Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende
A fé é esse sopro invisível que nos faz enxergar além do que os olhos alcançam.
É o fio que liga a gente a algo maior; uma presença serena,
que orienta, acolhe e conduz, mesmo quando o caminho parece incerto.
Ter fé é abrir espaço dentro do peito para o mistério
e permitir que o divino se revele nos detalhes.
Porque, quando o coração confia,
a vida encontra um jeito bonito de abençoar.
— Edna de Andrade
MÃE A FONTE QUE INSPIRA
Poeta Brithowisckys
Mãe, tu és o sopro divino que me gerou,
o peito de amor que sempre me alimentou,
com suas santas mãos, meu corpo embalou,
sua proteção guiou meus primeiros passos.
Foi leoa ferina e guardiã que sempre protegeu,
a linda professora dedicada que me ensinou,
a médica que curava cada gotícula de dor,
Mãe, presença marcante que nunca se ausentou.
Em ti habita o amor divinal, incondicional sem medida,
força universal imensurável, que na lida diária nunca se fatiga,
ternura exemplar como a imensidão do mar que não se esgota.
Como raiz de uma centenária árvore frondosa que não se abala.
Que mesmo tendo asas, não impede que teus rebentos voarem.
a esplendorosa luz iluminando o longo e desconhecido caminho,
És o abraço forte que ampara e sempre consola,
És o impávido coração que nunca deixa de pulsar.
Mãe, que o universo a ti se curve, te reverenciando
Que o amor de Deus te credencie sempre a espargi virtudes,
Que a vida te cubra de bênçãos infinitas, pois em ti mãe,
se revela o milagre eterno, do amor sublime, sagrado e infinito.
Eu poderia ficar acordado
apenas para ouvir sua respiração,
um sopro leve que embala a noite
como canção de ninar.
O seu sorriso, discreto e sereno,
floresce em meio ao sonho,
e ilumina a escuridão
com uma ternura silenciosa.
E quando você viaja distante,
eu permaneço aqui, quieto,
acolhendo a paz que encontro
só por estar ao seu lado.
O Agora é o Único Altar
A vida é um sopro, um instante sem ensaio,
Não guarde o "te amo" por um dia incerto.
Se há reciprocidade, se o peito inflama,
Não perca o repouso por quem você ama.
O orgulho é pequeno, a saudade é gigante,
Não sofra por bobagem, seja o viajante
Que valoriza o abraço e o laço que cura.
Amar e ser livre é a única aventura.
Permita-se o risco, o riso, a entrega,
Pois quem se esconde, a si mesmo se nega.
O tempo é escasso, a chance é rara:
Seja feliz com quem a alma te ampara.
A vida é um sopro de tempo e energia dentro de um corpo. Saber aproveitar os momentos enquanto o tempo e a energia se canibalizam é entender a verdade do porquê estamos aqui.
Promessa para os meus inimigos e para ou outros.
Até ao meu último sopro de vida irei lutar;
Irei utar para não quebrar alguém, para que alguém não sofra tanto;
Entendo o que é viver com o coração partido, jamais seria alarve para o fazer;
Irei sempre tentar preencher o meu coração vazio com o brilho dos olhos dos outros;
Talvez por mim, talvez por todos, quero ver os olhos tristes tornarem a sorrir; Por tudo isso irei lutar;
Sei que por mais que tente preencher o meu coração com o bem de outros será uma luta eterna pois terei momentos de alegria mas jamais serei outra vez feliz.
De qualquer forma lutarei até ao fim.
E neste ano...
Qual fera ferida irei arrancar do peito toda a força que há em mim;
E com ela irei esmagar meus inimigos.
Aqueles que já comigo se cruzaram,
Aqueles que olharam meus olhos doces,
Aqueles que ousaram pensar e agir...
Não sabendo quem sou mas como se nada fosse,
Os mesmos que por vezes me leem aqui,
Para verem se sucumbi ou se resisto,
E que entre medo, terror e pânico mostram as garras...os dentes,
Mas me dizem...olhe que eu sei escrever bem!...hum já dizem tudo!
Mas que bestas Deus colocou na terra!
E eu besta me defendo,
Escrevam, escrevamos todos,
Veremos quem ganha a guerra!
Agora que nos conhecemos todos.
Célia Carracha.
Raízes de Vida, Voz de Alegria
A vida não é só o que se vê,
é o sopro que faz o coração bater,
é a raiz que se enterra na terra,
e cresce forte, sem medo de guerra.
Ela dança no ritmo do vento,
no passo que segue o pensamento,
movimento que não tem fim nem começo,
que transforma o peso em leveza e preço.
A alegria é a canção que habita,
não é só riso, é alma que palpita,
é o cantor que leva a voz ao céu,
desenhando caminhos onde o medo é véu.
Ele canta não só com a garganta,
mas com a essência que se levanta,
cada nota é um pedaço de alma,
que cura, que acalma, que acalma.
Dança é o corpo que fala sozinho,
expressa o amor, o desejo, o caminho,
cada movimento é uma história contada,
de vida, de luz, de jornada abençoada.
Alegria não é um instante passageiro,
é o fogo que arde no peito verdadeiro,
é ver beleza no que é simples e comum,
é sentir que a vida vale a pena, sim, um por um.
Vida é o palco, dança é a arte,
canto é a voz que não tem parte
que se cala, que se esconde, que some —
pois a alegria é o que faz tudo ficar em tom.
E quando o cantor levanta sua voz,
ele liberta o que está preso, o que é dó,
transforma a tristeza em melodia pura,
e a vida ganha nova forma, nova cura.
Assim, entre dança, canto e existir,
a alegria é o que nos faz seguir —
não só viver, mas sentir com profundezas,
na mais bela, na mais rica das certezas.
"Nada é garantido: o presente é um sopro, o amanhã, mera utopia e o futuro, a ilusão da utopia."
(Jasc)
Aproveitar cada dia, sabendo que a vida é um sopro, nos traz para o momento presente e nos impulsiona a usar nossos talentos e dar sentido às nossas vidas.
Haverá dias em que você será um sopro de vento tentando mover montanhas.
E encontrará olhares que não compreendem, corações que se fecham, mentes presas a padrões tão rígidos que parecem feitos de pedra.
Haverá quem se irrite com o novo, quem tema o desconhecido,
quem veja ameaça onde existe apenas convite.
Mas não se engane: o conflito não é sinal de erro, é sinal de movimento.
Toda transformação incomoda.
Toda luz cega, no início, aqueles que viveram tempo demais na sombra.
Apresentar um novo caminho é, inevitavelmente, confrontar velhas estruturas.
E a rigidez sempre resiste, porque teme se desfazer.
Evoluir, porém, é um chamado da alma.
É recusar-se a viver repetindo velhos ciclos que adoecem o espírito.
É ter coragem de desaprender, de romper as correntes invisíveis,
de abrir espaço para o que ainda não existe.
Você não veio ao mundo para caber nos moldes antigos.
Veio para criar caminhos onde antes só havia muros.
Veio para tocar consciências, mesmo quando isso gera ruído,
mesmo quando isso gera desconforto.
Pois o verdadeiro crescimento não é linear,
não é suave, não é sempre aceito.
Ele exige coragem para lidar com a rejeição,
paciência para enfrentar resistências
e fé para permanecer quando tudo pede que você desista.
Lembre-se: a água só encontra o mar porque ousa fluir,
mesmo quando pedras tentam barrar o seu caminho.
Evoluir é isso — não lutar contra a resistência,
mas continuar indo,
com leveza, com verdade,
sabendo que o seu movimento inspira outros a despertarem também.
No fim, quem se abre para o novo expande a própria existência.
Quem escolhe fluir encontra a si mesmo.
E quem se permite evoluir descobre que o infinito sempre esteve dentro de si.
Com amor ♥︎
Há um sopro divino que nos visita ao nascer.
Nele, há um segredo que poucos percebem: viver não é apenas existir.
Respirar não é suficiente para que a vida floresça;
é preciso entregar-se ao outro, tocar almas, plantar esperança.
A existência, quando vivida apenas para si,
vira deserto árido onde a alma se perde na sede do próprio ego.
Mas o servir… ah, o servir é rio que brota do coração
e corre para irrigar terras secas, levando alívio, cura e sentido por onde passa.
Servir é reconhecer a presença de Deus em cada rosto. É colocar-se a caminho, não para ser visto,
mas para ver o outro.
É descer do trono da própria vaidade e ajoelhar-se diante do mistério da vida que habita no próximo.
O Mestre nos ensinou isso com os próprios pés,
lavando os pés dos discípulos,
mostrando que o verdadeiro poder é amar.
Não há grandeza maior do que doar-se,
porque é no dom de si mesmo que o céu se abre sobre nós.
Quem não serve, adoece.
Quem não ama, endurece.
Quem não reparte, empobrece.
A vida só ganha plenitude quando transborda em outros corações
Aos olhos dos homens, sua jornada terminou em um sopro de silêncio, contudo, eles agora repousam no santuário do Invisível, um lugar onde a dor é estrangeira e a paz é a língua nativa.
A Cruz de Gales une a prata com um sopro milenar da história, guardando sob um cristal rosa o abraço ecumênico entre dinastias terrenas e os fragmentos do Calvário.
Reno Fioraso
A vida nada mais é do que o sopro de Deus, dando fim ao que acabou e início àquilo que ainda não começou.
Ela chega devagar, como um sopro novo,
fecha a porta do descanso, abre o caminho.
Não é só o início de uma nova jornada,
mas uma página em branco para escrever carinho.
Traz um pouco de cansaço, sim, é verdade,
mas também força que renasce sem parar:
é o empurrão suave da realidade,
convite para recomeçar e brilhar.
Com café quente, passos firmes e esperança,
ela nos ensina a ter pé no chão:
segunda‑feira é a porta da mudança,
o primeiro passo para a realização.
Ode à Poesia
Ó Poesia, filha do silêncio e irmã da eternidade! Tu és o sopro invisível que desperta a alma quando o mundo adormece na monotonia dos dias.
Antes que existisse a tinta, já habitavas o coração. Antes que as mãos aprendessem a escrever, já desenhavas universos na delicada linguagem dos sentimentos.
És chama que não consome, rio que jamais se esgota, vento que atravessa os séculos sem perder o perfume da primeira inspiração.
Em teu templo, as palavras deixam de ser meras letras para tornarem-se asas. Elas voam sobre montanhas de dor, atravessam desertos de solidão e regressam trazendo o orvalho da esperança.
Tu conheces o nome de todas as lágrimas. Sabes distinguir a lágrima da saudade, a da alegria, a do reencontro, a da despedida e aquela que nasce quando Deus toca o coração sem pronunciar uma única palavra.
És jardim onde florescem os sonhos que o tempo não conseguiu apagar. És oceano profundo, onde mergulham os que procuram mais do que respostas: procuram sentido.
Quando o amor se torna pequeno para caber na linguagem comum, é em teus braços que ele encontra morada. Quando a dor já não suporta o peso do silêncio, é em tua voz que ela descobre a dignidade da beleza.
Tu transformas cinzas em primavera, feridas em sabedoria, espera em confiança e saudade na mais pura forma de permanência.
Poesia, tu não desafias o tempo; tu o santificas. Fazes de um instante uma eternidade inteira e de uma vida simples uma obra que jamais se apaga.
Por ti, o céu desce às palavras, e as palavras aprendem a subir ao céu. Ao teu encontro, o invisível ganha rosto, o impossível ganha caminho e o coração encontra o lugar de onde nunca deveria ter saído.
Que jamais se cale a tua voz! Pois quando a poesia silencia, o mundo perde um pouco da sua luz, a esperança se torna mais distante e a alma esquece que nasceu para contemplar a beleza.
Permanece entre nós, ó eterna companheira, ensinando-nos que viver é muito mais do que existir: é sentir profundamente, amar sem medida, esperar com coragem e descobrir Deus em cada pequeno milagre escondido nas entrelinhas da vida.
Salve, Poesia!
Enquanto houver um coração pulsando, um olhar voltado para o infinito, uma flor desabrochando ao amanhecer e uma alma disposta a amar, o teu canto viverá e ecoará para sempre por todos os tempos.
Trapézio
No palco vazio da minha memória
um sopro acendeu teu nome no ar
era só ensaio, mas virou história
um tropeço da alma querendo cantar.
Te mandei um áudio, foi quase oração,
palavras nuas, sem máscaras, sem véu,
teu silêncio virou multidão
meu peito virou carrossel.
E eu danço sozinha no circo da vida,
meu coração é trapézio sem rede.
Se não me seguras, não é despedida,
é voo de quem já não teme a queda.
Tua resposta foi espelho quebrado,
metade verdade, metade invenção,
um truque barato de ator ensaiado
pra esconder do público a contradição.
Mas eu não sou plateia perdida,
nem boneca esperando aplauso.
Eu sou corda bamba erguida,
sou estrela cadente que risca o espaço.
E eu danço sozinha no circo da vida,
meu coração é trapézio sem rede.
Se não me seguras, não é despedida,
é voo de quem já não teme a queda.
Entre palhaços, luzes e cortinas,
aprendi que a solidão é camarim.
E quem não sabe ler suas próprias linhas
não pode escrever um final em mim.
Hoje desamarro as fitas do destino,
não carrego amarras, nem cordéis.
Se um dia tua alma buscar o caminho,
vai me encontrar voando em outros papéis.
Entenda;
Quem realmente te quer e tem interesse em você;
Faz do vento o sopro procurar você.
Nara Nubia Alencar Queiroz
@narinha.164
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