Tristeza e Solidão
Vida em escuridão
Em momentos de descontrole
O mundo dele virava do avesso...
E por mais que as pessoas orientassem
Ele sentia como se coisa alguma tivesse fim... nem mesmo tinham começo.
Ele dizia que o que via era só escuridão.
Sob seus pés areia movediça.
Na boca um gosto de fel...
Um castelo sem ponte levadiça.
Ele sentia bater acelerado seu coração.
O mundo girava sem parar...
Sentia-se tonto, desnorteado.
Como se tudo estivesse fora de lugar
Alone again
Alone again...
como é possível
viver sozinho?
Viver sem alguém
pra segurar a mão... e pra preencher
o espaço vazio do coração?
Viver assim,
viver bem mal assim bem não faz não...
Por que meu coração
teima em me desobedecer?
Agora sou eu que tenho de sofrer...
pois foi embora meu bem querer...
Vejo muitas pessoas
Que não assumem
Ter ao seu lado alguém
Vejo do outro lado
O alguém tentando
Finge estar tudo bem.
O homem procura na bebida
O que não sente na vida
Anestesia, fuga da rotina
Um breve momento de alegria.
Toma erradas decisões
Pra iludir a mente
Passa um tempo solitário
No meio de um monte de gente.
Ainda não encontrei o lado doce da vida.
Ainda não senti o açúcar melado.
Açúcar pelo qual faria meu paladar.
Sinto o gosto forte do amargo.
O sol nasce cinza
E se põe preto.
Não ouço a benevolência do meu pensamento,
Ouço o fúnebre alarde, um horrível barulho.
Sozinha no escuro,
Sem amparo nem ventura,
Aqui no meu quarto passando apuro,
Deitada na cama tornando-me perjura.
Eu queria escrever belas poesias, entoar belas melodias, recitar belas palavras, mas com sinceridade no coração não consigo. Não sei o que há, ando tão cansado, tão triste, tão desesperançoso... Já estive assim algumas vezes, já pensei em desistir, mas sabia que era questão de tempo até me reerguer novamente e seguir em frente... E apesar de estar me esforçando tanto, estar fazendo coisas novas, saindo com amigos, tentando me divertir, dessa vez eu sinto que tudo está diferente. É como se essa dor, essa tristeza não fosse mais passar... É tão frustante me esforçar tanto, dar tudo de mim, ser o melhor de mim e ainda assim nunca ser o suficiente. Me questiono várias vezes o que tem de errado comigo, o que eu tenho feito de errado ou o que eu tenho deixado de fazer e ainda que alguém me desse essa resposta não seria o suficiente pra me convencer que ainda há algo que eu possa ofertar. Eu dei tudo de mim. E fui além. Ultrapassei os limites e ainda assim não foi suficiente.
Se nos foi concedido lágrimas até aqui, seremos ainda mais merecedores dos sorrisos que haverão de nascer.
Eu estou triste até a minha alma, um véu sombrio que me cobre. Em cada esquina do ser, a melancolia ecoa, um lamento que a luz do dia não alcança. Os risos se perdem, os sonhos desvanecem, e só resta o silêncio que grita, um companheiro constante em meu retiro solitário. Ah, como pesa esse céu cinzento em meu coração cansado! Mas ainda assim, sigo, um espectro na névoa, vagando em busca de um sussurro de esperança.
Porque eu te amo, escolhi me afastar. Não é falta de amor, é cuidado. Não quero que a minha tristeza toque o que há de mais bonito em ti, não quero que a dor que carrego obscureça o brilho do teu sorriso. Às vezes, amar é proteger, mesmo que isso signifique partir.
Meu amor por ti é tão imenso que prefiro suportar a saudade a permitir que a minha escuridão te alcance. Ficar longe de ti é a escolha mais dolorosa que já fiz, mas também a mais sincera. Porque amar, de verdade, é querer o bem do outro, mesmo quando isso nos fere.
Sei que nunca deixarei de te amar, mas escolho a distância como forma de preservar o que há de mais puro em nós. Não quero ser a tempestade no teu céu. Quero que sejas feliz, mesmo que a felicidade precise existir longe de mim.
Numa rua deserta com a chuva fjna caindo sobre ela,
vejo um misto de tranquilidade e abandono,
duas sensações distintas com emoções diferentes,
como se estranhamente alívio e tristeza estivessem presentes na mesma cena, representados respectivamente
pela vida de árvores frondosas e por uma ausência inconveniente.
A solitude e a solidão atipicamente ficaram entrelaçadas causando uma sensação simultânea de amor e lamentação nesta madrugada chuvosa que deixou a emoção tão à vontade que se expressou desta forma confusa, por isso que a mente ainda está inquieta e acordada nesta hora inoportuna, falando em voz alta.
Às vezes, durante a quietude, a alma sente a necessidade de chover lágrimas para desabafar e ninguém está perto para ver e nem precisa, o que importa é que ela chova para não se afogar por dentro por reter suas angústias ou contentamentos, então, graças a Deus que há este momento de purificação ao externar seus profundos sentimentos, uma contínua e necessária libertação.
Ela é minha amante perdida no tempo
Tempestades e vendaval, eu tô dentro
Sonhos e mentiras, é esse meu acalento
Eu tô amargurado, mano cê não tá vendo?
Me afogando no ego, eu tô morrendo
Acorrentado pelos meus medos, tô me perdendo
Feridas que não saram, ainda doendo
Pensamentos infames, me corroendo.
Minhas dores hoje viram poesias
Minha imaginação criam versos
E no meio da noite cria nós dois
Pela madrugada tu vem;
E pela manhã tu vai
Eu juro, são os sonhos mais reais
Eu mero marinheiro
Jovem, forte guerreiro
Não se vai com a maré que veleja
Não se perde, com canto de sereia.
Ela, mar correnteza
Morena, valente destreza
Se leva com o vento que puxa
Se perde, se esvai, e machuca.
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