Um Estranho Impar Poesia
Você..
Foi assim que começou um lindo e desinteressado amor. Palavra que dá vida, mas também machuca. Você autoconfiante deixou a porta aberta, entrei!!! Sem cerimônia, livre, leve
e sem medo das sombras doloridas do passando. Tuuuudo novo! Redescobrindo sentimentos trancados dentro de mim! Juntos, rimos de cada situação, e mesmo parecendo impossível, fizemos do simples um mundo muito nosso com personagens puros, simples e engraçados. Éramos nestes personagens tudo de bom. Eles jamais morreram, porquê somos nós. Mesmo que a hipocrisia fantasiada de gente tente sujar. É nossa história simples, mas, nossa. Pena!
E saio como sempre fui, nada dissimulada, Eu! Nua de quaisquer medos de expor meus sentimentos.
A mesma que adentrou sua vida de forma moleca, doce, engraçada e sedenta de conversas, papos e aprendizado. Simples assim!
Mundos diferentes, iguais no sentimento chamdo amor, e com ele você veio! Comigo foi menino, foi sorrisos que escondia, foi moleque travesso que e pôde viver um pouquinho de liberdade verdadeira.
De alguma forma somei e desarmei muitos gatilhos
que deixaram marcas no seu olhar.
Para você meu grande homem menino, guardado no coração meu menino grande.
Dedicado a você CFB meu "U", que deixou eu enxergar a porta aberta.
Rica Almada
Por um tempo tive medo
Era algo que não sabia explicar
Como um pequeno segredo
Que não conseguia desvendar
Por um tempo me tomou
E passava dias a me perguntar
E um dia o medo acabou
Quando consegui te achar
O amor preencheu o espaço vazio
E o medo deixou de existir
Me abraçou, um cobertor no frio
Me fez voltar a por tudo sorrir
Ao seu lado não canso de feliz ser
Como amo amar você
De todos os sonhos que tive
E todas as coisas que conquistei
Em um única vida que se vive
E durante todo tempo te amei
Ao teu lado nunca tive pesadelo
E o amor nunca me faltou
Sem pressa e nenhum anseio
Desfrutei do tempo, do que sou
E sou apenas um homem bom
Do qual sempre agradecido
A sua voz, seu timbre, belo som
O "eu te amo" que tenho ouvido
Essa é a melhor vida suponho
Com você vivendo um sonho
Um ser especial
A mulher,
É um ser especial,
De maneira sobrenatural,
Natural,
Intensamente pura e real,
Sua presença,
Não pode passar,
Despercebida,
É preciso que ela,
Seja traduzida,
Com o seu meio de vida.
Ela é a poesia,
O poema e o versar,
Do meu dia,
Com o seu modo de ser
E de fazer acontecer,
Ela é sublime,
Não há subestime,
A maneira com que se comporta,
Com tudo o que importa,
Ela é a portadora da amizade,
De uma vida que deixa saudade,
Nessa sua história de vida,
De propósito e realidade,
Passa a viver com maturidade.
Ela veio ao mundo,
Ciente de sua trajetória,
Em seu momento de luta
E glória.
Ela veio experimentar,
A vida no teu ser,
Ela atua e continua,
Ser serena e segura
No seu mover,
Em sua existência,
Em sua vivência,
Existe um universo
De carência,
Com o resultado de sua essência.
Essa mulher,
Que vive a se posicionar,
Com a vida no olhar,
No seu destino de continuar,
Nesse tempo de esperar,
E sonhar.
Poeta Mbra ✍️
Direitos Autorais Reservados .
D.A.9610/98
Brasil🇧🇷
Orgulho de ser Curitiba
Orgulho de ser,
Curitiba,
Um ser Cheia de beleza,
Uma cidade cheia de riqueza,
Por ser um ser total,
Eis a nossa capital,
Uma cidade marcada,
Pelo tempo presente,
Do nascer da alvorada,
Nesse mundo existente,
Na sua forma de ser,
De sonhar e de viver.
Uma cidade quase completa,
Nesse seu dia que manifesta,
Na poesia do poeta,
No seu poema que resta,
Nesse tempo de festa.
Por tudo o que conquistou,
Nesse meio que passou,
Curitiba cidade luz
Que o tempo iluminou.
Curitiba,
De um dia que virou
História virou poesia.
Nostalgia de sua glória.
Curitiba,
A eterna Cidade de nossa memória,
Que todo ano conta a sua trajetória,
Nesse tempo de luta e de vida notória.
Curitiba,
Eu te vejo eu te Amo,
Te desejo vida nesse oceano,
Em meios aos teus planos,
De cada estação do ano,
Do seu ser soberano.
Curitiba,
Realizada e valorizada
No caminho de nossa Jornada.
Nessa conexão,
De ligação,
Você Curitiba,
Mora eternamente,
No meu coração ❤️.
Poeta Mbra ✍️
Direitos Autorais Reservados .
D.A.9610/98
Brasil🇧🇷
Parabéns Curitiba!
Gosto das manhãs de sol
e vento fresco
Olhar o azul do céu
me traz um turbilhão de sentimentos.
O som dos passarinhos,
das árvores grunhindo,
ao som de mpb, com um gato do lado dormindo.
Sentimento de paz que essa cena me trás.
Porém, gosto das tardes frescas
como em um pôr do sol no domingo.
O mundo parece ficar em silêncio
e sempre me perco em meus pensamentos.
Me amarro nas noites.
Noites chuvosas, frescas ou calorosas.
Tudo isso tem cheiro de boas memórias, as noites são mais vividas
e é aí que as pessoas se perdem em adrenalinas.
Mas amo mesmo as madrugadas.
Nas madrugadas que vivem os poetas
que vivem procurando saber se as palavras e frases estão corretas
quando as coisas na vida parecem estar incertas.
É nas madrugadas que o silêncio fica
É nas madrugadas que muitos se amam, se odeiam,
se conhecem, se apaixonam.
É na madrugada que têm mais vida.
É na madrugada
que se ouve um choro de uma criança mais alto
Ou que você consegue dar mais carinho pro seu gato
depois de um dia cansado.
Na madrugada
vivem os artistas.
Os compositores acham maneiras de sua canção se encaixar em um som
e os poetas rimam todo o embaralho de sua "gratidão" ou "solidão".
Na madrugada não tem fingimento,
somos quem somos por dentro.
Madrugadas são vividas
para aqueles que ainda procuram algo na vida.
Vida, Vida Minha
Vida, vida minha,
Tu és dentro de mim,
Mas não és minha.
Como um rio que corre sem dono,
Tu és fluidez, movimento constante,
Desafiando limites, desdobrando horizontes.
Te sinto pulsar em cada batida do meu peito,
Em cada respiração que enche meus pulmões,
Em cada pensamento que molda minha mente.
Tu és mistério e maravilha,
Um presente a ser vivido,
Uma jornada a ser percorrida.
Embora não te possua,
Agradeço por cada instante contigo,
Por cada experiência que me faz crescer.
Vida, vida minha,
Tu és dentro de mim,
E eu sou teu eterno aprendiz.
Devaneio neurodivergente
Quando eu era criança, me imaginava como um cavalo selvagem, galopando livremente pelos campos da existência. O vento, cúmplice silencioso, acariciava minha crina, e meus cascos batiam em compasso com o pulsar da terra.
Naqueles devaneios, eu era mais do que carne e osso; eu era a própria essência da liberdade. Acreditava que, um dia, me desvencilharia das rédeas invisíveis que a vida impõe. Sonhava com a plenitude de correr sem amarras, sem medo, sem olhar para trás.
Mas o tempo, esse sábio implacável, me ensinou que a liberdade não é um galope desenfreado. Ela reside na consciência de nossas próprias limitações, na aceitação das rédeas que nos moldam. O erro, esse fiel companheiro, também tem seu papel: ele nos forja, nos humaniza, nos conduz à sabedoria.
Hoje, olho para trás e me pergunto: será que sou o cavalo selvagem que idealizei? Talvez não. Talvez a verdadeira liberdade esteja na compreensão de que somos todos cavalos, às vezes domados, às vezes indomáveis, mas sempre parte desse vasto campo de possibilidades chamado vida.
Nós poetas que temos no coração um milhão de versos e palavras
mas que provavelmente nunca serão faladas ou cantadas
Nós poetas que não sabemos amar pouco e tudo vira motivo de poesia
e sempre que vemos objetos ou pessoas criamos na mente uma nova fantasia
Nós poetas que sofremos com a dificuldade de falar o'que sentimos
acho que é por isso que pouco dormimos
Nós poetas que ao invés de dizer “ah isso aí foi coisa de momento”
nós dizemos “ por você eu nunca senti tão lindo sentimento”
Nós poetas que dedicamos vários versos pra você
mas provavelmente você nunca vai saber
Nós poetas que nos escondemos em livros e poetas
mas nunca sabemos qual é a palavra certa
Eu normalmente escrevo sobre mim e minhas vivências
mas as vezes penso se os outros que escrevem como eu passam pelas mesmas experiências
De qualquer jeito ninguém liga né? São só versos insignificantes
mas às vezes fico me perguntando como são os outros poemas
e algumas outras questões instigantes
Cada vez me questiono mais e represento isso letra por letra
Esse aperto no peito e esse nó na garganta tem me prendido
mas aqui eu não me sinto nem um pouco perdido
Hoje eu não vim falar de dor ou do amor mas vim falar de nós todos
que teremos nossos poemas e rimas enterrados com nossos corpos
Nós poetas que vemos lindas noites estreladas
e fazemos versos sobre nossas atitudes estranhas
e que nunca sequer serão faladas
MEU LUGAR
Letra e Música: Markos Costa
Quero te levar pra um lugar
Onde a vida é a inspiração
Acordar com o canto do mar
Os pés na areia aquecer
Até onde a vista levar
Um novo recanto à espera
Nosso dia é infinito lá
Convite pra renascer
No desfilar do dia...
A luz revela caminhos de amor
E o vento tudo toca, espalha o som
É vida que nasce a dois
E quando o sol dormir,
O frio levar
Meu abraço para te aquecer
Teu sussurro irá me dizer:
“Como é bom estar com você”
Combina o verde com o azul do mar
Combina o sol com estrelas, luar
Combina a paz com um violão
Olhares com o toque das mãos
E quando aquela canção tocar
Que encanta e canta
esse nosso perfeito lugar
Eu vou colar em você
Bem juntos, bem
No desfilar do dia...
A luz revela caminhos de amor
Todo amor, meu amor
Tudo pra você
E quando o sol dormir, o frio levar
Meu abraço para te aquecer
Meu amor, todo amor
Vai acontecer
Quero te levar pra um lugar
Onde a vida é a inspiração
Acordar com o canto do mar
Os pés na areia aquecer.
Composição de Markos Costa (pastor, cantor, compositor, psicanalista, teólogo, poeta).
Na superfície dura e fria do espelho, o reflexo embaçado de um rosto me encara de volta.
É uma visão turva de uma expressão duramente composta, criada com o propósito de aparentar uma natureza distante daquela que atormenta o meu íntimo.
Uma caricatura do eu, imagem vendida por mim e aceita pelos outros.
Mandíbula cerrada, sorriso composto, postura altiva e determinada. É o suficiente. Embalagem perfeita para a vitrine da vida, mais uma na prateleira de objetos inanimados esperando receber qualquer estímulo externo, ou ganhar vida.
Se um dia inteiro
Se um dia, em um dia inteiro,
Se neste dia, acontecesse como eu quisesse,
Tudo seria do nosso jeito,
Tão cedo, mais que amanhecesse.
E tão poder, paupérrima, seria a tristeza,
Que não se faria jus à ela se intrometer
em incomodar este dia de eterna beleza,
E de constar a ver todo o nosso amor florescer.
Para que não se sofra a metamorfose da vida,
Tudo então pararia, o vento, os rios, o tempo,
Tocariam então incertos anjos da bela comitiva,
Os belos anjos dos mais simples sentimentos.
Cada sentimento meu não se alcança,
O que pode me demonstrar toda a felicidade,
Se de repente o seu olhar, você me lança,
Eu só lhe digo porque te amo de verdade...
O Ódio de Liz Albuquerque
Que orgulho Liz Albuquerque sente de seu ódio. Um ódio desbravador, engajado, perspicaz; um ódio que ergue bandeiras, cria movimentos, causa desordem, desvia e encerra caminhos, abre esgotos a céu aberto.
Liz Albuquerque é o pseudônimo de Maricleide Rocha da Silva. Seu ódio ilustra manchetes, concede entrevistas, lê, escreve, desenha, pinta, esculpe, canta, dança, encena, sai de cena, ampara, abandona, prende, liberta, cura, planta, replanta, mata, desmata...
Odiosa e temida, a ativista é dada a lacres e clichês virtuais.
O ódio de Liz Albuquerque, não é um ódio qualquer, um ódio a ser desprezado, ou confrontado.
Não e não! Seu ódio, embora paciente, é justo, certeiro, impiedoso e livre de remorsos.
É preciso odiar muito para sobreviver ao ódio de Liz Albuquerque.
Mudar o "eu sou" por um "eu fui" em uma situação passada, faz diferença.
— Não é mais preciso colocar tanto peso nos pecados do passado.
O ideal
é a gente se encontrar
parar pra conversar
tomar um chá
Temos muito pra falar
da vida, de lugares
na verdade o ideal
é matarmos a saudade
O ideal
é nos abraçar
deixar as ideais fluirem
sorrir, ser feliz.
O ideal
é a gente se envolver
deixar acontecer
viver.
Cifras
O grito veio do fundo mudo
e ecoou oco, aos poucos.
Não era um grito de susto,
não era um grito de raiva,
tampouco era um grito de empolgação ou de alegria.
Era, sim, um grito ressentido;
era, sim, um grito gritado para que todas as lágrimas fossem choradas.
O mais belo de todos os gritos,
feito de um fôlego só,
de uma só dor,
Ade uma dor só,
PEIXE NO AQUÁRIO
.
.
Um peixe no aquário
é um peixe-encerrado,
é um peixe-impedido,
é um peixe-cercado
por todos os lados.
.
Um peixe levado
para um aquário maior,
ainda assim é um peixe
neste aquário maior.
E se lhe dermos uma represa
com proporções oceânicas,
teremos agora um peixe
no aquário da Terra.
.
Ah... cruel infelicidade aquática!
Um peixe, onde for que esteja,
depara-se com seus limites,
defronta-se com a sua parede,
debate-se... contra o seu vidro.
.
.
[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Poetizar, vol.1, nª5, 2024]
PREMONIÇÃO
.
.
Em um dia de meio dia,
meus olhos, somente os olhos,
tiveram uma visão.
.
Lembro-me que a luz me doía
como uma ponta de sabre
no corpo do coração.
.
Lembro-me, sem muito assombro,
que tudo quedava incompleto,
como se as luzes buscassem em vão
o preenchimento das coisas.
.
Na sintonia das imagens
dissecavam-se as paisagens
sem mistificação:
.
Não obstante o colorido,
ficavam os homens repartidos
como se feitos de pão.
A uns: o ouro e a prata;
a outros: a fome e a crença;
a esses: a esperança;
para aqueles: quitutes em lata.
.
Tanto sol doía
nos ombros da nação
(talvez não houvesse justiça
em sua distribuição).
.
E talvez por ser evidente,
ficavam doídas e claras
as sombras dos coqueiros.
Ali, onde outrora era verde
espreitam crianças no desamparo.
.
Desamparadas, porém livres,
querem construir a nação
– mas faltam-lhe os instrumentos:
os braços, e as mãos...
.
.
Igualmente iluminados,
os andarilhos nas estradas:
pés descalços, chapéus de palha,
– ou capacetes e mãos de graxa –.
Todos, embora cansados,
querendo correr o chão.
.
Mas falta-lhes segmento:
as pernas da multidão.
.
Arre!
Tanto sol
arde como uma tarde
de Verão...
.
.
BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Insurgências, 2024]
O ANJO
.
.
Enquanto bebia seus drinques, um antes do outro,
começaram a lhe crescer asas cada vez maiores:
bem desenhadas, cheirosas... brancas e polidas.
O sorriso verteu-se puro, sincero, acolhedor.
Falava agora a deliciosa língua dos anjos
com suas palavras estranhas e belas
a soar qual música nos ouvintes
e a reluzir como imagens
no pleno espaço.
Puro êxtase
profano
e sacro
de quem via.
.
As cores do paraíso a ele se abriram, como se misturadas em um crisol.
A inteligência, não mais em greve, discorria sobre todos os arranjos:
cinema, viagens, lares e lugares... filosofia, arte, sabores e amores.
Com a luz que de si emana... contava piadas de cair o siso!
Iluminava, fundo e profundo, as jovens rosas no gineceu...
.
Até que a noite, por fim, se pôs... cedendo caminho ao sol.
O sono chegou leve, pois Deus viera buscar seus anjos
espalhados pelos bares, festas e casas de flores...
Fechou cada pestana, junto ao sutil sorriso.
Depois, na paz do mundo, adormeceu.
.
Na tarde seguinte, ao despertar,
as asas tinham regredido.
Transfiguraram-se
em uma ressaca
confusa e cinza.
.
.
BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Ipotesi, 2023]
O QUE APRENDI SOBRE O AMOR
Aprendi sobre um amor oculto, violento, persuasivo, escondido, que eu torcia para que o outro decidisse porquê, quando, como e quanto tempo duraria.
Aprendi sobre um amor errado, que deveria ser encaixado, para ser aceito e valorizado para que eu não ficasse desolado e parecesse cometer um pecado.
Aprendi sobre um amor passageiro, que se não fosse alimentado por dopamina, estética, submissão e dinheiro, seria um amor derradeiro ou feito de roteiro.
Aprendi sobre um amor raro, que eu devia agradecer pelo amparo, mesmo que no fundo não me entendia, mas que diante de tantos temores era muito mais do que merecia.
Aprendi sobre um amor ficção, que só na imaginação deveria me bastar, já que os traumas me tornariam insensível, como um bisturi capaz de cortar e cicatrizar sem deixar sangrar.
Aprendi sobre um amor verdadeiro, que eu desconhecia dentro de mim, mas que protegi por não me conformar com o amor em pedaços e crer merecer o amor inteiro.
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