Trabalho Noturno
Céu noturno abrilhantado pela lua na sua versão dourada, beleza majestosa, talvez, uma menção honrosa a tua graça, mulher maravilhosa, arte delicada, atraente que simplesmente se destaca com teus traços caprichosos e o calor amável da tua alma.
Bela adormecida, embevecida no equilíbrio noturno, uma natureza vívida, simples e atraente sob o efeito tranquilo de sono profundo que tanto admiro por alguns valiosos minutos e em breve, também irei dormir, na esperança de sonhar contigo, um encontro aprazível nos teus sonhos com direito a beijos, palavras, afetos e suspiros, usando o tempo que for necessário para que estes sonhos venham a ser repetidos até que sejam parte de um fato.
Partilhando o destaque noturno com a lua, vem a calmaria vestida de vivacidade com traços repletos de charme e formosura, uma arte fascinante de lindas curvas que está debaixo do encanto da noite e sobre o brilho fascinante da chuva que tocou o chão com um manto feito das suas gotas, resultando em uma composição sedutora de tamanha simplicidade, doçura, romantismo, fogosidade em cada fragmento, de fato, um justo fascínio, um presente deste tempo.
A Rainha da noite, flor inexplicável com o seu florescer noturno, majestoso, encanto enigmático, possuindo uma graciosidade que é discreta durante o dia, mas que causa um grande impacto quando anoitece, tendo em vista que a sua essencialidade desperta elegantemente como a chegada da lua com o seu luar resplandecente, expondo as suas belas formas precisas, pétalas atraentes, deslumbrando com o avançar das horas até que o sol nascente traga a manhã para que ela possa volver novamente para sua postura introvertida até o próximo anoitecer, florescendo ainda mais linda.
Charme poderoso que à noite fica mais vivo como se ela fosse uma felina de hábitos noturnos, de belos atrativos, sorriso esplendoroso, olhar imensamente expressivo, cabelos caindo sobre seus ombros, traços precisos de um corpo delicado, sentimentos impetuosos, um ar atrevido, emocionado e ao mesmo tempo misterioso, uma poesia de fortes instintos, coração abrasado, mulher certamente incrível, cuja paixão é imensurável.
Atrevimento terno que sob o deslumbramento noturno se revela em uma natureza venusta, intensa, primazia farta, que apresenta uma certa suavidade em cada fragmento de sua estrutura, formas e essência, a viveza de um desejo insaciável, fogo que não se apaga nem debaixo de uma forte chuva, por consequência, sua delicadeza é atraente assim como a impetuosidade de sua desenvoltura, arte que fica exposta na mente, uma loucura poética, presença que deixa a noite ainda mais veemente, dando um fôlego de vitalidade, efeito muito pertinente, naturalmente, benéfico em vários detalhes.
És uma linda borboleta
de hábitos noturnos,
de uma alma intensa
e sentimentos profundos,
que alimenta-se de liberdade,
a noite é o teu cenário,
transforma a tua insegurança
em serenidade,
a tua beleza se destaca, a tua intensidade resplandece
num lindo vôo de vivacidade.
Noite é da cor do café, noite na coberta esquenta como café. Os bons sonhos noturnos viciam como cafeína. Pra depois acordar cedo com aroma de café, e tomar o café-da-manhã.
Dizem que a noite inspira as corujas do apagão noturno, mas a cidade por si só fica radiantemente iluminada, como o sol em meio ao universo, esplendida capacidade de acender-se diante as escuridões.
Como amo o cheiro do vento noturno ao andar durante à noite, prazer?
Meu pulmão se enche de ar e esperança, mas ela acaba se lembrando de que cada vez mais o ar não é puro.
Visto cara de coruja afoita
seca por beber de noite
versos noturnos de canudinho
nos períodos diurnos
Sô passarinho adormecido.
"Na escuridão profunda, a esperança floresce, Como uma estrela solitária no céu noturno. A fé, como um farol, guia nossos passos incertos, Enquanto o desespero se dissipa, perdendo seu poder."
Na névoa dos meus devaneios soturnos, sou o eco vazio dos risos noturnos. Marionete, sim, fui um dia, em gestos incertos, mas agora sou tempestade, em meus próprios desertos.
Rebeldia com causa, na alma se entrelaça, ergo meu ser, em desafio ao absurdo, não temo sofrer. Na escuridão profunda, vou além do plano. Sou o vazio, a negação encarnada, em meio ao caos, minha alma desolada. A marionete que um dia se libertou, do controle do destino, enfim se encontrou, despertou, se revoltou, é meu dedo do meio erguiado para o gepeto.
Leviatã indomável, grito corrosivo, nas profudenzas do meu ser. Anos passam, e ainda persigo. Nos mares da existência, desprezo os levianos, que ousem me deter.
Eu vou alcançar o lugar que almejo, mesmo que isso me leve anos. Você pensa que me matou, mas só me causaram leves danos.
Minha busca é insaciável, implacável, ferido, mas não derrotado. Eu sou como a cena do Thor chegando em Wakanda. Então, leve-me a Thanos. Na suposta arrogância insana, que venham os desafios, eu vou e mostro que sou a própria chama, pois sou imparável. Anos podem passar, mas eu persistirei, na busca incansável pelo que desejei. Alcançarei meu destino, a despeito do que inclusive pensei. Desafiando a esperança, dançando na dor, pensaram que eu sucumbia, que desvanecia, enquanto a cada dia só florescia. Aprendi com meu fardo, sou libertado, não estava rendido, dos escombros, renascido.
Pensaram que eu tombava, que estava condenado, mas apenas feriram a superfície.
Na escuridão do abismo encontrei meu refúgio, onde o mundo treme e outros temem entrar, é lá que encontro minha verdade. Onde outros não ousam eu vagueio, minha liberdade floresce, enquanto outros se perdem, minha alma engrandece. Assim como Harry, no sussurro das cobras, nas estranhezas do mundo, encontro minhas obras.
A liberdade reside onde outros não ousam pisar, eu escolhi o caminho da serpente, foi no abismo que encontrei a força para criar.
" A vitória parece indefinida
diante de tanta luta
suores noturnos, tremores
as mãos esticadas,
apontam para o infinito
indicam que o medo ronda as casas
panelas vazias, silenciosas
outrora fartas
do lado de lá, o arrebol
indicando que a esperança nascerá outra vez
as mãos continuam esticadas
pedindo bençãos, vida
e o que era, jamais voltará
quem sabe um novo tempo, cheio de amor
trazendo uma nova oportunidade
ou apenas mais um amanhecer
para aprendermos no íntimo
o beabá da vida...
Entre as estrelas brilhantes e o silêncio noturno, Ivo encontra paz e inspiração para escrever as páginas da sua história.
Em desespero noturno
busquei a minha alma
que um dia perdi
sem perceber
numa noite fria
quando ouvia Wagner
as notas valquirianas
embriagavam-me
depois de duas taças de Merlot
soube que esta é a sua cota diária
então, quando a poesia não mais me queria
soube que a musa de apolo me olhava
pelas frestas dos buracos de Einstein
de outra dimensão, surgiu o fio de ariadne
assim a poesia se fez verbo em mim
eu, que outrora mudo não sabia
que no amor platônico de amigo
a mante de fato existia.
DELÍRIO NOTURNO
Dorme, dorme o meu amor,
no silencioso abrigo do meu coração.
Nesta noite de afago eterno,
queria tanto estar nos sonhos dela.
Mas quem pode imaginar
O que ela sonha?
Se com um príncipe ou com um plebeu.
Enquanto ela dorme eu penso no que seria de mim
Longe dessa imensidão do mar que nos separa.
Se pudesse toca-la e afagar seu cabelo
Se mesmo em sonho
Eu pudesse revelar todo meu amor,
e o meu desvelo.
Mas há a noite e o meu delirar noturno.
Um mar e uma eternidade entre nós.
Inspirado na obra Noturnos de Chopin
