Um dia Vamos nos Conhecer
E foi assim, os caminhos foram desfeitos, diante da bifurcação, cada um escolheu um caminhar diferente. Seguiram ambos na direção do sol, um do nascente, já o outro do poente.
E queira Deus que sejam felizes para sempre.
Aqui embalo sonhos,
dou impulso a cada um deles.
Uns vão, outros voltam,
nesse movimento vou
sonhando e embalando.
Malícia
Alma capturada,
Um sequestro salivar.
Letras quentes,
Com vontade de letrar.
Versar a fantasia, e perceber
Tão inocente rebeldia
No corpo tenro,
amanhecer
Há maldade?
A maldade?
Ah, a maldade..
uma sintonia!
Repousa num céu de vontades,
Encarna a superfície sem espaço.
Beija a boca, depois os lábios.
Aquilo que alimenta a volúpia,
Satisfaz sonhos, vida e saudade.
Há um pouco de tudo em tudo que vemos.
Há o barulho do silêncio, na tépida madrugada.
A chuva que rola solta pela areia seca de uma duna em movimento.
O brilho do sol por trás da noite enluarada,
A cantiga nova repelida do firmamento,
As vozes de uma multidão numa cabeça já cansada.
A fantasia na realidade digerida
Transforma em cantos o redondo dessa vida.
Sem fome num banquete já servido,
Gritaria aos milhares se pelo menos um tivesse ouvido.
Indaga-se a renúncia da pena quando faltam letras,
Procura-se a poesia no campo já florido.
Em sílabas mortas o guardião fez moradia.
Trancou a porta e se afogou na água fria.
Sentiu-se imponente sob o sol da manhã
Gotejou lampejos de suplício na tarde vã.
Lutando contra o mundo, soldado único se fazia.
Num alarido majestoso colheu a flor solitária de um buquê róseo,
e presenteou suas lembranças no esquecimento da sua história... (Júlio Raizer)
Um rei que desce do trono, é humilhado, somente para tornar outras pessoas reis, poderia ser considerado apenas mais um rei?
Sartre localizou o inferno no outro, mas a clínica precisa um passo a mais: o inferno se instala quando o sujeito constitui o olhar alheio como instância definitória de si. É a economia do falso self que Winnicott descreveu — a existência organizada em torno da performance para o outro, onde o valor próprio é continuamente terceirizado e, portanto, continuamente precário. O problema não é o outro: é a dependência estrutural de sua validação. A saída não é o isolamento narcísico — é a construção de um eixo interno suficientemente consistente para que a existência não precise ser encenada para ser reconhecida.
Todo processo de socialização implica um assassinato: o da intensidade original. O que Winnicott chamou de verdadeiro self — aquela zona de espontaneidade não negociada — é sistematicamente podado em nome da adaptação, do decoro, do que a cultura nomeia como equilíbrio. Chama-se a isso crescimento; a clínica chama de formação de falso self. A paixão diluída, o sonho ajustado, a intensidade negociada até se tornar inofensiva: são perdas reais, não simbólicas. E o que resiste por baixo, aquela memória inquieta de que viver em sua forma mais inteira sempre exigiu mais do que a prudência suporta — é o que produz, na meia-idade, a crise que os manuais chamam de passagem, mas que a clínica reconhece como retorno.
Poema Sede Insaciável
Queria apenas um pouco de ti,
mas o pouco não me bastou...
Quis sentir mais, quis me encher,
mas o teu amor só pingou.
Como chuva rala no chão,
eram gotas que vinham e iam...
E quanto mais eu pedia,
menor elas se faziam.
Minhas folhas foram murchando,
minhas raízes se desfazendo...
Fui morrendo aos poucos,
sem o amor que estava querendo.
Autora: Mirian Maria Julia
Mesmo se você for um Bom Filho e merecer o melhor dessa terra, Deus não fará nada você, se for Mau, Deus não fará nada por você do mesmo jeito.
A esposa é a empregada mais barata que um homem pode ter, porque na maioria das vezes o único “pagamento” pelo trabalho doméstico é o arroz com feijão.
Que cada batida do meu coração seja um "obrigado" ao Criador, por me permitir existir, sentir e retornar sempre ao amor que sou.
Onde a ignorância vê um crime, a biologia vê uma cura.
Onde o preconceito vê um perigo, o ecologista vê uma ponte.
Os ponteiros do relógio entre os minutos e os segundos são inúteis quando marcam um tempo imaginário...
Enquanto nós obedecemos, nos iludimos até; não estamos indo, mas voltando.
Inúteis
Os ponteiros do relógio entre os minutos e os segundos são inúteis quando marcam um tempo imaginário... Enquanto nós obedecemos, nos iludimos até; não estamos indo, mas voltando.
Ontem
Eu sei que o ontem foi um sonho.
Sei que o amanhã é tão incerto...
Como parar de criar as fantasias?
O hoje? Está lindo e maravilhoso,
Ainda assim tenho medo, assusta
saber que lá fora está perigoso.
Para minha sorte... ou até destino,
tenho intensa em minha alma tola,
a fiel poesia, evitando o desatino.
FORTALEZA - 300 ANOS - Homenagem
Fortaleza completa agora, trezentos anos, e como é bom ser uma parte de sua história, as paredes do nosso tempo, atravessamos… o seu teto infinito e estrelado, assistiu o meu primeiro choro quando nasci, testemunhou dos meus primeiros passos às quedas que algumas vezes vida à fora, sofri… Depois, toda minha trajetória nesta cidade que com amor, cada filho meu recebeu, eles cresceram e bateram as suas asas, no meu canto permaneci, aplaudindo suas vitórias! E sempre percebendo o quanto Fortaleza, também cresceu.
Conheci tantos lugares! Tantas outras cidades do meu Brasil, tantos voos e paisagens que não me pertenciam, alguns dos sonhos que alimentei bem ousados, carregados de loucas fantasias, irreais, sonhos desenraizados! Nada seria em definitivo, foram pousos e estadias com um tempo mentalmente determinado… os nossos destinos, hoje sei; Totalmente predestinados.
Em alguns dos voos, na maioria fui feliz, outros voos com algum propósito, ou muitas desilusões, por este mundo à dentro, tropecei nos íngremes caminhos em busca de uma fúlgida felicidade, porque algumas certezas, só alcançamos (alcancei) com o passar dos anos, mas sempre, sempre, por onde fui, o meu amor pela minha terra, os meus pensamentos, sempre do tamanho da minha saudade na mesma dimensão de Fortaleza, a minha querida cidade!
Fortaleza de mar imenso, esplêndido! Feito a poesia viva com suas ondas jogadas pelas areias quantas vezes testemunhando as minhas loucuras, e também realizações e inesquecíveis alegrias… Fortaleza banhada de sol à iluminar o brilho nos olhares dos sonhadores, dos poetas, dos seus ilustres filhos, e dos bravos pescadores.
Fortaleza, à acalorar a vontade de vencer, de viver, e dentro de mim, nunca morreu essa profunda conexão, das coisas que construí e de alguns sonhos que eu mesma por inexperiência destruí, e assim fui construindo as minhas memórias, traçando os meus caminhos, no seu chão… e por onde eu andei, foi sempre para ti que quis voltar, e aqui quero enquanto viva ficar… e aqui morrer. Guardo de ti minha Fortaleza esplêndida, as melhores coisas que já vivi, as tuas ruas, os teus recantos, conheço e caminharia de olhos fechados, o que foi antigo e o que foi modernizado.
Aqui todo meu sentimento de gratidão e amor, quando te vejo em fotografias e te penso de longe, é sempre para você minha cidade amada, que eu quero voltar, aqui onde a lua cheia tem mais brilho, onde o mar é mais azul, e a linha do horizonte aponta lugares, eu até quero conhecer, porém sei que aqui é o meu melhor lugar, prometo à minha alma, Fortaleza, que nunca nunca irei te deixar.
Descartável amor.
Vivemos em um mundo
Onde tudo é descartável,
Pois, até o Amor Tonou se
coisa rara.
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