Textos Vc Nao foi Homem pra Mim
Meu coração
Meu peito já foi casa cheia de ecos,
vozes antigas que o tempo não levou, mas desde que você tocou meu silêncio, até o vazio aprendeu
o que é amor.
Você chegou como quem não promete, mas fica…
sem pedir explicação,
e nesse espaço onde antes era ausência, plantou presença
dentro do meu coração.
Te amar não foi cura imediata,
foi processo lento, quase imperceptível, como luz entrando
por frestas pequenas,
até tornar o escuro algo impossível.
Se um dia eu fui feito de nada por dentro, hoje transbordo o que você construiu, porque onde antes só havia vazio, agora existe um “nós”… que nunca existiu.
“A integração é o momento de reconciliação. Foi-se o velho, foi destruído o que não servia, e agora é necessário reorganizar os fragmentos sobreviventes numa nova coerência. Integração exige maturidade, equilíbrio e paciência. É quando a luz e a sombra se unem, propósito e forma se harmonizam, e a alma materializa o que foi descoberto internamente.”
- do livro O tarô esquecido: despertando o verdadeiro propósito das cartas
Estou lutando por paz, mas também por algo muito maior que isso. Porque não foi só dor… foi como se tivessem roubado quem eu sou. E agora eu caminho entre restos, tentando reconhecer o que ainda é meu, como se minha identidade estivesse espalhada no tempo…e eu precisasse juntar tudo pra existir outra vez. E no meio dessa bagunça, mesmo sem saber exatamente o que sou, uma única certeza permanece intacta...o amor que sinto por você!!!
DeBrunoParaCarla
Eu estou presente. Mesmo quando você não vê, mesmo quando duvida… eu permaneço. Não foi tudo tirado de você,
há partes que ninguém pode tocar,
e são essas que ainda te mantêm de pé.
O que parece perdido ainda vive em fragmentos dentro de você. Não procure fora o que nunca saiu de dentro.
Eu vejo sua luta, vejo o peso que você carrega em silêncio. E mesmo na confusão,
há algo em você que continua verdadeiro.
Permaneça. O que é seu retorna não pela força,mas porque nunca deixou de ser.
ESTOU PRESENTE.
DeBrunoParaCarla
Muito mais do que uma saudade: O Riso que não foi Silenciado
Na sua face gentil, eu via o seu sorriso amável e ouvia a sua risada mais gostosa — poderosa a ponto de a passagem do tempo e as dificuldades da vida não serem capazes de silenciar, nem de ofuscar o seu brilho; um exímio exemplo do que é perseverar.
A idade avançada não tirava o seu riso de criança; os seus olhos quase fechavam para acompanhar as curvas da sua felicidade, aquele entusiasmo típico da infância, da época que qualquer bom momento virava um espetáculo, independentemente das circunstâncias.
Quando me vem à lembrança a sua presença, parece que está ao meu lado toda risonha, emitindo aquela sonoridade de sempre, repleta de amor e espontaneidade, que continuará contribuindo para a minha perseverança, muito mais do que uma saudade.
Por tanto bem, agradecer a Deus é inevitável e é o mínimo que posso fazer por ter colocado uma pessoa tão imprescindível, incomparável para enriquecer os meus dias e fortalecer o meu ânimo cansado durante momentos simples de alegrias; então, o meu riso também não será silenciado.
Olhar pra minha história é entender que não foi sorte… foi propósito.
Cada passo, cada escolha e cada momento, até aqueles em que tudo parecia incerto e desistir parecia mais fácil, fizeram parte de um caminho que Deus já conduzia.
Nos dias bons, celebrei.
Nos dias difíceis, fui sustentado.
E, em todos eles, fui moldado.
O homem que sou hoje não nasceu do acaso. É fruto da fé que escolhi manter, das decisões que tomei mesmo com medo, das dores que senti, das renúncias que ninguém viu e das batalhas que enfrentei em silêncio.
Carrego cicatrizes, mas também carrego propósito. E sigo firme, com gratidão pelo que vivi e com a certeza de que Deus ainda está escrevendo os próximos capítulos da minha história.
Do Silêncio Não Compreendido
Eis que o bom rapaz foi ao encontro da moça,
levando consigo não só um presente,
mas o que havia de mais sincero em seu peito.
Chamou ao portão.
E não foi ela quem surgiu,
mas outra presença,
silenciosa… e suficiente para que ele entendesse.
E então soube.
Não por palavras,
pois nenhuma lhe foi dada,
mas por aquela dor que fala sem voz.
Baixou a cabeça.
Recolheu o gesto.
Guardou o presente que já tinha destino.
E partiu.
Na praça, sentou-se em silêncio.
E, dentro de si, perguntou:
“Por que aquilo que é verdadeiro não encontra lugar?”
E o mundo… nada respondeu.
Os dias passaram,
e ainda assim seus olhares se cruzavam.
Mas onde antes havia leveza,
agora havia silêncio.
A moça, em sua própria confusão,
não entendia o que se passava.
E, sem saber, afastou o que não soube ver.
Perdeu… sem perceber.
E o rapaz, mesmo ferido, voltou.
Não por orgulho,
nem por certeza,
mas porque o amor ainda vivia nele.
Aproximou-se mais uma vez.
E encontrou… silêncio.
Então compreendeu.
Que o amor não se força.
Não se explica.
Não se pede.
Se não é visto, pesa.
Se não é sentido, se apaga.
E se não é recebido… se vai.
E assim, o rapaz partiu.
Não destruído,
mas mudado.
Pois há dores que não quebram ,
apenas mostram ao homem
o que ele não queria ver:
Que nem todo amor permanece.
E que, às vezes… amar
é saber ir embora.
Não foi conexão.
Foi conveniência.
E o mais difícil de admitir?
Que muitas vezes a gente sabe…
mas escolhe ficar.
Se ajusta pra caber.
Maternar.
Tentar curar...
Como se amar fosse dar conta do outro.
Mas não é!
Quando é real, tem presença.
Tem escolha.
Tem espaço.
O resto… é ausência disfarçada de quase.
Palavras bonitas e ações egóicas, indisponibilidade inconsciente.
Eu parei de romantizar isso.
E foi aí que tudo começou a mudar.
Hoje, a paz é um dos itens inegociáveis pra mim!
A Rua Não é Garagem
A primeira lata não fez barulho.
Foi colocada com cuidado, quase com carinho — como quem demarca território sem querer parecer invasor. Um gesto particular, silencioso, que dizia: “aqui é meu.” Não havia placa, não havia autorização. Apenas a convicção íntima de que a rua, por um instante, poderia ser privatizada.
E ninguém disse nada.
A segunda lata já veio com mais segurança. A terceira, com naturalidade. Logo, o espaço público ganhou dono — não por lei, mas por hábito. Um hábito perigoso: o de transformar o coletivo em extensão da própria casa.
Ali, naquele pedaço de asfalto, a cidade começou a encolher.
Porque toda vez que alguém ocupa o que é de todos como se fosse só seu, algo maior se perde. Não é apenas uma vaga. É o princípio. É a regra. É o pacto invisível que sustenta a convivência.
E então surge a pergunta inevitável:
e se todos resolvessem fazer o mesmo?
Se cada morador colocasse suas latas, seus cones, seus objetos — defendendo seu “direito” particular — não teríamos mais ruas. Teríamos um mosaico de pequenas propriedades ilegais, uma cidade fragmentada, onde o espaço comum desaparece sob o peso do ego.
A lata, nesse caso, deixa de ser objeto. Vira símbolo.
Símbolo de um abuso pequeno, mas revelador.
Símbolo de uma lógica perigosa: se ninguém impede, então pode.
E é aqui que o silêncio mais pesa.
Porque se há quem avance indevidamente, há também quem deveria conter. A fiscalização não é um detalhe burocrático — é a linha que separa o uso legítimo do abuso cotidiano. Quando ela falha, não apenas permite: ensina.
Ensina que a regra é flexível.
Ensina que o espaço público é negociável.
Ensina que cada um pode criar sua própria lei.
E a cidade paga o preço.
A ausência da Prefeitura — da secretaria responsável, da presença institucional — não é neutra. Ela participa. Ainda que pela omissão. Ainda que pelo atraso. Ainda que pelo costume de não ver o que está diante dos olhos.
Porque a desordem não nasce grande.
Ela começa assim:
com uma lata.
Uma lata que ninguém recolheu.
Uma lata que ninguém questionou.
Uma lata que virou precedente.
E quando o precedente se espalha, já não é mais sobre um morador.
É sobre todos.
A rua, que deveria ser passagem, vira disputa.
O direito, que deveria ser comum, vira privilégio improvisado.
E a cidade — ah, a cidade — vai sendo tomada não por grandes crimes, mas por pequenas permissões.
No fim, aquela lata solitária não guardava apenas uma vaga.
Guardava uma pergunta que insiste:
de quem é a rua, afinal?
Maxileandro Lima
Eu vejo.
Com os mesmos olhos pequenos da minha infância.
A minha vida não foi só flores, mas também não foi só circo de horrores, eu passei várias vezes pelo mesmo ciclo até eu compreender que eu tinha a solução para não mais remediar e encerrar aquilo que me machucou, muitas vezes o perdão é o melhor remédio e não se tratando de prioridades o melhor remédio mesmo é a distância é seguir em frente sem ficar remoendo o que passou, ou você aprende, ou você ensina.
E vice-versa.
Hoje eu acordei com uma vontade de sair andando por aí sem destino e resolvi vir aqui no alto.
Nesse lugar lindo, eu consigo ver o mar intensamente, assim como todas as lembranças da minha mente!
Comprei apenas a passagem de ida, sem me preocupar com as voltas.
Dando as boas-vindas a toda a minha vida passada.
Passeando pela minha infância, eu vi minha mãe nos levando nas festinhas de crianças dos nossos (parentes), éramos sete.
Muitas vezes não ficamos nem para os parabéns porque as minhas tias faziam questão de tratar a minha mãe como uma intrusa e muitas vezes eu me questionei o porquê.
Hoje eu compreendo que era aleatório simplesmente pelo ter ou não!
Então eu cresci correndo na rua, brincando de pega com meus amiguinhos.
Minha mãe sempre foi muito séria e severa e meu (pai) era um viajante que aparecia bêbado com alguns doces e ovos quebrados para casa que ela, trabalhando de faxineira, sustentava!
Meus problemas estão tão miúdos agora.
Mesmo eu tendo sido castigada e me sentindo injustiçada, eu compreendo que não foi nada fácil sua estrada.
Hoje tenho minha própria história com filhos e netos e nas nossas festinhas somos todos iguais, também brigamos e temos as nossas diferenças, não materiais e sim temporais.
Estou tão chateada porque confiei novamente em alguém e fui magoada.
Como dizia minha falecida madrinha, é o fim da picada, quase não dói mais!
A gente era tão feliz e, ao mesmo tempo, triste.
Acho que a vida é um misto não quente e sim uma mistura de sentimentos para que a gente vá dosando seus valores.
Hoje, eu, apesar de chateada com algumas coisas fora do lugar.
Eu só preciso desabafar!
Olhar para esse mar e gritar para mim mesma.
Vai passar!!!
Então eu solto o meu grito, liberando todo esse peso dos meus ombros e decido voltar.
Calmamente vou descendo degrau a degrau.
Porque a vida não é só subida.
E se eu cheguei até aqui, é porque eu estive lá.
Resolvo compreender minha mãe ao invés de julgar e dar a ela todo o amor que lhe foi negado.
Ela é, sim, minha guerreira!
Tipo a She-Ra que, quando eu era criança e sentia medo, levantava o braço sem espada e gritava: pelos poderes, do amor!
Que as coisas boas prevaleçam e as ruins se esqueçam!!!
É
Acho que de certa forma deu certo
Porque acontece o que for ele fala mais alto do que os gritos da tristeza..
Te amo mãe, te perdoo te compreendo e principalmente te quero sempre aqui perto de nós e feliz....
A melhor recordação são os sorrisos em família e se não tivermos, faremos ter, sejamos a nossa grande diferença nesse mundo de iguais...
Esse texto é uma crônica filosófica de Starisy em homenagem a sua mãe Marlene..
"Seria cómico se não fossem apenas crônicas poéticas "
Quem me decepcionou?
As minhas opiniões ou expectativas 🤔
Não! Quem me decepcionou foi a minha confiança.
Depositado na pessoa errada.
É como um banco que rouba seu dinheiro, só que nesse caso não faço questão de ressarcimento!
Não te darei mais nada!
Porém, a minha confiança nasceu novamente.
Ela é minha!
Quem a perde é quem não a tem e, juntamente, perde todos os acessos à minha pessoa.
A confiança é um bem precioso.
Só tem quem merece lealdade e respeito.
A Páscoa não é — e nunca foi — um fenômeno comercial!
Reduzi-la ao chocolate, ao consumo, à superficialidade das vitrines, é um sintoma claro de uma sociedade que perdeu a capacidade de compreender o essencial.
Não se trata de condenar tradições.
Trata-se de hierarquia de valores!
O que está no centro?
O que é fundamental?
O que é inegociável?
A Páscoa é, antes de tudo, a afirmação de um evento que desafia a própria lógica humana:
a morte e a ressurreição de Jesus Cristo.
E aqui é preciso rigor intelectual!
A cruz não é ornamento, não é símbolo decorativo!
Ela representa um ponto exato onde duas forças aparentemente incompatíveis se encontram:
— a justiça, que exige consequência
— e a misericórdia, que oferece redenção
Isso não é sentimentalismo.
Isso é estrutura lógica!
Agora eu pergunto — e é uma pergunta que exige resposta:
Se o amor verdadeiro implica sacrifício,
por que insistimos em tratá-lo como algo leve, descartável, conveniente?
A ressurreição, por sua vez, não pode ser diluída em metáfora!
Se ela ocorreu, então todas as premissas da existência humana são alteradas!
Repito:
todas!
— a morte deixa de ser definitiva
— o sofrimento ganha contexto
— e a vida passa a ter um sentido que não é arbitrário
Ignorar isso não é neutralidade.
É uma escolha!
Uma escolha filosófica, existencial — e muitas vezes, uma fuga.
Portanto, não basta celebrar.
É preciso compreender!
E compreender implica responsabilidade!
Porque, se isso for verdadeiro — e essa é a questão central — então não estamos diante de uma tradição…
Estamos diante de um chamado!
Um chamado à coerência, à reflexão, à tomada de posição.
A Páscoa não é um dia.
É uma interrogação permanente:
o que você fará com essa verdade?
Feliz Páscoa.
Feminicídios
Helaine Machado
Ela não morreu por acaso…
ela foi silenciada.
Todos os sinais estavam lá —
no olhar cansado,
na voz baixa,
no medo escondido atrás de um sorriso forçado.
Mas ninguém viu.
Ou fingiu não ver.
Ela pediu ajuda em silêncio,
nos gestos,
nas pausas,
nas lágrimas que caíam sozinhas no travesseiro.
E mesmo assim…
o mundo continuou girando.
Até que um dia,
o grito virou notícia.
Mais um nome,
mais um rosto,
mais uma história interrompida
pela violência de quem dizia amar.
Amor não mata.
Amor não machuca.
Amor não controla, não prende, não apaga.
O que fizeram com ela
foi crime,
foi dor,
foi covardia.
E quantas ainda vão precisar partir
pra que alguém entenda
que isso não é normal?
Ela tinha sonhos,
planos,
uma vida inteira pela frente…
Mas teve tudo roubado
por mãos que nunca souberam amar.
E o mais cruel…
é que ela não é a única.
São muitas.
Todos os dias.
Em silêncio ou em manchetes.
Por isso, falar é preciso.
Denunciar é necessário.
Cuidar umas das outras
é urgente.
Que nenhuma mulher
tenha sua história interrompida
por alguém que nunca mereceu
ser chamado de amor.
Helaine Machado
Não foi o mundo que mudou,
fui eu que cansei de me moldar.
Cansei de aceitar o que me fere
como se fosse normal suportar.
Não ao silêncio imposto,
não ao medo que me limita,
não às versões de mim
que nunca foram escolhidas.
Eu me refaço em cada passo,
me reconheço no que sinto,
e já não peço permissão
para existir do meu jeito.
Porque depois de tanto me perder
tentando caber em tudo,
eu finalmente entendi:
Quem decide agora sou eu.
Helaine Machado
TRAVESSIA
Chorei o amor que se foi
com a certeza de que já não me cabia.
Não por falta de espaço,
talvez por falta de diálogo,
ou por culpa minha.
Mas como achar culpados
numa via de mão dupla?
Era mais descompasso.
Um passo errado
e cruzamos a contramão.
Depois restou
a mania estúpida
de culpar o coração.
Chorei o amor que se perdeu
atravessando a rua no sinal vermelho.
Não olhei pros lados.
Queria chegar
ao outro lado mais cedo.
E do outro lado, só havia eu.
Dizem que o tempo cura tudo, mas ele não apaga os lugares onde a gente não foi. Eu ainda te vejo em cada esquina que a gente planejou visitar e em cada letra de música que parece ter sido escrita sobre nós dois.
Nosso final não foi feliz, porque, no fundo, ele nem parece um final. É uma interrupção. Um nó que não desatou. Eu sinto que deixamos pegadas profundas demais para serem sopradas pelo vento. Hoje, você é uma saudade que eu visito em silêncio. Fica aqui o meu registro do que não foi dito: você ainda mora no meu peito, mesmo que a vida tenha nos levado para direções opostas.
Quando a Alma Reconhece
Não foi palavra, nem imagem,
nem mesmo o tempo certo da vida…
foi algo mais fundo,
desses que a gente não explica —
apenas sente.
Eu vinha de dentro de mim quebrado,
em pedaços que nem o silêncio colava mais,
e, ainda assim, algo em mim
te reconheceu.
Como se antes de qualquer lógica,
antes de qualquer razão,
minha alma tivesse te visto
e dito baixinho:
“é aqui…”
E não falo de pressa,
nem de ilusões que o vento leva —
falo desse raro encontro
que toca sem tocar,
que aquece sem pedir,
que chega…
e simplesmente fica.
Se existe um caminho invisível
que cruza destinos distraídos,
talvez tenha sido ele —
ou talvez só dois corações cansados
decidindo acreditar de novo.
Mas seja o que for,
tem algo em você
que não me passa,
não me soa comum,
não me deixa indiferente.
E pela primeira vez em muito tempo,
não quero entender…
quero sentir.
Entre o Que Permanece
Não foi em um dia
que dois caminhos se perderam.
Foi aos poucos —
nos detalhes ignorados,
nas palavras não ditas,
no cansaço que foi ficando.
E, ainda assim,
há algo que não se desfaz.
O que foi verdadeiro
não termina —
apenas muda de lugar dentro da gente.
Não se sabe quando foi
que tudo se soltou,
ou em que curva da vida
houve desencontro.
Mas há um tempo de silêncio.
Um tempo de espera.
Um tempo em que a dor
aprende a se transformar.
Se é tempo de recolhimento,
que seja sem culpa.
Se é tempo de reconstrução,
que seja com cuidado.
O que foi vivido permanece
sem necessidade de explicação,
sem a tentativa de reescrever finais,
sem diminuir o que foi real.
Porque algumas histórias
não precisam continuar
para permanecerem inteiras.
E, no que fica,
já não há posse —
apenas o desejo sincero
de que o outro fique bem.
E, quem sabe um dia,
em algum ponto tranquilo do tempo,
os caminhos voltem a se cruzar —
sem dor, sem pressa,
apenas em paz.
Mesmo que de longe.
❝ ... O amor não foi feito para ser implorado e mendigado.
Quando o amor chega, ele se instala, é pra vida toda,
Quando o amor chega as lágrimas secam, a solidão
acaba, o medo vai embora e a alegria de ser feliz
se estala em seu coração. Um dia alguém vai valorizar
o seu sorriso, o jeito de você falar, um dia alguém vai te
olhar nos olhos e dizer que te ama do jeito que você é,
com suas qualidades e defeitos, um dia alguém vai segurar
sua mão e te mostrar pro mundo. Um dia alguém vai provar
que te ama de verdade e o quanto você é especial na vida dele.
Um dia alguém vai te olhar nos olhos e dizer que mesmo você sendo
brava, ciumenta, nunca vai deixar de amar cada detalhe teu. Um dia
alguém vai te provar com atitudes que te ama de verdade, e que tem
uma imensa vontade de te fazer feliz. Vai rir das suas rizadas, vai fazer
planos junto com você, vai assistir seu programa favorito mesmo sem
gostar só para te ver feliz, vai te achar linda sem maquiagem, com os
cabelos bagunçados, acima de tudo vai te respeitar, vai ser seu porto
seguro, sua mão direita, vai ser seu melhor amigo, e quando você menos
esperar este alguém já faz parte da sua vida, já dorme do seu lado, este
alguém vai te amar pelo simples fato de você existir, e você vai olhar para
o Céu e agradecer a Deus, por saber que ainda existe amor verdadeiro....❞
--------------------------------------Eliana Angel Wolf
Juro que não vou mais chorar,
Embora a dor ainda seja um mar.
Guardo o que foi no peito apertado,
Um amor lindo, hoje, passado.
Teu nome é um espinho a ferir,
No silêncio que escolhi para seguir.
Mas cada lágrima que agora seco,
É um adeus que à saudade ofereço.
O palco da vida precisa de sol,
Não desta peça fria, sem farol.
Juro, de novo, que não vou mais ceder,
Vou aprender a ser, sem você.
