Todas as Gentilezas
Havia uma casa onde o café tinha outro gosto.
O cheiro vinha antes do dia,
como se a gentileza acordasse mais cedo que o sol.
Lá, o cuscuz era abraço quente,
e a torta, celebração disfarçada de alimento.
Era como se o carinho tivesse mãos e soubesse cozinhar.
Do lado de lá, vozes me chamavam pelo nome
com um tom que só quem ama sabe inventar.
No silêncio das tardes, eles me olhavam com olhos
que pareciam dizer: “Fica. Aqui você é nossa.”
Eu dormia muito, eu sei.
Talvez fosse a paz que me deixava pesada,
talvez a bagunça da minha cabeça,
sempre acolhida em gestos que nunca cobraram retorno.
Havia um carro no metrô.
Sempre esperando, sempre pontual,
como se o asfalto fosse cúmplice desse cuidado.
E a mesa, com o café adiantado,
era uma prece que não precisava de palavras.
Era ali que eu percebia
que o amor, às vezes, não faz barulho.
Hoje, são só memórias.
Mas são inteiras.
E se o tempo me pediu para guardá-las,
guardo como quem cuida de algo precioso.
Porque há laços que, mesmo desfeitos,
continuam vivos nas dobras do coração.
Gosto de pessoas simples e verdadeiras, que sorriem com os olhos e carregam consigo, a gentileza de alma em Cristo Jesus
Espero passar por este mundo apenas uma vez. Se, portanto, houver alguma gentileza que eu possa demonstrar ou qualquer coisa boa que eu possa fazer, a qualquer ser humano, deixe-me fazê-lo agora. Não deixe-me adiar nem negligenciar isso, pois não passarei mais por este caminho.
Eu sou a definição de calma e gentileza… Até perceber que alguém cruzou a linha. Quando isso acontece, não há espaço pra dúvidas você vai entender o motivo de eu ser seletivo, de manter minha vida cercada por poucos, mas fiéis. Eu não deixo qualquer um entrar, e quando deixo, é com confiança total.
Responder com gentileza é uma forma de proteger seu coração e desarmar o agressor. Fuja do contágio: não deixe que o ódio dos outros contamine o seu interior.
A elegância consiste na gentileza e educação, agindo com retidão pela moral, confiante em si mesmo nas palavras e ações, não sendo melhor que os outros, assumindo responsabilidade como obrigação, analisando seu próprio passo para agir com discernimento, buscando fazer sempre o seu melhor dentro da harmonia que engloba todos envolvidos, sem perder o decoro ou cair na vulgaridade.
Não precisamos ser perfeitos, mas num mundo tão frágil, hostil e transitório a gentileza precisa estar presente todos os dias em pequenos gestos.
Soraya Rodrigues de Aragão
