Um dia Desses
Ah, dia desses...
Ri da minha própria sombra;
Tratei algumas feridas;
Aceitei inúmeras fraquezas...
Repaginei, me lapidei ;
Encarei meus medos;
Apesar das dores,
Acolhi a criança que ainda habita em mim...
E me tornei a mulher da minha vida!
Quais segredos existem por trás desses olhos cor de mel? São doces como sua cor, ou o oposto?
O que se tem de memórias, desejos e medos por baixo desses lindos cachos? Há nessa moça um oceano de mistérios que terei que mergulhar. Terei medo. Terei receios. Terei incertezas. Porém, me arrisco, pois, é ela que eu decidi amar.
Um dia desses,
quando eu estiver embriagada
Lhe mandarei uma mensagem
Direi tudo o que penso
Direi tudo o que sinto
Você promete fingir que não leu?
Um dia desses a dor bateu em minha porta...
Mas, forte do que antes...
Eu senti suas mãos em meu rosto...
Me segurando como se fosse escapar entre seus dedos...
Seu toque doia como facas em meu peito...
Na espera de um abraço...
Na espera de um toque de confirmação...
Eu a dei...
A dei a esperança que faltava...
Ela se acomodou em meu sofá...
E me olhou com seus belos olhos cansados...
No fundo, vi seu cansaço ao esperar tanto tempo por algum que não ia chegar...
A felicidade!.
Ela nunca desistiu...
Apenas deixou a tristeza dominar...
A escuridão por toda parte...
Eu apenas a vejo...
Tudo ao meu redor está vazio e escuro como uma noite ensolarada...
A sua existência me machuca, mas, me completa.
Sobre amor e libélulas
Um dia desses estava escorado na janela de um hotel qualquer quando uma libélula pousou a poucos centímetros do meu braço. Na hora, eu não sabia ao certo se aquilo era uma libélula, ou uma cigarra, ou um inseto gigante qualquer. Nunca soube, e os poucos segundos que perdi tentando classificar o bicho foram suficientes para que ele sumisse. Bateu asas e escafedeu-se entre as árvores.
Eu tenho uma ligação especial com libélulas. Foi correndo atrás de uma que eu me estabaquei no chão, fraturando uma costela, perfurando o baço e sofrendo uma hemorragia interna que por pouco não me matou. Tinha cinco anos e, desde então, convivo com uma cicatriz que me atravessa o abdome, lado a lado. Tudo que eu queria era vê-la de perto, justamente para me certificar se o bicho em questão era cigarra, libélula ou “seja-lá-o-que-fosse”.
Se a necessidade de classificar uma libélula me rendeu duas semanas de internação, imagino o que me aconteceria se eu ficasse tentando classificar meus sentimentos. Inclusive, me cansa ver por todo lado gente tentando diferenciar um sentimento do outro. Se é amor, amizade, namoro, rolo, beijo, ficada, passatempo… Não tenho a mínima idéia, e nem quero ter! São inúmeras as espécies de relacionamento e a tentativa de classificar a todo minuto algo que, ás vezes, é simplesmente inclassificável pode resultar em muito mais do que um baço perfurado.
Ás vezes, perdemos a noção de que cada minuto da nossa vida pode ser o derradeiro, de que cada ligação telefônica pode ser a última, bem como aquela pessoa, de quem você ainda não sabe se gosta, pode ser o seu último romance.
Lulu Santos pediu, a gente obedece:
“Hoje o tempo voa, amor
E escorre pelas mãos
Mesmo sem se sentir
E não há tempo que volte, amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir!”
O amor é uma libélula que pousa na nossa janela pouquíssimas vezes. Corra atrás da sua libélula, sem medo de se machucar. Viva o seu romance. Viva o seu último romance.
Dia desses, o Globo Repórter mostrou uma realidade que poucos, bem poucos conhecem. Antes de partir pra esse trabalho no Sertão - Gravação de um DVD, eu tinha uma vaga ideia, achava que a vida se resumia na pobreza... Até que tive contato direto com a miséria. Sim. A miséria existe no nosso país. Pessoas que comem mal hoje, sem saber se vão comer amanhã. Que vivem descalços, que não têm banheiro dentro de casa, e nem fora, o que eles têm é um buraco, apenas isso. Um povo que não tem acesso fácil a água potável... Eu to falando de gente. Gente como a gente, mas completamente abandonadas pela política, e excluída pela sociedade. Gente que não é lembrada.
Gente simples, que ama o trabalho, mas não encontra. Gente que cresceu na roça, trabalhando dia a dia, sol a sol... Uma terra seca e árida que consome tudo que eles plantam. Um povo que não sabe o que é colher o que semeou um dia.E por incrível que pareça, um povo que sorri, um povo que não reclama.
Me lembro exatamente do momento em que estávamos eu e Alex no avião, já chegando no Rio... Eu olhei pra ele chorando muito e ele muito emocionado tbm. Tínhamos o mesmo sentimento: como vamos continuar depois de tudo que vimos e vivenciamos? Como vamos retomar a nossa vida, o banho quente, as melhores roupas de cama, cobrindo um colchão caro? Como? E dissemos um ao outro em silêncio.
Eu sei que não fui à toa aquele lugar. Eu sei que vou continuar, de uma forma ou de outra, eu sei que vou. Pq quem pisa em terra seca não volta pro seu estado da mesma maneira. Quem contempla o céu mais azul de dia e mais estrelado à noite não tem o mesmo coração. Quem olha nos olhos daquele povo não vai embora sem levar nada. Quem tem contato direto com a miséria, não enxerga mais a vida com a mesma ansiedade. A zona de conforto já não é mais tão confortável assim.
Em Belmonte, ficamos hospedados numa espécie de sitio, onde tbm ficam hospedados missionários de diversas denominações do mundo inteiro. Foram os dois dias mais longos da minha vida. Um quarto limpo, muito limpo, mas cheio de pererecas, um quintal cheio de sapos à noite, muita mosca, muito mosquito, muito marimbondo, além de uma comida que eu não era acostumada... Mas aquele lugar tinha cheiro de amor, tinha a cor da doação.
Eu imaginava, mas não sabia o preço que se pagava de morar ali, de estar ali, de viver de doação das pessoas, em prol de ajudar a quem precisa tanto. Eu sempre soube que um missionário paga um preço alto, só não sabia que na prática era tão alto assim. Desde aquele dia, passei a orar mais por esses homens e mulheres que abdicam de luxo, de família, de amigos, de restaurantes, de roupas caras, de bolsa da moda, pra amar quem não conhece. Hoje, mais que nunca, eu não tenho dúvidas de quem mais ganha com isso tudo. Pq doar tem mais peso do que a própria palavra quer dizer. É deixar de viver pra lutar pela vida do outro. É ter disposição de amar quem não tem o teu DNA.
Se vc não pode, não consegue, ou não quer pagar esse preço. Faça ao menos o que a sua limitação te permite. Nas suas orações, lembre desses missionários. Se vc trabalha, se vc tem dinheiro, por menor que seja a quantia, contribua, querido. Esse é o trabalho mais lindo e genuíno que já conheci. Eles só vão aonde não queremos ir, pq alguém viabiliza.
E que Deus nos abençoe!
E começa mais um dia desses de inverno na alma... Comparado a um dia triste e nublado, minha vida está há muito tempo no inverno.
A tristeza de estar diante de uma situação em que suas mãos não podem agir, e até mesmo a fé fracassa. O dia ainda não começou e angustio minuto a minuto para que termine antes que eu pisque novamente.
Saudade de amigos(a) que de mim não lembram mais. Saudade desses amigos(a) que para eles minha amizade já tanto faz.
E um dia, quem sabe, eu consiga te dar um amor desses de conto de fadas, desse de novela, onde só existe alegria, felicidade. Te proporcionar tudo de bom que você sempre sonhou.
Jesus mandou avisar:
Que nenhum desses políticos ditos cristãos possui procuração para falar “em nome dele".
Postura não se ensina"
Não sou de muitos.
Sou de poucos.
E desses poucos, só ficam os que sabem o peso de uma palavra dada, o valor de um silêncio bem colocado e a importância de um olhar firme.
Sorriso aqui não é brinde.
É conquista.
Quem vê minha cara séria talvez pense que falta leveza. Mas é o contrário:
Leveza demais pesa em gente que carrega a vida no peito.
Amigo, pra mim, não é quem aparece.
É quem permanece.
É quem entende que confiança não se pede, se constrói. E que respeito não se exige se impõe com atitude.
Postura não é pose.
É essência.
É saber onde pisa, com quem anda e pra onde vai.
Quem merece, recebe o melhor de mim.
Quem não merece.
Nem sabe o que perdeu.
Autoria: Cristiano Mendes
Um dia desses
Um dia desses acordei e te beijei e preparei o café com tanto amor, sonhei cantar e dançar com vc, vc é tão lindo, alto, charmoso, cheiroso e gostoso, amo ouvir sua voz e quando me toca com suas mãos firmes... mas vc estava ausente;
Um dia desses lixei os pés pra ficarem lisinhos e escorregarem nos seus... mas vc estava ausente;
Um dia desses guardei em minha mente um milhão de acontecimentos em frases formadas com as mais maravilhosas e diversificadas palavras pra te contar... mas vc estava ausente;
Um dia desses passei o dia indo ao mercado comprando ingredientes e cozinhando, e te esperando com aperitivos, inclusive uma cerveja ou vinho, janta e sobremesa prontas pensando em te agradar... mas vc estava ausente;
Um dia desses planejei em minha mente passeios e brincadeiras com as crianças e vc... mas vc estava ausente;
Um dia desses planejei e sonhei tantos planos para tantos dias e tantas sextas-feiras, planejei e sonhei dormir de conchinha... há como eu te amo... mas vc estava ausente... e muitas vezes eu já nem sei mais planejar... sonhar... e esperar... e em muitos momentos já nem sei mais ser eu mesma;
Um dia desses apenas na memória.
Eu sou feita de sentimento... desses que vêm como onda, invadem, transbordam e me lembram que ainda estou viva. Gosto de sentir até o arrepio da saudade, o friozinho da incerteza, o calor de um abraço que diz “fica”.
Seja o meu último amor, por favor. Não um pedido romântico, desses que a gente faz no auge da paixão. É uma súplica de quem já se cansou de começar do zero, de quem sente a alma pesada por recomeços que parecem ter sempre o mesmo fim.
Sejas o meu último amor, não por medo do futuro, mas pela exaustão do passado. Fui colecionador de "sempre", de "para sempre" e de juras que o tempo desfez como se nunca tivessem existido. Acreditei que se podia amar várias vezes, mas a cada nova tentativa, sinto que perco um pouco de mim. Já não sei o que é amar de verdade, ou se apenas me vicio na ideia de ter alguém.
A cada novo relacionamento, a rotina de apagar e reescrever se repete: novas lembranças para construir, novas lições para aprender e, principalmente, novos nomes carinhosos para inventar. Nomes que precisam ser únicos, para evitar a nostalgia dos apelidos antigos que, mesmo no silêncio, ainda ecoam. O cansaço é real. A cada novo "corpo" a que me adapto quimicamente, sinto que as cargas emocionais se misturam e o meu coração se sobrecarrega.
O ciclo é sempre o mesmo: a apresentação aos amigos, as promessas, e o inevitável fim. De quatro em quatro meses, parece que preciso aprender um novo idioma do amor. É uma apresentação de novos parceiros e histórias, que no fundo, sinto que ninguém mais aguenta ouvir.
Mas apesar de tudo, a minha esperança permanece: que sejas o meu último amor. Que venhas para me curar, para me fazer acreditar que ser um casal pode ser realmente bom. Eu vivi tantas conexões intensas, com finais em dor, ansiedade e tristeza, que a minha mente se tornou um arquivo de memórias a comparar qual amor foi o melhor, qual me marcou mais, e qual me feriu com a sua partida.
És tu a cura que busco para a dor que habita no meu coração e na minha mente. Aquele que me fará esquecer o que é a tristeza para me mostrar onde mora a felicidade.
Sejas o meu último amor... por favor...
#viral
No tecido dessas frases
sobre a haste desses versos
a poesia tremula inquieta
a bandeira da leitura
no poema que mais
esse vento completa
(Leonardo Mesquita)
POR QUE É NECESSÁRIO MUDAR?
Dias desses encontrei uma pessoa que me disse: - Há muitos anos luto para mudar e não consigo. Quero mudar de casa, de emprego, de cidade e talvez até de País. Porém, tenho a impressão de que tem algo que me segura aqui.
Encontrei outra que disse em um discurso o seguinte: - Há quanto tempo esperei por este momento. Lutei e almejei tanto por esta mudança que ela aconteceu. Estou muito feliz por isso. E eu também fiquei feliz em ouvir isso dela.
É nestas horas que vemos que nada nos segura. Que não existe lei alguma que nos impede de mudar; seja de emprego, de casa, de cidade e até mesmo de Estado ou País. O que nos impede de mudar é o medo, a insegurança e muitas vezes a comodidade. Não queremos passar trabalho e isto faz com que não mudemos.
Viemos de famílias tradicionais, com costumes e credos cujo objetivo era crescer, casar, ter filhos, constituir uma família e pronto. Nada mais importava, há não ser este futuro que era programado por eles. Não importava se queríamos aquele futuro ou não. O que importava era o conforto e a segurança financeira.
Por que é necessário mudar? É necessário mudar para que possamos experimentar outras fases da vida, porque os ciclos se fecham e outros se aproximam para que entendamos que a vida é metamorfose constante. Se ficarmos parados e não acompanharmos toda essa evolução, não entenderemos o significado da nossa existência. Precisamos entender que mudar é uma necessidade para a nossa sobrevivência.
Feliz daquele que tem a coragem de mudar. Feliz daquele que tem a persistência para fazer com que a mudança aconteça em sua vida. Feliz daquele que vê que mudar é preciso. Que mudar faz parte da nossa vida. Que mudar nos transforma, eleva o nosso espírito e deixa nossa alma vibrando.
Que quando mudamos nos sentimos livres. Que quando estamos determinados a mudar e a mudança acontece, percebemos o quanto fora necessário toda aquela transformação. Vivemos numa era em que crescer e evoluir é necessário.
Quando falamos em mudanças, estamos falando de libertação, de vida espiritual. Estamos falando de sair da casca e voar. De deixar os restos para trás e atingir o infinito mundo das ilimitações. Voar e ver o mundo de uma nova forma, sob outra perspectiva. Que toda mudança é válida, desde que, entendamos que mudar apenas de casa ou de cidade não é mudança e sim uma fuga.
Que a mudança começa de dentro para fora. Que mudar é transformar o mundo interior. Quando isto acontecer, estamos prontos para a mudança exterior.
Aprecio o encanto desses olhos sutis, Que despertam as travessuras mais juvenis, Não existe delícia de amor mais feliz...
Dedicada à uma pessoa especial.
Você aí sempre tão bela
Brilha mais que uma estrela
Atrás desses óculos ocultando o pavor
Com medo do amor.
