Um dia Vc Va me dar o Valor que Mereco

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Nada supera o encanto e a poesia retratados nos olhos de quem reencontra um grande amor.

Para mim, cada hora de luz e de escuridão é um milagre. Cada centímetro de espaço é um milagre.

AMOR E MEIO

Ai, o amor de sempre.
Os mesmos efeitos colaterais
Os mesmos rompantes tardes.
Um foco que em todos arde
Dor que dói e a gente ver
Uma calmaria assolada
Com os danos à nosso sentido.
Amor, desnecessária espera
E dos mesmos a desesperança.
Aquilo do que se diz:
Quem planta, mal apanha
Ou leva o que não apanhou
Ou não apanhou o que levou.
Amor, essa confusão,
Um chega e sai,
Ao redor das brasas
Um posto de gás incendiado
Das bombas a ameaçar da rua.
E quem assegura que o amor
Repõe danos, que se está assegurado
Quem lucre com seu dissipar.
Ai, o amor elevado sentimento
movimento em trocadilho
A batida dos pratos no apogeu da filarmônica
Desnecessário, mas que, se não fosse
Desmembraria a vida corriqueira
No rumo das manhãs.

Até amanhã, ilusões, até amanhã!
Decepção, depois se vê!

Mesmo se as chances forem uma em um milhão, lembre-se: há uma chance.

Foi então que eu a vi.

Estava encostada na porta de um bar. Um bar brega - aqueles da Augusta-cidade, não Augusta-jardins. Uma prostituta, isso era o mais visível nela.

Cabelo mal pintado, cara muito maquiada, minissaia, decote fundo. Explícita, nada sutil, puro lugar-comum patético. Em pé, de costas para o bar, encostada na porta, ela olha a rua. Na mão direita tinha um cigarro; na esquerda, um copo de cerveja.

E chorava, ela chorava.

Sem escândalo, sem gemidos nem soluços, a prostituta na frente do bar chorava devagar, de verdade. A tinta da cara escorria com as lágrimas. Meio palhaça, chorava olhando a rua. Vez em quando, dava uma tragada no cigarro, um gole na cerveja. E continuava a chorar - exposta, imoral, escandalosa - sem se importar que a vissem sofrendo.

Eu vi. Ela não me viu. Não via ninguém acho. Tão voltada para a sua própria dor que estava, também, meio cega. Via pra dentro: charco, arame farpado, grades. Ninguém parou. Eu também não. Não era um espetáculo imperdível, não era uma dor reluzente de neon, não estava enquadrada ou decupada. Era uma dor sujinha como lençol usado por um mês, sem lavar, pobrinha como buraco na sola do sapato. Furo na meia, dente cariado. Dor sem glamour, de gente habitando aquela camada casca grossa da vida.

Sem o recurso dessas benditas levezas nossas de cada dia - uma dúzia de rosas, uma música do Caetano, uma caixa de figos.

Olhar tão brilhante com um sorriso apaixonante você me conquistou, o destino fez você se aproximar de mim como
um começo de amor sem fim, agora não consigo ficar longe do seu coração porque nosso amor é sedução e faz acender a chama da louca paixão.

Será que é paixão?

Eu perdi os sentidos, meu coração em pleno ápice de um colápso pede ajuda, sufocado pelas decepções ele sofre, afoga em mágoas de desilusões. Queria entender o sentido da paixão, saber lhe dar com ela, ignorar as minhas vontades, agir somente com a razão, sem sofrer, sem sentir a melancolia me consumir.
Chorar alivia? chorar alivia?
Na noite serena e estrelada vc se fez meu, em teus olhos mouros me rendi de encanto, nos teus doces lábios realizei o intenso desejo de te pertencer. Meu corpo próximo ao teu intensificava a minha imaginação.
Será que é paixão?, sentimento tão forte me dominou. Agora eu sofro, sofro e sofro. Porq eu sempre tenho que me apaixonar pela pessoa errada?, sou eu q estou equivocada em relação aos conceitos do coração ou os conceitos que formulei estão totalmente errados?
Dúvidas, pré-conceitos, me deixam confusa. Tentando fugir me perco ainda mais, nessa imensidão vazia q se tornou as minhas conclusões choro quieta, sozinha, ao som do timbre da tua voz em meu pensamento, relembrando o passado, tentando retomá-lo e embalsamá-lo num instante eterno para mim.
Sentimentos são compulsivos, me perdoe.
Enquanto viver ainda posso sonhar, compartilhe comigo este sonho e torne-o em realidade.

"As decepções não me mataram, estão me ensinando a viver, mas enquanto não aprendo, vou sofrendo intensamente."

Melhor ser desconfiado do que ser mais um enganado, mesmo que não seja nada não to afim de correr esse risco

E é por isso que eu sorrio
Faz um tempo
Desde que todos os dias e tudo tem dado tão certo
E agora
Você está bagunçando tudo
E de repente
Você é tudo que eu preciso, a razão pela qual
Eu sorrio

E quem sabe eu seja só um cara falando em te levar
Pra onde nem eu mesmo conheço,
Só imaginando, desde o começo,
De tanta vontade de te ver.

Allan Dias Castro
“Voz ao verbo”

A vida é como um pote de sorvete. Quanto mais para pra pensar nas partes que derreteram, mais as outras partes se derretem.

Um sorriso pode facilmente esconder uma alma vazia, sem esperança, torturada e apagada.

O tempo não é nada mais do que um rio correndo pelo nosso passado.

Falemos de amor na poesia Leve de "Um soneto", de Guilherme de almeida:

Ama, quieto e em silêncio. É tão medroso
o amor, que um gesto o esfria e a voz o gela.

Não. O amor não é medroso. O poeta brinca apenas com a vulnerabilidade dos sentidos ao emprestar "O eco" à vida:

Perguntei à minha vida:
- "Como achar a apetecida
felicidade absoluta?"
E um eco me disse: - LUTA!"

Lutei - "Como hei de a esta pena dar a cadência serena
que suaviza, embala e encanta?"

- "CANTA!"

Cantei. - "Mas, como, num verso,
resumir todo o universo
que em mim vibra, esplende e clama?"
então, o eco me disse:

- "AMA!"

Amei - "Como achar agora
a alma simples que eu pus fora
pelo prazer de buscá-la?"
O eco, então, me disse:

- "Cala!"

Calei-me. E ele, então, calou-se.
Nunca a vida foi tão doce...
Tudo é mais lindo a meu lado:
Mais lindo, porque calado.[/i]

Lutar, cantar, amar e calar... assim queria o poeta. Lutar para que os desvarios mundanos não roubem nossa sensibilidade. Cantar a canção da dor e a canção o amor. Cantar pelos que, empedernidos, já não conhecem os acordes. Cantar por aqueles que impedem a canção alheia. Cantar o silêncio dos que não têm voz ou vez. Amar como ação necessária de encontros e paisagens. Contemplamos o mundo para conhecê-lo e transformá-lo. E calar? Mas como calar diante das feridas abertas da injustiça e da destruição do nosso irmão? Calar para, como Maria, a mãe da esperança, escutar a boa nova, a missão e então agir...

... Paciência não como acomodação. Calar é contemplar o que precisa ser mudado para depois lutar, combatendo o bom combate, e depois cantar uma canção nova e aí, então, amar. E calar novamente. Sim, amigo, é no silêncio dos nossos porões que habitam muitas razões.

Ganhar ou perder são imagens que temos de momentos que vivemos e de pessoas com as quais nos surpreendemos. Não sei, amigo, se você tem medo das perdas que surgem por ái. Ou se a paciência já é convidada do seu alimento diário. persigo a paciência como persigo a inquietação; Não quero deixar as coisas como estão. Quero mudar o mundo, sim, e para isso presiso também da paciência. E da cumplicidade. Sozinho, sou incapaz de prosseguir, até porque os medos contemporâneos não me abandonaram. Sozinho, sou capaz de desistir....

Ditirambo

Meu amor me ensinou a ser simples
Como um largo de igreja
Onde não há nem um sino
Nem um lápis
Nem uma sensualidade...

Oswald de Andrade
ANDRADE, O. Trechos escolhidos, Volume 91. Rio de Janeiro: Agir, 1967.

Aí você gasta um de seus preciosos sins e deixa pra depois mais um daqueles seus adeus, que, aliás, tem de sobra na sua bolsa de pano, sempre à mão, para casos de emergência. E eu me pergunto: você vai ficar porque está chovendo, ou está chovendo porque você vai ficar? Tanto faz. Se eu bem te conheço, basta me despedir usando a tática do me-liga-qualquer-coisa. Foi assim, desse jeito, que até hoje nenhum dos seus adeus durou para sempre.

- Se existe um Deus, ele não só é um ás em deixar vestígios, mas, sobretudo, um mestre em se esconder. E o mundo não é dos que falam além da conta. O
firmamento
continua calado. Não há muito mexerico entre as estrelas. Mas ninguém ainda se esqueceu da grande explosão. Desde então, o silêncio reinou ininterruptamente, e tudo
o que existe se afasta de tudo. Ainda é possível topar com a Lua. Ou com um cometa. Não espere que o recebam com amáveis clamores. No céu não se imprimem cartões
de visita.

A adversidade é como um vento forte. Arranca de nós tudo, menos o que não nos pode ser tirado, de maneira que nos vemos exatamente como somos.

Um afeto tão educado pode mesmo satisfazer? Amar é arder, estar em fogo. Como Julieta, Guinevère e Heloísa.

Somente quem tem um verdadeiro pai, sabe a dor de não tê-lo nesta vida. A saudade é sufocante. Até mesmo o mais forte de todos os homens, não aguentaria a tua ausência se o tivesse conhecido, meu querido amigo, meu amor, meu pai.