Um Estranho Impar Poesia
É antiquado acreditar que um povo mal instruído é mais fácil de dominar. Um povo bem instruído é bem mais fácil de governar.
Pensamentos, palavras, orações e ações pela paz são importantes em pé de igualdade, se cada um colocar em prática ao menos um deles o mundo terá chance de melhorar.
Alimentar guerras e convulsões sociais sempre cobrarão um custo político e social gigante para os povos e para quem os governam.
Defender a memória é defender a Nação, e o Direito Autoral é um Direito Humano. Defender o Direito Autoral é defender a memória.
Um verdadeiro estadista é um ser humano que não conhece a palavra medo e que tem a capacidade de fazer com que os princípios básicos morais dialoguem coordenadamente com o Direito Internacional e com os Direitos Humanos.
Um poeta nunca morre nem mesmo depois de morto. A sociedade assassina mesmo são os sonhos de todos e dela própria. Sociedades sem sonhos vivem em guerras internas e distribuem guerras pelo mundo afora.
Existe um limite de fazer oposição: criticar as ações quando merecerem ser criticadas sem desmerecer as instituições.
Homem para conversar comigo tem que trazer ao menos um caminhão pipa de mel por palavra, porque se não falar direito comigo, eu não quero.
A existência do luto é um paradoxo. No momento em que um pessoa morre, essa pessoa não sofre mais. Porém, a morte dessa pessoa trará sofrimento para seus entes queridos. Então, a existência do luto é um fruto do fim do sofrimento de um amado, e também, do luto desta pessoa. A existência do luto revela o egoísmo inconsciente natural da mente humana.
De tempos em tempos, é preciso dar um reset na vida, um pause, ao longo do tempo, a rotina acaba com o significado de viver.
Minhas poesias são reflexos das minhas dores, talves se não as tivesse, eu seria um escritor encéfalo.
Com certeza tenho um coração, ou algo parecido pulsando em mim, só não sei onde e nem quando o perdi.
A inspiração vem da dor, sempre da dor... Cada gesto de escrita nasce de uma ferida fresca ou de um hematoma emocional, sem essa dor, minha voz se calaria. Reconhecer que só a angústia me impulsiona a criar é aceitar que a beleza de cada frase vem acompanhada do sabor amargo de lembranças que preferiria esquecer.
Nascemos sem ter um futuro certo, sem saber o que haverá se porventura, tivermos um amanhã. Nossa vida é uma incógnita, agradeça todo instante a Deus, ou a qualquer força maior em que acredita. A vida é, por si só, um sopro. Aprendi, da forma mais cruel, que qualquer garantia de futuro se desfaz num segundo, meu “amanhã” virou promessa vazia. Agora, cada respiração é preciosa, pois reconhecer que existo é um milagre insistente, sustentado apenas por uma fé que teima em não me abandonar.
Às vezes a vida vai te apresentar acontecimentos que parecem ser o fim, e realmente é, porém é um fim necessário, esse fim chega para dar espaço para um novo e bonito começo. Comece diferente, que esse seu novo começo não se torne aquele fim que já foi embora. Escrever, por exemplo, tornou-se catarse que me mantém vivo, mas sei que esse novo rumo exige vigilância para não se perder no medo do passado.
Das palavras que escrevo, tiro menos de um milésimo do que realmente quero dizer. Algo prende a essência do lamentar, não posso tirar nada frutífero do que escondo. Talvez seja esse o verdadeiro e complexo eu, que vive sorrindo e escondendo tudo, para não machucar ninguém. Cada linha que transborda no papel representa apenas a ponta de um iceberg emocional, há tanto temor de ferir quem lê que as verdades mais profundas ficam guardadas num cofre trancado pela própria insegurança. Reconhecer essa lacuna entre o que sinto e o que mostro é o primeiro passo para, talvez um dia, soltar as amarras que me impedem de expor meu eu por inteiro.
No princípio do princípio era tudo trevas, ausência de Deus, que é a luz. Não desanime, um degrau por vez. Fui lembrado que, mesmo quando não sinto Deus, Ele permanece oculto, movendo-me passo a passo. Esse princípio me ensina que cada conquista pequena, um som pronunciado, um passo sustentado, é um reflexo de uma luz que insiste em habitar onde só vejo escuridão.
Se juntar todos os grãos de areia do mundo, ainda não seria um número próximo de galáxias em nosso universo, a terra é um grão, eu sou um grão de um grão, em meu estado de insignificância aparente, sinto-me perdido num oceano de vidas igualmente frágeis, mas, com frequência, isso me traz conforto, não sou o único a sofrer e minhas batalhas, embora quase invisíveis, fazem parte de algo maior, essa perspectiva cósmica me ajuda a relativizar meus problemas, lembrando-me que o universo é vasto demais para me enclausurar em desespero.
Nos dias cinzas, a chuva é meu eco frio, um sussurro da cachoeira que conheci, onde mente e céu choram juntos, e a tristeza vira um abraço silencioso.
Reconstruir-me foi o mais doloroso dos trabalhos. Após o AVC, era como montar um quebra-cabeça… sem saber se todas as peças ainda existiam. Cada palavra reaprendida, cada passo ensaiado, foi uma batalha contra a fratura da minha identidade. E essa reconstrução… não era só do corpo, mas da alma: repostar a autoimagem onde antes… só havia ruínas.
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