Um dia a Gente se Conheceu

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O Cheiro de um Lugar que Não Existe Mais

O cheiro nos conforta, nos traz esperança de que até os piores cheiros estarão sempre por perto para reconhecer onde estivemos um dia. Ah, já os bons eles carregam consigo os momentos bons da vida, a saudade, o amor, a fantasia;

⁠Há afetos que não se repetem.
Sentimentos que só vestem um nome, uma memória,
um instante eterno.
É quando o coração sussurra o que nenhuma palavra
explica.

Há em nós um desejo profundo de sermos vistos, reconhecidos, aceitos. Esse desejo é humano, legítimo, mas quando se transforma em necessidade constante de aprovação, ele nos aprisiona. Passamos a medir cada palavra, cada gesto, como se estivéssemos diante de um tribunal invisível que decide se somos dignos ou não.
E nesse palco, a insegurança veste máscaras. Negamos a fragilidade, fingimos confiança, mas por dentro trememos diante da possibilidade de rejeição. O elogio se torna alimento, a crítica uma ferida aberta. Vivemos como se o valor pessoal fosse um reflexo nos olhos dos outros, esquecendo que o espelho mais verdadeiro está dentro de nós.
A vida, porém, não foi feita para ser vivida em função da plateia. A autenticidade é um ato de coragem: dizer o que pensamos, sentir o que sentimos, mesmo que não agrade a todos. É nesse espaço de verdade que nasce a liberdade.
Quando aprendemos a nos aprovar, a nos acolher com compaixão, descobrimos que não precisamos da permissão alheia para existir. A crítica deixa de ser sentença, o silêncio deixa de ser ameaça, e o elogio passa a ser apenas um presente — não uma necessidade vital.
A maior vitória é perceber que o valor não está em agradar, mas em ser. Ser inteiro, ser imperfeito, ser humano. E nesse reconhecimento, a aprovação externa perde o poder de nos definir.


Tatianne Ernesto S. Passaes

A minha educação independe da ignorância alheia. A linha entre um graduado, mestre ou doutor e 1 imbecil pode ser surpreendentemente tênue.

Jovens saem correndo quando chega um velho contador de histórias. Têm pressa de não escutar o que talvez venham a viver.

O ativismo fez e faz muito mal aos jovens, além, é claro, de prestar um enorme serviço à preguiça que os assola quando têm que arrumar o quarto, atividade bem mais difícil do que salvar o mundo e seguir a Greta Thunberg. Causas sociais e políticas corrompem o caráter dos mais jovens.

Luiz Felipe Pondé
Causas sociais e políticas corrompem o caráter dos mais jovens. Folha de S.Paulo, 7 dez. 2025.

Reflexão sobre a necessidade de aprovação


A necessidade de aprovação dos outros é como uma lente que distorce a forma como enxergamos a nós mesmos. Quando cada palavra dita ou cada gesto realizado é medido pelo impacto que terá nos olhos alheios, a vida se torna uma busca incessante por validação externa. Nesse processo, a autenticidade se perde: deixamos de agir conforme nossos valores e passamos a viver em função das expectativas dos outros.
Essa dependência nasce, muitas vezes, da insegurança. O medo de rejeição faz com que a pessoa se agarre ao elogio como se fosse oxigênio. No entanto, quando questionada sobre essa fragilidade, a tendência é negar. A negação funciona como uma defesa: admitir a insegurança seria reconhecer uma vulnerabilidade que parece insuportável. Mas negar não elimina o problema; apenas o oculta.
O paradoxo é que quanto mais buscamos aprovação, menos livres nos tornamos. A vida passa a ser guiada por um roteiro escrito por terceiros, e não pelo próprio coração. A crítica fere, o silêncio incomoda, e o elogio se torna indispensável. É um ciclo que aprisiona.
Romper esse padrão exige coragem. Coragem para aceitar que a insegurança existe, para reconhecer que não é possível agradar a todos, e para compreender que o valor pessoal não depende da opinião externa. A verdadeira liberdade surge quando a pessoa aprende a se validar internamente, a se olhar com compaixão e a aceitar suas imperfeições como parte da jornada.


Tatianne Ernesto S. Passaes

Reflexão sobre a Imaturidade


A imaturidade é um espelho turvo, onde o ego se contempla e se engrandece, mas não enxerga além da própria sombra.
É o grito infantil travestido de adulto, a paciência que nunca floresceu, a empatia que se dissolve como sal na água, o altruísmo congelado em um inverno sem fim.
Ser “mimado” não é apenas receber demais, é não aprender a dar, é não compreender que o mundo pulsa em outros corações, que a vida não se curva ao desejo de um só.
A falta de estrutura, a ausência de mãos que guiem, de vozes que instruam, gera um ser que caminha com pés frágeis, incapaz de sustentar o peso das próprias escolhas.
E assim, nega o outro, nega a realidade, nega a dor que não é sua, como se o universo fosse apenas um brinquedo particular.
Mas a verdade é dura: crescer não é apenas envelhecer, é aprender a suportar o silêncio, a ouvir o que não se quer, a aceitar que o mundo não gira em torno de nós.
A maturidade é o ato de abrir os olhos, de reconhecer que o ego é pequeno, que a vida é vasta, e que só quem se desfaz das correntes da infantilidade pode, enfim, tocar a liberdade de ser humano inteiro.


Tatianne Ernesto S. Passaes

O silêncio é um grito que escolheu respirar fundo.
Carrega verdades que a boca não sustenta
e ecos que só a alma sabe escutar.

A mentira é como um vírus de uma doença contagiosa que se espalha rapidamente, enquanto a verdade é mantida em segredo.

Perder uma avó ou um avô é perder uma pessoa muito importante em nossas vidas, alguém que nos acompanhou com amor e dedicação incondicional, tudo o que vivemos em companhia dos avós é uma parte muito bonita em nossas vidas e um lindo e emocionante aprendizado. Nossa maior recompensa no outro lado da vida é reencontrá-los!

Todo DEUS Pessoal, é um CORDÃO UMBILICAL, que Nos Une ao Nosso Destino de Vida e de Morte... Eu Não Preciso Dele, para SAIR dessa VIDA... e VIVER Uma Energia Quântica, que está dentro de Mim!

Ao escrever um livro, a primeira pessoa que você deve pensar em agradar é você mesma.

Recomeçar é enxergar um futuro, onde nem se via um presente.

Em toda família costuma haver um membro que é sempre fonte de problemas e preocupações.

Agatha Christie
Autobiografia. Porto Alegre: L&PM, 2015.

Noite Leal

Caminho na sombra
com a lealdade cravada no peito,
como quem guarda um pacto
feito em silêncio antigo.

Meu sorriso?
É lâmina brilhando no escuro:
feliz, afiado,
nascido do que ninguém vê.

E enquanto a luz fria
escorre pelo espelho,
minha mente viaja —
longe, muito longe,
por estradas que só eu conheço.

Ainda assim, permaneço firme,
de pé, inteira,
com a noite ao meu lado
como velha companheira

Há um engano recorrente: acreditar que as próprias dores são montanhas enquanto as dores alheias não passam de colinas. Trata-se de ilusão forjada pelo claustro da mente, que amplia o que arde por dentro e minimiza o incêndio do outro. Cada ser caminha carregando cataclismos invisíveis, e nenhum sofrimento é pequeno para quem o atravessa. Quando essa verdade finalmente se impõe, nasce uma humildade funda: percebe-se que ninguém é o centro da tragédia universal — apenas parte de um coro silencioso que tenta, a seu modo, sobreviver ao labirinto.

Antes de definirmos um ambiente como tóxico ou uma pessoa como complicada para uma saudável convivência, que tal reconhecermos que talvez sejamos nós mesmos os verdadeiros responsáveis?

Absolutamente tudo na terra tem um ponto fraco, exceto Deus.

Há um sussurro que só se escuta quando tudo parece perdido: não vem de fora, mas do porão mais antigo da consciência, onde repousa o fragmento que nunca se partiu. Ele diz que o caos é apenas o modo da alma lembrar ao ser que ainda há territórios inexplorados. E, ao atender esse chamado, descobre-se que nenhum desespero é definitivo, porque todo abismo, quando olhado com coragem, revela uma escada esculpida na própria escuridão.