Um Cavalo Morto e um Animal sem Vida
O homem de um livro só é como um cavalo arreado com antolhos: está limitado apenas a enxergar a estrada do destino de quem o monta; é incapaz de vislumbrar o sol, as montanhas e os pastos verdejantes no horizonte.
Um pouco mais de natureza me faria feliz, quem sabe?
Um cavalo para afagar,
Um cachorro para rolar no chão,
Borboletas e passarinhos...
Um rio para colocar os pés,
E observar as pedras que brilham
Logo abaixo das águas cristalinas.
Um raio de sol sem pretensão,
Um tempo sem promessas,
O perfume da floresta,
Amar a quem merece,
Observar o que merece ser visto.
Não mais sonhar com o amanhã,
Só me distrair com os bichos
E ser um bicho, como eles são.
Que existe sereno no agora,
E não tem desejos,
A não ser de estar.
Um pouco mais de silêncio
E solitude me faria feliz, talvez?
Menos gente, menos gente...
Menos coisas e ideias...
Menos pressa para o abismo
Que o destino nos reserva.
Sono de melhor qualidade,
Mais céu e menos muro.
Mais natureza me faria feliz, quem sabe?
Acariciar um gato e sentir seu cheiro,
Abraçar um bezerro,
Adormecer sob uma árvore,
Sem nada para me preocupar.
Pensar menos na morte,
Sentir menos medo e saudades,
Brincar sem observar que estou sozinha.
Inocência que eu nunca tive,
Onde foste morar, antes que eu viesse ao mundo?
Coração sereno que nunca me pertenceu,
Sempre percebi tua falta.
Na minha imaginação ao menos,
Repouso sob um arco íris
Criança minha, que ficou no Céu.
inefável
o impossível coice de um cavalo-marinho
abriu a ostra onde havia pérola
e se eu não tivesse naufragado
jamais veria esta cena
e não teria este colar de ilusões
para aliviar a aspereza destas noites nervosas
em que o poema não vem
ou rebenta ao mínimo ruído como se fosse solitária
e o que deveria ser tudo metros mais de quinze
no papel é pouco milímetros quase nada
e em mim fica presa uma enorme madrugada
inefável indizível cá por dentro deformada
Devaneio neurodivergente
Quando eu era criança, me imaginava como um cavalo selvagem, galopando livremente pelos campos da existência. O vento, cúmplice silencioso, acariciava minha crina, e meus cascos batiam em compasso com o pulsar da terra.
Naqueles devaneios, eu era mais do que carne e osso; eu era a própria essência da liberdade. Acreditava que, um dia, me desvencilharia das rédeas invisíveis que a vida impõe. Sonhava com a plenitude de correr sem amarras, sem medo, sem olhar para trás.
Mas o tempo, esse sábio implacável, me ensinou que a liberdade não é um galope desenfreado. Ela reside na consciência de nossas próprias limitações, na aceitação das rédeas que nos moldam. O erro, esse fiel companheiro, também tem seu papel: ele nos forja, nos humaniza, nos conduz à sabedoria.
Hoje, olho para trás e me pergunto: será que sou o cavalo selvagem que idealizei? Talvez não. Talvez a verdadeira liberdade esteja na compreensão de que somos todos cavalos, às vezes domados, às vezes indomáveis, mas sempre parte desse vasto campo de possibilidades chamado vida.
Nossa mente é como um cavalo selvagem, carece de adestramento. Uma mente educada é fácil ser domada e dizer a ela que precisa ser obediente. Em outras palavras: “Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus e levamos cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo.” II Coríntios Cap. 10:5. Disciplinar a mente não é tarefa fácil, mas com um pouco de paciência e perseverança teremos êxito.
Poema Infantil
O Cavalo Caramelo.
Félix di Láscio.
Um cavalo
Foi resgatado,
Tinha a mão branca
E era manca.
O Cavalo Caramelo
Viveu o tempo,
Sem chinelo.
Divido as chuvas
Muitas pessoas
Ficaram desabrigadas,
Essa é parte malvada.
Coitado!
O Cavalo Caramelo
Passou horas
No telhado .
Voei num cavalo alado
E toreei minotauro
Eu domei um dinossauro
Fui Príncipe de um reinado
Com Dayanna do meu lado
Na lua eu fui pescar
Com Aquaman fui nadar
Furei o pneu do trem
Quem quiser mentir também
Pode, mas só pra brincar.
Gélson Pessoa
Santo Antônio do Salto da Onça RN
1⁰ de Abril de 2025
Você se senti humilhado se um cavalo é mais forte do que você? Por que se sentir humilhado se uma máquina te derrota no Xadrez?
Não sou um cavalo,mas meu coração galopa de alma em alma sem rédeas e nem cela pra que alguém monte em mim e me use como transporte de dependência emocional.
"A ação mais difícil é transformar um pangaré (cavalo de pobre e difícil de domar) em Manga Larga Machador (cavalo de rico e obediente), mal comparando, podemos aplicar aos seres humanos; há muitos pangarés empacados (nem pra frente, nem pra traz).
No galope do cavalo, a alma perdida,
Um coração embriagado, amor que terminou.
Sobre a trilha do sertão, saudade vivida,
Perdeu o amor da sua vida, tão amado e louvado.
Passos solitários na terra árida e seca,
Apegado às lembranças que o peito abraça,
Nos versos da cachaça, histórias da vida preta,
Chorando o amor que partiu, sem promessa que faça.
Cavalga o cavaleiro com dor e saudade,
A noite é cúmplice do lamento sentido,
Pelas veredas do coração, a eterna jornada,
Vai chorar de saudade o amor já esquecido.
No sertão, o cavalo é seu fiel companheiro,
Enquanto a saudade tece a teia da memória,
Entre goles e versos, o coração prisioneiro,
A dor do amor perdido, transformada em história.
Quando um cavalo endoidece, dá-se-lhe um tiro e tudo acaba, mas aos cavalos mansos, mata-se todos os dias.
- Nós matamos o cão tinhoso
Não quero um príncipe num cavalo branco, com uma espada brilhante dizendo que veio me salvar. Quero um batalhador diário que nas batalhas da vida saiba me honrar.
Me queira bem, me faça bem e seja meu bem.
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