Textos sobre Falsidade
Cadê o seu "Amigo (a)" ?
A vida é mesmo uma caixinha de surpresas. Em meio a tantos encontros, há pessoas mal-intencionadas que desejam apenas o seu fracasso, escondem-se atrás de máscaras, fingem ser amigos e somem quando você mais precisa.
Quando você tem dinheiro, “amigos” aparecem de todos os lados. Mas, quando enfrenta dificuldades, problemas ou precisa de uma mão, eles desaparecem como se nunca tivessem existido. E o pior: depois de muito tempo sem sequer perguntar se você está bem, reaparecem — apenas para pedir um favor.
Quem age assim jamais vai longe. Podem até usar outros como degrau, mas viverão patinando, presos à própria mediocridade.
Ajudar quando tudo está bem é fácil. Mas ser amigo de verdade vai muito além: é apoiar, aconselhar, celebrar suas vitórias, suportar a sua felicidade e, acima de tudo, não trair sua confiança.
Não se engane: energias negativas também vêm disfarçadas de amizade. Encontrar alguém que genuinamente se alegra com sua felicidade, que torce pelos seus sonhos, é raro e precioso.
Se aquele que você chama de amigo não te incentiva, coloca barreiras na sua alegria sob a desculpa de “querer seu bem”, sente inveja do seu sucesso, te diminui e depois oferece elogios vazios — ele pode ser qualquer coisa, menos seu amigo.
Cuidado. Abra os olhos. Muitas vezes quem mais sorri ao seu lado é quem mais deseja te ver cair.
Certo dia perguntam-me se eu já havia me decepcionado com alguém?
Respondi que sim, e várias vezes. Somos seres humanos falhos, pregamos o amor fraternal e nos digladiamos, prometemos amizades infinitas e decepcionamos aos outros, se vemos alguém feliz da vida sentimos inveja disso pois muitas das vezes somos infelizes, trocamos por diversas vezes uma amizade sincera por momentos de status, e por aí vai...
Decepções sempre teremos. O que nos resta fazer é nunca, nunca mesmo, criar expectativas sobre alguém pois certamente um pouco mais à frente esse alguém nos decepcionará.
Seja feliz e viva pra você!
Acho incrível como as pessoas mudam rápido...
Algumas delas se aproximam de você por causa do que você tem ou pode oferecer. Conseguiriam, te esquecem num de piscar de olhos.
Amizade para ser verdadeira, não se faz necessário estar colados 24h, e sim vibrar toda vez que o outro progride ou vence obstáculos, estar sempre apoiando quando o outro necessitar, sentir a falta do outro quando em algum momento venham as recordações.
Amigos verdadeiros não são muitos. Nem todos os que sorriem pra você, o são. Saiba reconhecê-los!
Cuidado com quem vive espalhando amor por aí. Prefiro acreditar num mentiroso, do que acreditar naquele que me dá tapinhas nas costas, e na minha ausência me fura os dois olhos. O mentiroso diz que me ama, é uma forma cômica de eu me iludir, porque tenho a certeza das suas verdadeiras intenções, o falso amigo diz que me ama. Ai sim, me dá grande medo...
Otávio Mariano.
Verdade X Mentira
O que dizer sobre isso?
Se mentes és julgado por um longo tempo.
Se falas a verdade em ti não acreditam!
Jesus passou pelos soldados com a verdade dita pela sua mãe.
Afinal que mãe entregaria assim seu filho de bandeja para que um soldado o matassem por ser o Messias? Deve ter pensado assim o guarda e por esse motivo os deixou passar.
A humanidade está acostumada com mentiras e traições, ela tem medo da verdade e da lealdade. Por sua vez é mais fácil acreditar em quem fala uma mentira do quem está a falar a verdade. O ser humano está acostumado a ouvir o que deseja, a ver o que não existe, apenas para se sentir melhor e como não estão acostumados com a verdade reagem de forma agressiva e negativa, sentem medo de amar de verdade, de ser feliz sem motivo específico, de olhar no olho de outra pessoa e dizer o que sente sem medo da reação, ouvir mentiras dói menos, enquanto as verdades machucam por um longo tempo. E por acreditar que a verdade possa ser uma farsa é que as pessoas não as usam mas, não as escultam mas, não acreditam mas.
Pratique a verdade e verás como difícil é você falar e alguém acreditar.
"Em terra de gente falsa,quem age com sinceridade, sai sempre como: a errada, infantil,estúpida,
grossa,mal-educada e a estressada da situação. Infelizmente,por mais que você aja corretamente e sempre sendo verdadeira,você sempre irá receber esses adjetivos."
---Olívia Profeta---
"Os amigos falsos te chamam quando necessitam de algo. Os amigos verdadeiros te chamam e te perguntam se está tudo bem? E isso vale pra familia também rsrsrs
Apesar que existe também aqueles que por perto fala bem de você e basta você virar as costas pra ficar sabendo que falaram mal. REPITO: Quem fala mal de alguém na AUSÊNCIA dela. São pessoas mal-amadas, medíocres e invejosas não queira entrar nesta minha lista porque quem sairá perdendo é você. GENTE FALSA TO CHEIA."
—By Coelhinha
"Quienquiera que me desee el malo. Le digo...- ME DAS PENA, que no puedas alegrarse con mi felicidad como lo haria yo."
"Qualquer um que me deseja o mal?! Eu digo: -Me da uma lástima que não consiga se alegrar com a minha felicidade como eu me alegraria com a sua." Vitória incomoda rsrs
—By Coelhinha
1 de abril dia da mentira
Dia de várias pessoas 2 caras e Não me preocupo com pessoas mentirosas, pois sei que o universo se encarregará de puní-las e Cuidado com quem você compartilha as suas fraquezas e ideias...
Pois algumas pessoas não vão perder a oportunidade de usá-las contra você ou usar suas ideias para usar vc de escada....
FELIZ 1 DE ABRIL 🎭
1 de abril dia da mentira 🎭
Dia de várias pessoas 2 caras🎭
E não me preocupo com pessoas mentirosas,
pois sei que a VIDA se encarregará de puni-las
E cuidado com quem você compartilha as suas fraquezas e ideias...
Pois essas pessoas podem usar elas contra você mesmo ou pior...
te usar de escada e subir na vida usando suas ideias....
Feliz Dia Da Mentira 🎭
Uma hora... um dia... um ano..
ou por toda a eternidade,
é só você quem vai me querer mal
foi só com você que errei afinal.
Um mal que só a você faz mal,
meu mal nem magoa tanto assim,
só não queria você perto de mim...
só por isso não disse sim.
Foi erro de verdade
ter agido com sinceridade?
Não queria na minha vida
tanta falsidade...
Meu mal... meu bem
fiz um bem...
e pra você também.
A palavra do Senhor que veio a Joel, filho de Petuel.
Ouçam isto, anciãos; escutem, todos os habitantes do país. Já aconteceu algo assim nos seus dias? Ou nos dias dos seus antepassados?
Contem o que aconteceu aos seus filhos, e eles aos seus netos, e os seus netos, à geração seguinte.
O que o gafanhoto cortador deixou o gafanhoto peregrino comeu; o que o gafanhoto peregrino deixou o gafanhoto devastador comeu; o que o gafanhoto devastador deixou o gafanhoto devorador comeu.
Acordem, bêbados, e chorem! Lamentem todos vocês, bebedores de vinho; gritem por causa do vinho novo, pois ele foi tirado dos seus lábios.
Uma nação invadiu a minha terra, poderosa e inumerável; seus dentes são dentes de leão, suas presas são de leoa.
Arrasou as minhas videiras e arruinou as minhas figueiras. Arrancou-lhes a casca, e derrubou-as, deixando brancos os seus galhos.
Pranteiem como uma virgem em vestes de luto que lamenta pelo noivo da sua mocidade.
As ofertas de cereal e as ofertas derramadas foram eliminadas do templo do Senhor. Os sacerdotes, que ministram diante do Senhor, estão de luto.
Os campos estão arruinados, a terra está seca; o trigo está destruído, o vinho novo acabou, o azeite está em falta.
Desesperem-se, agricultores, chorem, produtores de vinho; fiquem aflitos pelo trigo e pela cevada, porque a colheita foi destruída.
A vinha está seca, e a figueira murchou; a romãzeira, a palmeira e a macieira, todas as árvores do campo secaram. Secou-se, mais ainda, a alegria dos homens.
Ponham vestes de luto, ó sacerdotes, e pranteiem; chorem alto, vocês que ministram perante o altar. Venham, passem a noite vestidos de luto, vocês que ministram perante o meu Deus; pois as ofertas de cereal e as ofertas derramadas foram suprimidas do templo do seu Deus.
Decretem um jejum santo; convoquem uma assembléia sagrada. Reúnam as autoridades e todos os habitantes do país no templo do Senhor, do seu Deus, e clamem ao Senhor.
Ah! Aquele dia! Sim, o dia do Senhor está próximo; como destruição poderosa da parte do Todo-poderoso, ele virá.
Não é verdade que a comida foi eliminada diante dos nossos próprios olhos, e que a alegria e a satisfação foram suprimidas, do templo do nosso Deus?
As sementes estão murchas debaixo dos torrões de terra. Os celeiros estão em ruínas, os depósitos de cereal foram derrubados, pois a colheita se perdeu.
Como está mugindo o gado! As manadas andam agitadas porque não têm pasto; até os rebanhos de ovelhas estão sendo castigados.
A ti, Senhor, eu clamo, pois o fogo devorou as pastagens e as chamas consumiram todas as árvores do campo.
Até os animais do campo clamam a ti, pois os canais de água se secaram e o fogo devorou as pastagens.
Fui distraída no meu melhor momento para passar por várias humilhações por meio de uma pessoa que eu já tinha tirado da minha vida e burra fui dar mais uma oportunidade para ele mostrar que não presta.
Ele me iludiu brincando com os meus sonhos.
Mas a maior culpada fui eu.
Agora espero ter aprendido.
Não serve mais nem como amigo.
Coisa que nunca foi.
Nunca será.
Assim como Judas jurou, beijou o pé e falou de amor.
Depois, traiu, mentiu e me fez chegar as vias de fato.
Me denunciou por não ser hipócrita.
E no mesmo dia, voltou a bater na minha porta!
Grand Circo da Vida...
No grande circo dos espetáculos diários, existe uma trupe de artistas renomados que se destacam em um show de talentos bem específico: o malabarismo de egos. Nesse picadeiro vibrante, onde o riso é constante e a sinceridade é um número raro, os integrantes não medem esforços para conquistar o aplauso máximo do iludido Grande Maestro.
Os palhaços, com suas máscaras de simpatia, são mestres na arte de equilibrar elogios exagerados e informações picantes. Afinal, nesse espetáculo, quem não participa do teatro das fofocas fica para trás. A ascensão ao estrelato é garantida para aqueles que dominam a habilidade de puxar o tapete enquanto distribuem sorrisos.
O Grande Maestro, sempre atento aos cochichos do camarim, adora uma boa história. Suas reuniões são momentos de pura magia, onde ele, com uma piscadela sutil, reconhece os melhores contadores de causos. É um show à parte, onde todos fingem não perceber que os truques já foram revelados.
E assim, nesse circo brilhante, o espetáculo continua. Os sem talento para o picadeiro autêntico, encontram seu lugar entre acrobacias de falsidade e piruetas de conveniência, garantindo que a lona do circo nunca caia.
O lema é "sorria e acene". Porque, no final das contas, quem precisa de autenticidade quando se tem uma promessa baseada na bajulação? Então, vista seu melhor sorriso falso e prepare-se para o show, porque neste palco, a falsidade é a estrela principal!
Bravo, bravíssimo!
A "arte" da inversão…
Manipulação é a dança velada da sombra, onde a culpa, disfarçada, se impõe e assombra.
É o espelho quebrado da razão alheia, que reflete o erro como se fosse cadeia.
Teu grito, nascido do corte profundo, é moldado em silêncio por quem rege o mundo.
Teu lamento, legítimo, é transfigurado, num teatro cínico, ao algoz dedicado.
Quem desrespeita finge ser ferido, torcendo a verdade num laço distorcido.
E, assim, o carrasco se veste de vítima, invertendo a lógica, tornando-a enigma.
Leia de novo, até o véu cair, até que o ciclo não possa mais se repetir.
Pois quem usa teu pranto como argumento, te prende num labirinto de tormento.
A manipulação é a arte da inversão, um veneno sutil que invade o coração.
Mas quem enxerga além da neblina espessa, rompe o jogo e resgata a própria promessa.
Não é a quantidade, é a qualidade…
A solidão, muitas vezes temida, é na verdade um refúgio para aqueles que se recusam a habitar o teatro das aparências. Não faço questão de moldar-me ao agrado alheio nem de ceder espaço a máscaras que fingem afeição, enquanto ocultam intenções vazias. Vivemos em um mundo onde o brilho das palavras é frequentemente maior que sua substância, e onde o preço de tudo é calculado com precisão, mas o valor das coisas — e das pessoas — se perdeu em meio ao ruído. É um cenário em que a falsidade veste trajes elegantes, mas não consegue disfarçar o vazio de um coração desprovido de sinceridade.
Prefiro a companhia do silêncio ao convívio com vozes que não ecoam verdade. Quem valoriza a própria essência sabe que nem todas as presenças são bênçãos; algumas são pesos que nos arrastam para um chão de ilusões e desgostos. Há momentos em que a distância não é apenas uma escolha, mas uma necessidade vital. Cada passo solitário, quando guiado pela autenticidade, é mais digno do que mil passos acompanhados por sombras que disfarçam intenções. E se o preço da minha verdade é a solidão, pago-o sem hesitação, pois a minha verdade é o único chão firme no qual posso caminhar.
Já dividi momentos, confidências e risos com pessoas que hoje são apenas lembranças distantes. Não guardo ressentimento; guardo aprendizado. Há lugares que já ocupei, mas que hoje não mais me pertencem, pois o tempo, esse escultor implacável, molda nossas prioridades e nos ensina a deixar para trás o que não nos alimenta. Carregar o peso do passado é recusar o espaço que o novo necessita para florescer. E há uma liberdade sublime em soltar aquilo que nos faz mal, em abrir mão do que nos desgasta, em dizer adeus ao que não nos respeita.
Cada despedida é uma porta que se fecha e, ao mesmo tempo, um portal para dentro de nós mesmos. A ausência do outro nos ensina a presença de quem realmente somos. É nessa solitude que encontramos a clareza necessária para discernir o que importa e o que é supérfluo, o que edifica e o que consome. A estrada da autenticidade pode ser solitária, mas é nela que o espírito encontra paz. Que o mundo siga amontoando falsidades; eu escolho caminhar leve, fiel ao que pulsa dentro de mim. Porque, no fim das contas, não é a quantidade de pessoas ao nosso redor que importa, mas a qualidade daquilo que carregamos na alma.
Pois o que somos não pode ser apagado por quem não sabe sequer iluminar-se...
Há na humanidade uma espécie peculiar de fragilidade disfarçada de força, indivíduos que, em sua incapacidade de criar, buscam parasitar o que outros constroem. Como aves de rapina desprovidas de garras ou presas, não enfrentam, não lutam, não se lançam ao risco de conquistar por mérito próprio. Em vez disso, rondam incansavelmente aqueles que brilham, aguardando o momento oportuno para se alimentar das migalhas de sua queda. São almas que não possuem voo próprio, mas que se movem em círculos, orbitando o talento alheio, como satélites de uma luz que não lhes pertence.
Essas pessoas habitam uma existência marcada por um vazio silencioso, um abismo interno que as impede de enxergar sua própria essência. A inveja as consome, mas não a inveja do ódio estridente; é uma inveja sutil, quase patética, que se expressa na bajulação, na falsidade, no sorriso forçado que tenta disfarçar a vergonha de sua própria insuficiência. Vivem da energia dos outros, como parasitas emocionais, e suas vidas se tornam uma farsa contínua, uma peça teatral onde o ego é o protagonista e a autenticidade, o grande ausente.
No fundo, são dignas de compaixão, mas não de piedade. A compaixão verdadeira exige distância, exige a força de compreender que o vazio que carregam é um reflexo de suas escolhas e de sua recusa em enfrentar a si mesmas. Como bem dizem as escrituras, devemos amar até mesmo aqueles que nos desejam o mal, pois o amor é o único antídoto contra as trevas que habitam o coração humano. Contudo, amar não significa compactuar. É necessário manter-se firme, ser luz sem permitir que essa luz seja sugada por quem não sabe, ou não quer, resplandecer por conta própria.
Essas pessoas são movidas por um ego frágil e inflado, uma máscara que esconde a profunda insatisfação consigo mesmas. Elas gritam para serem ouvidas, não porque têm algo a dizer, mas porque têm medo do silêncio que revelaria sua insignificância. São frágeis, não no sentido de merecerem cuidado, mas no sentido de que sua fragilidade as torna perigosas. Não sabem construir, mas sabem destruir; não sabem criar, mas sabem roubar; não sabem brilhar, mas sabem apagar.
E, ainda assim, o que fazer além de seguir no caminho do bem? Não é nossa tarefa julgá-las, tampouco é nossa obrigação salvá-las. Devemos manter o foco em nossa própria jornada, protegendo nossa luz, fortalecendo nossas raízes, e permitindo que a verdade, como um rio, flua de forma natural. Pois a verdade é implacável: aqueles que vivem da farsa cedo ou tarde serão engolidos por ela. E quando isso acontecer, não haverá nada, nem ninguém, para sustentar o castelo de cartas que construíram. Restará apenas o vazio que sempre esteve lá, esperando para consumi-los.
No fim, a queda dessas pessoas é inevitável, não porque alguém a deseje, mas porque é a consequência natural de uma vida construída sobre ilusão e sombra. Que elas encontrem, nesse momento, a coragem que lhes faltou para olhar para dentro. Que o vazio, ao invés de as destruir, as ensine. E que, enquanto isso, nós sigamos sendo luz, não para elas, mas para o mundo. Pois o que somos não pode ser apagado por quem não sabe sequer iluminar-se.
Ter um culpado…
Colocaram fogo no restaurante comigo ainda lá dentro. As chamas lambiam as paredes como línguas de uma ira que nunca foi minha, mas, de alguma forma, sempre me escolheu como alvo. O calor não me assustou. Pelo contrário, senti uma espécie de familiaridade com ele. Eu, que vivi tantos incêndios na alma, agora era apenas mais uma peça no cardápio do caos.
Enquanto o teto ruía e o ar se tornava pesado, percebi: não valia a pena gritar. Quem acendeu o fósforo já havia saído pela porta da frente, talvez assobiando uma melodia de inocência fingida. E quem passava pela calçada, ao ver as labaredas, não pensava em salvar quem estava dentro. Pensava apenas no espetáculo da destruição. Porque é isso que as pessoas fazem, não é? Elas assistem.
Então eu olhei ao redor. Louças estilhaçadas. Mesas tombadas. Cortinas em chamas. E, pela primeira vez, senti uma espécie de alívio. Uma certeza incômoda, mas libertadora: se é pra me chamarem de culpado, talvez eu devesse ser. Não me restava mais nada pra salvar — nem o restaurante, nem a mim. Peguei o que sobrou de força, virei o gás no máximo e, com um fósforo que achei no bolso, devolvi o favor. Explodi aquele lugar como quem assina um bilhete de adeus: com firmeza, sem remorso, mas com estilo.
Saí pela porta de trás, enquanto os destroços ainda voavam pelo ar. A fumaça subia, preta como os julgamentos que viriam. E eu sabia que viriam, claro. Sempre vêm. “Por que você fez isso?”, perguntariam. “Por que não tentou apagar o fogo? Por que não pediu ajuda?” Ah, os paladinos da moralidade, tão rápidos em condenar e tão lentos em entender. Mas eu não queria me explicar. Explicações são como água despejada sobre um incêndio: às vezes apagam, mas quase sempre só espalham mais fumaça.
Ser o vilão era mais fácil. Mais honesto. Assumir o papel de quem destrói é menos exaustivo do que tentar convencer o mundo de que você foi destruído. Porque, no final das contas, ninguém realmente escuta. Eles só querem um culpado. E, se é pra ser apontado de qualquer jeito, que seja com a dignidade de quem escolhe o próprio destino.
Não estamos falando de restaurante. Nunca estivemos.
Os arquitetos do vazio…
Sob a luz pálida de um sol amortecido, um salão vasto e mal iluminado estendia-se como um campo de batalha velado. As mesas alinhadas eram cercadas por cadeiras que pareciam tronos de um reino que se sustentava em falsidades e segredos. Ali, onde o ar tinha o peso de um segredo mal guardado, seis figuras dominavam o espaço, cada uma com sua própria máscara, cada uma com suas ambições ocultas.
No centro de tudo, havia Lívia, a líder do lugar, embora o título parecesse um adorno mais do que uma verdade. Ela era jovem, mas sua postura encurvada e o olhar vazio faziam-na parecer mais velha, como se carregasse o fardo de uma vida que nunca aprendeu a viver. Sua presença era um paradoxo: uma figura que deveria inspirar, mas que transmitia uma inquietação quase palpável. Havia algo de sombrio em suas expressões, uma tristeza que parecia nascer de um vazio interno, como uma casa grande e rica, mas sem mobília. Ela nutria uma amizade peculiar com Clara, a outra mulher do grupo, uma relação que os olhos mais atentos poderiam chamar de genuína, mas que, nas sombras, era distorcida por interesses e manipulações.
Clara era uma especialista em disfarces. Seu sorriso largo e suas palavras doces escondiam uma mente afiada, acostumada a esquadrinhar as fragilidades alheias. Era como uma serpente, deslizando suavemente, mas pronta para atacar quando fosse conveniente. Enquanto fingia lealdade a Lívia, tecia em segredo uma trama venenosa, espalhando palavras como lâminas, afiadas pela raiva e pelo desprezo que sentia pela líder. Não era difícil perceber que Clara não tinha apreço por ninguém além de si mesma, e seu mundo girava em torno de benefícios que pudesse colher sem esforço.
Entre os homens, destacava-se Elias, vice-líder, o mais jovem da equipe. Sua juventude era marcada por uma habilidade peculiar: a mentira. Ele mentia com uma facilidade que quase parecia arte, moldando realidades paralelas que o favoreciam, como um espelho distorcido. Sua personalidade refletia a de Lívia, ambos unidos por uma escuridão que não admitiam em voz alta. Elias era astuto e sabia que, para sobreviver, precisava jogar um jogo perigoso, mesmo que isso significasse destruir quem estivesse em seu caminho.
Davi, o assistente que ocupava o quarto lugar em idade, era um homem de aparências e fantasias. Ele havia se construído em cima de histórias que não eram suas, pavimentando sua trajetória com mentiras que contava a si mesmo e aos outros. Era um parasita, sugando o que podia de Lívia, que, por motivos que ninguém compreendia, lhe dedicava uma atenção especial. Talvez fosse fascínio, talvez interesse compulsivo e carnal, mas o fato era que Davi sabia como aproveitar-se disso, alimentando as ilusões de Lívia enquanto construía sua própria rede de vantagens.
O restante da equipe era composto por Samuel, o segundo mais velho, um homem animado, de energia leve, mas que escondia inseguranças profundas e uma natureza dúbia, e Heitor, o veterano do grupo, cujo coração puro e espírito resiliente o tornavam um estranho naquele ninho de cobras. Heitor havia aprendido a sobreviver, não por malícia, mas por necessidade. Ele observava o caos ao seu redor com olhos atentos, sabendo que o único caminho seguro era aquele que o levaria para longe dali.
A trama começou a se desenrolar quando Lívia, Clara e Davi uniram forças em uma conspiração intrincada. Eles criaram uma aliança baseada em interesses mútuos, cada um trazendo suas habilidades para a mesa: Lívia, com sua manipulação e capacidade de distorcer a verdade; Clara, com sua falsidade; e Davi, com sua habilidade de se fazer indispensável. Juntos, começaram a trabalhar com um único objetivo: derrubar Elias e promover Davi em seu lugar, garantindo a vontade de Lívia e que Clara fosse muito bem recompensada.
Porém, Elias não era tolo. Ele percebia os movimentos sutis, os olhares trocados, as conversas sussurradas quando pensavam que ninguém estava ouvindo. Ele começou a contra-atacar, espalhando rumores e manipulando situações para parecer estar jogando no mesmo time de Lívia, quando na verdade ele queria o seu lugar. Era um jogo de xadrez sombrio, onde as peças eram movidas no silêncio, e as consequências eram reais.
Enquanto isso, Heitor observava. Ele não era parte do jogo, mas também não era cego ao que estava acontecendo. Ele via as máscaras caindo, os sorrisos falsos, os olhares carregados de intenções ocultas. Ele sabia que aquele lugar não era feito para ele, que sua bondade e honestidade eram qualidades que não tinham valor ali. Mas também sabia que precisava aprender a jogar, não para vencer, mas para sobreviver até que pudesse partir.
Quando o confronto final aconteceu, foi como uma tempestade que há muito se anunciava. As alianças desmoronaram, as verdades vieram à tona, e os segredos que sustentavam o equilíbrio precário daquele reino de falsidades foram expostos. Clara tentou culpar Elias, que, por sua vez, acusou Davi, que tentou se esconder atrás de Lívia. Mas, no final, todos saíram perdendo, exceto Heitor, que, com sua paciência e resiliência, conseguiu escapar ileso.
Quando Heitor finalmente deixou aquele lugar, sentiu-se como um prisioneiro libertado. Ele sabia que nunca mais voltaria, que aquele capítulo de sua vida havia terminado. E enquanto caminhava para fora, sob a luz de um sol que finalmente parecia brilhar, ele sorriu. Não porque havia vencido, mas porque havia sobrevivido. E, às vezes, isso era tudo o que importava.
Pouco a pouco eu percebo que não tenho mais amigos, isso já não existe nos dias de hoje, uns te chamam de falsos, uns te julgam, te condenam, te criticam, apontam seus defeitos e seus erros, porém poucos te estendem as mãos, já não vale mais a pena ter amigos, as vezes os estranhos são mais fiéis e nos auxiliam em nossa caminhada, nos ouvem e nos consolam, enquanto aquele que você acha ser uma pessoa de boa índole na verdade é uma alma suja, perversa e cruel que vê apenas o seu lado, que é o centro do universo, que acha que todos os que lhe rodeiam nos dias de glória são amigos pra vida, que são amigos de festas, amigos de bar, amigos de baladas, amigos de momentos, amizade é como o dinheiro para algumas pessoas, que passa de mão e mão e que poucos sabem o real significado do seu verdadeiro valor.
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