Trânsito e Transitoriedade
Ao olhar um semáforo de trânsito, as três cores, poderão ser indicativo para avaliar como anda sua vida amorosa, simples assim: verde – sonhando juntos, com projetos e muito carinho; amarelo – o primeiro e o último pensamento do seu dia, não são mais para aquela pessoa; vermelho – não sente falta, sua presença tanto faz. Pare, acabou!
O Estado tem que ver o trânsito como um problema a ser solucionado e não como a solução para os seus problemas financeiros.
Cada dia o trânsito complica-se mais; mas, a direção
do Espírito Santo dá a sabedoria ao homem para sair
da complicação do mundo.
As placas de trânsito indicam a segurança e a precisão do seu itinerário e a Bíblia indica o caminho para a eternidade da alma de qualquer operário.
Desrespeitar as leis do trânsito dói no bolso e desrespeitar a Organização Mundial da Saúde dói tudo.
Pergunte ao Inspetor de Trânsito o que acontece com um motorista que entrar na contramão e pergunte para qualquer sábio nas Escrituras o que acontece com uma alma que andar e desobedecer a Sua vontade e aguarde a notificação judicial pelo desrespeito e pela ignorância de ambas as leis.
Todos os transgressores das leis de trânsito são punidos por suas posições contrárias à justiça da segurança pública que, se detidos pelos oficiais dos órgãos competentes, pagarão por desrespeitar as normas vigentes.
O trânsito costuma preservar, proteger e ter como companheiros de caminhada os indivíduos que o respeita e entendem os seus limites.
No trânsito, deveria ser como no casamento: cada motorista, assim como o homem e a mulher, deve ceder e agir com respeito mútuo, para que, em unidade, sigam seus caminhos com harmonia e traquilidade.
Tenho inspiração nos momentos mais estranhos possíveis, como por exemplo, no trânsito, Iniciando um atendimento, na hora que vou fazer algum trabalho... parece que a inspiração gosta de me ver ocupada.
SEU CORAÇÃO
Quando você mexe os silhos
Em seus lábios transito
E o que é mais bonito
É seu coração
Feito com as Mao,
Por mais que eu fale
Palavras não cabe
No meu coração,
Porque te abrigo
Levo-te comigo
No peito e na mente,
ES minha guia
Porque sego sou
Não enxergo o amor
Que abita em teu ser
Em teu pensamento
Só sinto a energia
A química física
E pelo que vejo
Já sei o desfecho
É desejo é desejo,
Quando você mexe os silhos
Em seus lábios transito
E o que é mais bonito
É seu coração
Feito com as Mao,
Faz um coração quem ta apaixonado
Faz um coração
E aponta pra pessoa que esta do seu lado
E diz a ela você é especial
Você especial demais pra mim
Compositor Antonio Luis
Fiz dois cursos no SENAT
De João Pessoa. Te digo:
Primeiro de instrutor de trânsito,
Depois de transporte coletivo.
Um outro fiz no SENAI,
E não sei se serve pra lavoura.
Esse foi em Pernambuco,
O de motoniveladora.
Estou com vontade de dar uma volta de carro voador. Será que já existem semáforos no trânsito aéreo?
PRINCESA DA NOITE E O TRÂNSITO DO INAUDÍVEL.
Há uma noite que não começa no escuro.
Ela principia no primeiro intervalo entre dois sons.
Antes do acorde existir.
Antes da mão tocar a matéria do mundo.
Essa noite caminha em passos regulares.
Não corre.
Não implora.
Ela avança como quem conhece o destino e mesmo assim aceita cada desvio.
Seu pulso é constante como a respiração antiga da terra.
Seu coração repete arpejos como quem recorda uma memória que nunca foi esquecida.
Surge então a Princesa.
Não coroada por ouro.
Mas pelo silêncio que antecede cada nota.
Ela não reina pelo poder.
Reina pela permanência.
Tudo passa ao redor.
Ela permanece.
Seu vestido é tecido de sombras móveis.
Cada dobra nasce de um grave profundo que sustenta o mundo sem pedir reconhecimento.
Os sons baixos são colunas invisíveis.
São raízes que se enterram no tempo para que o céu não desabe.
A melodia não se impõe.
Ela se inclina.
Desenha curvas como quem respeita a dor do existir.
Há doçura em sua ascensão.
Mas nenhuma ingenuidade.
Toda nota sabe que cairá.
E mesmo assim sobe.
Quando a linha melódica se eleva.
Não é fuga.
É coragem.
É o espírito ousando olhar acima da própria noite.
Mas logo retorna.
Porque sabe que a verdade não mora no excesso.
Mora no equilíbrio entre desejo e limite.
O tempo não se rompe.
Ele se alonga.
Cada compasso é um passo dado com reverência.
Como antigos peregrinos que sabiam que chegar rápido era perder o sentido.
Há um momento em que a música suspira.
Não por cansaço.
Mas por compreensão.
Ali o som aprende que não precisa provar nada.
Apenas ser.
Os arpejos continuam.
Pacientes.
Persistentes.
São como estrelas repetindo o mesmo gesto há milênios.
Nunca cansadas.
Nunca apressadas.
E quando a intensidade cresce.
Não se torna violência.
Torna-se densidade.
A noite se adensa.
A Princesa caminha mais alta.
Mas não mais distante.
Ela conduz o ouvinte para dentro.
Não para fora.
Porque toda verdadeira epopeia não é conquista de terras.
É travessia da alma.
No trecho final não há triunfo ruidoso.
Há aceitação elevada.
O som repousa como quem cumpriu sua tarefa eterna.
Nada foi perdido.
Nada foi ganho em excesso.
A noite fecha os olhos.
A Princesa permanece de pé.
Guardando o que não pode ser dito.
Sustentando o mundo com a delicadeza de quem conhece o peso do silêncio.
E quando o último som se dissolve.
Não é fim.
É retorno ao invisível.
Pois a verdadeira música não termina.
Ela continua onde o ouvido já não alcança.
