Trechos do Realismo
"Quem vive sob o signo do medo sempre acaba perdendo tudo, dos menores momentos às maiores coisas da vida".
"O destino da humanidade, nos próximos cinco séculos, bem como a única chance de salvação da humanidade enquanto espécie, está nas Estrelas".
"O fato é que estamos condenados a viver. Não existe escapatória para a vida. Em toda a Incomensurabilidade Cósmica tudo o que há é vida e mais vida, até na morte e, de alguma forma, talvez, depois dela".
"Buscamos ser melhores ou pelo menos, menos piores, através de alguma temperança, moderação, tentando encontrar um ponto de equilíbrio à beira do abismo, tateando em meio a escuridão que rodeia a vida, em meio ao desespero e a desolação de existir".
"O Espírito verdadeiramente Livre, o autêntico Viajante da Luz na Escuridão, em sua mais imperfeita e luminosa solidão, se pergunta silenciosamente, (porque a verdadeira Filosofia, dizem alguns, é 'Agere non loqui'): por que diabos devo eu me controlar diante da força incontrolável da Vida?"
"A vida pulsa orgasmicamente e quem inutilmente tenta reprimir a pulsação da vida e se auto-reprimir diante das forças da natureza, cava a própria cova da morte em vida. Prefiro mil vezes viver desvairadamente do que perambular como um morto em vida".
A positividade sem considerar os fatores é uma atitude irracional. Ao analisar uma determinada situação, se as probabilidades estão a favor, seja um realista positivo. Se estão contra, seja apenas um realista.
A Sociedade é reflexo da sua Arte
Se a arte não tem lógica, seremos ilógicos
Se não tem sentindo, não teremos algum sentido
Eu não tenho sonhos e talvez nunca os tenha. Nem aspirações nobres e lúcidas, que com certeza não veriam em vida a luz do sol e nem encontrariam ouvido de gente, pois aspira o ser vivente e quem vive é a carne; tudo além e a mais é. Apenas a isto olhei, observei obstinadamente e encontrei. Eureka! [...] No sentido último e preciosista do termo, opto por utilizar o vocábulo sobreviver, em um sentido que já se faz "também" (talvez, a depender da definição de biologia, e assim por diante) filosófico, e não meramente biológico. O que, em suma, digo é que não vivo, sobrevivo e também por isso não sonho; encontrei e sou.
O poeta deseja produzir emoções no leitor. Já o realista pretende estimular a reflexão. Mas ambos acabam por cumprir o seu papel social por meio da escrita.
Não adianta fechar os olhos para uma realidade que aflige a sua vida em todos os sentidos. Você ainda vai sentir o cheiro da dor, o gosto da dor e a dor na pele.
A única opção é lidar com a dor antes de senti-la. Seja realista, este é o seu Memento Vivere.
Há algo de fascinante no efeito do sofrimento moral sobre uma pessoa que não parece fraca nem frágil. É ainda mais insidioso do que o efeito de uma doença física, porque não há morfina, nem raquidiana, nem cirurgia radical que possa trazer alívio. Quem sofre seu impacto tem a sensação de que só ficará livre se morrer. O realismo cru desse sofrimento é uma coisa incomparável.
A realidade é o que é, e assim sempre será: preconceito, desigualdade, corrupção e estupidez. Cabe, porém, ao homem experimentado e crescido no intelecto procurar saber conviver e lidar com isso.
