Tristeza Passa
Quando aprendemos a gostar do que fazemos a remuneração passa a ser uma consequência. O quanto você trabalha passa a ser irrelevante.
O tempo passa e a idade aplaca-se sobre nós. Amadurecemos, mas também perdemos coisas. E só nos damos conta de nossas perdas depois que elas ocorreram.
Todo problema tem solução que passa por sua decisão pessoal. Você controla seus pensamentos, amadurece suas emoções e decide sair da zona de conforto, abandonando o comodismo e o conformismo, buscando soluções em lugar de culpados.
Pega essa bosta de "crítica construtiva" que quer me dar e passa só a parte construtiva, isso vale alguma coisa.
Um ano que passa. Um fremir do vento que leva. Dias, meses, primaveras. Tudo é tão vasto. O tempo passa no tempo que fica. Somos esse livro que o vento escreve. Desafio de se deixar levar. E ter na face refletida o tempo ido. Tristezas e alegrias. Nada permanece no espaço. No entanto, somos história. Cada ar que respiramos escreve o nosso tempo. Cada pensamento que temos escreve essa existência. Rajada de uma tempestade colossal. Leve como a brisa. Leve como um passo silencioso na noite. Longo como um dia de sol. Tudo é a mesma essência. Inquietude ou efervescência. Passar e permanecer é a lei. Tudo recomeça. Não no calendário. Nossas almas recomeçam a cada instante. Basta um sentimento e já não somos os mesmos. As palavras tentam reter os ponteiros. Mas o relógio é como a ressaca no mar. Sutilmente leva o que tentamos deter. Vivemos, sonhamos, sentimos. Escrevemos cada página do nosso livro. Em cada imagem da retina. Tudo existe e nada passa. Nada é estático. Mas nada se esvai. Viver é aprender a ser e não ser. A arte de estar. Quando tudo passar. Hoje faz sol e faz frio. Neva e queima. Hoje somos além. Tudo é o mesmo sumo. Somos eternos em nossa fugacidade. Em um ponto qualquer da cidade. Um ano que passa.
Monalisa Ogliari
É meu pai, que saudade.
Mais um ano se passa e a SAUDADE continua a inabalável.
Nem piora e nem melhora.
Quero te entregar a tua estrela que deixas-te cair, nas pressas...
A mesma continua a brilhar aqui, comigo!
Tempo passa e não volta, infelizmente isso me causa revolta, por isso tento guardar todas as memorias.
A cada semana que passa a vontade de continuar fica mais escassa e eu persisto em tentar, para que talvez um dia consiga me perdoar.
Meu amigo Zé Ferreira de 74 anos de idade,agora faz o papel de um cachorro: enquanto a família passa o réveillon fora,ele olha a casa (31.12.17).
É claro que eu desejo um mundo melhor para todas as pessoas, mas esse desejo passa muito longe do verbo "ter" e perto do verbo "ser".
