Tiago de Melo Poesia
No chicote das lembranças, a gente avança para o fim da estrada, impulsionado pela dor dos erros que não podemos mais corrigir.
É como se fosse um escombro sobre meus ombros sinto pesado, porque as ruínas do nosso passado nos pesam mais que o presente.
Em vão eu vou carregando o peso dos anos acumulados, se não transformarmos a experiência em aprendizado para os outros.
Meus olhos conquistadores estão sem cores e acinzentados, perdendo o brilho quando a alma se cansa de lutar por beleza.
A morte vem rir do meu passado, mas o que ela não sabe é que as cicatrizes contam a história de um guerreiro que não se rendeu.
A pressa é o inimigo capital de qualquer processo de cura e o algoz silencioso de qualquer obra-prima.
O passado só é um fardo se você insistir em carregá-lo, sua única utilidade deveria ser como cartografia dos erros.
A batalha mais difícil é a de calar as vozes interiores que replicam o desprezo de quem nunca construiu nada na sua vida.
O tempo não volta, mas a lição que ele nos deu pode ser aplicada com juros de sabedoria a cada novo despertar.
Quem te vê hoje não sabe o silêncio opressor que te obrigou a disfarçar a dor, transformando a tua fachada em uma máscara de porcelana que escondia a erupção vulcânica do teu interior, a necessidade de dissimular a angústia é o último recurso de quem se sente desamparado, a tentativa patética de manter uma dignidade em queda livre, mas o toque Dele não aceitou a tua pose, Ele desmascarou a tua miséria com ternura, revelando que a maior força reside na coragem radical de se mostrar nu de alma, assumindo a fragilidade como o teu mais novo e poderoso uniforme.
A transformação é um ato violento de amor-próprio, que destrói o que é velho para dar espaço ao que é novo.
A simplicidade é a única forma de paz em um mundo que te obriga a complicar para parecer importante.
O coração que ameaçava explodir no peito era o alarme sísmico do teu limite, o grito final de um corpo que não suportava mais o peso da mentira social de que "estava tudo bem", esse terremoto interno foi o que pavimentou a estrada para o Encontro, pois a rendição total é o único passaporte válido para a intervenção divina, não foi a tua força que o trouxe, mas sim a qualidade devastadora da tua fraqueza, um paradoxo sagrado onde a perda completa de controle se torna o portal de entrada para a Graça reordenadora.
O deserto não é um erro de percurso, é a escola forçada onde a água tem, finalmente, o seu verdadeiro valor.
O amadurecimento é o processo de se tornar quem você sempre foi, mas que estava escondido sob as camadas espessas da ilusão alheia.
Não espere pelo destino decretado, crie o caminho com a certeza de que a melhor versão de você ainda é uma promessa.
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