Textos sobre a vida para encontrar beleza no caminho
OLHAR DO TEMPO
Não posso, e nem quero, olhar a vida alheia, muito menos julgá-la: afinal, também tenho meu teto de vidro!
Eu observo, isto sim, o tempo que corre velozmente e me expõe nu...
A fadiga que hoje me pesa nos ombros, eu a criei. E das sementes que plantei, busco regá-las. Mesmo que não colha os melhores frutos, estarei pronto para a colheita, no tempo certo!
O tempo é o próprio jogo da vida. Rebuscar o passado requer coragem, exige nobreza; é uma questão de honra!
Ensinaram-me valores tais que me perdi neles. Não por culpa de outrem, mas pela minha própria visão tacanha sobre o mundo.
Eu vivo as ilusões que me foram ensinadas e busco aperfeiçoá-las, de modo que tudo que vejo se torne belo. Não para mostrar aos outros o caminho da felicidade, mas para provar a mim mesmo que também erro quando falho em entender os porquês da vida!
Eu ouço o despertar do relógio, e são 6 horas...
Logo mais, ouço o badalar dos sinos, e são 18:00 horas. Comprazo-me com o tempo: ele foi ajeitado em compassos lentos nos ponteiros do relógio... mas a vida... a vida passa, dando sinais de que o tempo que me resta jaz confinado neste corpo. Um corpo pueril e condenado à dor; a dor que eu não queria sentir, mas que, por consequência das horas, se desfaz involuntariamente nas veladas marcas do tempo.
" Meu mundo...
Nosso mundo...
Minha vida...
Nossa vida...
Eu te amo...
Você me ama...
Eu confio...
Você confia...
Eu sorrio...
Você sorri...
Eu choro...
Você chora...
Eu jamais te deixarei...
Você jamais me deixará...
Por todo o sempre vou te amar...
E por todo o sempre vai me amar...
Na alegria e na tristeza...
Na tristeza e na alegria...
Por toda vida...
Até que a morte nos separe...
E que a eternidade nós una...
No brilho eterno das estrelas."💕✨💕🌟
O Capataz Querubim
Em alguns momentos da vida, cheguei perto de acreditar que a liberdade existia.
Não a liberdade vendida por filósofos, políticos ou vendedores de felicidade. Falo de uma liberdade absoluta. Daquelas que não deixam correntes, portas ou nomes para trás. Uma liberdade capaz de arrancar de um homem tudo aquilo que o prende à realidade que aprendeu a chamar de sua.
Durante muito tempo, pensei que meu maior inimigo fosse o sistema.
O trabalho.
O dinheiro.
As regras.
As expectativas.
Toda aquela arquitetura invisível que nos ensina, desde cedo, onde devemos estar, o que devemos desejar e até quando devemos chamar de sonho aquilo que alguém decidiu por nós.
Acreditei que liberdade fosse romper essas amarras.
Então passei anos tentando encontrar uma saída.
Até perceber que o sistema nunca foi o verdadeiro carcereiro.
Ele apenas administra a prisão.
O verdadeiro capataz é muito mais antigo.
Muito mais inteligente.
E, talvez, muito mais difícil de odiar.
O amor.
Demorei para entender isso.
Porque as correntes mais resistentes não fazem barulho.
Não enferrujam.
Não deixam marcas nos pulsos.
São feitas de afeto.
Às vezes têm a forma de um abraço.
Às vezes, de uma promessa.
Às vezes, de um rosto que você não consegue abandonar.
E há correntes que parecem tão quentes contra a pele que passamos a acreditar que foram feitas para nos proteger do frio.
Foi então que dei um nome àquilo.
O Capataz Querubim.
Ele não empunha chicotes.
Não grita.
Não ameaça.
Não precisa.
Ele chega devagar.
Senta ao nosso lado.
Escuta nossos medos.
Conhece nossas fraquezas.
E, quando percebe que estamos prestes a partir, simplesmente segura nossa mão.
Nunca com força.
Apenas o suficiente.
Enquanto sorri, fecha uma porta.
Enquanto acaricia nossos cabelos, reforça uma grade.
Enquanto nos faz sentir necessários, nos convence de que ficar é uma escolha.
E talvez seja.
Esse é o seu maior poder.
O Capataz Querubim nunca nos obriga a permanecer.
Ele nos faz querer ficar.
Durante muito tempo, procurei uma porta.
Uma única passagem escondida entre a razão e a loucura.
Acreditei que, se conseguisse encontrá-la, tudo faria sentido. As ilusões desapareceriam. As correntes cairiam. Finalmente saberia o que existia do outro lado.
Mas comecei a desconfiar de que não existem portas.
Existem apenas corredores.
Cada resposta abre uma pergunta.
Cada verdade revela outra camada.
E, quando pensamos finalmente ter chegado ao fim, percebemos que apenas encontramos uma prisão menor dentro de uma maior.
Às vezes, no silêncio absoluto, chego perto da liberdade.
São momentos estranhos.
As vozes desaparecem.
Os desejos se calam.
As lembranças parecem distantes.
Por alguns segundos, resta apenas a consciência olhando para si mesma, sem passado para carregar e sem futuro para desejar.
Nesses momentos, penso que talvez seja isso.
Talvez liberdade seja não precisar de nada.
Então alguma coisa acontece.
Uma memória.
Uma saudade.
Um rosto.
E eu volto.
O Capataz Querubim nunca está longe.
Ele conhece todos os caminhos de volta.
Sabe exatamente qual lembrança tocar.
Qual ausência despertar.
Qual nome pronunciar dentro do silêncio.
E talvez esse seja o verdadeiro paradoxo:
não estou lutando contra um inimigo.
Estou lutando contra aquilo que dá sentido à minha existência.
Porque, se um dia eu conseguir romper todas as correntes, quem sabe o que sobrará de mim?
Talvez a liberdade absoluta exija uma coisa que não estamos dispostos a entregar:
a capacidade de amar.
E, se para ser completamente livre eu precisar deixar de amar, talvez a prisão seja um preço pequeno demais para reclamar.
Toda liberdade cobra alguma forma de solidão.
Todo amor cobra alguma forma de renúncia.
Talvez seja por isso que continuamos caminhando entre as grades.
Não porque não enxergamos as portas.
Mas porque algumas portas dão para lugares onde ninguém nos espera.
Enquanto não descubro a resposta, continuo observando.
Não contra o sistema.
Não contra o mundo.
Mas contra a necessidade de transformar qualquer dúvida em certeza.
Ainda assim, existe uma pergunta que não consigo abandonar.
E se o Capataz Querubim nunca tiver sido meu carcereiro?
E se todas as correntes que passei a vida tentando romper forem justamente aquilo que me impede de desaparecer?
Talvez eu passe a vida inteira chamando de prisão aquilo que me mantém vivo.
Porque, quanto mais observo minhas próprias correntes, mais percebo o segredo mais terrível de todos:
nunca fui capaz de descobrir onde termina o amor e começa a liberdade.
Talvez não exista uma fronteira.
Talvez ambos sejam feitos da mesma matéria.
Talvez a diferença esteja apenas no nome que damos às coisas que escolhemos não perder.
E talvez o dia em que eu finalmente vencer o Capataz Querubim…
seja justamente o dia em que não reste ninguém para atravessar os portões da prisão.
Ah, fala sério.
Você acredita mesmo nisso?
A vida te mostrou tantas diferenças.Te jogou em outros ambientes, te apresentou gente linda. Gente que dança sob a chuva, que ri sem motivo, que abraça o dia com os braços abertos. Gente que ama a vida com uma fome que assusta, que bebe o sol e coleciona histórias.
..., fala sério!
Depois de ter visto cores tão vibrantes,como pode seu mundo ainda caber no preto e branco de um só pensamento? A vida não é um argumento que se vence, é um espetáculo que se vive. E ele está cheio de música, de gente que te mostrou que é possível existir de outro jeito.
A Expansão de Dois Universos
Há pessoas que atravessam a vida umas das outras como quem visita um lugar. Eu não.
Sempre acreditei que existem pessoas extraordinárias. Pessoas que carregam dentro de si universos inteiros. Com constelações ainda sem nome, galáxias jamais exploradas, oceanos profundos e infinitos esperando alguém suficientemente curioso para permanecer.
Talvez seja por isso que nunca consegui amar pela superfície. Porque a superfície nunca foi capaz de sustentar aquilo que eu procurava. O extraordinário é raro. E, quando dois universos raros se encontram, o desejo deixa de ser apenas estar ao lado. Passa a ser descobrir.
Descobrir os continentes escondidos nas palavras não ditas, decifrar as estrelas por trás dos medos, encontrar vida onde ninguém antes teve paciência para procurar. E, enquanto isso, permitir que alguém também percorra o meu pequeno universo. Não apenas para me possuir, mas para me conhecer. Porque universos não se conquistam. Universos se desvendam.
Existe algo extraordinário quando duas imensidões deixam de apenas se observar e escolhem explorar uma à outra. Não para que uma complete a outra, mas para que ambas se expandam. Cada descoberta amplia a seguinte. Cada pergunta abre espaço para novas galáxias. Cada vulnerabilidade ilumina uma parte que ainda permanecia invisível.
É como se dois infinitos, ao se encontrarem, não diminuíssem um ao outro. Ao contrário. Expandissem. Porque conhecer profundamente alguém nunca reduz o mistério. Apenas revela que o infinito sempre foi maior do que imaginávamos.
Talvez seja esse o encontro que sempre procurei. Não alguém que apenas me olhasse, mas alguém disposto a passar uma vida inteira descobrindo os infinitos que habitam em mim, enquanto eu faria o mesmo pelos infinitos que habitam nele.
E talvez seja por isso que, um dia, escolhi entregar o meu universo. Não em partes. Não apenas o que era bonito ou fácil de compreender. Entreguei também os silêncios, as cicatrizes, as galáxias ainda sem nome e os lugares onde quase ninguém teve coragem de permanecer. Porque um universo só pode ser verdadeiramente entregue quando alguém confia ao outro até aquilo que ainda não foi completamente descoberto.
Talvez poucos compreendam o peso dessa entrega. Mas quem compreende sabe que receber um universo nunca foi um privilégio comum. Foi um convite para uma jornada sem fim.
O Universo que Me Habita
Há quem passe pela vida colecionando encontros. Eu prefiro colecionar profundidades.
Nunca soube amar pela metade, conversar pela metade ou sentir pela metade. Talvez por isso o mundo, tantas vezes, pareça apressado demais para quem aprendeu que as coisas mais importantes não nascem da velocidade, mas da permanência.
Carrego valores que o tempo insiste em chamar de antigos. Eu os chamo de eternos.
Ainda acredito na palavra que vale mais que uma assinatura. Na presença que não precisa disputar espaço com distrações. No respeito que permanece mesmo quando ninguém está olhando. Na delicadeza que nunca perdeu a força. Na obediência a Deus, não por medo, mas porque descobri que Sua vontade sempre enxerga mais longe do que os meus desejos.
Sou romântica, mas não apenas no amor entre duas pessoas. Sou romântica diante da vida.
Vejo beleza no café servido com calma, nas cartas escritas à mão, no silêncio compartilhado, nas orações que ninguém ouviu, nos gestos que jamais serão fotografados e, justamente por isso, pertencem ao que há de mais verdadeiro.
Aprendi que caráter é aquilo que continua existindo quando desaparecem os aplausos. Que integridade é permanecer a mesma pessoa, ainda que ninguém reconheça o esforço. E que existem princípios que não foram feitos para serem negociados, porque, quando os vendemos, perdemos partes de nós.
Às vezes sinto que faço parte do universo. Outras vezes, tenho a impressão de que um universo inteiro vive dentro de mim.
Um oceano silencioso, profundo e quase inexplorado.
Nele existem perguntas que ainda não encontrei coragem para fazer. Sonhos que Deus conhece antes mesmo de eu lhes dar um nome. Memórias, esperanças e uma fé que insiste em florescer até nas estações mais secas da alma.
Não tenho pressa de chegar à superfície.
Algumas riquezas só existem nas grandes profundidades.
E talvez seja esse o meu jeito de existir: mergulhando.
Porque quem vive apenas na superfície conhece as ondas.
Mas quem aprende a descer encontra o silêncio, a verdade e Deus.
E é lá, onde poucos se aventuram, que a minha alma se sente em casa.
A Espera Inventada.
"A crença de que a vida de verdade só vai começar quando alcançarmos a próxima etapa, o próximo projeto ou o fim de semana."
Passamos boa parte da vida esperando por uma etapa futura em que as coisas finalmente se ajeitarão.
"Quando este projeto terminar", "quando as férias chegarem", "quando o fim de semana se aproximar", "quando os filhos crescerem". Tratamos o presente como um rascunho, um corredor que precisamos atravessar para chegar à vida de verdade.
Ao projetar nossa atenção sempre para a frente, transformamos a rotina em um ensaio geral.
Mas a vida acontece no intervalo das nossas expectativas. Não haverá um momento mágico no futuro em que tudo estará perfeitamente sob controle e livre de ruídos.
Pousar a atenção no agora não significa renunciar aos planos.
Significa perceber que o presente é o único lugar onde podemos efetivamente existir, sentir e fazer escolhas reais.
"Mas que tipo de gente é essa que passa a vida vendendo a ideia de que Deus castiga alguém? Se assim fosse, Deus já teria castigado justamente esse tipo de gente, Oxente, Hum e AiAiAi."
0793 | Criado por Mim | Em 2014
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
"If you Forget Me"
I want you to know
one thing.
You know how this is:
if I look
at the crystal moon, at the red branch
of the slow autumn at my window,
if I touch
near the fire
the impalpable ash
or the wrinkled body of the log,
everything carries me to you,
as if everything that exists,
aromas, light, metals,
were little boats
that sail
toward those isles of yours that wait for me.
Well, now,
if little by little you stop loving me
I shall stop loving you little by little.
If suddenly
you forget me
do not look for me,
for I shall already have forgotten you.
If you think it long and mad,
the wind of banners
that passes through my life,
and you decide
to leave me at the shore
of the heart where I have roots,
remember
that on that day,
at that hour,
I shall lift my arms
and my roots will set off
to seek another land.
But
if each day,
each hour,
you feel that you are destined for me
with implacable sweetness,
if each day a flower
climbs up to your lips to seek me,
ah my love, ah my own,
in me all that fire is repeated,
in me nothing is extinguished or forgotten,
my love feeds on your love, beloved,
and as long as you live it will be in your arms
without leaving mine
Quando tu se irrita profundamente com alguma coisa ou com alguma pessoa, não estoure, respire fundo, pense em outra coisa, mas não faça nada na hora e de repente nem outra hora, às vezes não vale a pena se estressar com pessoas ou com coisas atoas...
Saia de perto, tome seu tempo, vai correr, nadar, caminhar, vá à sauna, troque o ambiente... não faça nada de cabeça quente, apesar de tu saber que tá com a razão, a vida é linda demais pra ser gasta com coisas ou pessoas que não sabem vivê-la e aproveitá-la adequadamente...
Então aproveite a vida e não gaste tempo com coisas q não vão te acrescentar nada."
Não adianta sonhar. Não adianta, sonhar em voar quando você não tem duas asas e sim, duas pernas pra caminhar." Foi duro pra mim quando eu ouvi isso pela primeira vez. Foi duro entender o sentido disso e descobri quem eu era e o que eu precisava deixar de ser. Foi duro descobri que eu era uma pessoa que vivia totalmente distante da realidade, que sonhava com o céu, mas que estava na terra. Que se encantava com a magia, mas não se dava conta de que as pessoas eram de fato, uma magia quebrada. Um encanto, quebrado. O inverso de tudo o que parecem. Mentira, arrogância, fingimento, ignorância, violência. Eu nuncas soube lidar com nada disso. Nem tom de voz elevado, nem falta de educação ou brutalidade. Eu era boa, com tudo e todo mundo, e foi duro demais ter que me dar conta de que às vezes, algumas pessoas não merecem a nossa boa educação, nem a nossa bondade, e nem merece que baixemos a cabeça diante delas, ou que sejamos sempre 'do bem'. Foi duro ter que mudar de planos, porque eu, que antes sonhava, que antes achava que a vida seria favorável a mim no futuro tão quão foi para os que cresceram ao meu redor, pude então me dar conta de que, tudo aquilo o que eu sonhava pra mim eu teria que conseguir sozinha. E há quem diga que sozinho não vamos a lugar algum. Ah! É difícil demais, é doloroso demais subir o muro sem uma mão pra te ajudar, escalar a montanha sem um apoio que te assegure. Sim! É difícil! Mas quando a gente finalmente descobre que enquanto precisar do que não é nosso não seremos felizes o quanto sonhamos, ai a gente topa subir o muro e escalar a montanha nem que seja preciso se ferir, se rasgar, ou colecionar calos. Pois bem! Foi isso que eu não perdi, é isso que às vezes, parece 'arrogância' ou sei la o que julgam, é isso que, na verdade é sonhar com a própria independência que eu quero e sempre quis pra mim! Aceitar e querer somente aquilo o que é meu, e não precisar do que é alheio. Eu sonhava em voar, assim, tão fácil como parece quando se ver um pássaro ou ave qualquer no céu o fazendo... eu sonhava com esse voo, mas agora, a vida brutalmente tem me empurrado pro solo e tem dito que é aqui onde eu vou conseguir, não o voo, mas os calos, que terei de colecionar até que eu consiga o que eu quero, o que eu sonho, o que eu desejo, e existe apenas um alguém que caminhará comigo até o começo e o fim, esse alguém que tem me feito uma aprendiz e tem me dito a cada vez que eu não desista do que é meu, mas que eu lute pra consegui-los como fruto do meu próprio esforço! Deus, muito a obrigada por ter me mostrado o que e quem é extremamente essencial ter nessa jornada pra que eu possa ser independentemente feliz e realizada como eu sempre sonhei, e nunca deixei, de sonhar...
E te prometo pai, que as minhas conquistar não são mais para os outros, e sim, minhas e tuas. Muito obrigada meu Deus pelo que sou capaz de aprender. Eu te suplico, me faz capaz, de ser, como eu e como tu queres que eu sejas, amém.
A vida!
A vida, às vezes é como uma roda gigante, às vezes em cima, às vezes em baixo, às vezes dando susto, às vezes alegrias, às vezes unindo corações apaixonados, às vezes destruindo... Mas isso faz parte! O que não faz parte é desistir, nunca devemos desistir do que realmente é verdadeiro e é da vontade de Deus Por que ele nunca dá uma cruz que não possamos carregar... Isso chama-se vida! Isso chama-se viver! Eu vivo e sou Feliz! Deus é mais seja você também...
Vejo tanta gente reclamando da vida. Meu coração chega a dar um nó cego. Eu sei que cada um tem a sua força e o que é um problemão para mim pode não ser para você. Sei que um indivíduo é diferente do outro, que cada um tem a sua fé, a sua bagagem emocional. Sei mesmo. Mas eu só queria que você soubesse que tem gente em uma situação pior que a sua. Que o ruim mesmo é ouvir e sentir a barriga roncar e não ter o que comer. Que desesperador mesmo é ter uma doença grave e não ter condições de pagar um bom médico ou fazer um exame sem ter que esperar por meses em uma fila. Que triste mesmo é perder quem a gente ama. Que terrível mesmo é ver o filho chorando de fome e não ter dinheiro para comprar um pão no supermercado. Que agoniante mesmo é não ter onde morar, pra onde ir ou voltar.
Essa é a sua vida. Faça o que você ama e o faça muitas vezes. Se você não gosta de alguma coisa, mude. Se você não gosta do seu trabalho, saia. Se você não tem tempo suficiente, pare de assistir TV. Se você está procurando o amor da sua vida, pare; Ele estará esperando por você quando você começar a fazer coisas que ama. Pare de analisar, todas as emoções são lindas. A vida é simples. Quando você come, aprecie cada mordida. Abra sua mente, seus braços e seu coração para pessoas e coisas novas, nós estamos unidos em nossas diferenças. Pergunta ao próximo quais são suas paixões e divida suas inspirações e sonhos com ele. Viaje muito; perder-se vai ajudá-lo a se encontrar. Algumas oportunidades só aparecem uma única vez, agarre-as. A vida é sobre conhecer pessoas e as coisas que você cria com elas, então saia e comece a criar. A vida é curta. Viva o seu sonho e compartilhe suas paixões.
Ser capaz de se entregar inteiro e completamente a outra pessoa é a melhor coisa da vida. O amor verdadeiro começa aí, nessa entrega incondicional. A vida pessoal só vale a pena quando se acredita na dependência do outro. Querer sempre estar junto, cuidar, aquele telefone bobo no meio da noite pra saber se está bem. Com a gente foi assim... é assim.
É curioso, a alegria não é um sentimento nem uma atmosfera de vida nada criadora. Eu só sei criar na dor e na tristeza, mesmo que as coisas que resultem sejam alegres. Não me considero uma pessoa negativa, quer dizer, eu não deprimo o ser humano. É por isso que acho que estou vivendo num movimento de equilibrio infecundo do qual estou tentando me libertar. O paradigma máximo para mim seria: a calma no seio da paixão. Mas realmente não sei se é um ideal humanamente atingível.
Eu não preciso controlar a vida, meus hormônios, meu futuro, os outros, minha felicidade. Eu só preciso levar a vida, eu só preciso desfocar do sonho que me deixa míope e enxergar além, ou melhor enxergar o que esta na minha cara. Ver o quanto o resto todo já é perfeito e esta lá, eu já conquistei, é meu…
Talvez seja esse o problema. Uma vida sem manhãs. Estranho é que não escolhi. Não consigo precisar o momento em que escolhi. Nem isso, nem qualquer outra coisa, nem nada. Foram me arrastando. Não houve aquele momento em que você pode decidir se vai em frente, se volta atrás, se vira à esquerda ou à direita. Se houve, eu não lembro. Tenho a impressão de que a vida, as coisas foram me levando. Levando em frente, levando embora, levando aos trancos, de qualquer jeito. Sem se importarem se eu não queria mais ir. Agora olho em volta e não tenho certeza se gostaria mesmo de estar aqui. Só sei que dentro de mim tem uma coisa pronta, esperando acontecer. O problema é que essa coisa talvez dependa de uma outra pessoa para começar a acontecer.
Fiz do meu prazer e da minha dor o meu destino disfarçado. E ter apenas a própria vida é [...] um sacrifício. Como aqueles que, no convento, varrem o chão e lavam a roupa, servindo sem a glória de função maior, meu trabalho é o de viver os meus prazeres e as minhas dores. É necessário que eu tenha a modéstia de viver.
Então eu disse a ele - e foi a única coisa dita: se isso acabar agora, vai ter valido a minha vida (...) Eu vou atrás dele. Desse homem que nunca conheci de fato, mas que existe de outra forma, que existe com outro rosto e outro nome, que existe no meu futuro, se o futuro eu permitir que aconteça. Não quero mais o presente, não quero mais a paralisia, o pra sempre. Alguém espera por mim. Alguém não vê a hora de eu chegar. Eu não vejo essa hora. Daqui, não alcanço esse sonho. Eu me vou. (...) Me reconheça ímpar. Impaciente. Só. Muito antes de louca. Muito antes e muito mais. Louca é pouco. (...) As perdas serão calculadas, as malas serão fechadas, as crianças serão preservadas e as vidas seguidas. E eu, então, irei atrás do meu instante.
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