Textos sobre Tempo
O ECO DO VILAREJO
(Fragmentos de um tempo de Outrora)
E a flor se abriu em rosa ao longe, muito longe, ao som do realejo. Anjos do vento trouxeram-me os sonhos que deixei em tempos de outrora naquele vilarejo. Desperto e o que vejo, apenas o rastro do que foi, uma memória que flutua na fresta da janela: que são as pétalas encurvadas dançando com o vento.
Lu Lena / 2026
CONTROVÉRSIA DA LUCIDEZ
(À deriva no tempo)
Estamos lúcidos quanto à vida que nos foi destinada, mas a aceitação da mesma perdeu-se de tal forma que, às vezes, não sabemos o caminho de volta. Ficamos estagnados no tempo, como se lançássemos a âncora em alto-mar, sem saber em que solo ela irá prender.
Lu Lena / 2026
A ARQUITETURA DO TEMPO
(Encontrando-se no silêncio do agora)
Nem sempre o que não deu certo antes é o fim da linha. Muitas vezes, é a culpa do passado que dita nossa perspectiva de vida e alimenta a ansiedade de hoje. O antes e o depois estão mais conectados do que imaginamos, pois essa incerteza é o que nos torna vulneráveis na expectativa do amanhã.
Vivemos habituados ao isolamento da ausência de ontem e nos acostumamos com nossa própria presença, que se reconhece no silêncio do agora.
Lu Lena | 2026
O PESO DO SUSPIRO
(Na esperança do amanhã)
Houve um tempo em que o peito vivia apertado como pedra. Qualquer decepção virava eco; qualquer injustiça era um tambor batendo forte no meu coração. Eu queria que o mundo ouvisse a minha indignação, que o outro entendesse a minha dor na mesma voltagem em que eu a sentia.
Eram os meus gritos abafados — aqueles que a gente engole no jantar, que guarda sob o travesseiro, quando as lágrimas se misturam com a água do chuveiro ou com a chuva lá fora. É nesse instante que o silêncio grita, a voz trava nas cordas vocais... e o que resta é apenas um suspiro profundo, que faz a alma levitar e sair da matéria.
Mas o tempo trouxe consigo uma espécie de cansaço vago e silencioso; as cordas vocais da alma parecem agora preferir o repouso. A gente percebe que gritar, mesmo que para dentro, ainda gasta uma energia flutuante que o corpo agora pede para outras coisas: para o café da manhã sem pressa, para o livro que finalmente faz sentido, para o olhar que compreende sem precisar de legenda.
Com o envelhecer, a maturidade nos ensina que o que antes era um vulcão contido vira brisa. Os silêncios deixam de ser prisões e passam a ser refúgios. Não é que a dor sumiu; é apenas que a urgência de ser compreendida foi substituída pela paz de se compreender e de se aceitar.
Hoje, quando algo aperta o coração, eu não busco mais o grito. Eu busco o fôlego. Quero apenas que aquele nó na garganta se desfaça em um suspiro longo, que saia pelos lábios e se misture ao vento. Porque o suspiro não exige resposta, não pede plateia e não carrega o peso da explicação. Ele é, simplesmente, a alma fazendo as pazes com o que não posso mais mudar, apenas aceitar.
O suspiro é o som da liberdade de quem já não precisa mais provar nada a ninguém — nem a si mesmo. Pois o que a gente mais quer é que nossos gritos abafados, em nossos silêncios, apenas suspirem.
Lu Lena / 2026
Não aguento mais!
Na televisão é coronavirus, Covid-19 o tempo todo!
A Globo não mostra outra coisa!.
Se você não aguenta mais ver na televisão, imagina contrair e depois ter que disputar atendimento ou espaço em UTI na saúde pública!
Segundo o representante da moral e bons costumes, 70% vai contrair e pronto!
E alguns irão morrer, Ou muitos E DAI??
A Força das Delicadezas
Visto a armadura moldada no tempo,
mas trago nos olhos a paz do jardim.
Nas grandes batalhas de cada momento,
o vento que sopra não manda em mim.
Busco força onde dizem que não existe,
tiro dos poços a água mais pura.
Se o mundo lá fora se mostra tão triste,
meu peito responde com luz e ternura.
Busco sorrisos em meio às lágrimas,
faço do pranto o meu recomeço.
Escrevo a história em douradas páginas,
pois sei o valor que a vitória tem preço.
Tenho esperança, bem no fim do túnel,
uma centelha que o medo não apaga.
O tempo dos homens pode ser rústico,
mas a fé que eu carrego acolhe e afaga.
Levanto, ainda que seja para cair de novo,
as minhas cicatrizes são feitas de ouro.
Não temo a poeira, o fogo ou o povo,
pois levantar-se é o maior tesouro.
Amo, inclusive aqueles que me odeiam,
pois o ódio é fraqueza, e o amor é poder.
Que as pedras jogadas jamais me fream,
meu dom mais bonito é saber acolher.
Podem pensar que há ingenuidade
neste meu jeito de olhar a vida...
Mas é com pureza e com verdade
que curo a alma que foi ferida.
Não passo por cima, não quebro o afeto,
é na mansidão que o império se faz.
Assim vou moldando o meu próprio teto,
conquistando os meus sonhos, blindada de paz.
----------------- Eliana Angel Wolf
JESUS ENXUGA AS LÁGRIMAS
Existe uma vida que passa,
vida que no tempo se vai.
Existe, no olhar de alguém,
a dor de uma lágrima que cai.
Existe no ar uma força
que de Deus quer nos separar;
existe também confiança
de que a vitória certa está.
Jesus enxuga as lágrimas, presente está.
Transforma em sorriso
a dor que nos faz chorar.
Jesus enxuga as lágrimas, presente está.
Transforma em sorriso
a dor que nos faz chorar.
Existe o pecado que mata
e que faz a alma chorar.
Existe um peso que aplaca,
que nos impede de caminhar.
Existe no ar uma força
que de Deus quer nos separar;
existe também confiança
de que a vitória certa está.
Mesmo em meio à dor,
Jesus conosco está.
O pranto pode durar uma noite,
mas a alegria virá.
Quando as forças se acabam
e o coração quer parar,
Sua mão nos sustenta
e nos ensina a confiar.
Jesus enxuga as lágrimas, presente está.
Transforma em sorriso
a dor que nos faz chorar.
Jesus enxuga as lágrimas, presente está.
Transforma em sorriso
a dor que nos faz chorar.
Cícero Marcos
AROMAS DE MAIO
Todo vestido de amarelo
Enfeita ruas e avenidas
Florindo o tempo
Maio é o mais tão singelo.
Ainda na alvorada
A alegria enfeita o dia
O céu fica colorido
Com a linda passarada.
Mês das novenas de Maria
Das noivas e das mães
Mês que traz harmonia.
Que nos abençoe Nossa Senhora
Que a nossa esperança
Nunca vá embora.
Irá Rodrigues
Maio 2026
O tempo está passando na minha frente,
sem me pedir permissão ou desculpas,
e ainda assim...
eu não o recebo com revolta.
Porque apesar das perdas,
das marcas,
das despedidas silenciosas
e das estações que ele levou de mim,
foi o próprio tempo
quem também me ensinou
a suportar tempestades,
a amadurecer raízes,
a reconhecer o valor do instante
e a transformar dor em consciência.
Então, enquanto ele atravessa meu rosto,
meus dias e a minha história,
eu o olho nos olhos
e digo:
- Obrigada!
✍@MiriamDaCosta
O tempo é escoamento do real momento da vida
Se existimos em algum ponto crucial da história respiramos o instante da eternidade.
Nossos pensamentos são fragmentos na memória sanguínea.
Então estamos ligados pela eras de experiências na existência so quando temos essa experiência relembrada temos o ar mais profundo de nossos ancestrais...
Cuidando de você
Já faz tanto tempo,
mas, você ainda está aqui e me sinto bem regando e cuidando de você,
Éramos dois, um carro, uma moto, nosso boleto do apartamento, o nosso amado cachorro e o infinito,
O que um dia já foi ferida dolorosa, virou cicatriz, com o tempo virou adubo, agora é uma árvore que não para de crescer em direção ao céu.
Faça agora o que o coração te pede,
não empurre a vida para depois.
O tempo é breve, escorre entre os dedos,
e o amanhã não faz promessas a ninguém.
Se for amar, ame hoje.
Se for falar, fale agora.
Se for recomeçar, dê o primeiro passo…
porque o depois, às vezes, nunca vem.
Helaine machado
Flamengo
No peito rubro-negro arde o destino,
um grito antigo ecoa no Maracanã,
como se o tempo parasse no hino
e a noite virasse manhã.
É chama que não se apaga,
é sangue que sabe vencer,
quando a multidão se propaga
e o mundo aprende a tremer.
Nas ondas de preto e vermelho,
nas ruas, no ar, no olhar,
Flamengo é espelho
de quem nasceu pra lutar.
Se cai, levanta mais forte,
se chora, aprende a sorrir,
tem fé que desafia a morte
e um jeito próprio de ir.
Porque não é só time ou bandeira,
é paixão que não tem fim:
Flamengo é vida inteira
batendo dentro de mim.
Helaine dos Machado
O tempo é um relógio que não para,
mesmo quando a alma pede pausa.
Ele segue, firme, marcando ausências,
levando embora o que não volta mais.
Mas também traz novos começos,
mesmo quando o coração duvida.
Porque o tempo não é só partida—
é, também, a chance de recomeçar.
Helaine Machado
Tempo Moleque
Um menino atrevido, impiedoso, jamais nos espera.
Seu tic-tac corta a vida como lâmina afiada,
um compasso que não retorna,
arrasta dia e noite sem pedir licença,
e ri de nossa impotência.
Brinca de nos surpreender,
adora novidades;
por instantes parece parar —
mas é uma armadilha,
uma ilusão que nos faz acreditar que dominamos.
Segundos e minutos escorrem como areia entre os dedos;
tentamos congelá-lo em uma fotografia,
mas ele escapa, zombando,
e nada jamais será o mesmo.
Passa, passa, e nos deixa vazios,
restando apenas lembranças que ardem.
Esse moleque cruel pinta e borda nossas vidas,
sem medir consequências, sem pedir perdão.
Nada detém o seu riso impiedoso:
o tempo moleque, tirano invisível,
faz de nós simples humanos
seu brinquedo favorito.
Helaine Machado
Quanto mais o tempo passa mais eu tenho certeza de que não adianta de nada ter somente dinheiro, é preciso e muito ter VISÃO!
Eu só peço a Deus que as coisas se consertem o mais depressa possível, pois já não é suportável ver as rugas causadas pelo sol forte, as mãos calejadas de tanto esforço, as veias inchadas de tanto carregar peso, e os filhos que fingem não ver NADA! Oh Deus, que eu possa enfim dar um pouco de descanso para minha MÃE. Tanto que ela já suportou por NÓS e ainda SUPORTA...
No Silêncio da Lua e da Flecha
Na mata onde o tempo dorme,
Oxóssi vigia com olhos de caça,
Arco tenso, flecha firme,
Respira o segredo que a floresta abraça.
A lua derrama prata no rio,
Que serpenteia entre raízes e sombras,
E ali, na beira, com cuia e calma,
Uma filha da terra recolhe as ondas.
Seu gesto é antigo como o vento,
Seu silêncio, um canto sem som,
Ela sabe que a água tem memória,
E que a noite é mais do que escuridão.
No espelho do rio, uma lótus se abre,
Como se o mundo respirasse em flor,
Oxóssi observa, sem romper o instante,
Guardião da vida, do saber e do amor.
Entre flechas e folhas, entre lua e mulher,
A floresta sussurra o que não se vê:
Que o sagrado vive onde há respeito,
E que o espírito dança onde há fé.
Confiança
Confidere
Quatro meses, e o tempo nos molda em silêncio.
Você e eu — nossos desertos e nossas sobremesas.
Você é o sal, eu sou o açúcar.
Sou lágrimas, e seus olhos, cor de mel, me enxergam além da dor.
Ancestralidade nos chama.
Você chegou, as plantas vieram contigo, e com elas, nosso legado floresceu.
Minha mãe tem cabelo de algodão-doce cansado,
daquele que o tempo foi soprando devagar…
e mesmo assim ainda adoça o dia de quem chega perto.
O rosto dela é estrada de barro batido,
listrado pelas chuvas que já enfrentou…
mas firme, como quem nunca saiu do lugar que ama.
O café dela nunca é só café,
é colher batendo na xícara marcando o tempo…
como relógio simples ensinando a vida a não parar.
Minha mãe mexe o açúcar devagar,
como quem tenta adoçar o mundo…
sem fazer barulho pra não assustar a dor.
Ela é dessas que conversa com planta,
e jura que o sabiá responde…
porque quem tem fé entende até o silêncio cantar.
Minha mãe é livro que não pode empoeirar,
porque cada página esquecida…
é um pedaço da gente que deixa de existir.
Saudade dela não é ausência,
é presença que não cabe no abraço…
e por isso transborda pelos olhos.
Tem dia que ela é rede na varanda,
balançando entre o cansaço e a fé…
sem nunca deixar ninguém cair.
Se um dia ela for embora,
vai ficar espalhada nas pequenas coisas…
no barulho da colher, no canto do sabiá, no balanço de uma rede.
É assustador ser complemento forçado de um tempo em que o amor parece ser o inimigo. Promessas e feitos com o mesmo peso do que é material descartável ou produto com validade prolongada. Um mundo que automaticamente se conclui, se desfaz e refaz com a mesma "virtude". Um mundo com pessoas ocas que escolhem e produzem o mesmo.
Que ao invés de plantarem árvores, constroem mais e mais prédios. Mas eu sou a favor do progresso... Só que as pessoas esqueceram de progredir muito mais com o que nos alimenta. Um tempo em que deixamos de preservar a natureza, para preservar cimento e cal, este é um tempo em que estamos promovendo apenas o fim, que se acomoda muito bem na tal da ordem e progresso.
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