Um Estranho Impar Poesia

Cerca de 270228 frases e pensamentos: Um Estranho Impar Poesia

No devaneio de um poeta
nascem notas em acalanto,
versos traduzidos de sua alma,
palavras alegres, risos ou prantos
As vezes, lamentos e agonia
ressoam, como em triste madrigal,
timbrando fatos da vida em melodia
nublando o tempo emmomento outonal
Em outros, há somente alegria,
que desenha risos no branco papel,
a um poeta, não importa a hora, se noite ou dia,
tudo é inspiração, sob o manto do céu

Inserida por neusamarilda

No passado sem ti era a dor da própria felicidade.
Mas contigo sou um todo, flor do mesmo canteiro.

Inserida por nellanjo

Um olhar.

Um simples olhar pode mudar toda uma vida.

Olhos que sabem amar.

Visão da felicidade.

Inserida por nellanjo

Não jogue sua felicidade nas costas do outro. É um fardo pesado demais para se carregar.
Cada um já tem a sua própria cruz, não precisa ajudar à arrastar as tuas correntes.Não queira, que o outro se sinta responsável pela tua alegria ou a tua desgraça.
Entenda, ninguém é obrigado a gostar de você.
Aprenda, que o "eu não sei viver sem ele (a)" é só uma transferência de compromisso. Você está jogando nos ombros do pobre coitado (a), todo o trabalho que você deveria estar fazendo. Preste atenção, não há ninguém lá fora se esforçando por ti. Que mania é essa achar que só será feliz se atrelar tua vida à alguém? Ninguém é o caminho de ninguém. Deus me livre! Já tenho o meu aqui cheio de pedras, vou ter que ainda me arrebentar no teu? Vai lá, te vira! Sorria por você mesmo, viva por você mesmo, trabalhe para você! Deixa de ser preguiçoso (a) e arregace as mangas pela tua própria felicidade!
- Eu hein!!
- Flavia Grando -

Inserida por flavia_grando

Rio Torto

O amor é um rio torto
Que nasce de um esforço
De suportar outro corpo
Feito de carne e osso.

Este desce a montanha
Com toda paciência.
Ausente de artimanha
Repleto de prudência.

Este rio caudaloso
Vai depressa desaguar
Num coração ditoso
Que é infinito mar.

Inserida por leandro_salum

Papel Escuro
Tudo esta como uma folha de papel
Se vier um vento forte pode levar
E o papel pode até escurecer
Antes de voar pode se cortar
Se não se cortar pode até se rasgar
Se voar não volta.
Não tem conserto é um papel
É frágil,que com um gota de água
Pode se esfarelar, é tão mole
Que com um puxão pode rasgar
É muito difícil entender
Mais o resultado é não desistir
Lutar é a melhor opção.
Ser forte para não se rasgar.
Crescer para não voar
Entender para não escurecer
Lutar para ganhar
Esforçar para nunca se esfarelar.

Inserida por gabriel_ricardo_1

Sorriso.
Sinto na pele aquilo que nunca esperei sentir, porem sigo em frente com um sorriso no rosto, e com a mente clara sobre minhas escolhas.

Inserida por kaduxc

Meu Ideal.
Não quero ser mais um, quero ser diferente, nesse mundo onde o ideal de padrão e único farei a diferença da minha forma, com minhas regras e com os meus ideais fixos.

Inserida por kaduxc

neste lugar solitário
o homem toda a manhã
tem o porte estatuário
de um pensador de Rodin

neste lugar solitário
extravasa sem sursis
como um confessionário
o mais íntimo de si

neste lugar solitário
arúspice desentranha
o aflito vocabulário
de suas próprias entranhas

neste lugar solitário
faz a conta doída:
em lançamentos diários
a soma de sua vida

Inserida por pensador

Eu vi um ângulo obtuso
Ficar inteligente
E a boca da noite
Palitar os dentes.

Vi um braço de mar
Coçando o sovaco
E também dois tatus
Jogando buraco.

Eu vi um nó cego
Andando de bengala
E vi uma andorinha
Arrumando a mala.

Vi um pé de vento
Calçar as botinas
E o seu cavalo-motor
Sacudir as crinas.

Vi uma mosca entrando
Em boca fechada
E um beco sem saída
Que não tinha entrada.

É a pura verdade,
A mais nem um til,
E tudo aconteceu
Num primeiro de abril.

Inserida por pensador

Um homem
que se preocupava demais
com coisas sem importância
acabou ficando com a cabeça cheia de minhocas.

Um amigo lhe deu então a ideia
de usar as minhocas
numa pescaria para se distrair das preocupações.

O homem se distraiu tanto
pescando
que sua cabeça ficou leve
como um balão
e foi subindo pelo ar
até sumir nas nuvens.

Onde será que foi parar?
Não sei
nem quero me preocupar com isso.
Vou mais é pescar.

Inserida por pensador

Palavras.
Se palavras ferem mais que um trago, e ações mais que um gole, continuarei a tragar e a beber, e assim, ferirei somente a eu mesmo...

Inserida por kaduxc

Os amantes
fecham-se
um no outro
(como os punhos
do bebé
que dorme
no berço
e no útero
da mãe
como as caras
dos ícones
no escuro
das igrejas)

Inserida por pensador

Os amigos que morrem são arbóreos,
plantados e memoráveis como freixos.
Um freixo, que vejo entre árvores
como a aura, o tronco novo
sulcado de rasgões, a raiz curta
comparável à memória viva enterrada.
Têm uma única forma até à morte, próximos do Sol,
que torna as outras árvores mais ténues que os isolados freixos.

Inserida por pensador

o poeta é um guardador

guarda a diferença
guarda da indiferença

no incerto
guarda a certeza da voz

Inserida por pensador

De amor nada mais resta que um Outubro
e quanto mais amada mais desisto:
quanto mais tu me despes mais me cubro
e quanto mais me escondo mais me avisto.

E sei que mais te enleio e te deslumbro
porque se mais me ofusco mais existo.
Por dentro me ilumino, sol oculto,
por fora te ajoelho, corpo místico.

Não me acordes. Estou morta na quermesse
dos teus beijos. Etérea, a minha espécie
nem teus zelos amantes a demovem.

Mas quanto mais em nuvem me desfaço
mais de terra e de fogo é o abraço
com que na carne queres reter-me jovem.

Inserida por pensador

Balada para um Homem na Multidão

Este homem que entre a multidão
enternece por vezes destacar
é sempre o mesmo aqui ou no japão
a diferença é ele ignorar.

Muitos mortos foram necessários
para formar seus dentes um cabelo
vai movido por pés involuntários
e endoidece ser eu a percebê-lo.

Sentam-no à mesa de um café
num andaime ou sob um pinheiro
tanto faz desde que se esqueça
que é homem à espera que cresça
a árvore que dá dinheiro.

Alimentam-no do ar proibido
de um sonho que não é dele
não tem mais que esse frasco de vidro
para fechar a estrela do norte.
E só o seu corpo abolido
lhe pertence na hora da morte.

Inserida por pensador

AMOR À VISTA

Entras como um punhal
até à minha vida.
Rasgas de estrelas e de sal
a carne da ferida.

Instala-te nas minas.
Dinamita e devora.
Porque quem assassinas
é um monstro de lágrimas que adora.

Dá-me um beijo ou a morte.
Anda. Avança.
Deixa lá a esperança
para quem a suporte.

Mas o mar e os montes...
isso, sim.
Não te amedrontes.
Atira-os sobre mim.

Atira-os de espada.
Porque ficas vencida
ou desta minha vida
não fica nada.

Mar e montes teus beijos, meu amor,
sobre os meus férreos dentes.
Mar e montes esperados com terror
de que te ausentes.

Mar e montes teus beijos, meu amor!...

Inserida por pensador

A velhice é um vento que nos toma
no seu halo feliz de ensombramento.
E em nós depõe do que se deu à obra
somente o modo de não sentir o tempo,
senão no ritmo interior de a sombra
passar à transparência do momento.
Mas um momento de que baniram horas
o hábito e o jeito de estar vendo
para muito mais longe. Para de onde a obra
surde. E a velhice nos ilumina o vento.

Inserida por pensador

Entre aquém e além ser e não ser
tantas portas abertas ou talvez nenhuma.
Não há senão um verso por escrever
e sobre a areia branca a breve espuma.

Inserida por pensador