Textos sobre Medo
(Escudo de Fé)
Caminha firme, o solo treme sob o passo
Luz no olhar, o medo vira apenas um traço
Pés descalços, marcas de uma longa jornada
Joelhos calejados na oração da madrugada
Ela não olha para trás, o horizonte é o destino
Sua força é o eco de um poder divino.
--------- Eliana Angel Wolf
Talvez o meu medo já existisse,
porque ainda dói saber
que fui apenas uma segunda opção.
E tenho medo…
medo de te esquecer,
medo de me desapegar,
medo de te deixar ir.
Mas talvez o maior medo de todos
seja que, um dia, nos tornemos apenas “estranhos”.
Spoiler: tornámo-nos
— A Escolha do Presente —
Eu não sou mais
a dúvida do passado —
nem o medo escondido
entre noites silenciosas
e caminhos interrompidos.
Já carreguei perguntas demais
nos ombros da alma —
já tentei entender
por que certas portas fecharam
e por que algumas pessoas partiram
sem olhar para trás.
Mas o tempo ensina —
e a dor também amadurece.
Hoje eu entendo
que nem tudo que se perde
foi feito para permanecer.
Há fases que acabam
para que outras possam nascer —
há despedidas que libertam
e silêncios que curam.
Eu não sou mais
a insegurança que hesitava diante da vida —
não sou mais a voz cansada
que precisava da aprovação do mundo
para continuar caminhando.
Eu sou a consciência
de quem aprendeu a recomeçar.
Sou a coragem
que decidiu permanecer inteiro
mesmo depois das tempestades.
Eu não sou mais a dúvida do passado,
eu sou a escolha do presente.
A escolha de viver com verdade —
de seguir sem máscaras —
de não diminuir minha luz
para caber na escuridão de ninguém.
Porque existe um momento
em que a alma desperta —
e quando ela desperta
já não aceita viver pela metade.
Hoje eu caminho diferente —
não porque tudo ficou fácil,
mas porque finalmente compreendi
quem eu sou.
— Paulo Tondella
A ganância do homem raramente começa como maldade.
Ela nasce como medo.
Medo de faltar.
Medo de ser pequeno.
Medo de voltar a ser ninguém.
No início, é só cuidado. Depois vira acúmulo.
O problema é que o limite quase nunca chega — porque a ganância não quer coisas, quer controle.
Quanto mais o homem tem, mais ele teme perder.
E quanto mais teme, menos ele confia.
Aos poucos, troca relações por vantagens, princípios por conveniência, caráter por resultado.
A ironia é cruel:
a ganância promete segurança, mas entrega prisão.
Promete poder, mas produz vazio.
O homem ganha o mundo e perde o senso de “basta”.
E quando tudo vira meio — pessoas, tempo, até a própria alma —
ele já não sabe mais se vive para possuir
ou se possui apenas para não encarar o que falta dentro.
A ganância não é excesso de desejo.
É falta de sentido.
Quando criança, eu sempre gostei de subir nas árvores, mesmo com medo de altura.
Eu gostava de escalar a mais alta para ter a vista mais longínqua e bonita. Hoje, percebo o perigo, o abismo: de como a queda é mais forte e o choque é imenso, a ponto de me desligar da realidade e ser obrigado a mudar de identidade. Me curar e reerguer está sendo difícil.
O mundo pleno que um dia tanto admirava se desfez. Um pedaço importante de mim se partiu junto com ela. Fui embora de mim. É uma tristeza misturada com um vazio tão profundo, difícil de suportar. Agora, até conseguir tomar um simples banho, me alimentar, dar um sorriso ou caminhar até a esquina é árduo.
Deus me perdoe! Por que fui ter coragem de amar? Esse luto que me assalta a alma é um preço muito alto.
Hoje eu senti medo.
Medo de que alguém tivesse machucado uma pessoa que eu simplesmente adoro.
Mas o que mais me assustou não foi a possibilidade da dor…
Foi perceber que, se isso realmente tivesse acontecido, talvez eu tivesse perdido o meu “medo”.
Porque, nesse caso, a pessoa que machucou quem eu adoro não estaria mais entre nós hoje.
Existem, na nossa caminhada cristã, três grandes desafios:
1° - Vencer o medo que nos impede de sermos melhores a cada dia.
2° - Desistir de coisas que nos machucam e avançar por coisas novas que nos curam.
3° - Vencer suas próprias batalhas, mesmo que elas provoquem dores intensas.
Reaja aos desafios. Você nasceu para ser forte. Cavernas são lugares de covardes. Desertos e vales foram feitos para quem é vitorioso(a).
Era apenas um bilhete.
Noite fria, e o choro não cessava. Medo! Reflexão me apavora. Calma, é apenas minha alma se mexendo na cama da tempestade.
Maltrapilho e esquecido!
Abandonado e desconfiado!
E nas andanças da vida, percebo a dúvida ao meu lado. Incansável e insistente, ela querendo saber mais das minhas Procrastinação.
Sombria e demorada.
Presa em castelos de papel timbrado. Ouso em dizer, são versos, são letras de um coração pensativo em meio as trevas da dúvida.
Quero, mas não posso!
Desejo, mas não compartilho!
Sinto, mas não permito avançar! Amo, mas dúvido desse amor! Investigada minh'alma, magoada por ter escolhido eu. Paradoxol me apavora, mas como tentar explicar a Carência e a solidão se não forem versos em caixão. Não me refiro a morte, mas o luto que inflamar ela.
Quero. Quero tanto!
Quero. Mas querer o quê
Quero ser feliz, amado, lembrado e admirado. Não pelas virtudes que insisti em não me querer, mas pelo simples fato de ser lembrado. E em meio a objetos duradouros. Estou eu, de vidro e porcelano. Aguardando a realidade me visitar.
Por trás das cortinas
É lá que mora o medo,
A distração,
O fracasso,
As falhas.
Por trás das cortinas
Mora um coração ferido,
Uma alma amargurada,
Um silêncio demorado.
Por trás das cortinas,
As máscaras caem, o choro vem. O sorriso some, e vem a dor.
Por trás das cortinas
Nascem as lágrimas,
Nascem as poesias tristes,
E é por trás dessas cortinas
Que está você, frustrada e com medo de ser.
Dores penetrantes, a vida irritando por causa da ausência de ser retribuída logo; o tempo passa e as cortinas estão lá, escondendo a pobre menina chorona, de sorrisos encantadores, mas que sangra no coração.
Saia logo e veja a verdadeira plateia que espera por você, sem máscara, sem choro, sem artes, sem maquiagem, apenas você e você mesma!
Você é forte e jamais diga que não! Afinal, no palco, a artista é você e o público aguarda!
JÓIAS DEVOLVIDAS.
Do livro: Quem Tem Medo da Morte?
de Richard Simonetti.
“Jóias Devolvidas” é um dos contos mais conhecidos e emocionalmente penetrantes da literatura espírita contemporânea. A narrativa apresenta uma reflexão profunda sobre o apego humano, a transitoriedade da matéria e a verdadeira natureza dos vínculos afetivos sob a perspectiva da Doutrina Espírita.
O enredo gira em torno de uma mulher que perde prematuramente os filhos e mergulha numa dor devastadora. Revoltada contra Deus e incapaz de aceitar o sofrimento, ela procura um sábio homem espiritual em busca de explicações. Esperava consolo imediato, talvez alguma fórmula para anestesiar a própria angústia. Entretanto, recebe uma comparação inesperada.
O mentor lhe pergunta se ela possuía jóias valiosas guardadas em casa. A mulher responde que sim. Então ele questiona:
“Se alguém lhe emprestasse jóias preciosas durante alguns anos e depois viesse buscá-las, você acusaria essa pessoa de roubo?”
A mulher responde negativamente, afirmando que aquilo que é emprestado continua pertencendo ao verdadeiro dono.
É nesse instante que surge o núcleo filosófico do conto.
O sábio explica que os filhos não pertencem aos pais em sentido absoluto. São Espíritos imortais confiados temporariamente ao cuidado da família terrestre. Deus os concede por empréstimo sublime para que haja aprendizado, reencontro, reparação e amor. Quando regressam ao plano espiritual, as “jóias” são apenas devolvidas ao verdadeiro proprietário da Vida.
A alegoria é profundamente coerente com os princípios espíritas sobre reencarnação e sobrevivência da alma. Segundo O Evangelho segundo o Espiritismo, os laços familiares transcendem o túmulo, e a morte física não rompe os vínculos do afeto legítimo. O corpo perece, porém o Espírito continua sua jornada evolutiva.
O conto não banaliza a dor materna nem reduz o luto a um discurso frio de resignação. Pelo contrário. Richard Simonetti trabalha a dimensão psicológica da perda mostrando que o sofrimento nasce, muitas vezes, da ilusão de posse. O ser humano acostuma-se a dizer “meu filho”, “minha esposa”, “meu pai”, como se as almas fossem propriedades definitivas. O Espiritismo, entretanto, ensina que ninguém possui ninguém. Todos são companheiros temporários na travessia terrestre.
Há também um aspecto moral extremamente elevado na narrativa. A maternidade e a paternidade aparecem como missões espirituais e não como direitos absolutos. Os pais são administradores de consciências em formação, responsáveis por oferecer amor, orientação ética e amparo moral enquanto durar a experiência encarnatória.
Sob prisma psicológico, o conto toca numa das maiores angústias humanas: o medo da separação. A perda física parece insuportável porque a consciência materialista encara a morte como extinção. Já a visão espírita modifica radicalmente essa percepção. A ausência transforma-se em distância temporária. O túmulo deixa de representar destruição definitiva e passa a simbolizar apenas mudança de estado existencial.
A força do texto reside justamente na simplicidade simbólica da metáfora. As jóias representam aquilo que mais amamos. E quanto mais valiosas, menos realmente nos pertencem. O amor verdadeiro não aprisiona, não reivindica posse e não exige permanência eterna na matéria. Ama sabendo libertar.
O conto também dialoga profundamente com a questão 934 de O Livro dos Espíritos, quando se discute por que criaturas boas sofrem tanto na Terra. A resposta espírita demonstra que as provas dolorosas frequentemente possuem finalidade educativa, expiatória e evolutiva. Muitas vezes, reencontros familiares são breves porque certas almas necessitam apenas de pequeno contato regenerador antes de retornarem ao mundo espiritual.
Richard Simonetti consegue transformar uma reflexão doutrinária em experiência emocional. Não escreve apenas para instruir intelectualmente, mas para tocar regiões profundas da alma humana. Seu conto convida o leitor a substituir revolta por entendimento, desespero por esperança e posse por gratidão.
A verdadeira tragédia não é devolver as jóias ao Céu. A verdadeira tragédia seria jamais ter recebido seu brilho por um único instante sequer.
Fontes:
Quem Tem Medo da Morte?
O Livro dos Espíritos.
O Evangelho segundo o Espiritismo.
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Voar em sonhos com as asas da mente,
Sem medo, sem rédeas, sem porto final.
Busco o infinito em cada dia presente,
Nessa vontade de viver que é real.
Não sou apenas corpo, sou o pulo e a coragem,
A força da vida que em meu peito se investe.
Sigo firme e veloz em minha própria viagem,
Como o brilho do sol ou o vento do leste.
Na liberdade imensa desse meu jeito de ser,
Apaixonada pela luz que a vida me oferta.
Faço o que amo e nasci pra vencer,
Com a alma indomável e a porta sempre aberta.
----------- Eliana Angel Wolf
Te amei com a calma de quem entrega a alma sem medo,
mas teu silêncio foi virando
inverno dentro do peito.
Cada promessa tua ficou
perdida no tempo,
e o que era carinho virou
lembrança machucando por dentro.
Ainda lembro do brilho
dos teus olhos nos meus,
do jeito que tua voz fazia
o mundo parar.
Mas hoje existe um gosto
amargo entre os “nós” e os “adeus”,
como se o amor tivesse cansado
de tentar ficar.
Carrego ressentimento
nas partes que ainda te amam,
porque esquecer você nunca
foi tão simples assim.
Te culpo pelas noites em que
minhas lágrimas me chamam,
mas no fundo também me culpo
por querer você perto de mim.
E mesmo ferido, meu coração
ainda pronuncia teu nome baixinho,
como quem procura abrigo na própria tempestade.
Porque o ressentimento é só um amor perdido no caminho,
tentando sobreviver no meio da saudade.
Quando eu louvo
O medo se afasta
Tua voz me acalma
Eu não vou mais temer Quando eu louvo Eu sinto o Teu soprar Trazendo vida em mim Cadeias vão quebrar Babi G./ Carlos B./ Daniel S. / Elaine T. / Hananiel/ Heminy R./ Ohana M./ Simone D.
Refúgio nas Linhas
Eu poderia me declarar, mas o medo de ser rejeitada me faz recuar. Não nasci para o desprezo – nasci para ser aceita, amada e adorada. São as minhas exigências como mulher. Trago em mim a convicção de que a mulher nasceu para ser amada, admirada e idolatrada. É a minha essência: romântica, inteira e sonhadora. Prefiro recolher-me em mim mesma do que receber um “não” ou um “talvez” sem coragem. Há dentro de mim um lugar sagrado, reservado ao amor e o amor, quando chega, precisa ser inteiro.
Eu poderia ligar, mandar mensagens, áudios – qualquer outra coisa revelando o que sinto. Poderia fazer surpresas, enviar músicas que tocam meu coração e minha alma, músicas que talvez tocassem a dele também. Eu poderia escrever uma carta manuscrita. Cartas a próprio punho são tão românticas –revelam a presença íntima de quem escreve, o perfume do papel, o calor das mãos que desenharam palavras amorosas. É como se o coração encontrasse refúgio nas linhas.
Há tantas formas de se declarar. No amor são infinitas as possiblidades. Eu saberia como fazê-lo, mas e se...e se desse errado? E se ele apenas achasse graça da minha declaração? E se não entendesse minha intenção? E se não sentisse o mesmo que eu? Esses “e se” ficam pipocando na minha cabeça e não me deixam seguir adiante. Deixam-me em polvorosa, só de imaginar-me tentando me declarar – e recebendo um “não” como resposta.
Preciso tratar esse meu ferimento interno. Cuidar da autoestima que, talvez, ande em baixa. Não sei responder às perguntas que me faço diariamente sobre esse medo da rejeição. Já pensei, repensei, tentei encarar o que pode ter acontecido num passado não tão distante. Tentei relembrar fatos que me deixaram assim, mas nada vem à mente. Talvez, eu precise reorganizar meu mundo interno, entender que é coisa da minha cabeça, que esse medo não existe de verdade. Talvez essa rejeição que sinto seja apenas fruto da minha imaginação. Talvez seja só isto. Talvez.
Talvez eu escreva uma carta ou mande uma mensagem me declarando. Amar é se arriscar. É colocar o coração na beira do precipício. E se ele dizer não, aceitarei, pois terei dito o que sinto – e isso, por si só, já é uma forma de liberdade.
Rita Padoin
Escritora
A vida me ensinou a ser batalhadora e a seguir sem medo. Ensinou-me a não parar, a não me acostumar com o meio-termo nem com o pouco. Ensinou-me que, lá fora, a vida grita, esperando que eu vá ao seu encontro, e que parar é morrer lentamente.
Ensinou-me que, quando caminhamos sem olhar para o passado, seguimos sem medo de viver plenamente o presente. O futuro, esse, pertence somente a Deus. Lá fora, há um mundo nos esperando de braços abertos. E quando temos fome de viver, encontramos coragem para ir além das nossas próprias possibilidades.
Rita Padoin
Existem momentos em que pensamos no passado, e é assim que ele é. Não tenha medo, não se assombre e confie. Devemos deixá-lo onde está, aprendendo com ele no presente para moldar um futuro realmente melhor.
Quanto à vida, à família e aos amigos: honre-os e nunca deixe de agradecer a Deus, pois Ele está sempre presente em nosso caminho. Quando menos esperamos, Ele estará lá, no momento certo.
Rosinei Nascimento Alves
Ótimo dia!
Deus abençoe sempre 🙏🏾
Tenhamos fé!
"O medo tenta construir muros, mas a fé desenha caminhos. Não deixe que o barulho das suas incertezas grite mais alto que a voz de Deus no seu coração. Enfrentar o que te assusta não é falta de temor, é presença de coragem. O que está por vir é maior do que o que ficou para trás.
Lúcia Reflexões & Vida"
"Não tenha medo de começar de novo. Às vezes, o que parece um fim é apenas a vida te redirecionando para algo muito maior. As flores não escolhem o jardim onde nascem, mas escolhem florescer apesar dos espinhos. O seu novo capítulo será a sua melhor história.
Lúcia Reflexões & Vida"
Muitas vezes fugimos da nossa própria companhia por medo do que o silêncio tem a nos dizer. Mas é nesse reencontro consigo mesma que a cura acontece e que percebemos que nunca estivemos sós. Que possamos aprender a abraçar a solitude e a encontrar empatia nas conexões que vão além do olhar.
SerLuciaReflexoes
Caos
Tempos atrás eu tinha medo da paranoia, da sensação de que faziam coisas para me afetar e impressionar, até que descobri que era assim mesmo, tudo só existe para que eu o perceba. O que é realmente o conjunto? Percebemos que são movimentos sincronizados, como a imagem dos objetos, seus sons, o seu calor, a sua vibração. Quando percebemos esses movimentos nos iludimos ao achar que estão em sincronia e que formam um conjunto coeso, quando são apenas agrupados por um esforço da nossa imaginação. O mundo é composto por fragmentos que tentamos soldar para servir à nossa necessidade de sobrevivência. O pensamento procura criar uma história onde tudo começa e termina segundo uma ordem. Nada mais distante disso que o caos e a variedade ilimitada do Universo.
