Tiago de Melo Poesia
Mesmo que eu me arraste pelo chão, o avanço é inevitável, pois sigo amparado pela fé d'Aquele que jamais desistiu de mim.
O fardo não desaparece, mas a carga é leve. Ele se torna suportável quando seguro a mão d'Aquele que se ofereceu para carregá-lo comigo.
Ele é o abraço acolhedor que desarma o pânico, transformando o medo em um silêncio profundo e sereno.
Quando a vida contrai e sufoca, a fé em Seu amor dilata o peito e me impele, irresistivelmente, a continuar.
Eu não dou marcha à ré. Minha determinação é forjada pela promessa eterna do Seu cuidado, que carrego como um manto de força.
Em todo deserto interior e toda sede da alma, Jesus é oásis perene, a fonte inesgotável que me irriga e renova.
É a Sua voz, o impulso diário e terno que ordena: 'Levanta, encontra o ritmo da paz, respira fundo e segue em frente.'
Nos piores vales, Ele não grita. Ele sussurra ao meu espírito que a minha identidade é maior e mais forte que a dor do meu pranto.
O motivo que me faz avançar não é uma emoção contida. É uma certeza que transborda, uma inundação de fé que não cabe no peito.
Quando a coragem me trai e se esvai, Sua paz se manifesta, delicadamente, na forma do meu próximo e seguro passo.
Há um alívio que a lógica não alcança e a medida não capta. Ele só se revela no toque silencioso e profundo da Sua graça.
A força que tanto busco não está distante. Ela reside, humilde e poderosa, no inesperado e constante aconchego ao meu lado.
Cada dia difícil é ressignificado. Com Jesus, o fardo vira lição e o sofrimento se transforma em sabedoria para a caminhada.
Exausto ou não, a força me encontra no único abraço que nunca afrouxa o aperto e jamais permite a queda.
O medo é real e vem, mas a segurança é maior: a mão protetora d’Aquele que cuida aperta mais forte e me puxa para a luz.
Ele intervém na minha fraqueza e, com um poder inexplicável, transforma as minhas arrastadas em passos firmes e cheios de esperança.
Quando o mundo desaba em ruínas ao meu redor, a Sua presença se impõe como um telhado de aço, blindado e que não vaza.
É no silêncio profundo e reverente d’Ele que, ironicamente, meu espírito encontra a voz, recobra o fôlego e se pacifica.
Não é a diminuição da carga, mas a certeza inegociável de não estar só que alivia o peso e me permite seguir.
O alívio que sinto não é uma fuga covarde da realidade, é um reencontro necessário e vital com a fonte que me sustenta.
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