Textos sobre Tempo

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⁠Poeira, Moldura do Teatro Mágico

Se quiser derrubar uma árvore na metade do tempo, passe o dobro do tempo amolando o machado.Se o vento soprar de uma única direção, a árvore crescerá inclinada.
Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou? Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Não carreguei entulho como você, mas me sinto como se tivesse calçado o calçamento da rua, inteira.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los, saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos e sigo o fumo como uma rota própria,gozo num momento sensitivo e competente, a libertação de todas as especulações ea consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
E a coisa mais divina que há no mundo, é viver cada segundo como nunca mais.
Cem mil cérebros se concebem em sonho e gênios como eu,e a história não marcará, nem um.Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,é não ver o futuro que nos convida.
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras. Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,eu era feliz e ninguém estava morto. Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,e a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
Saudade é o inferno dos que perderam,é a dor dos que ficaram para trás,é o gosto de morte na boca dos que continuam.
Que a tristeza te convença que a saudade não compensa e, que a ausência não dá paz. E o verdadeiro amor de quem se ama, tece a mesma antiga trama trêmula, que não se desfaz.

Inserida por samuelfortes

Almirantes Rotineiros

No tempo em que festejavam
Os dias de meus anos⁠
Eu era feliz e ninguém estava morto

Sou hoje um corpo frio
Sou mal amado pela escolha que fiz
Apenas por comodismo e conveniência

Sou tudo que me acostumei
Triste, melancólico, morto na besta vida que me propus ter
Vida sem amor,
Na bobeira que me agarrei por medo

O que eu sou hoje é tempo
Como eu te compreendo como pessoa
Como te amo sendo pessoa

Não, não morremos enquanto memória
Não fui eu que fiz anos, foste tu.
Fácil e bom para escutar

Lindo, difícil de entender
O saber tem seu lugar
Sabedoria é quase tudo

Inserida por samuelfortes

O Caminhar Andrajo

Todo tempo a viver intemporal
Vais saber que " pedradas " ou tareias que levaste
Eram elas ,também do outro lado

Eu que tenho sentido o piscar dos moços do frete,
Eu tenho visto o andar andrajo do peso que carregas
Eu que passeio e vejo no passar do passo o futuro vazio

No descarrilhar de uma linha reta
No encontro de trechos de uma escada espiral
No encontro de cartas que me cobram sem valor

Na cantiga anotada na parede de um muro sem tinta
Na entrada da casa de uma parede sem porta
Na batida do vento do percolar noturno

Vendo passar o castigo do só em algum momento
Vendo ir e bem devagar a folha soprada pelo vento
Vendo no chão a sandalha esquecida por qualquer criança

Assistindo ao chão a briga de qualquer boneco fantasma
Assistindo assim mesmo o deitar do cansado boneco
Assistindo a metade quebrada de todo brinquedo

Passando pela rua daquela casa maldita
Passando por mim em um local poente
Passando por mim a vida vendida na venda

Com vendas nos olhos de um cego tapado
Com marca - passo de um cardíaco romântico
Com a muleta encostada sem nenhum firmamento

Inserida por samuelfortes

Menos Propensos

Baruch Spinoza, um ser pensante, de mente privilegiada, adiante do seu tempo, totalmente livre das amarras impostas pela hipocrisia dos pretensos donos do "saber" e da "verdade" sobre a terra. Hipocrisia que reina e conduz o ser humano desde os seus primórdios.

Inserida por samuelfortes

⁠Longa é a Dor do Pecador

Ano Novo
De novo
Tempo
De
Reflexão

Sem
Violência
Dizer
Não

À opressão
Da truculência
Do
Obscurantismo
Da
Corrupção

Mais
Uma vez
De novo
Dizer
Não

À arrogância
Da onisciência
À pretensão
Da onipresença

À miopia
Da onipotência
Ao pecado
Da omissão

Sim,dizer
Não ao comodismo
Da consentida
Voluntária
Servidão

Breve é a dor do trovador

Inserida por samuelfortes

⁠À Mando e Amando

Amo isso
Amo aquilo
Amo a tudo
Quanto há

Amo
A todos
Todo
O tempo
No almoço
No jantar

Quer
De noite
Quer
De dia
Ao dormir
Ao levantar

Amo tanto
Que esqueci
Até mesmo
O que é
Gostar

Panaceia
Universal
Qualquer
Coisa
É só
Amar

Desgastado
Banalizado
pobrezinho
do amor
já si viu

Ser invocado
Em nome
De causa
Nobre

Com
Ameaça
E rancor

Inserida por samuelfortes

⁠Paulo na Ditadura Freire

Conforme o tempo foi passando, a potência da filosofia freiriana cresceu. Seu prestígio se espalhou pelo mundo. O incômodo só aumentou, e os herdeiros da ditadura continuam o perseguindo.
A ditadura que expulsou Paulo Freire do Brasil em 1964, paradoxalmente, ajudou a espalhar sua pedagogia pelo mundo. Como um lutador de aikidô, Freire usou a energia repressiva do adversário como impulso da sua própria força.

Inserida por samuelfortes

Dramaticidade Onisciente
⁠Mesmo
Na
Dramaticidade
Das
Vicissitudes
Ter sempre
Um tempo

Tempo
De se
Lembrar
Recordar

Olhar
De olhos
Docemente
Cerrados

Mãos
Sobre mãos
Pinicando

Movimentos
Alternados
Pra cima
Pra baixo
Brincando


De
Gavião Pinhé
Um doce
Pra quem
Souber
O que é
Como é

Inserida por samuelfortes

⁠Há algum anacronismo.

Júlio Cesar, nunca foi chamado de Imperador, a seu tempo. Embora se diga que foi o fundador da era imperial de Roma, o nome "imperador" não existia. O que os romanos conheciam era o termo "rei", mas este não era um termo bem quisto, dada a má fama que a era monárquica gozava na era republicana. Júlio César, portanto, se autodenominava o cônsul de Roma, assim como, defensor da república, nunca um rei.

Inserida por samuelfortes

Idoso é Gente


Boa notícia. O pedido de saída às ruas foi atendido, em tempo para evitar mais estresse em casa.

Diante de muitas reclamações de idosos, para poderem circular na cidade até para se exercitar batendo perna. Foi implantado o rodizio de idosos.
Já que o rodízio de veículos está suspenso foi adotado, também o rodízio de idoso.
Já está valendo amanhã.
É bem simples e uniforme, mas não vai precisar usar roupa esportiva só boné e bengala, quem precisa.
A regra e com final um e dois da data de nascimento, devendo obedecer par e ímpar para andar na calçada e evitar correria e trombada.
Vamos à luta que idoso também é gente que já fez gente e muita gente que não é gente e se esquece da gente.

Inserida por samuelfortes

Questão de Tempo


⁠Andam circulando críticas sobre os aumentos da carne e outros produtos. Acham que é algo negativo. Não! Nós subimos o preço da carne para zelar pelo bem comum. Quais seriam as vantagens? a) preparação da quaresma e estímulo à espiritualidade geral; b) preservação do peristaltismo intestinal do consumidor ingerindo mais fibras; c) combate ao excesso de ácido úrico e da gota; d) reforço de vitaminas. É um indicativo para todos ficarem mais saudáveis. Assim também fizemos com o aumento dos combustíveis: queremos todo mundo andando mais e emagrecendo de forma saudável. Aguardem: em breve tomaremos mais medidas pelo bem de todos. Aproveitem.

Inserida por samuelfortes

⁠Processos e Minutas


Como passou depressa o tempo
Como mudou a poesia
Uma gota de chuva
A mais,e o ventre grávido
Estremeceu a terra.

Depois foi só. O amor era mais nada
Sentiu-se pobre e triste como Jó
Um cão, sarnento e de rua
Mas não de todas as ruas

Veio lamber-lhe a mão
Espantado, parou.
Depois foi só

Inserida por samuelfortes

⁠Tempo Duro e Pedra Mole

⁠De uma religião universal que só os homens não têm, fui feliz porque não pedi coisa nenhuma, não procurei achar nada, nem achei que houvesse mais explicação.
Meu DNA é biológico e não virtual, portanto faço questão de ativar a minha massa cefálica toda vez que vou usar o meu teclado, principalmente numa rede social.
Talvez a palavra explicação não ter sentido nenhum, porque a não compreensão de um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação.
Mesmo que os meus versos nunca sejam impressos, ele lacram as suas belezas se forem belos, mas eles não podem serem belos e ficar por imprimir, porque as raízes podem estar por baixo da terra, mas as suas flores e folhas florescem ao ar livre e à vista, tem que ser assim por força e nada pode impedir. Os fenômenos humanos são biológicos em suas raízes, sociais em seus fins e mentais em seus meios. O que é o tempo? Quando quero explicá-lo não acho explicação. Se o passado é o que eu, do presente, lembro, e o futuro é o que eu, do presente, antecipo, não seria mais certo dizer que o tempo é só o presente? Mas quanto dura o presente?
Meu relógio biológico não tem ponteiros, por isso não tenho pressa para envelhecer.

Inserida por samuelfortes

Assimetrias Insondáveis

Deu
De sonhar

Rodopiar
No tempo

Nem lá
Nem cá

Deixar
Se levar

Rodopiar
Sonhando

Sonhar
Rodopiando

Nada
Previamente
Precisamente
Determinável

Nem lá
Nem cá

Discretamente
Analógico

O instigante
Das assimetrias

Nada
Lógico

Inserida por samuelfortes

⁠O Espaço e o Tempo


Se o tempo
Parece pouco

Eternize
O segundo

Em
Hora incerta
De
Incerto dia

Subindo
A
Rua Direita

Na
Praça Tiradentes...

Inacreditável!

Estátuas
Descidas
Dos
Monumentos

Conversavam
Inesgotável

De que segredos soubeste
Suspenso na crista agreste
Do imenso abismo sem meta

Inserida por samuelfortes

⁠Serventes do Tempo


Estou sempre de branco
Por toda a rua cinzenta

Relógios, paredes
Se quebram com o tempo

Prisioneiro de mim mesmo
Agregam-me os fatos

Relógios paredes me travam no tempo
Eu faço e desfaço-me
Pois sou o meu dom

E se querem saber o que fazem
Dos erros

Autores do tempo
Inventam seus tons

Os dois hemisférios comprazem enredos
Intensos abraços e eterna intenção

Da pele do pêlo dos nervos do elo
O logos do louco da lógica ao chão

Da simples pureza que se perde ao tempo
Do mero cansaço
Talvez solidão

Por entre os silêncios se dê um jeito
E
Do eterno e interno selvagem

Salve o lado bom

Inserida por samuelfortes

Novelo

Por aqui
Chegou
Faz tempo

Para traz
Deixou
Coisas

Por aqui
Juntou
Tem juntado
Coisas

Ave
De arribação
De sonhos

Memórias eternas
De algo que se juntou

Menininho

Por aqui
Chegou
Foi ficando
Ficou

E

Juntou
O
Juntado

E se foi
Voou
Para dentro

Inserida por samuelfortes

Você & Sítio

Na quietude do sítio
Onde o tempo
Se curva
À melodia da natureza

A alma encontra
A sinfonia da terra

E o espírito se eleva
Na dança cósmica
De sua existência


"Na quietude do sítio, onde o tempo se curva à melodia da natureza, a alma encontra a sinfonia da terra e o espírito se eleva na dança cósmica da existência."

Inserida por samuelfortes

⁠No Real

O encanto
Da coisa
Sonhada

Viajar
À toda
No tempo
No espaço

Perceber
Em sua
Singeleza
Primitiva

O verdadeiro
Sentimento
Da
Existência

No real
A busca
Incessante

A miragem
Do oásis
No deserto

A fé
Naquilo
Que não se vê

A esperança
Que nos
Mantém vivos

No real
A dor
Alegria

O ódio
O amor

A vida
Em sua
Dualidade

No real
O medo
A coragem

A sombra
A luz

O eterno
Conflito

No real
A saudade
O presente

O passado
O futuro

A roda
Do tempo

No real
O sonho
A vigília

A fantasia
A realidade

A linha
Tênue

No real
O encontro
O desencontro

O abraço
O adeus

A dança
Da vida

No real
O silêncio
A palavra

O vazio
O infinito

O mistério
Da criação

No real
A busca
Continua

A miragem
Se afasta

A fé
Vacila

A esperança
Se esvai

No real
A dor
Aumenta

O ódio
Cresce

A vida
Se complica

No real
O medo
Paralisa

A sombra
Aterroriza

O conflito
Persiste

No real
A saudade
Aperta

O presente
Escorre

O passado
Assombra

No real
O sonho
Desaparece

A fantasia
Se desfaz

A linha
Se rompe

No real
O encontro
Se perde

O abraço
Se desfaz

A dança
Cessa

No real
O silêncio
Ensurdece

O vazio
Aterroriza

O mistério
Se aprofunda

No real
A busca
Se intensifica

A miragem
Se revela

A fé
Renasce

A esperança
Se reacende

No real
A dor
Diminui

O ódio
Se dissipa

A vida
Se simplifica

No real
O medo
Se enfrenta

A sombra
Se dissipa

O conflito
Se resolve

No real
A saudade
Se transforma

O presente
Se aproveita

O passado
Se aprende

No real
O sonho
Se reconstrói

A fantasia
Se reinventa

A linha
Se fortalece

No real
O encontro
Se realiza

O abraço
Se perpetua

A dança
Continua

No real
O silêncio
Se preenche

O vazio
Se completa

O mistério
Se desvenda

No real
A vida
Se revela

Em sua
Essência
Divina

Inserida por samuelfortes

⁠O Tédio e o Labirinto

O tédio é um labirinto silencioso,
Onde o tempo se arrasta, lento e espesso
Nas paredes do vazio, ecoam passos
De uma alma que busca, inquieta, o repouso

É espelho que reflete a inquietude
A vacuidade que invade a quietude
Mas, no fundo do abismo, há uma luz
Um convite à transcendência, uma cruz

Pois o tédio, mestre disfarçado
Nos leva ao cerne do não revelado
Nas profundezas do existir
A epifania que desvela o véu do precipício

Inserida por samuelfortes