Textos sobre Olhar
Em ti
Em ti ,quero pousar
Observar o teu olhar
Despertas em mim
Versos de encantar
Vou declamá-los
Por ti declará-los sem mesmo pensar
Suavemente vou sentir
Seu corpo reagir ao meu toque
Como fossem notas de um piano
Que em minha pele ira dedilhar
Meu sorriso te observar
Meu verso a te declarar
Inexplicavelmente e nem a mim sei explicar
O quanto te desejo no ensejo de te amar
Eu te escrevo porque não consigo te olhar nos olhos pra dizer tudo isso. Não porque falte coragem, mas porque me conheço — eu desmoronaria no primeiro segundo. E talvez você nem notasse, porque sempre teve esse jeito contido, quase blindado. Então, eu escolho escrever. Escolho esse caminho porque é o único que consigo agora pra me despedir de você.
Durante o tempo que permanecemos juntos tentei construir um vínculo. Me dediquei de verdade. Fui inteiro, mesmo quando tudo à minha volta dizia pra ser metade. Mas a gente só constrói quando há alguém disposto a abrir a porta, nem que seja só um pouquinho. Você nunca abriu. E eu fiquei do lado de fora, imaginando como seria lá dentro. Tentando entrar por frestas que talvez nunca tenham existido.
Quando você, enfim, disse que estava pronto, a vida me colocou na posição de ter que contar algo delicado, algo meu, íntimo. Eu fui honesto, entretanto, percebi que isso mexeu com você, talvez mais do que você conseguiu me mostrar. Senti você se afastando. Não só fisicamente — mas afetivamente. Como se alguma parte de você tivesse se fechado de vez.
A gente nunca teve um namoro. Tivemos um caso, como dizem. Mas pra mim nunca foi só isso. E é exatamente por isso que agora está doendo tanto. Eu estou sentindo sua ausência, sua distância, esse silêncio que se prolonga e vai criando um vazio entre nós. E talvez esse vazio seja a sua forma de dizer, sem palavras, que não dá mais. Que eu devo ir. E tudo bem. Só que dessa vez, eu quero ir de outra forma.
Não quero bloqueios, apagar os históricos ou fingir que você nunca existiu. Não há motivo pra isso. A gente pode se despedir sem repetir dores antigas, sem apagar o que foi bonito. Vai doer, claro. Como todo fim. Mas talvez essa dor tenha um sabor mais estranho, porque você foi o meu quase.
E o quase dói de um jeito diferente. Porque o quase é aquela linha tênue entre o sonho e a realidade. Ele deixa a gente preso num "e se?". E se tivesse dado certo? E se ele tivesse ficado? E se eu tivesse sido escolhido? O quase é um buraco aberto onde a gente fica tentando encontrar respostas que talvez nunca venham. Mas faz parte. Faz parte ir, mesmo com o quase pesando no peito.
A verdade, é que pra qualquer coisa dar certo, os dois precisam querer. Os dois precisam estar abertos pra se escolherem todos os dias. E eu não posso mais ficar tentando ser escolhido por alguém que não me vê como possibilidade real.
No fim das contas, a gente sobrevive a tudo — até aos quase amores. E se tem uma coisa que eu levo daqui, é a certeza de que fui sincero. Que tentei. Que me permiti sentir.
Eu nunca fui enganado. Não naquilo que realmente importa: o sentimento. Está tudo bem. Eu entendi.
E do fundo do coração, eu desejo que você encontre um amor que te remexa todo. Que te tire do eixo — mas só pelo lado bom. Eu tentei ser esse amor. Aquele que acolhe sem quebrar nada por dentro. Mas sei, agora, que talvez esse jeito não tenha sido o suficiente pra você.
E tudo bem também.
Porque talvez, filosoficamente falando, o mais cruel não seja ser rejeitado... é nunca ter sido sequer considerado a possibilidade de ter sido sua melhor escolha.
Óh! madrugada de ilusões santíssima, que faz com que seu olhar pareça mais um suave mistério amoroso.
Óh! madrugada dos meus ideais sagrados, que faz eu te querer por algo que vicia.
Sob tortura das indecências da paixão, queria eu, aos céus, inverdades jurar.
Mas meu amor é de apego fino e sagrado, que só quer fazer de você, meu anjo profano, meu demo alado.
(Madrugada de Inverno de 2019)
O Peso do Egoísmo
São nas pequenas coisas que o véu se desfaz,
onde o egoísmo pisa sem olhar para trás.
Passa por cima sem medo ou pudor,
fazendo-se vítima, negando o rancor.
Aponta dedos, distorce a verdade,
vira o jogo com falsa bondade.
Na ânsia de sempre levar vantagem,
deixa para trás amor e coragem.
Mas quem só toma e nunca oferta,
segue sozinho, porta entreaberta.
Pois no fim, ao perder sem saber,
é o próprio ego que vai perecer.
O Peso do Egoísmo
No olhar desviado, no gesto apressado,
nas palavras doces de tom calculado.
O egoísmo anda leve, quase invisível,
mas deixa um rastro frio, irreversível.
Faz-se de vítima, veste-se de certo,
muda o enredo, distorce o concreto.
No fim, quem só pensa em se aproveitar
descobre que nada lhe resta a guardar.
Porque quem toma e nunca oferta
um dia se vê de porta aberta,
sozinho, no eco do próprio querer,
sem nada para perder… ou viver.
O Caipira Raiz e o Jacu Enfeitado
Na beira da cerca, com um palito no dente e a paz no olhar,
tá o caipira de verdade, aquele que pensa antes de falar.
Com dois ditado ele desmonta um diploma,
e com um silêncio ele humilha quem faz drama.
Mas não demora muito, chega ele...
O tal do jacu metido, de celular com capinha de strass,
bota brilhando, camisa colada,
parecendo cantor sertanejo... que foi demitido em Goiás.
Chega falando grosso,
palavra em inglês, sotaque de novela,
mas tropeça no português
e chama “cuscuz” de “massa amarela”.
Diz que entende de tudo: agro, clima e até NFT,
mas se perder o sinal do Wi-Fi,
não sabe nem onde fica o pé.
Se acha “moderno da roça”,
fala que é do agro business,
mas confunde adubo com fermento
e acha que boi dá leite com fitness.
Já o caipira de respeito,
coça o queixo e só observa:
“Esse aí é tipo assombração…
aparece, faz barulho e não serve pra reserva.”
O jacu compra trator sem saber dirigir,
grava vídeo colhendo milho de boné pra trás,
e ainda manda:
“Galeraaa, esse é meu lifestyle, sou raiz demais!”
Raiz? De quê? De samambaia de plástico?
Nunca arrancou um mato, nunca levou coice de burro...
Só vive de selfie no campo,
igual criança em zoológico: acha tudo ‘estranho e sujo’.
E o caipira de verdade ri, mas é por dentro.
Porque ele sabe:
quanto mais o jacu fala,
mais o mundo vê que é só vento.
Moral do mato:
Jacu com internet acha que é influenciador,
mas é só um papagaio com 4G,
falando grosso e pensando menor.
A única contemplação que me é permitida incondicionalmente, é olhar para dentro de mim mesmo e vislumbrar o meu autêntico EU.
É conferir meus maiores anseios e desejos, é olhar de frente para o meu âmago e contentar-me com a minha realidade enterrada no recôndito da alma.
Somente lá, eu existo em toda a minha plenitude e ninguém poderá tirar isso de mim. Lá estará a verdadeira essência de quem sou, sem que precise ser adaptável ao mundo que me cerca.
Lá eu existo.
"Tão Diferente: O Olhar de Cristo Versus o Mundo" - Vinicius M. Tito
A forma como Cristo enxerga você não é a mesma como o mundo enxerga você. Não confunda o olhar mundano com o olhar de Cristo. Cristo enxerga seu coração, enquanto o mundo enxerga apenas sua aparência.
"Porque o Senhor não vê como o homem: o homem vê a aparência, mas o Senhor vê o coração." - 1 Samuel 16:7
Por: Vinicius Monteiro Tito
Cântico do teu Olhar
No olhar do meu amado oculto...
há um cântico de mistério
Tem a cor e o doce do caramelo
o belo da gema crua do âmbar
possui um elo com paraíso
sei quê ou sei lá...
No olhar do meu amado
há flor de avelã mutante
Um côncavo contornado
num fundo dourado um diamante
Em cada pupila um doce favo de mel
Cintilantes leio seu elã em poemas
do tamanho do céu escrito à mar
No olhar do meu amado oculto...
O segredo adjunto é tântrico
Um beijo no olhar mais romântico.
Tenho muita retração confesso!
Por gente enigmática, de olhar obscuro,
Ar intransigente, olhar adiáfano que despe a gente.
Tenho páura da obsessão, do embonecamento,
Do poder exagerado de quem vive de passado.
Tenho é muita repulsa por quem usa desculpas,
O tempo todo como um jogo de tabuleiro,
Se esconde atrás dos frondes e têm cartas na manga.
Não me merece e nem faz por onde,
Tenho receio de quem usa, ardio e outros meios,
Pra sedução, usa sunga, ousa tanga,
Troca muambas, bugigangas e mais
Pousa sobre as pedras feitos lagartos de fogo,
Ou escorpião, com agulhão ventoso, venenoso.
Entro em retraimento, ante tudo isso,
Entrego para o vento os feitiços,
Agrego o pavor do amor falso e todo tipo de vícios.
incendeia, queima, acende.
ouvi dizer que nem o sol é tão quente quanto seu olhar
e que a tua luz nem se aproxima daquele cintilar.
deixa o teu corpo esquentar,
sentir o calor, energizar.
o seu poder nunca vai acabar.
o tempo não apaga suas marcas,
suas fases não mudam nada
mas sei que um dia, você há de esfriar
e se perder para me (in)felicitar.
ah, te amar...
é como te procurar na luz do luar
sem esperança alguma de achar.
enxergo dentro de ti, um olhar penetrante
que cerca, vai avante.
onde se sente em casa deixando livre a sua alma.
se joga, se liberta.
espalha teu calor, o amargo sabor do teu corpo em chamas.
o interior exala um aroma alcóolico
o exterior é combustão.
soube aproveitar a costela de adão.
na fumaça do teu fogo
já não consigo mais respirar,
me prende para depois não saber soltar.
entenda, você não sabe amar outro alguém.
foi como virar um hospedeiro de sua lesma,
um dia você vai entender quando te disse
que você só sabe amar você mesma.
"Eu, Marcos e Míriam"
Oi
É bom te ver
E ler no seu olhar
O sorriso ao me ver
Nos abraçar
Pegar em sua mão
E dizer; como vai
Como você está
Tudo bem
E a gente começa a conversar
Contar um pouco sobre cada um de nós
Abrindo os corações
Falar das decisões
Viver a harmonia
E toda vida
Respeitando as opiniões
Oi
É bom te ver...
(Nepom Ridna)
Mais além
É ir em frente sem olhar a quem
Mais além
É resistir a todos e tudo que vem
Mais além
É persistir sem medo de ninguém.
Mais além
É resistir aos vendavais e ao fomento
É persistir a todo sofrimento,
Porque depois deste mal que já não aguento
Vem o meu dia de alento...
Ah! Esse calor que se sente
É às vezes um arrepio demente
Que faz o olhar infinito.
Sem pressa na ocasião
Aprazível sensação
Absolutamente perdido
Nos jardins esquecidos.
Não existem os astros
As cores e o espaço
Doa-se totalmente
À ação do desconhecido
Apêndice do desejo.
Amor é o orgulho sem censura
E tão somente
Amamos a nós mesmos.
O silêncio que esconde
Há perigo no silêncio,
na fala que nunca cresce,
no olhar que se acomoda,
no sim que nunca desce.
A mansidão disfarça o vago,
um abismo oculto e frio,
onde a voz não faz eco
e o coração é vazio.
Aceitar o tudo sem luta,
sem sequer respirar o não,
é como caminhar nas sombras
sem saber a direção.
Quem nunca levanta a voz
nem questiona o caminho,
talvez se perca na ausência
ou se esvazie sozinho.
Medo me dá essa calma,
essa paz sem fundação,
pois no fundo do silêncio
mora a sombra da omissão.
Matemática e a estatística (ciência de dados)
Um olhar desprevenido para a simplicidade do saber
A matemática e a estatística são como mapas bem desenhados: quando temos as direções corretas, o caminho se torna claro e intuitivo. O que muitas vezes assusta não está na complexidade dos números, mas na falta de quem os apresente com a devida clareza. O medo nasce da cegueira de quem ensina sem preparar o olhar do aluno para enxergar os padrões, a lógica e a beleza que permeiam cada fórmula e cada dado. Com explicações bem construídas e exemplos próximos da realidade, a matemática e a estatística se revelam tão naturais quanto a própria vida, porque, no fundo, elas nada mais são do que a tradução dos fenômenos que nos cercam.
Um olhar além do desejo...
Precisamos olhar além daquilo que desejamos, muitas vezes nosso desejo pode ser superior as nossas expectativas e com isso talvez nos faça sofrer, bem como, existe a possibilidade de um desejo realizado, não podermos dominar nosso egoismo que certamente nos levara a destruição de nossos sonhos e valores....
Devemos ter cuidado com o que desejamos, sempre....
nene policia
**"Entre o Silêncio e a Decisão"**
**(Verso 1)**
Aquela noite começou com um olhar,
Uma palavra errada foi o que bastou pra machucar.
O tom subiu, ninguém quis recuar,
E agora o silêncio é tudo o que sobrou pra eu escutar.
**(Verso 2)**
Eu sei que errei, talvez você também,
Mas esse orgulho só aumenta o que nos faz refém.
Tento ligar, tento pedir perdão,
Mas você não responde, e me deixa na escuridão.
**(Ponte)**
Me diz, vai ser assim?
Ou vai voltar pra mim?
Não me deixe nessa dúvida,
Isso me destrói por dentro assim.
**(Refrão)**
Quem cala consente, mas o silêncio dói,
Parece que o tempo para, mas a vida corre e destrói.
Se é pra ficar, que seja de coração,
Mas se for pra ir, por favor, me dê uma decisão.
Porque quem vive no talvez, morre sem razão.
**(Verso 3)**
Repasso as cenas, cada frase sem pensar,
Tantos planos jogados ao vento no calor de um brigar.
Eu só queria um sinal, só um porquê,
Pra saber se ainda existe chance de eu e você.
**(Ponte)**
Me diz, vai ser assim?
Ou vai voltar pra mim?
Não me deixe nessa dúvida,
Isso me destrói por dentro assim.
**(Refrão)**
Quem cala consente, mas o silêncio dói,
Parece que o tempo para, mas a vida corre e destrói.
Se é pra ficar, que seja de coração,
Mas se for pra ir, por favor, me dê uma decisão.
Porque quem vive no talvez, morre sem razão.
**(Final)**
Eu só quero saber se ainda há esperança,
Ou se é hora de deixar morrer essa lembrança.
Seja sim ou não, só não me deixe assim,
Pois o que mais dói não é o fim, mas o meio sem fim.
“Nesse solo vou
como sólido estou
só, sou mito, admito
como gotas do olhar
transmito ao céu
sem cel, sem tel
te comunico
que o planeta
já tinha me dito
que juntos somos vomito
só sabemos sujar
e que venha vento, venha mar
tomar tudo de volta
por não sabermos
viver e preservar”.
Casulo
Recomeçar não é simples, não é trivial,
é cair, levantar — um salto vital.
É olhar pro vazio, encarar o escuro,
e ainda assim sonhar com um futuro.
Estar aqui, agora, sem direção,
com poucas palavras, mas o coração
batendo firme em cada conquista,
mesmo pequena, mesmo imprevista.
É sentar no chão de uma casa vazia,
só um colchão, nenhuma mobília,
mas ver nesse canto, tão solitário,
um ninho sagrado, um santuário.
Esse espaço é meu — meu lar, meu abrigo,
onde renasço, passo a passo, comigo.
E quando chega um fogão, uma cama,
explode no peito uma doce chama.
Gratidão ao universo que me sustenta,
que me dá força quando a dor aumenta.
Energia, saúde e vontade bravia
pra moldar de novo a minha alegria.
Sei que é só o começo, o início da estrada,
minha biografia sendo desenhada.
E mesmo que o mundo gire e se mude,
minha alma resiste, sonha e sacude.
Porque recomeçar não é fraqueza ou castigo —
é coragem pura de estar vivo comigo.
- Relacionados
- Olhar Marcante
- 49 frases sobre olhos que refletem a força e beleza do olhar
- Frases Olhar de uma Mulher
- Um olhar diz tudo: frases sobre o que os olhos revelam
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- 87 frases de pensamento positivo para olhar o lado cheio do copo
- Frases sobre violência que ampliam o olhar e fortalecem opiniões
