Tiago de Melo Poesia
Errar é ter uma arma apontada para a própria cabeça e não são seus sentimentos que te forçam agir, ninguém te obriga a aperta o dedo no gatilho
Se não retirar o pequeno esqueleto que te assusta do armário, ao abri-lo novamente daqui um tempo irá encontrar um dragão, grande e sombrio
A arma das atitudes não é disparada por sentimentos pelos quais tentamos justificar, o dedo é consciente
As vezes as memórias ruins voltam para superfície como um velho submarino, enferrujado e cheio de corpos dentro
Quem alcança o céu, não cede a vaidade das mãos, que intensionalmente, só querem te erguer alguns metros do chão
Os animais lutam para sobreviver, eles tem dignidade, já oser humano, muitas vezes nem dignidade tem.
Sempre gostei de dias chuvosos, talvez seja porque ele lave algo em mim que os dias de sol não conseguem secar.
Sinto muita falta da minha infância humilde, a gente não tinha internet, não tinha vizinhos por perto e nem televisão, não tínhamos problemas.
A caridade não deve ser necessariamente divulgada, se você ajudar alguém, guarde isso para você, Deus sabe dos seus atos e é somente para ele, que você deve contar.
O que acontece na sua vida, é reflexos das suas escolhas. Quer que a vida mude? Mude também suas atitudes, mude suas escolhas, pegue um caminho diferente.
De tempos em tempos, é preciso dar um reset na vida, um pause, ao longo do tempo, a rotina acaba com o significado de viver.
Minhas poesias são reflexos das minhas dores, talves se não as tivesse, eu seria um escritor encéfalo.
Sei que vai parecer clichê, mas o futuro é incerto. Digo isso em meu caso particularmente, com 33, cheio de dores, físicas e mentais. Lá na frente, só consigo enxergar o que vivo no presente.
Meus pensamentos são pequenos rabiscos, letras soltas em linhas incertas. Talvez ninguém nunca os leia, talvez seja uma forma de ajuda, para quem ler e entender esses rabiscos.
Minha história é isso, uma colcha de retalhos emocionais onde fé, dor, memória, solidão e lucidez coexistem como os fios que sustentam uma alma ferida, mas viva.
A inspiração vem da dor, sempre da dor... Cada gesto de escrita nasce de uma ferida fresca ou de um hematoma emocional, sem essa dor, minha voz se calaria. Reconhecer que só a angústia me impulsiona a criar é aceitar que a beleza de cada frase vem acompanhada do sabor amargo de lembranças que preferiria esquecer.
Existem pessoas dignas de pena, e isso é uma coisa muito triste. Quando alguém me olha com pena, sinto que perdem o respeito pela minha história e enxergam apenas a figura fragilizada. Essa “solidariedade” envenena mais do que auxilia, pois revela preconceito velado, acham que minha existência se resume ao sofrimento, e não ao ser humano que ainda resiste.
Existencialmente exausto. Cada nova manhã exige de mim uma façanha maior do que no dia anterior, levantar da cama parece um esforço incompatível com minha realidade física e emocional. Essa exaustão não se resume ao corpo cansado, mas se multiplica na mente, onde a luta contra pensamentos deprimentes consome qualquer resquício de energia que eu ainda guardasse.
Somos uma máquina perfeita, funcionamos quando todos os componentes estão saudáveis. O cérebro começa a falhar, e todo o corpo sofre, todo o corpo falha. Quando doente, percebi quão frágil é essa “máquina perfeita”. Cada célula agonizante reverberou em dor física e mental, lembrando-me que a dependência mútua entre corpo e mente torna qualquer lesão em um colapso sistêmico.
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