Textos sobre Música
Algumas vezes eu chorava a noite inteira
Sim, eu chorei
Algumas vezes eu desisti do que era certo
Para fazer aquilo que era errado
Sim, eu estava numa árdua jornada
Com certeza, um longo caminho vem vindo
Sim, está vindo
Tem sido, realmente, duro
Cada passo do caminho
Mas eu acredito, eu acredito
Esta noite a minha mudança virá
Sim, eu digo que
Minha mudança está chegando
Tipo Mônica e Eduardo.
Menina diferente você liga não atende, fica até semana sem olhar pro celular.
Não gosta de balada ela prefere um bom livro, gosta caminhar numa pracinha popular.
Pra ela ficar na minha, mudo toda minha rotina, leio até todos os livros só pra ela agradar.
Não tem como não notar, seu sorriso seu olhar.
Te quero menina singela e bonita.
Me cativou seu jeito de falar, de um tal de Casmurro e de um tal de Nietzsche, não entendi nada, mas deixa pra lá.
É tipo a Mônica e o Eduardo, se eles deu certo a gente também dá.
Nós dois se completa arroz com feijão, deu tudo de bom entao deixa rolar.
Quando eu te vi
Na minha frente
Vi que o amor
É tão diferente
Eu inocente caí sem querer
Foi de repente
Nem deu pra perceber
Eu acho que pirei
Meus pés saíram do chão
Eu posso até voar
Segura o meu coração
Até me belisquei
Será que é ilusão
O que eu senti não dá pra explicar ou cantar numa canção
No céu, o mesmo sol, mas não tem café na mesa
A crise tá sinistra, né? papai não tem empresa
As contas procriaram, assim como essas baratas
O sistema é uma fraude, o menino tá sem fraldas
De onde vim, ninguém bota fé nas habilidades
A sogra vai questionar sua utilidade
Você se sentindo o lixo dessa sociedade
Até quando viver, sem viver de verdade?
Tantos sonhos são desfeitos
Uma mãe que afaga o peito
Seu filho que vai partir
Pra longe vai o imigrante
Pra outra terra distante
Outro caminho a seguir
Mal ele sobe ao navio
Ao coração da-lhe o frio
Das saudades que já tem
E olhando o lenço branco
Que se agita vem-lhe o pranto
E acena pra ninguém
E depois de alguns anos
De esperanças e de desenganos
Pela fé foi que venceu
Mas foi com tanta alegria
Que ele viu chegar o dia
De poder rever os seus
Mas hoje há festa na aldeia
A noite faz-se uma ceia
Pra alguém que vai chegar
Tanto tempo tão distante
Vem de volta o imigrante
Com o coração a cantar
Azar o dele, que não soube ver
Que tinha tudo, e pôs o tudo a perder
Mas ele sabe, no fundo, ele sabe
Que o destino dela, à ele não cabe
Se ele acha besteira o que eu faço
Só porque eu peço meu tempo e espaço
Eu só lamento, e até sinto um pouco de dó
Num relacionamento, os dois não podem ser um só
Já avisei pro coração
Ser bem disciplinado e aprender a lição
Mas acho que ele esquece quando chega o verão
Que custa obedecer
Melhor não se envolver
E sendo assim
Que há de se fazer
Confio tanto em mim
E nada em você
Não posso te encontrar
Senão vou me perder
E a conclusão no fim
Viver pra aprender
Os livros na estante já não tem mais tanta importância
Do muito que li, do pouco que sei, nada me resta
A não ser, a vontade de te encontrar
O motivo eu já nem sei, nem que seja só para estar ao seu lado
Só pra ler no seu rosto uma mensagem de amor
A noite eu me deito, então escuto a mensagem no ar
Vagando entre os astros, nada me move nem me faz parar
A não ser, a vontade de te encontrar
Eu quero ser a fonte do seu pensamento
A fim de afastar os seus tormentos
A falta que faz aquela alegria
Que nos despertava todos os dias
Nossos laços são atados por magia
E é a mesma que é capaz de te curar
O que eu te entrego é a proteção
Do amor como forma de vacinação
Pra imunizar e reviver
Acordei negra na cor com branco de paz
Acordei com manchas do mal de um mundo fugaz
Acordei com peso a mais
Acordei com peso desses fatos
Acordei armada com esperança de outros atos
Sonhei que nada tinha peso, mundo leve
Onde o bom não era breve
Nada era irrelevante não havia figurantes
Nem se quer existia algo em processo
Mas aí, acordei no inverso
Acordei hoje de um sonho bom
Tomava um banho com você juntinho
Dizendo palavras de amor bem baixinho
Quero sentir o sabor da Bahia
Quero saber como foi o seu dia
Canta junto que nem uma cigarra
Vivendo a vibe nessa guitarrada
Eu quero beijar sua boca de manhã
Cor de maçã
E acordar com você olhando pra mim
Cor de marfim
Desprezo qualquer tipo de certeza
que ousa me seduzir. Sinto-me atraído
por esse ânimo do saber, mas apesar de intensos
minutos dedicados, parece que o tempo
encurta-se para mim de forma natural. Não me
surpreendo por longos meses e anos. Sinto que
preciso renovar-me a cada dia, para obter a evolução que foi requerida à minha alma antes mesmo de aqui chegar.
Sou a falta que me falta, mas não consigo me preencher.
No dia em que eu me tornei invisível
Passei um café preto ao teu lado
Fumei desajustado um cigarro
Vesti a sua camiseta ao contrário
Aguei as plantas que ali secavam
Por isso um cheiro impregnava
O seu juízo, o meu juízo
Invisível e o mundo ao meu favor
Para me despir e ser quem eu sou
Logo que o perfume do invisível te inebriou
Você me viu e o mundo também
E o que tava quietinho ali se mostrou, meu bem
Sabe as batidas desse coração?
Percebe a melodia sem-noção?
Ela pertence alguém mas nem essa pessoa sabe.
Ela não obedece a ninguém,
Nem ao próprio músico, dançarino desafinado,
Apesar de selvagem, essa harmonia em especial é perfeita,
Pois é pura e real.
Não se mente para este artista,
Porque este compositor não tem filtro, não refreia o instinto,
Ele só segue o pedido do contratante,que nunca encomenda só recebe.
Ele rodeia sussurrando sem cautela,Seu nome,
A palavra mais temida que não se pronuncia em vão,
Pois não se brinca com o coração.
Dos transeuntes que vagueiam as escadas,
E se aglomeram de forma imprudente
Para cobiçar o instrumento da verdade,
A maioria escuta a melodia,
Insensata dos próprios tolos ,
Que gritam de fome pela realidade.
A multidão só ouve o mentiroso maltrapilho,
Que já chega atrasado,
Com suas notas de viola,
Dando desculpas esfarrapadas,
Para ouvidos já muito maltratados.
Mente pela música,
Mente rasgando sua inocência,
Até que suas próprias palavras se confundem,
E travam na sinfonia.
Chora Agora,louco que se torna indistinto e desafinado,
O menino pequeno já crescido
Que perde a indentidade da agonia que enlouqueci seu coração
E as palavras que escapavam da boca,
Agora escapam da mente,da harmonia,
Do músico atazanado
Que depois de tudo continua com suas descepicionantes manias.
Devemos nos respeitar para sobreviver
Não temos nada a esperar desse tal poder
Fazem tudo para acabar com você
Não temos nada a esperar desse tal poder
Sem saúde, sem calor, deixado para morrer
Não temos nada a esperar desse tal poder
Sem educação e nada para comer
Não temos nada a esperar desse tal poder
Deixam sempre nossa nação, vivendo à mercê
Escolha pra sua vida, só aquilo que faz bem
Nunca mude sua cabeça por nada nem por ninguém
Porque afinal de contas, ninguém paga suas contas
Nem lhe dar qualquer vintém
Então ame, e que ninguém se meta no meio
O belo definiu o feio pra se beneficiar
Ame e que ninguém se meta no meio
Por que amar não é feio, neguinho, o feio é não amar
Tenho dançado em cima de carros
E tropeçado fora dos bares
Te sigo pela escuridão, não me canso
Você é o remédio e a dor
A tatuagem dentro do meu cérebro
E, amor, você sabe que é óbvio
Eu sou um tolo por você
Você manda e eu vou a qualquer lugar cegamente
Eu sou um tolo por você, sim
Qualquer estrada que pegar, você sabe que vai me encontrar
Eu sou um tolo por todas as coisas subliminares
Que ninguém sabe sobre você
Eu vivo debaixo do céu
Me atiro num pranto tão alto
Eu moro num quarto trancado
Tão leve, me levo pro chão
Tão certo quanto o meu receio e então
Me permito querer muito mais
E desviar minha visão da solidão
São seres que brilham dentro do mar
Dizeres que vibram além de nós
E se somos capazes de amar a sós
Que tudo acabe em poesia e som
Fazendo cada vez melhor
A parte boa desse plano é poder ser melhor
E enquanto os outros só reclamam
A vida escorre e só depois que a gente vê
