,
que inútil, digo a mim mesmo,
quão mesquinho
nunca ter conhecido a totalidade
Os ossos da minha avó o mantiveram unido por mais tempo do que a eternidade
mãe
frequente meu berço
pai
reconciliar minhas partes
criança, vai ficar tudo bem
sou a favor e contra mim
enfraquecido pela minha força,
fortalecido pela minha fragilidade
eu sou o amante de todos
intensamente macio
extremamente difícil
ocupado o tão ocupado recusando o que já é
O meramente desperto não pode descobrir tal vulnerabilidade
Fui, por tempos,
o mais ingênuo dos poetas.
Traduzi minha alma em escritos,
ofertados a rostos que jamais souberam ler;
justamente por esconderem-se atrás de máscaras.
As palavras — essas que julguei importantes —,
definhavam-se à medida do correr do tempo.
Então, tornaram-se meras lembranças do que poderiam ser:
pontes de transformação,
não muros de adorno.
Foi à escuridão do meu quarto —
a única leal que me restou —
que compreendi:
não era a beleza que faltava aos versos,
mas o merecimento dos olhos.
Toda poesia é imperfeita,
como todo homem;
e é essa a essência da natureza.
Os dissimulados, na vã procura do eterno,
hão de pasmar-se aos espasmos da tênue verdade.
Agora, ao ausentar-me,
deixo um rastro de luz contida —
mínima, talvez,
mas real.
Aqueles que um dia lerem,
não mais embuçados
— com a alma aberta —,
sentirão o brilho de minha partícula viva,
explodindo no silêncio cósmico.
“Não fui lido,
mas fui real.”
Ter o dom,ou a estranheza de pensar
E se aprofundar em cada detalhe dos arredores
Ouvir e sentir os Sons da poluição
E me arder os ouvidos
com a rotina incerta de meus pensamentos
Cada detalhe me prende de alguma forma
As luzes da cidade não são muito observadas
Mas eu as conto e observo
Como se fossem estrelas no céu
Todos os ares que por lá passam
São lembrados por mim
E de alguma forma eu os recordo
Como se fossem experiências de vida
Para alguns pareceria nojento
Lembrar do gosto de ferrugem
Que ficou em meus dedos
Quando toquei os corrimões do parque
Mas para mim,isso é poesia
Os gostos dos ares
E o rangido dos pés na calçada
Como as pessoas são distraídas
Não, eu que sou observadora
Ou somente louca poetiza
QUEM É O POETA
O poeta não é só as palavra
Que escreve;
Não é só os versos
Que completa ...
O poeta é a emoção que
Que doe no peito,
É o grito que ficou preso na garganta;
É a lágrima que mareja dos olhos;
É o medo do futuro
E a esperança de dias melhores.
O poeta é tudo que escreve;
O poeta não é todo mundo...
Mas diz o que todo mundo
Queria dizer...
em minha mente.
caos completo.
quando vejo teu sorriso.
tudo se desfaz.
vem a calmaria.
dentro de mim.
como o fim de uma tempestade.
correr por todos os lados
na vida interminável
com sonhos e frustrações.
o que perder, o que ganhar?
às vezes nada faz sentido...
entra no poema
que no caminho
te explico.
segue aquele poeta
aquela vida
siga em frente
não pare!
na próxima esquina
o futuro.
teu olhar
que cativa
é maravilhoso
expressando sentimento
declamando poesias
como cintilar
de uma estrela
encantando o céu
da minha alma.
o pânico dentro de mim
o medo do fim
não chegar em lugar nenhum
sem jejum
deixo a dor dominar
sem ninguém para amar
dizem que a vida é bela
não sei se essa ou aquela
não sei para onde ir
já pensei em fugir
e só fiquei
porque te encontrei.
o coração bate forte
quando contemplo tua face
fico encantado
sem reação
você me deixa sem palavras.
você e a poesia mais bela
que eu queria declamar.
chegar no topo
a caminhada longa
o dia atual
olhar e não ver nada
a desistência
a resistência
na força a potência
rasgando o verso
para chegar no alto
sem cair no desatino
do tempo.
na hora do verso
falta a palavra,
eu procuro entre as estrelas
no fundo do mar
e não encontro,
uma voz grita ao longe:
amor! amor! amor!
qualquer coisa
sem produtividade
inapto na escrita
dia indeterminado
sem coragem
a fala no papel
o grito retido
mãos atadas
sem liberdade
tem greve em algum lugar
e eu aqui
preocupado em escrever poesia.
não sinto vontade
de fazer nada nesse dia.
travo uma briga comigo mesmo
uma parte que ir
enquanto a outra quer ficar
e ver o tempo
abraçar o horizonte.
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