Tomar Decisões
“A tecnologia pode transformar a forma como obedecemos à lei, mas não deve decidir aquilo que consideramos justo.”
Uma máquina que conhece milhões de respostas ainda depende de humanos para decidir qual problema merece ser resolvido.
Uma máquina pode aprender a linguagem da lei; somente uma sociedade pode decidir o significado da justiça.
A última fronteira da inteligência artificial não é tecnológica; é jurídica: decidir até onde ela pode ir.
Quando a humanidade entregar às máquinas o poder de decidir, sua maior invenção será descobrir se ainda sabe dizer não.
“Se não sabemos por que existimos, ao menos podemos decidir como não destruir a existência uns dos outros.”
“A lei pode decidir sobre bens, contratos e obrigações; jamais deveria esquecer que por trás de cada conflito existe uma vida.”
“O poder pergunta quem pode existir; o Direito deveria perguntar por que alguém poderia decidir isso sozinho.”
“A razão é o lugar onde o Direito aprende que ter poder para decidir não significa ter razão para decidir.”
Quanto maior o poder de decidir sobre outros, maior deveria ser a obrigação de justificar a decisão.
O Direito deve regular a convivência entre crenças, não decidir metafisicamente qual delas possui a verdade.
A propaganda não precisa alterar os fatos para alterar a realidade percebida; basta decidir quais fatos merecem ocupar a memória.
O poder comunicacional moderno não consiste apenas em decidir o que será dito, mas em decidir o que será digno de atenção.
O cientista descreve o viés; o mercado aprende a monetizá-lo; o Direito precisa decidir quando conhecê-lo não autoriza explorá-lo.
