Textos sobre a vida para encontrar beleza no caminho
O Grande Amor
Perdi o grande amor da minha vida. E o pior, a culpa de você ter ido foi minha.
Eu não queria ter te encontrado assim, com esse coração amargurado e tão inseguro.
Por que você não apareceu antes?
Antes de outro ter poluído o meu ser, antes mesmo de todo o estrago na minha alma acontecer...
Ter deixado você ir sem ao menos ter pedido para ficar foi de arrancar o meu coração!
Mas eu não podia poluir essa alma tão limpa, esse coração tão puro e essa tua vida íntegra, que não combina com o meu mundo.
Por isso, eu vou vivendo assim, sem poder ter você para mim.
— Kaiane Macedo
Vida que segue
Deita e dorme...
primeiros raios do sol, já levanta,
engole o café,
paga conta.
Corre que corre... não para
vai e volta...
come... não come
chora e chora
e a dor não some...
Intoxica... desintoxica...
vai ou fica?
anda apressado
timer sempre ligado...
sonhos... esperanças...
viver... e viver... às vezes... cansa.
Olha pra frente,
olha pra trás...
vida afrouxa... vida aperta
no mundo perdido
o futuro lhe tira a paz.
Roda... roda... roda...
sorri sorridente
vida não é permanente...
chora que chora
a vida não volta atrás...
Embrulhado!
E está tudo acabado.
Surpresa!
A vida é cheia de surpresas; então que sejam todas boas surpresas e que o universo sempre conspire a seu favor para que todas as coisas boas da vida encontrem o caminho até você!
Neste novo dia, siga confiante na realização dos seus sonhos. Tenha fé em Deus, fé em si mesmo e fé na vida. E mesmo diante dos desafios, lembre-se de acreditar que o melhor sempre está por vir!
Todo novo dia tem o seu encanto, sua luz, sua magia e as suas bênçãos: receba com alegria e gratidão!
Bom dia!
quando te vi, algo em mim já sabia...
que esse dia mudaria todos os outros
em minha vida
meu perfume lembra os teus olhos
mas os teus olhos em mim
me lembra o amor
daqueles pra vida inteira
com uma linda descendência
como acordar em uma manhã de natal
para meu querido peps
Preto e branco?
A vida não é só preto e branco,
há espaços em cores,
há nuances, há apostas,
sem respostas.
Há bem mais...
que apenas duas posições,
radicalmente opostas...
há mistérios insondáveis,
impenetráveis...
Há o conhecido sim,
e o desconhecido também,
o que poderia ter sido...
há o sentido, o avesso,
sem sentido...
sexto sentido,
o encontrado, o perdido.
O tropeço...
o oculto,
o revelado...
A vida não é só um lado,
e outro lado...
não é só presente e passado.
Tédio
Tédio...
pra vida não há remédio,
drama dos dias divididos,
mal vividos,
desiludidos.
silêncio que ecoa no vazio,
sombras de um tempo perdido.
Trama da vida,
mil começos,
nenhuma saída...
vida demasiadamente longa,
demasiadamente breve,
(des)afortunadamente,
quem a escreve sabe o que escreve
O que seria de nossas vidas sem nossos impulsos?
Seria algo previsível e racional.
A vida é imprevisível! E aí está todo seu mistério e sua graça… no descobrir… em toda sua intriga e curiosidade…
Impulsos...
Nos fazem viver verdadeiramente aprendendo uma lição, ou várias, a cada experiência…
Um lugar minado, onde muitas emoções podem explodir! Um lugar onde de repente caímos e ilesos podemos não sair…
Algo a se pensar… algo a refletir…
O Olhar que Simplifica a Caminhada
A vida pode ser um caminho cheio de espinhos ou uma trilha de belos aprendizados; tudo depende dos olhos com que escolhemos enxergar o mundo. Viver com suavidade é exercitar a gratidão pelas pequenas coisas, é aprender a relevar as pequenas ofensas e focar a nossa atenção naquilo que edifica. A nossa alma cresce quando decidimos não dar tamanho gigante aos problemas diários. Que a gente aprenda a caminhar pela Terra de passos leves, espalhando sementes de bem por onde passar, certos de que a verdadeira felicidade não é a ausência de dificuldades, mas a leveza que cultivamos dentro de nós
O Milagre de Apenas Ser.
Passamos a vida inteira correndo atrás de metas, cobranças e obrigações, esquecendo-nos da beleza que existe no simples fato de estarmos vivos. A espiritualidade nos ensina que a nossa existência, por si só, já é uma grande vitória da alma. Hoje, experimente soltar as expectativas e as pressões que você coloca sobre os seus próprios ombros. Não é preciso provar nada a ninguém o tempo todo. Permita-se apenas respirar, sentir o ar que renova suas energias e agradecer pela oportunidade de caminhar nesta Terra. A paz real começa quando compreendemos que o nosso maior valor não está no que fazemos, mas no ser de luz que essencialmente somos.
catching lightning
Eles não avisam quando vem.
Você pode passar uma vida inteira olhando para o céu e nunca estar no lugar certo, na hora certa, com os olhos voltados para cima. Pode ouvir trovões de longe, assistir tempestades pela janela, ver o céu se partir em luz durante alguns segundos e ainda assim nunca tocar naquilo. Porque ser atingido por um raio não é apenas difícil. É quase absurdo.
E talvez seja por isso que algumas pessoas parecem tempestades.
Elas chegam sem pedir licença, iluminam alguma coisa dentro da gente que estava há muito tempo no escuro e, quando a gente percebe, já não sabe mais se estava procurando por elas ou se apenas teve a sorte improvável de estar olhando para o céu no instante certo.
Foi assim que algumas histórias começaram.
Não com grandes promessas. Não com a certeza de que durariam para sempre. Às vezes começaram apenas com dois desconhecidos em uma festa aleatória, numa química absurda descobrindo que conseguiam conversar por horas, rir das mesmas coisas, encontrar abrigo um no outro e, sem perceber, transformar dias comuns em lembranças que o tempo teria dificuldade de apagar.
E então veio a parte que ninguém conta nas histórias de amor.
O futuro.
Porque amar alguém enquanto tudo está dando certo é quase fácil. Difícil é continuar acreditando quando a vida começa a colocar quilômetros, silêncio, mudanças e versões diferentes de vocês mesmos no caminho.
É aí que a dança começa.
Não aquela dança perfeita dos filmes, em que ninguém erra o passo e os dois sabem exatamente para onde ir.
A verdadeira.
Aquela em que um avança enquanto o outro hesita.
Em que às vezes alguém pisa no pé.
Em que uma mão se solta por alguns segundos e, ainda assim, existe alguma coisa dentro dos dois procurando o caminho de volta.
Então te pergunto
“Can I have this dance?”
Nunca foi apenas sobre uma dança.
É quase como perguntar
Você ainda segura minha mão mesmo sem saber onde isso termina?
Você ainda confia em mim quando a música muda?
Se eu tropeçar, você fica?
E talvez a resposta mais bonita não seja uma promessa de eternidade.
Talvez seja simplesmente:
eu não sei.
Mas ainda quero dançar.
Porque ninguém sabe.
Ninguém que ama de verdade recebe um mapa mostrando onde aquela história vai terminar. Não existe garantia de que duas pessoas permanecerão iguais enquanto a vida acontece ao redor delas. Não existe contrato contra a distância, contra o tempo, contra os erros ou contra aquilo que cada um ainda precisa aprender sozinho.
Existe apenas a escolha de continuar dando um passo.
Depois outro.
E outro.
Até perceber que, de alguma maneira, os dois já atravessaram uma parte enorme da música.
Talvez por isso encontrar alguém seja tão raro.
Não raro como encontrar alguém bonito.
Não raro como encontrar alguém que goste das mesmas músicas, tenha os mesmos planos ou consiga preencher perfeitamente os espaços vazios.
Raro como um raio.
Porque existem bilhões de pessoas.
Milhares de encontros possíveis.
Centenas de histórias que poderiam ter acontecido.
E, entre todas essas possibilidades, duas pessoas específicas precisam nascer na mesmo época(4 ANOS NÃO É NADA), cruzar os mesmos caminhos, dizer certas palavras, estar disponíveis naquele instante, olhar uma para a outra de determinada maneira e reconhecer alguma coisa que talvez nem saibam explicar.
A probabilidade de ser atingido por um raio é pequena.
Mas menor ainda talvez seja a chance de encontrar alguém que, depois de tudo, ainda consiga fazer você olhar para trás e pensar
“Como é que, entre tanta gente no mundo, foi justamente você?”
E é aí que a história deixa de parecer coincidência.
Não porque o destino tenha garantido um final.
Mas porque algumas pessoas são importantes demais para serem explicadas apenas pela estatística.
Talvez algumas apareçam para ficar.
Talvez outras apareçam para ensinar.
Talvez algumas precisem ir embora para que a gente compreenda o tamanho do espaço que ocupavam.
E talvez existam aquelas histórias que não cabem em nenhuma dessas categorias.
Histórias que terminam sem realmente parecer terminadas.
Que continuam existindo em pequenas coisas: uma música, uma lembrança, uma frase, uma cidade distante, uma noite qualquer em que o passado bate a porta sem avisar, você sabe que eu não mordo, né?
E então a gente entende que o tempo não apaga tudo.
Às vezes ele apenas muda a maneira como carregamos.
Eu não sei onde essa música termina.
Talvez ninguém saiba.
Mas existe alguma beleza em admitir isso.
Porque talvez amar alguém nunca tenha sido sobre saber se chegaremos ao último acorde.
Talvez tenha sido sobre olhar para a pessoa ao lado, estender a mão e perguntar novamente, mesmo depois de tudo:
“Can I have this dance?”
E se ela aceitar, não importa quantos passos já foram errados.
Não importa quantas vezes a música tenha parado.
Não importa quantos quilômetros existam entre um lugar e outro.
A gente começa de novo.
Devagar.
Sem prometer que nunca vamos cair.
Apenas lembrando que, quando duas pessoas realmente querem continuar dançando, elas não precisam conhecer o próximo passo.
Precisam apenas confiar que, quando ele chegar, haverá uma mão esperando pela outra.
E talvez seja isso que torna algumas histórias tão improváveis.
Não o fato de terem acontecido.
Mas o fato de, entre todos os raios que poderiam nunca ter caído, um ter escolhido exatamente aquele pedaço do céu.
O sentimento de apego e de rejeição oriundos da primeira e segunda infância, tornam a vida de muitas pessoas insuportáveis na vida adulta. São raízes que devem ser arrancadas. Caso persista a dor do significante, todos os dias as ramificações deve ser cortadas na CEPA uma por uma até que se olhe no espelho e se possa dizer a si mesma: eu sou tudo aquilo que eu sempre quis ser.
Emília Bôto
Há fases da vida em que o lar, que deveria ser abrigo, transforma-se em tribunal. Não há juízes declarados, mas toda palavra que pronuncio parece já nascer culpada. No casamento e dentro de casa, descubro que o silêncio não é ausência de voz, é defesa. Falo e recebo o contra-ataque; calo e sou acusado de indiferença. Assim, aprendo a arte amarga de medir frases como quem pisa em vidro.
Percebo então que não estou amordaçado por cordas visíveis, mas por expectativas alheias. Cada pessoa carrega sua dor, seu cansaço, sua verdade parcial, e todas colidem no mesmo espaço estreito. O conflito não nasce do que digo, mas do que o outro escuta a partir das próprias feridas. Em casa, a palavra raramente é apenas palavra: ela carrega histórias, frustrações e cobranças antigas.
Nessas fases, amadurecer não é vencer debates, mas compreender limites. Nem toda reação é ataque, nem todo silêncio é covardia. Às vezes, resistir é escolher o momento certo de falar; outras vezes, é reconhecer que não serei entendido agora. Aprendo que liberdade interior não depende de aplauso doméstico, e que dignidade também mora na escuta de si mesmo.
Talvez a maturidade seja isso: aceitar que amar inclui desencontros, e que a minha voz não precisa gritar para existir. Mesmo quando amordaçado por circunstâncias, continuo responsável por não deixar que o silêncio me transforme em alguém que não sou.
TOC Religioso: O Medo que Destrói a Fé
A vida espiritual deveria ser um lugar de paz, esperança e relacionamento com Deus. No entanto, para algumas pessoas, a fé acaba se tornando uma fonte constante de medo, culpa e ansiedade. O chamado TOC religioso é uma manifestação do transtorno obsessivo-compulsivo relacionada à moralidade, ao pecado e às questões espirituais.
Muitas vezes, quem sofre com esse transtorno não percebe o que está enfrentando. A pessoa acredita estar apenas “buscando mais a Deus”, quando, na verdade, vive presa em ciclos de medo, pensamentos intrusivos e compulsões que roubam a liberdade da fé.
A Fé Gerando Medo
«“Porque Deus não nos deu o espírito de temor, mas de fortaleza, e de amor, e de moderação.”
— 2 Timóteo 1:7 (ACF)»
O TOC religioso geralmente se manifesta por meio de pensamentos obsessivos relacionados ao pecado, à condenação, à blasfêmia ou ao medo constante de desagradar a Deus. Esses pensamentos não são desejados, mas surgem repetidamente, causando intensa angústia.
Muitas pessoas passam horas repetindo orações, pedindo perdão inúmeras vezes pelo mesmo assunto ou revisando mentalmente suas atitudes na tentativa de descobrir se pecaram ou não. O problema não está na oração, na fé ou na busca pela santidade, mas no medo extremo e na ansiedade que passam a dominar a relação com Deus.
A fé verdadeira nos aproxima de Deus em amor. O temor bíblico nasce da reverência, da admiração e do reconhecimento da grandeza divina, e não do terror constante nem do desespero para merecer algo de Deus. Quando a vida espiritual se transforma em uma prisão emocional, é importante compreender que pode existir um sofrimento psicológico real, e não simplesmente falta de fé.
A Distorção da Imagem de Deus
«“Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso.”
— Mateus 11:28 (NVI)»
Uma das marcas mais dolorosas do TOC religioso é a culpa exagerada. A pessoa passa a acreditar que nunca é espiritualmente suficiente, que sempre está falhando ou que Deus está constantemente decepcionado com ela.
Essa percepção distorce profundamente a imagem do Pai revelada nas Escrituras. Em vez de enxergar um Deus amoroso, misericordioso e gracioso, a pessoa passa a viver como se Deus fosse apenas severidade e punição.
Reconhecer que não somos merecedores da graça não deve produzir desespero, mas gratidão pelo amor imerecido que Deus nos oferece. Jesus nunca chamou pessoas para viverem escravizadas pelo medo. Pelo contrário, Ele oferece descanso.
A graça não elimina a responsabilidade espiritual, mas nos lembra que nossa relação com Deus não é sustentada pelo desespero de tentar merecer o amor divino, pois esse amor já nos foi demonstrado na cruz.
Muitas pessoas que enfrentam a escrupulosidade — forma pela qual o TOC religioso também é conhecido — acabam se isolando espiritualmente, evitando conteúdos cristãos, cultos ou até mesmo momentos de oração por causa da culpa que sentem. Esse sofrimento pode gerar crises emocionais profundas e até afastamento da própria fé.
Fé e Tratamento
«“E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
— João 8:32 (ACF)»
É importante compreender que o TOC religioso não é uma fraqueza espiritual. Trata-se de um transtorno relacionado à ansiedade que precisa ser tratado com seriedade e cuidado.
Deus capacitou profissionais para atuarem no cuidado da mente e das emoções humanas. Atualmente, abordagens terapêuticas específicas têm apresentado resultados significativos no tratamento do TOC religioso. Além disso, existem diversos conteúdos educativos, palestras, estudos e materiais acessíveis que auxiliam as pessoas a desenvolverem uma relação mais saudável com Deus, baseada no amor e não na culpa.
Buscar ajuda psicológica não significa abandonar a fé. Pelo contrário, cuidar da mente também é uma forma de valorizar a vida que Deus concedeu. O tratamento não busca destruir a espiritualidade da pessoa, mas ajudá-la a viver sua fé de maneira saudável, equilibrada e livre do aprisionamento emocional.
Deus não deseja que Seus filhos vivam dominados pelo medo. O Evangelho aponta para liberdade, graça e transformação. A fé cristã saudável produz arrependimento sincero, crescimento espiritual e transformação de vida, mas também gera descanso, esperança e confiança no amor de Cristo.
Nem todo excesso religioso é sinal de maturidade espiritual. Em muitos casos, existe uma mente cansada, ansiosa e ferida precisando de cuidado. E, em meio a essa realidade, permanece a verdade do Evangelho: Deus não nos chama para viver aprisionados pelo medo, mas para viver em liberdade por meio do Seu amor.
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Sobre o Autor
Ederson Aloisio Dantas Firmino é bispo, psicanalista clínico e educador, com sólida formação nas áreas teológica, educacional e terapêutica. Natural de Teófilo Otoni (MG), nasceu em 12 de agosto de 1976.
Possui Bacharelado em Teologia e Licenciatura em Pedagogia, além de diversas especializações lato sensu, entre elas: Gestão de Recursos Humanos; Supervisão, Orientação, Inspeção e Gestão Escolar; Psicopedagogia Institucional, Clínica e Hospitalar; e Gestão Pública. É Doutor em Psicanálise, área na qual atua com dedicação ao cuidado emocional e ao desenvolvimento humano.
Com ampla experiência no atendimento clínico de crianças e adultos, exerce a psicanálise com foco no equilíbrio emocional, na saúde mental e na formação integral do ser humano. Paralelamente, desenvolve relevante atuação na área educacional, unindo conhecimento pedagógico, sensibilidade terapêutica e liderança ética.
No âmbito religioso, é Bispo Presidente da Igreja Catedral do Avivamento Nova Vida, onde exerce liderança espiritual e ministerial, dedicando-se à formação de líderes, ao ensino da fé cristã e ao acompanhamento pastoral.
Reconhecido por sua comunicação clara, liderança eficaz e elevada inteligência emocional, desenvolve trabalhos voltados à fé, ao autoconhecimento e à transformação de vidas, integrando espiritualidade, educação e saúde emocional.
Seu beijo
Feche os olhos,
pense nisto:
nossa vida se cruzou por um átimo.
Se descruzou por outro átimo...
Seu nome na areia a água do mar apagou.
Seu perfume rapidamente no ar se evaporou...
Suas palavras um clique deletou.
Seu beijo minha boca nunca tocou.
O nosso amor nunca se concretizou.
Sua imagem à minha mente voltar se recusou...
Abra os olhos....
Diga-me quem pode impedir isto?
A dor que em mim ficou...
A saudade que bate à porta...
O futuro incerto à minha frente...
A alma triste que se acamou: está tão doente.
Trilha sonora da minha vida 1983
Sou da geração 14 de setembro de 1983.
Cresci numa época que a música não era apenas som, era companhia, abrigo e memória. As canções tocavam no rádio, nas fitas, nos CDs, e sem perceber, virava parte de quem eu sou.
Cresci ouvindo versos que atravessaram o tempo, melodias que ainda hoje moram no peito como quem nunca foi embora.
Tive a poesia dos Engenheiros do Hawaii, os questionamentos da Banda Legião Urbana, a força do Capital Inicial e a verdade urbana do Charlie Brown Jr.
Tenho e sinto vontade de me expressar sobre o que aprendi sobre sentimentos com Ana Carolina, coragem com Pitty, leveza com Djavan, profundidade com Caetano Veloso, doçura com Vanessa da Mata, esperança com Milton Nascimento e raízes com Chitãozinho & Xororó dentre tantos outros...
As palavras de encontros amorosos, poesias sobre amor do Roberto Carlos, cantei também amores com Marisa Monte e Nando Reis, me emocionei com a voz de Elis Regina, me encantei com a grandeza de Gal Costa e dancei ao som de Jota Quest.
Entre versos intensos de Cazuza e a irreverência de Rita Lee, aprendi que viver é também desafiar o mundo.
Chorei com a alma de Cássia Eller, sorri com Claudinho & Bochecha, refletir com Gabriel O Pensador e celebrei a vida ao som do samba.
Porque teve Arlindo Cruz, teve Zeca Pagodinho, teve Alcione com sua voz gigante e tantos outros extraordinários que fizeram da música uma herança afetiva na minha vida.
Sou da geração que esperava a música tocar no rádio, que decorava letras sem internet que rebobinava fitas e colecionava emoções, ouvia algumas músicas que minha mãe e meus irmãos colocavam em casa quando eu ainda era uma criança e na minha adolescência pude selecionar as que eu mais me identificava.
E quando a memória afetiva me embala ou a saudade bate, eu entendo que não é apenas nostalgia. É gratidão!
Gratidão porque algumas músicas não envelhecem. Elas crescem com a gente.
E quem nasceu em 1983 sabem que a vida passa, os anos correm, mas certas canções seguem eternas e tocando exatamente no mesmo lugar... o coração!
E assim eu sigo como Engenheiros do Hawaii "somos quem podemos ser" e descubro que crescer também é escolha.
Com a Pitty eu chego dizendo e finalizando esse enredo da minha trilha sonora dizendo que "o importante é ser você" num mundo que insiste em moldar pessoas.
Amanhecer
Entardecer
Anoitecer
Com você
O horizonte fica mais belo
A vida tem cor
A comida tem sabor
Você consegue me amar?
Um amor sem medida
Sem adeus nem partida
Desatando os nós
Somos dois em um só
Cada um em familia representa os seus
Rogando a proteção de Deus
Vamos aos céus
Amém.
A vida pulsa, ela anseia por provimentos e movimentos, tudo em equilíbrio e perfeita harmonia, com energia para agir e sinergia para multiplicar. A bem pavimentada e livre de perigos, a tão sonhada e especial "ponte de mão dupla", que se chama dar e receber, esteja ela em fase de projeto, em reformas estruturais ou em observação geografica mais segura para caminhar, voar grandes alturas e naturalmente crescer e evoluir sem sensuras. Porém, livre daqueles que nos empurra para baixo.
Hoje, mesmo só, a viagem nunca será solitária, a solitude é para se redescobrir, longe das rotinas de distrações, essa experiência se transforma em autoconhecimento.
Reza a lenda que existia um pássaro que possuía longa vida, que podia suportar o peso de fardos gigantescos e que tinha a habilidade de, após se pôr em chamas, renascer de suas próprias cinzas ainda mais forte e belo: a fênix!
Ah, a fênix...
Quantas vezes você foi essa fênix? Quantas vezes precisou suportar fardos inimagináveis? Quantas vezes precisou juntar os "cacos" do seu coração, as cinzas de sua vida e se reinventar/ renascer?
Sabe, faça uma retrospectiva de sua vida, o efeito disso é milagroso!
Escreva em um papel como foi sua vida até hoje (conquistas e fracassos). Você vai se surpreender com o quanto foi forte até aqui.
Então perceberá também que desistir nunca foi uma opção. Por isso renasça quantas vezes forem preciso, recomece outras tantas, mas não desista de você, não desista dos seus sonhos, vá sempre um pouquinho mais além. Dê o seu melhor, seja o seu melhor! E nunca se esqueça que, a vida é como um grande espelho que apenas nos devolve, aquilo que estamos mostrando a ela.
Tenham um excelente dia, cheio de força, muita garra para superar os obstáculos e muito amor para refletir por aí
O tempo...
Ahh, o tempo... Esse que é uma das únicas coisas imutáveis da vida precisa ser tratado com carinho, com zelo, com o cuidado necessário.
Quando não se percebe a importância do tempo, quando não se vê que cada segundo que passa não volta mais, a gente acaba tratando a vida de "qualquer jeito".
A gente acaba se preocupando demais que o que não tem importância nenhuma (ou ao menos não deveria), com coisas banais e que em nada contribuem positivamente com nossas vidas.
As vezes, desperdiçamos um tempo precioso nos preocupando com problemas que não São nossos, quando deveríamos estar focados na solução das nossas próprias adversidades. Gastamos muito tempo imaginando possibilidades para tantas coisas e, simplesmente, deixamos de compreender que o ideal é viver cada dia com a intensidade necessária para não nos arrependermos de ter deixado o tempo passar sem tê-lo aproveitado, sem tê-lo valorizado.
Faça uma pequena reflexão e tente verificar em que você tem "gastado" seus dias, em quê tem dedicado essa preciosidade chamada TEMPO. O seu tempo é algo que precisa ser investido e não gasto!
Foque em coisas que vão proporcionar (a você e a outros)boas energias, paz e realizações, o contrário, é apenas perda de tempo
Tudo nessa vida é composto por CICLOS. Há um tempo para o nascer, para o desenvolver/crescer/evoluir e para o terminar. Há também os RENASCIMENTOS (particularmente, acredito muito na força deles, afinal, eles costumam carregar em sua essência um vigor incrivelmente restaurador).
Quais ciclos você tem impedido de deixar nascer, de deixar crescer ou, simplesmente, de deixar "morrer"?
Já pensou sobre isso? Já pensou em fazer algo a respeito?
As vezes, muitas vezes, é nos fins que estão os mais divinos renascimentos. Outras vezes, é nas continuidades forçadas, teimosas, que está o fim.
Ter serenidade e sabedoria para respeitar, compreender, acolher, agradecer e deixar que os ciclos sigam seu curso natural, é fundamental para nossa própria existência, para nossa sobrevivência diante de cada situação.
E quando a gente finalmente compreende isso, fica mais simples, mais leve entender nossa real missão por aqui. E os caminhos certos a seguir, simplesmente começam a surgir.
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