Textos Tristes
Hoje ela veio até meu quarto novamente, fazia muito tempo que ela não aparecia...Chegou com sua voz mansa em meu ouvido com sua mão gelada em meu corpo....ela me acariciava e fala, você está sozinho de novo, largado, abandonado, jogado em um canto qualquer, você precisa de mim, daminha companhia, do meu abraço....tentei resistir ao máximo a sua prosa mas a dor no peito, o frio e o escuro me fizeram a chamar pra perto, e mais uma vez ela está comigo e agora me fala que quer me apresentar um velho amigo que eu iria conhecer aqui alguns anos, mas com essa dor seria melhor agora....Afinal ela me adora e só quer me ver bem.....com isso digo adeus pois estou abraçando a dona Morte....
Chega um momento em nossas vidas a onde precisamos tomar decisões, e cada uma destas sempre vai ter consequências....algumas serão boas, ja outras nem tanto....quem sabe elas nos ajudaram a ser felizes ou apenas nos faram parar de sofrer.....cada um precisa fazer a suas no seu tempo, da sua forma, pronto para partir quando necessário....Pois a hora do adeus não é divulgada, ela apenas chega...
Superar um grande amor não é fácil, a vontade de sumir ou de até mesmo que o mundo acabe é grande... Mas neste momento dolorido, difícil, triste e escuro, devemos olhar para nós mesmo, ver a beleza que existe em nós percebendo assim que o amor está aí. e quando menos esperarmos alguém que realmente nos ama vai aparecer e mostrar o amor verdadeiro fazendo assim as lágrimas que antes caiam de tristeza agora virarem flores que embelezam o jardim do coração.
"Viva onde der e do jeito que der. Não se prenda a marcas, nem a status. Seja você mesmo. Siga você mesmo, ditando o seu próprio rumo. Não deixe ninguém dizer como você deve viver, nem como você deve ser. Não lute contra a sua própria natureza, mas permita que ela te conduza, alie-se a ela. Não se deixe arrastar por nada, nem por ninguém, que não seja sua própria vontade. Nem mesmo é necessário mudar qualquer coisa em você, nem agora, nem nunca. Nem mesmo é preciso que se mude de ideia, nem hoje, nem amanhã. Não permita que o mundo faça de você uma outra coisa que não seja você mesmo."
Durante minha longa caminhada pela vida, cheguei a conclusão do porque o mundo ser tão conturbado, e as pessoas a cada dia mais doentes e tristes, o FANATISMO é a principal causa de tudo isto, seja FANATISMO Religioso, Político, Ideológico e até mesmo por não ter RESPEITO pela individualidade do seu próximo!!!
Porque até podes não fazeres nada de mal ali, mas com o que ouvi e o que tenho visto ja não tenho mais a quem acreditar!! Pois é so tristeza que vai acabar comigo, tento ignorar tudo o que fazes mas não consigo, porque não é esse tipo de família que eu sonhei ter!! Dizes que confias em mim,mas não o apresentas, dizes que me amas, mas quem ama deverdade não faz isso o que tens feito!! Pois todo esses anos todo apenas me dediquei so para te fazer o bem e te fazer feliz até houve momentos que fiquei fui contra todos até os meu pais so para te ver bem, mas olha que me fazes?? Sempre a me fazer chorar! Quando vai parar isso?? Quando é que irei dizer que hj estou segura e feliz ao seu lado?? Quando mesmo! Na quinta feira te ouvi e dei conta que ainda falta muito mesmo para tu me considerares e confiares de verdade!
"Velhice não é idade, não é término da existência, nem declínio do ser. Velhice é a culminância silenciosa do tempo que amadureceu em consciência. É quando a vida deixa de correr e passa a ensinar. Não se trata de um corpo que desacelera, mas de uma alma que aprende a caminhar com dignidade, memória e verdadeira lucidez."
que estranho chega uma fase da vida ,que você já não tem interesse por nada, nada parece que te Anima nada mais faz sentido,não quer sair, conversar,ver família, só quer ficar sozinho no seu canto,parece que não tenho mais vontade de sonhar com nada, tudo parece que perdeu a graça isso é triste.
A forma como você entra numa tempestade, não define o modo pela qual você saíra dela. O Apóstolo Paulo quando entrou naquela tempestade, estava como qualquer prisioneiro nas partes baixas do porão do navio. Entretanto, Paulo vai terminar a tempestade na parte de cima do navio (proa) e sendo uma inspiração naquela embarcação.
São seis horas da manhã e eu tenho que lhe contar algo. Sério, você não vai acreditar no que eu tenho para lhe dizer. Está chovendo forte, tem um vento frio que traz os pingos gelados para perto da gente. Eu abri a janela para espiar e o barulho da água rolando no telhado ficou mais alto, muito mais alto, tão alto que fiquei com medo. Sabe aquela chuva que vem com força, parecendo querer lavar a cidade? Então. Está um pouco mais forte que isso. Ainda não amanheceu, acho que esse tempo molhado atrasará a claridade do dia. Eu fiquei olhando para o céu por alguns minutos e me deu uma vontade louca de sair na rua e ser lavado por essa água congelante. Está frio, muito frio. Mas eu fui. Sério, eu fui. Eu abri a porta e saí de casa. É, eu disse que você não acreditaria. Eu sou louco, mas você sabe disso. Você me conhece tão bem sem nem ao menos saber da minha existência. Lá fora, o vento levou meus cabelos para trás e eu fechei os olhos resmungando. Meu rosto estava completamente molhado, senti como se estivesse colocando a cabeça dentro de um congelador. Eu fiquei parado ali perto da grade que fica na frente do quintal olhando para o calçamento da rua que parecia estar resvalando. Sei lá, deu vontade de abrir o portão e dar uma volta. A água vinda dos céus continuava mantendo a temperatura do meu corpo um pouco baixa me fazendo tremer. Você acredita que eu saí portão à fora? Sim, eu saí. Estava escuro, estava chovendo e o frio deixava minha boca roxa. Eu fui até a esquina que tem aqui perto e sentei naquele degrau que eu costumava sentar sozinho há alguns anos atrás. Eu me senti tão sozinho. Minhas roupas estavam totalmente encharcadas e eu continuava tremendo. Não havia nada na rua, nem carros, nem pessoas. Estava tudo deserto. Foi nessa hora que eu fechei meus olhos e pensei em você. Eu não lembro muito bem o que veio à mente, parecia que eu havia me desligado do mundo e entrado na inconsciência. Eu estava com tanto medo. Medo de ficar assim por muito tempo, medo de ser engolida por essa solidão sombria que se perdia no escuro chuvoso da noite. Mas eu vi o seu sorriso. Eu juro que vi. Eu gritei o seu nome na minha mente e você sorriu. Você sorriu para mim. Acho que eu sorri também. Não sei, não lembro, não tenho muita certeza, mas eu senti uma gota quente escorrer pelo meu rosto em meio a água da chuva que me banhava. Sabe, eu senti um aperto no coração. Dá para acreditar? Eu sempre fiz de tudo para ser forte e vencer o meu maior medo sem precisar de ninguém, mas agora eu me encontrei preso em uma gaiola feita de um material muito brusco e forte, eu me encontrei aqui chamando o seu nome. Eu sinto minhas forças irem embora e eu finalmente estou precisando de alguém. Mas não é um alguém qualquer. É você. Eu acho que fiquei ali sentado por uns dez minutos olhando para o nada e ouvindo a sua voz cantando para mim dentro da minha cabeça. Você cantava a nossa música, aquela que me acalma, aquela que você sabe que pode ser usada como antídoto. Você sabia o que cantar porque você me conhece. Você me conhece tão bem sem nem ao menos saber da minha existência. Você me conhece porque nós dois somos um só. O vento aumentou sua velocidade me despertando da fantasia e me forçando a mover meus pés de volta para casa. Demorei um pouco para entrar, fiquei no quintal, perto da minha janela, pensando um pouco mais em nada. Acho que era disso o que eu precisava: viver o irreal. Eu não sei por que eu saí de casa, nunca me dera essas crises loucas antes, eu posso ter pego um resfriado, sei lá, daqui a pouco vou começar a tossir. Mas a chuva, a água que congelava meu corpo, era amena. A água que limpava a cidade, escorria pelo meu corpo tentando levar toda a dor que me habita. Era irreal. Eu juro para você que era. Parecia algo do além, algo curável. O banho quente que eu tomei depois foi como um choque no meu sistema. Eu acordei. Não foi nem um pouco parecido com o momento em que o vento acelerou e me fez voltar para casa, foi algo muito mais que isso. Eu acordei do irreal. Daquela chuva, daquele frio, daquela coisa do além que supostamente tentou levar minha dor embora. Sua voz sumiu da minha mente. Você não cantava mais, você não estava aqui. Eu fiquei sozinho e assustado de novo. Eu continuo precisando de você, eu me rendi, eu admiti que não sou forte, eu gritei. Eu fiz o que pude. Você não ouviu, não me notou. Talvez você fique tão espantada com tamanha loucura que eu obtive de sair por aí sozinho e não se convença. Mas eu disse lá no início que você não iria acreditar no que eu tinha para lhe dizer. São seis e dez da manhã e o céu continua escuro, o barulho da chuva ainda está alto e a janela continua aberta. Eu olho para a água caindo lá de cima e lembro da sensação estranha que eu senti há trinta e cinco minutos atrás quando as gotas bateram no meu corpo e eu estava sozinho pensando em você. Você é minha única saída, é a única pessoa que pode me ajudar. Você está com o pouco de força que ainda me resta. Você pode desacreditar disso também, mas só você pode espantar o medo e a dor que habitam meu coração.
Me apaixonei pelo seu sorriso. Não, espera, acho que foi pelo modo com que seus olhos se fecham por alguma palavra direta. Não, foi por isso também, mas com toda a certeza eu me apaixonei porque você consegue ter tantas coisas lindas que eu não vejo como escolher, me apaixonei por tudo o que há em você.
