Tiago de Melo Poesia

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O rei se levanta não para a guerra, mas para a restauração da ordem através de um ato de profundo afeto.

A lição de Salomão é atemporal: a clareza reside na pureza da intenção, não na complexidade do caso.

A sua vida é um testemunho: o amor que você pratica é a única evidência que será considerada no final.

Que o seu coração seja o trono onde a compaixão e a justiça se sentam lado a lado para governar suas ações.

Olhe para o seu caminho: ele é guiado pela sabedoria de quem busca a verdade ou pelo ego de quem busca a razão?

A maior batalha é a travada contra a nossa própria sede de posse e controle sobre o que não nos pertence.

O sábio usa o silêncio para ouvir o coração de Deus e a voz da verdade que se esconde na súplica.

A vida nos chama a ser justos, não perfeitos, e a justiça começa no reconhecimento da nossa falibilidade.

O nosso amor não é vinho, é a embriaguez que resta após todas as taças, uma sede que se renova no beijo e na permanência.

Deixe que a fragrância da sua chegada suplante o incenso dos meus ritos; seu nome sussurrado é o único aroma que purifica o templo da minha alma.

Eu te comparo ao lírio que nasce entre os espinhos do meu medo, a beleza mais pura só floresce onde o perigo tenta impedir o toque.

Que as nossas vigas sejam de cedro, não para nos esconder do mundo, mas para que a solidez de nosso leito suporte a eternidade dos nossos juramentos.

A doçura de sua boca é a única mirra que meu sono aceita, repousar em seus braços é a única maneira de apagar a aridez da ausência.

Seus olhos não são pombas, mas o arrulho silêncio que convoca a primavera e faz o tempo da colheita parecer uma espera doce.

A sua voz é a música que me faz esquecer que a cidade é feita de muros, cada palavra sua derruba a muralha da minha solidão.

Minha amada, você é a macieira que se destaca no bosque comum, e eu só desejo a sombra onde a paz e o fruto proibido coexistem.

O beijo de sua boca é o pergaminho que reescreve o meu passado, transformando todas as minhas cicatrizes em mapas para o seu abraço.

O amor não é o fogo, mas a madeira nobre que o suporta, é a lenha que, mesmo queimando, exala um perfume de cedro e jamais vira cinza.

Eu a procurei nas praças e nas ruas, não a achei nos lugares comuns, mas sim no jardim fechado que reservamos para o nosso reencontro secreto.

A sua paixão é a força da morte e a voracidade do Sheol, uma lei mais antiga que o tempo, que não aceita resgate ou suborno.