Textos sobre Felicidade
Eu não sei de nada, e verdadeiramente nada sou. Não sei nem de onde eu vim, muito menos para onde vou. Quero mergulhar na ignorância, no mais rudimentar modo de viver, bom seria em meio aos animais, talvez como os índios, e assim até encerrar o meu viver.
Para quê saber muito, se nada posso fazer? Nem sequer um único segundo acrescentar em meu viver. Oh vida cruel, oh cárcere carnal, me basta, cada dia o seu mal.
As flores não duram por muito tempo, toda a sua beleza, seu perfume, suas vibrantes cores, possuem determinado tempo de glória.
Assim é a nossa vida, um dia tudo acaba, eternas são as lembranças, e assim, quem viveu ou não, segue ao mesmo destino, retornar ao pó, de onde todos os seres vivos saíram.
Apenas vivemos um dia após o outro impiedosamente sem se importar o que é certo ou errado e perdemos o controle das nossas vidas sem emoção e sem valor.
Apenas vivemos um dia após o outro impiedosamente sem se importar o que é certo ou errado e perdemos o controle das nossas vidas sem emoção.
Apenas vivemos um dia após o outro impiedosamente sem se importar o que é certo ou errado e perdemos o controle das nossas vidas.
Apenas vivemos um dia após o outro impiedosamente sem se importar o que é certo ou errado e perdemos o controle.
Apenas vivemos um dia após o outro impiedosamente sem se importar o que é certo ou errado.
Apenas vivemos um dia após o outro impiedosamente sem se importar.
Apenas vivemos um dia após o outro impiedosamente.
Apenas vivemos um dia após o outro.
Apenas vivemos.
Apenas...
Eles ficam a me julgar
Ficam a se questionar
O porquê de tanta dor
Pra quê sofrer desse jeito
Se tem as pessoas que ama
E delas tem o amor
Não sabem o que se passa aqui
E nunca irão saber
Pois cada um traz consigo
Uma marca, ou cicatriz
De algo bom ou ruim
São as memórias, lembranças
Da juventude, da infância
Que ficam, jamais morrem
Traz uma história consigo
Que não se pode apagar
Mas independente da história
A vida tem que continuar
E novas linhas serão escritas
Experiências vividas
Muitas lições aprendidas
Para amanhã se lembrar
Enquanto viver, que seja em liberdade
porém viver, é responsabilidade
é se protejer, viver livre, sem colocar vidas em risco
viver em liberdade, é também não carregar consigo o peso das consequências dos atos impensados e irresponsáveis
é não carregar consigo a culpa por ter colocado direta ou indiretamente outras vidas em risco
inclusive a sua vida
e as dos seus entes queridos
Eu queria ter vivido
Eu queria ter vivido
quando o tempo era manso
e as palavras não corriam
numa tela sem trato.
Quando o vento escrevia
nas janelas abertas,
e o silêncio trazia
respostas concretas.
Eu queria ter vivido
onde o olhar era carta,
onde o encontro não era
só um nome sem face.
Quando a praça era o mundo,
o degrau era escola,
e a verdade não vinha
mastigada em retórica.
Eu queria ter vivido
num instante sem pressa,
onde a vida pulsava
no compasso das eras.
Mas vivo no ruído
de um tempo sem tato,
onde o toque é um vulto
e a alma, um contrato.
Brincadeira da Árvore
Certo dia, um menino perguntou-me,
Se eu sabia brincar de árvore.
E começou explicando-me:
- Primeiro a gente pinta nos galhos,
os nomes das pessoas que gosta.
Depois, escreve nas folhas palavras,
Como ternura, abraço, encantamento.
Também acrescentou que pode-se deixar água,
De cor amarela rio para que a árvore se descreva,
Mas nenhuma árvore é desigual a outra,
e todas sabem falar com a terra.
Contei para ele que eu brincava de estrela viva.
Era assim: Minha mãe desenhou uma estrela,
E colocou numa caixa alaranjada de madeira.
Ensinou-me que deveria toda noite,
Abanar com as mãos para que o brilho,
Não se perdesse no vir a ser do tempo.
Sem indagar-lhe qual era a língua das árvores,
Ele visivelmente empolgado me relatou:
- Quando eu crescer vou ser astrônomo,
Ou pirata do bem.
Isso para trabalhar.
Para viver, quero aprender a falar com as borboletas,
Dar um vagalume de presente para minha namorada,
Que ainda não sabe de nenhuma das duas coisas.
Também vou descobrir como se faz um poema.
Você pode me emprestar sua estrela,
Para eu colocar na minha árvore?
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas
INQUIETAÇÃO
Insisto-me entre a inquietação e o quase extinto.
Quando saio de mim, rumores restauram procura.
Me parto compassado, a estiar anseios, na vigia.
Abro-me em clareiras, soergo esperas, às vezes me avisto.
Enxergo o que entrementes não desbota, na audácia.
Pungidos olhares, fração reflexa, reverbero esquecimento.
Não me apraz desconhecer. Não me entristece distinguir.
Posso imolar finais prescritos, acontecer-me de outro.
Descreio que a finitude nos reserve,
Apenas nada na transcendência de tudo.
Tenho que viver-me como quem se conta,
Alembrado da existência que exprime.
In Poemas para Versar
OUSADIA
No meu intimo, uma desnecessidade se aguça.
Creio descomplexa, de não ter nada a desdizer.
Já me levo inteiro de indagações a juntar atalhos,
De quem bem sabe o quanto custa o desviver.
Mas não existo o bastante para deixar de aspirar.
Espio manhãs. Não graduo conjuras.
Apraz-me compreender que uma reta contém variáveis.
Meus poros se aguçam de humana estatura.
Minhas inquietações desfiam-se visíveis.
Confesso-me indisciplinado com as formalidades do risco.
Em quase tudo me arde, o que suponho merecer.
E se não o sentir, não me impele o florescer.
Tenho dificuldades com prognósticos do viver pré-definido.
Não uso decifrador de tempo, para embeber-me do instante.
Declaro-me avesso em não desfrutar o que o momento instaura.
E quando me chega, pousa em minhas mãos, como se vindo da alma.
Carlos Daniel Dojja
".. Mas não existo o bastante se deixar de aspirar.
Assim espio manhãs. Não graduo conjuras.
Apraz-me compreender que uma reta contém variáveis.
Meus poros se aguçam de humana envergadura.
Tenho dificuldades com prognósticos do viver pré-definido
Não uso decifrador de tempo, para embeber-me do instante.
Declaro-me avesso, em não desfrutar, o que o momento instaura.
E quando me chega, pousa em minhas mãos, como num desenleio da alma..."
In Poema Ousadia
"...Sempre me quis viver árvore.
Teria os olhos ramificados.
O corpo em tronco resistindo às marcas.
E se me perdesse a visível parte,
Sobrar-me-iam as raízes rebrotadas.
São as árvores que entendem,
Como se nasce na alma do mundo..."
In Extrato Poema A Alma das Árvores
Há flores por todos os lados
e espinhos que nos ferem.
Há caminhos cheios de graça
e outros, nem tão alegres.
Viver é isso,
um eterno sorrir e chorar,
cair e levantar,
sonhar e sonhar.
Mesmo com essa dualidade,
estar vivo é uma dádiva,
por isso, celebre cada dia
como se você
tivesse nascido de novo!
Manifesto analógico
Caminho ao contrário da pressa digital.
Meus pés fazem questão de tropeçar.
Gosto de esbarrar nos nomes,
perder o rosto e achá-lo na lembrança.
Lembrar os números e discar.
Deixar a voz ferver no ouvido sem acelerar o áudio.
Não quero que um robô faça o que minhas
mãos ainda tremem para fazer.
Escrever torto, borrar o caderno, errar sem a
opção de apagar.
Minha mente é ilógica, se perde no meio da
frase porque está ocupada sentindo.
Fora do trabalho, me divorciei do virtual.
Não confio o que amo às nuvens —
nuvens não sabem ficar.
Mudam de forma, trocam de nome,
desaparecem sem se despedir.
Voltei a imprimir memórias,
fazer backup na gaveta,
guardar fotos para que o tempo não as engula.
Escrever cartas com minha letra,
imprimir no texto minha personalidade.
Não tenho pressa de chegar a lugar algum.
Dificilmente chegarei ao dobro dos anos de hoje.
O destino já não me interessa tanto quanto o caminho.
Quero o que importa perto.
Quero ter rabiscos nas margens dos livros,
esperando o reencontro com minha versão mais ingênua.
Como árvore permaneço no mesmo lugar
resistindo as intempéries das estações.
Resoluto e ao mesmo tempo submisso às
novidades de cada novo amanhecer.
As pragas até queimaram minhas folhas,
mas não deixei atingirem meus frutos.
Minhas raízes estão ainda mais fincadas
minha copa a cada dia menos utópica.
Após me restabelecer decidi que vou morrer
de finitude, não de fatalidade.
Minha esperança é que o vento leve
partes saudáveis de mim e polinize um
futuro que não verei.
“Falhei,
em seguida falhei novamente.
Pouco tempo depois do repetido fracasso,
falhei.
A cada nova experiência...
falhei.
A vida ensina sim,
mas quem disse que as situações se repetem?
Vivo um conto de falhas.
Sempre falharei.
Este é o paradoxo do existir.
Poder ser exemplo para o outro
nunca para si.”
A margem espero o descanso do rio.
Ao ouvir o som de suas águas aquieto-me.
Sinto um misto de esperanças vindouras e medos pontuais.
Transbordo. Rompo diques, mas nunca é o suficiente.
Estou cansado! Contenho-me. Sustento todo um ecossistema.
Será que um dia chegarei a minha margem?
E lá chegando... será que poderei finalmente descansar?
E nesse merecido descanso... encontrarei ouvidos interessados em meus ruídos a fim de encontrar neles sua própria calmaria?
A margem espero o descanso do rio...
Quando chegar as águas
e não mais poder distinguir
o paraíso terrestre do celestial,
Mergulhe.
Quando souber que chegou
lá onde céu e mar
se tocam num beijo azul,
Mergulhe.
Afogar-se é a melhor opção.
Não tenha medo.
O ar aqui é mais rarefeito...
É o que acontece quando se vê o belo,
falta ar.
Essa falta de oxigenação te fará bem,
ainda que esse bem te mate.
Não precisa morrer pra ver Deus,
mas se quiser conhecer os seus céus
sim.
O que é um minuto de aflição em um dia de 24 horas?
É tempo mais que suficiente para virem à tona os momentos mais importantes de nossa breve existência.
Curto tic-tac, longo suplício.
Efêmera sucessão de segundos num tempo que não passa.
Passou.
Passeei na alternância dos meus sentidos.
Graças a eles, senti que não preciso perder para lamentar; que, ao desacreditar, eu credito na conta alheia minhas frustrações; que algumas pessoas eu quero perto, feito a distância que separa dois travesseiros.
Perca-se no tempo, mas não perca tempo!
Dance, ame, tome banho de chuva, surpreenda, cozinhe seu prato preferido no almoço e peça pizza para o jantar. Se alguém te deixa feliz, retribua. Espalhe o que você tem de bom. Errou, peça desculpas. Acertou, repita a ação inúmeras vezes. Não desperdice energia, principalmente a vital.
Entenda: é perda de tempo não dizer a quem se ama o quanto sua ausência torna a vida sem sabor; é perda de tempo não desejar bom dia e esperar que a noite seja sempre boa; é perda de tempo não entrar em campo, mas querer fazer o gol da vitória.
Lembre-se: se a vida lhe pedir um minuto, conceda. Mas peça em troca tempo suficiente para viver como se nada dependesse daqueles sessenta segundos.
“O poeta escreve pra si.
Foi assim que compus meus silêncios.
Na letra exponho meus estados.
Lá não tenho armaduras.
Não tenho pele.
Tudo que me toca, toca no osso.
Tudo é letal.
Quem me lê, vê que oscilo do incrivelmente feliz para o dramaticamente melancólico.
Sinto, e muito!
Viver, para mim, está intrinsecamente ligado ao sentir.
Quem não sente, não pode estar realmente vivo.
Noto que habito numa terra povoada por zumbis.”
"Eu não quero viver pela fé! Mesmo sendo ela um atributo divino.
A fé é o último estágio... é quando tudo deu errado, e não se tem mais expectativas em nada.
A fé começa 'somente' quando se esgotam todas as esperanças.
Isso não é vida pra mim, não é vida pra ninguém!
Eu não quero contar sempre com Deus.
Quero sim, agradecê-lo por ter conseguido sozinho, quero ser grato por não me sentir só, enquanto eu conquistava.
Quero que ele me dê esperanças, para sempre acreditar que tem jeito, que com um pouquinho mais de esforço é possível!
A esperança é melhor que a fé!
Uma vida norteada tão 'somente' pela fé é uma vida muito triste."
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