Todo Sopro que Apaga uma Chama Reacende

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Vento é sopro
de esquecimento
Recolhi palavras
Na calçada
Todas jogadas
Ao ar.

Ah, vento amigo, me leva contigo,
onde o silêncio sabe cantar.
No sopro do sonho, o elo é antigo —
dois lados do vento, voltando ao mar.

Eu sou a cegueira da visão


Eu sou a cegueira da visão,
a sombra costurada à luz,
um sopro frio na contramão
de tudo aquilo que reluz.


Sou o instante em que a cor se apaga
e o mundo aprende a respirar,
quando o silêncio abre a vaga
para o que os olhos não podem captar.


Sou o véu que cai sem ser tecido,
a dobra oculta do clarão,
o mapa nunca conhecido
por quem vê só com a razão.


Eu sou a cegueira da visão:
não erro, não falho, não retiro —
apenas mostro a contradição
do olhar preso ao próprio giro.


E é no meu breu que se descobre
que a luz também pode enganar;
pois quem se perde, às vezes cobre
um novo jeito de enxergar.


Eu sou a cegueira da visão,
mas não sou fim, nem perdição —
sou a fresta em que a alma aprende
que ver é mais do que a própria visão.
Autor: John Presley Costa Santos

Eu, sem você,
Sou barco perdido em mares sem destino,
Sem porto, sem âncora, levado pelo sopro da saudade.
Teu amor é farol que rasga a escuridão atéas estrelas,
Bússola serena que orienta cada batida sas ondeno barco,
E transforma tempestades em calmaria no meu peito.
Quero ser a âncora dos teus sonhos velejando longe do porto,
O abrigo seguro na vastidão dos dias sem ti,
Navegar contigo até onde o horizonte se dissolve,
E descobrir no infinito a eternidade do nosso amor.

A vida é um sopro do infinito que se manifesta no finito, quando o finito deseja se tornar infinito perde sua essência, pois o verdadeiro sentido não está em possuir tudo, mas em compreender o todo. O caminho não é sobre vencer os outros, é sobre vencer a si mesmo, afinal a força não é imposição, a força é harmonia do infinito com o finito.

Está parecendo madrugada de Lua cheia, onde o sopro do vento (vruuuuhouuuu) confunde-se com canto de Lobisomem. Aos desalmados todo o cuidado que se preza.

A vida é um sopro,
a morte, o ruído que fica.

⁠🎶O Samba do Neologismo!🎶
I
Neologismo é verso — inefável sopro do inédito,
semente de som que ninguém plantou.
É a língua em festa, num passo notável e frenético,
cunhando sentidos no que não se falou.
II
É verbo que veste bravura estampada,
substantivo com timbre inventado.
Na boca do povo, na escrita ousada,
surge um vocábulo — doce e empoderado.
III
É o grão de futuro, sem rédeas, audaz no receio,
que rompe as normas com charme e destreza.
Palavra criança — ressignifica o anseio,
brinca no texto com leveza e beleza.
IV
Neologismo é chama — semiótica, centelha que embriaga,
é sopro "criante" num mundo verbal.
É vida que nasce onde a fala divaga,
poesia em pele eloquente e vital.
Fim!
Essência do poema:
"A língua é um ser vivo: cresce, dança, inventa-se. E o neologismo é o sopro criativo que transforma silêncio em verbo e ousadia em poesia!"
Que nosso querido —— Deus —— abençoe você ricamente, um forte abraço!
P.S. Nota do Autor: Estes versos e devaneios, banhados de sol e memória, nasceram da pena sensível de João Carreira — o poeta do Tempo e da Ternura. Cada palavra é sua, cada silêncio, um eco da alma que escreve com o coração.
Todos os Direitos Autorais Preservados.
#JoaoCarreiraPoeta. —— 25/07/2025. —— 6h45min —— 0750 ——.

⁠Tempo de amar

Verdade, a vida é um sopro, não avisa o seu fim,não nos prepara nem avisa quem vamos perder. Entre um espaço e outro da batida dos nossos corações existe um breve intervalo de tempo o qual determina a nossa existência. Em um compasso absoluto de harmonia nos impulsiona a evoluir e a buscar nossos sonhos e correr atrás de sentimentos. Então viva, mas viva marcando cada milésimo de segundos com o dom do amor, da fé e do perdão. Pois Nunca saberemos quando não haverá mais espaços entre as batidas do coração.

⁠...Eu gritei. O eco do meu grito foi mais forte que o sopro do lobo,
Ele, sem esforço, derrubou Minha casa de alvenaria,
Agora só há Escombros por todo lugar, Difíceis de juntar,
Assim como as folhas no chão, Depois da primavera.

O que é a vida?
Talvez não seja resposta, mas travessia.
Não um sopro passageiro, nem um teste de perfeição,
mas a chance diária de crescer em consciência.
Nem tudo será compreendido,
e está tudo bem.
Que sejamos lúcidos, gentis e corajosos,
porque não caminhamos sozinhos .
Deus habita o processo.

Que o Ano Novo não seja apenas a troca silenciosa de um calendário, mas o sopro profundo de um recomeço consciente, onde o tempo deixa de ser pressa, as feridas se tornam aprendizado, os sonhos recuperam coragem, e cada amanhecer nos encontre mais inteiros, mais humanos e mais fiéis àquilo que, em silêncio, sempre soubemos que nascemos para ser.

⁠Há um silêncio que não cala — entre o sopro do mundo e a carne da dúvida, é lá que o ser se inventa.

No livro do tempo
está escrito: eu te amo
há muito tempo.
Antes do primeiro sopro,
antes do mundo aprender a girar.
Desde antes de nascermos,
eu já te amava —
joia rara do Nilo,
ouro moldado pela eternidade.
Teu nome atravessou séculos,
sobreviveu às guerras,
às areias e aos silêncios,
e veio repousar no meu peito.
Não foi escolha,
foi destino antigo.
Não foi encontro,
foi reconhecimento.
Se o tempo tem memória,
ele sabe:
meu amor por ti
nasceu antes de nós.

No teu abraço encontro paz,
Teu riso simples me traz o que me refaz.
Sopro do vento, cheiro do mar,
Tudo conspira pra gente amar. - Frase da música Sol de Verão do dj gato amarelo

Felicidade é um Sopro


Felicidade não se vende.
Tentei comprá-la um dia: veio vazia.
Embrulhada em papel brilhante,
mas, por dentro, vento.


A paz não aceita ser parcelada.
Mora onde o tempo esquece de contar segundos.
Onde o dia apenas acontece.


Se a vida quer um canto de mim,
dou-lhe a sombra de um ipê.
Dou-lhe meu cansaço entregue à rede.
Dou-lhe meu silêncio.
Dou-lhe meus ouvidos.


E que ninguém me peça recibo.

Somos como um dente de Leão, frágil e instável. Um sopro nos leva, não encontramos um chão e de vento em vento todos se vão.

"Tudo é um sopro; nada é perene. Vivemos na efemeridade, e aquilo que chamamos de nosso, em um único sopro, deixaremos para trás.”

A vida passa num sopro,
mas alguns instantes ficam gravados na alma,
como se o tempo tivesse parado
apenas para que eles existissem.

A vida é um sopro entre dois mistérios: nascer sem pedir, morrer sem querer, e no meio disso, o tempo nos escapa sem aviso.