Tocar tua Alma
Sinto tanto a tua falta!
Até de te ouvir dizer que não tinha tempo nem de olhar para a tua casa quando estavas ao portão e me vias passar num ápice..... Eu sempre a correr por qualquer motivo.
Eu pensava que não me vias mas tu vias tudo do teu portão.....
Agora passo e olho sempre.... Mas tu não estás lá ao portão.... Eu, no meu íntimo, acredito que estás lá sempre e que continuas a ver-me passar....
A cadeira já sente a tua falta e a bengala já perguntou quando voltavas....
A ausência de quem gostamos é tão dolorosa....
É dor incansável..... Que corrói.... Que traz tanta saudade....
Só conhece a tua história, aquele que sempre esteve lado a lado com você. Os outros nunca saberão o preço que você pagou, só terão em suas mentes a desconfiança e a acusação.
É inútil tantar provar para o mundo quem de fato é você, Se o próprio mundo se recusa entender.
Paira sobre mim -
Paira sobre mim
a tua voz de silêncio
naquela casa d'onde vim
caiada de Sol e Madrugada !
Visto a dor em meu corpo ...
Algo há de oculto,
meu barco, meu porto,
minha noite sem esperança!
Nada vejo ... nada escuto ...
Há vazio e nada em meu redor,
o eco do silêncio que deixaste
na voz muda das Estrelas.
Aquela casa abandonada
grita por dentro, sem fim,
e a tua voz, cansada,
chama de longe, por mim.
Como tudo entre nós está mudado ...
Tenho frio ... estou gelado!
OLHO-TE: (soneto)
Olho-te - o espanto de meus olhos salta
- Da tua boca o beijo num delicado cheiro
De tuas mãos aquele cuidado prazenteiro
Tudo de tua poesia sinto uma grande falta
Toda a nossa estória: - aqui nesta pauta
Do meu primeiro: - olá, o nosso primeiro
Encontro; - me completando por inteiro
Tudo neste poema é som de doce flauta
Sinto o palpitar no peito não mais calado
Quanto mais escrevo, mais de te anseio
Mas olho-te, em ti o meu destino amado
Ouço nas lembranças cada tal passeio
Cada sorriso, sempre aqui ao meu lado
Incitando comigo cada desejo que freio
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Fevereiro de 2019
cerrado goiano, 05'20"
Olavobilaquiando
AURORA NO CERRADO (soneto)
Admirar-te enlevado na tua hora
És parida no horizonte do cerrado
És tu oh virginal e formosa aurora
Silenciosa no céu titã e encarnado
Entre nuvens forasteiras, senhora
Alavam-me pensamentos tão alado
Na áurea nascente que me aflora
Anuindo devaneio pro encantado
Num arpejo de harpa por ti sonora
Aos olhos, num observar alumiado
Surgis em glórias e sem penhora
E a emoção neste plural batizado
Saúda, pois ufanar lhe é anáfora
No teu fulgor angelical pavonado
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, 17/05, 04'35"
Cerrado goiano
A tua ausência
a encher-se de dunas.
Aquele bater de vidraças
na orla da praia.
O silêncio a insistir
a recusar-se ao rumor.
E a vida a fluir,
lá fora.
Toda a noite a luz multiplicou
o instantâneo de um rosto intraduzível.
Esquiva, a tua morte não escapou
à ladainha de regra.
Correu uma versão torpe quando
te viram a sorrir
uma ironia de druida clandestino,
indiferente à voragem dos bárbaros.
Já dizia a minha avó...
Não permitas que falsos lobos vestidos com a pele de cordeiro entrem em tua fazenda.
Quando fores a casa de alguém, entre cego, mas também saia de lá mudo.-Denise Pinto🥀
Obs: Não repares em torno da casa que te acolheu, não saias por aí contando o que ouviste.
FLOR DO LUAR
Cai a noite e a bela lua,
Refletindo sobre a flor
A flor é a imagem tua,
Linda e cheia de amor
Feito menino passarinho,
Repousando meu cansaço,
Busco descanso e carinho,
No aconchego dos teus braços .
E tu como a branca flor,
Pela branca lua banhada,
Em todo o teu esplendor,
E as gotas do sereno da madrugada.
Lua e flor tão majestosas,
Parecem felizes a sorrir,
Tu és a mais linda rosa,
Faço do coração teu jardim.
Como num conto de fadas,
Eu teu pássaro a repousar,
Nos braços de ti amada,
Bela Deusa e flor do luar.
Nas mãos seguras de Deus
Maria disse: "Eis a serva do Senhor! Seja para mim segundo a tua palavra". -
Lucas 1:38
Escritura de hoje : Lucas 1: 26-38
Aos 16 anos, Madame Jeanne Guyon (1648-1717) foi forçada a um casamento arranjado com um inválido 22 anos mais velho. Ela achou que seu casamento era de humilhação absoluta. Seu marido costumava ficar com raiva e melancolia. Sua sogra era uma crítica impiedosa. Até a empregada a desprezava. Apesar de suas melhores tentativas de devoção ao marido e à família, ela foi submetida a críticas implacáveis.
Proibida pelo marido de frequentar a igreja, ela procurou Deus em Sua Palavra e O adorou em segredo. Ela aprendeu que, mesmo no meio de suas circunstâncias sombrias, estava “perfeitamente bem - nas mãos seguras de Deus”. Em seu livro Experimentando as profundezas de Jesus Cristo, ela escreveu: “O abandono [a Cristo] é a chave para os insondáveis profundidades. O abandono é a chave da vida espiritual. ”
Como podemos responder a circunstâncias difíceis com aceitação e abandono? A resposta de Maria ao anjo em Lucas 1:38 nos mostra. A única maneira de ter essa mesma atitude é acreditar que a vontade de Deus é "boa, aceitável e perfeita" (Romanos 12: 2), e estabelecer nossa vontade e pacientemente submeter-se a Ele dia após dia.
Esta pode ser a nossa oração: Seja para mim de acordo com a Sua palavra.
Refletir e orar
Quando somos abandonados à vontade de Deus,
não precisamos duvidar nem temer;
Saberemos que Ele está no controle,
que Ele está sempre próximo. —Sper
Quem se abandona a Deus nunca será abandonado por Deus. David H. Roper
Eu quero encher o Teu celeiro
De frutos que eu colhi aqui
Onde eu plantei Tua palavra
Ah! Quantos salvos pra Ti
Recebe ó Deus no Teu Reino
Os frutos que eu colhi aqui
Onde eu plantei Tua Fé
Só vencedores eu vi
Jesus, Tua presença é o que eu mais quero
Jesus, Tua presença é o meu remédio
Jesus, eu não quero ouro nem prata
Só quero que cuides de mim
E quando tua mãe ligar
Eu capricho no esculacho
Digo que é mimado
Que é cheio de dengo
Mal acostumado
Tem nada no quengo
Deita, vira e dorme rapidinho
Você vai se arrepender de levantar a mão pra mim
Soneto ao Começo
Contemplo-me e constato que não a há mais;
Sinto tua falta (vida);
O Coração desiste e o frio me acolhe;
Minhas Paredes agora são de madeira revestida;
Meu sorriso é brando, porem imóvel;
E um rosto pálido mostra-os o tempo parar;
Triste, há tantos a minha volta, alguns felizes;
Será ?
Meu nome estampa a tampa de um poeta branco;
Já é noite e o tempo de estar acabou;
E eles não ouvem minha dor pedindo;
Percebo, então escuto e sigo, acabou de verdade;
Estou de mãos dadas com ela;
Cá é meu sepulcro, estou de mãos atadas a ela (Morte).
Titulo: Soneto ao começo
Autor: Alan Rohrig
Data: Junho de 2007.
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