Um Estranho Impar Poesia
Perdoe-me morte, tenho medo do
escuro
Perdoe-me morte, não gosto de
"pás"
Perdoe-me morte, mas eu não caibo
nessa caixa de
madeira
Perdoe-me morte mas não voltarei a ser
o que eu era;
nada...
Eu vi o bípede sem pena, sem amor e sem
compaixão
Eu o vi juntando papéis para voar seus
sonhos
Eu o vi voar de grades mesmo destruindo linhagens
Eu o vi repleto de árvores enquanto outros bípedes sem ninhos,
sem frutos, sem liberdade...
soneto da frase sobrando: O poeta esta morto
O poeta calou-se depois do meio dia
Inúmeras informações sem afeto
Datas, nomes, números(informação fria)
Senta-se na calçada, taciturno
Nada falava, nada sentia
Miríade de comentários floresciam
Foi a mão desumana e hipócrita
Ordinária mão do meio dia
Razão pela qual o poeta calou-se
Amar já não era a política que via
Temer a ambição da matilha sedenta
Emergente ação pacífica
Melhor calar-se e observar a volta
Enquanto a ternura retorna vívida
Ruas gritam pela volta da poesia
azul como o céu 🌊
Azul como o céu
Azul como o mar
Estrelas a brilhar
E nossos corações a pulsar
Sentados na calçada a noite
Perdida no Azul dos seus olhos
Tento focar no que você diz
E me perco em seus braços, como uma boa aprendiz
Um amor puro e verdadeiro
Um laço forte, um laço inteiro
A conexão nunca falha
Em cada abraço, a alma se agasalha
A cada beijo, a cada toque
Nossos desejos dançam como um rock
Em nossos corpos, a paixão se foque.
Eu sou o preto de nome Alex.
Descendente do escravo que fugiu para
Cavalcante sou Hadda o Kalunga.
Graças a Deus e a ele hoje estou vivo.
Mas. Cuidado comigo.
Bisneto de preto ladino
Eu falo eu canto eu rimo
Falo português duas "vez"
E o idioma daquele gringo.
Tatuagens e cicatrizes carrego comigo.
Sua ignorância minha aliada.
Meu conhecimento seu maior inimigo.
Crônicas de verão
Nos raios iniciais solares
Na escola, antes das aulas
Devaneando suavemente nos bancos escolares
Do lado de fora na frente das salas.
Numa preguicinha matinal
Sono em mim se mostrando
Sentindo o sol e me sentindo menos mal
Pelos corredores me pego caminhando.
Com a leve brisa do vento
Caminhando lentamente com meus amigos
Bem devagar, lento
Passando pelos pés de figos.
Em mim mesmo procurando abrigo
Para sumir esse sentimento de vazio
Pisando nesse chão antigo
Na pele sentindo o frio.
Abraça-me, querida arte
Acalenta-me em teu colo
Pinte minha dor
Finja que ela é bonita
Finja que há um propósito bom em sentir o amargo
Transforma o feio no bonito
E coloca essa tristeza para ser apreciada
Não guarda ela aí dentro não.
De repente Extinto
O que existia já não mais
De repente outra vez puro instinto
De novo o que antes jaz...
Num sopro de manhã se refaz...
Acorda segunda feira é sua
É folia tem carnaval nas ruas
Guarda a alma nas estrelas esconde a chave na Lua
Você devorou minhas quimeras
Vestiu meu corpo com poesias
Quando embriagou minh’alma
Com beijos reais e rasgou sutilmente minha fantasia...
Festim são teus desejos que plantam n' aorta de mim semente de amor perfeito no veio arterial
Semeia no céu da boca humana
pé de beijo e espigas de trigo pelo cabelo
No cerebelo milhões de nirvana...
Me asserenam essência pelo quintal
aduba tudo com teus olhos de mel boreal e colhe serial Amor...
Lendas da paixão
Causa e efeito dita o adágio
Tempo e duração por estágios
O diagnóstico determina os sintomas
Primeiro um presságio em vão
E o coração é pulso forte de repente ama
O segundo nosso tirocínio
Elementar segue o primeiro raciocínio
O terceiro suicida todas as razões
O coração não aceita empate
A paixão bate com fúria é mortal combate
De quanto em vez o Amor vence esse embate.
Codifico uma senha
na hemisférica de mim
passarinho quase etérea pelas voláteis nuvens azuis matizadas ao marfim...
A vaidade causa tola impressão de eternidade
Na verdade nada nos pertence nem é usufruto de infinidade...
Sonho com Louros
O universo é nosso tesouro
Os sonhos nos dão as diretrizes
Após labutados mina d'ouro
Os louros curam algumas cicatrizes
Sonho pra ter os louros do possuir
Trechos diversos, palavra cantada
Uma louca vontade de ser e deixar fluir
Ser dona do vento de tudo e de nada...
N'alma recolho molhos de louros de vida
A ilusão tudo registra com autenticidade
Justifica os suspiros e respiro aliviada...
Codifico a senha no hemisfério in rede
A vaidade tola dá impressão de eternidade
Na verdade nada nos pertence é só sede...
São tantas loucuras que me conduzem
me hipnotizam feita Medusa me induzem...Inebriante o feitiço que tira minha consciência e por vício me faz ciência de ti.
Em cada fio meu a longa espera...
As rimas onde te busco encontrar minha paixão tão antiga, meu sonho de primavera que o tempo nunca apagou
Liberto
Com livre teor poético
Cheiro de café
puro expresso
pão com manteiga
e boas risadas
até dizer chega
sem pieguices
esteja amar
seja meiguice
é agradável ao paladar
Quando algo te abala
Algo outro quebra tua fala
tranca-te por dentro em particular,
ninguém consegue seu mundo adentrar
Levanta-te, caminha...
Se arrima se arruma
Vai dar uma voltinha
Quem sabe nessa encruzilhada
Tua volta cruza com a minha
Se arriba e apruma a coluna
A vida é cheia de gente una
Tem luna, tem luz, tem poente...
Peito estufado, olhos estrelados
Abdome camuflado
Olhos bem abertos, atentos
Corre que ainda dá tempo
De ver o dia fluir bem poético...
O poeta soprou o sol
Hipoteticamente por fantasia
Poeticamente falando...
Só Poesia...
Já tive alcunha de Canela
Esse epiteto poético me fazia roer as unhas
Tamanha era minha insatisfação
Mentira, ligava não era só um modo de ligação
O apelido mais humano, dado pelo falecido mano...
Não por minha cor castanha avelã
Mas pelas canelas finas de menina
Que pareciam canelinhas de rã...
Hoje não mais...
O tempo passou e me revelou
Remodelou minhas pernas e coxas
Já faz tanto tempo isso, poxa...
Têm lembranças que são eternas
Sempre que vejo meus membros inferiores
Me lembro que são locomotores
Sorrio louco motor é o pensamento disperso
Me agracejo pelo avesso e me viro para o lado de dentro
As almas mudam suas instâncias e estatutos
Reverso o tempo ás vezes é justo
Nos concede indulto de boas lembranças
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