Um Estranho Impar Poesia
beijo
é medo...
medo da entrega...
mas o desejo é maior que o medo,
o que queremos sempre está além,
e depois que os lábios se tocam...
o que são os sentimentos como o medo?
[...]
beijo é quando
nada mais resta há não ser o momento,
o néctar dos lábios tão desejados,
e enfim alcançados,
não é só sabor, é cor, é aroma...
é calor e frio ao mesmo tempo...
é vento que sopra, são gotas de chuva...
e tempestades que não cessam nunca,
é nascente de águas jorrando...
é cachoeira escondida onde virgens se banham,
é tentar trazer para si a alma do outro pela boca..
beijo
é tempo que passa e não se sente,
é consumar mais que lábios se tocando,
e sempre mais...
Beijo é tocar a alma do outro,
ligar-se a ela de uma forma física...
através dos lábios,
as almas fazendo amor..
Outonando
O outono chegou, não se preocupe,
ainda há rosas florescendo nos jardins,
e sóis e luas continuarão
encantando a todos nós, sim !
Outono é tempo de meditação,
pensar que é preciso renovar
deixando uma semente guardada no coração
para que a primavera a faça germinar
te condenaria por desistir de ler-me?
minha bagunça enlouqueceu-me,
minha alma só produz gemidos,
o coração desaprendeu a escrever
insuficiência de palavras..
[...]
a calmaria veio com teu Amor,
a tempestade veio com sua partida,
chovem lágrimas no seu adeus
encharcando de sentimentos..
[...]
mais uma vez busco palavras,
não as encontro, o vento as levou,
lhe dedico então todas as palavras,
que habitam no meu silêncio..
Insuficiência
algo no fundo da minha alma
começou a gritar o princípio do fim
o início do choro
eu preferiria morrer a me afastar
deixar de existir a me fazer ausente
prefiria cortar minhas mãos
a soltar as suas..
caiu sobre mim
com o peso de
mil toneladas
o orvalho da noite
e o medo do tempo
lembrei todavia
de pequenos
infinitos guardados
dentro do coração
e impressos na alma
e a vida logo me
convidou à bailar
sorrir em meio ao caos
dos meus cacos
suportar os açoites
até cicatrizar a ferida
esse insólito labirinto
do Amor entre as almas
que atravessam os séculos
vencendo o próprio tempo..
queria saber parcelar, mas só sei acreditar em dívida paga,
queria saber ser equilíbrio, mas só sei ser e ter, tudo ou nada..
Sem medida, como a medida de amar
não sei ver no que fere, o amigo, só sei ver nele, meu carrasco,
não sei saber de paraquedas, sem quedas, me jogo do penhasco..
queria saber acreditar, mas só sei saber sentir e viver,
queria saber me iludir e esperar, mas só sei pagar para ver..
queria saber ser o que mede, mas só sei saber ser a profundidade
queria saber ter lembranças, mas só sei sentir saudade..
queria saber ser dose regular, mas só sei transbordar,
queria saber ser cicatriz, mas só sei saber sangrar..
queria saber ser pingo de chuva, mas só sei ser tempestade,
queria saber ser moderado, mas só sei ser intensidade..
ela se faz de durona,
mas, na verdade é uma proteção
anti-babacas
devido ao tipo de caras que a procuram,
ela é tão docequanto seus beijos
falta alguém que pague o preço
pra descobrir isso..
nossas almas dançando diante de uma plateia infinita de estrelas,
ao som doce e perpétuo de uma estrela cadente dos desejos atendidos..
A dança das almas
ao ser abordada por alguem, saiba bem o que quer...
se é aventura ou algo sério...
pois moleques passam cantadas,
já adultos expressam sentimentos..
cuidado para não entrar pela porta que te conduz ao abismo.
se entrar, abra as asas em meio a queda,
voe e volte, ela está sempre aberta..
cuidado para não fechar a porta que se abre para o universo.
ela costuma abrir uma vez só..
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