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Textos sobre Falsidade

Cerca de 589 textos sobre Falsidade

⁠Hoje eu conheci uma pessoa e me lembrei de você,
de início eu fiquei com medo.
Lembrei que conhecer novas pessoas ao seu ver era errado;
Eu travei porque uma vez você me convenceu
que isso não era justo com você;
Meu Deus, minha mente ficou em caos...

Eu era seu e mesmo assim você duvidou;
Eu te priorizei e mesmo assim você fez pouco caso de mim;
Perdi as contas de quantas vezes você me fez sentir culpa,
por erros que nem eram meus;
Das vezes que me desculpei mesmo a culpa sendo sua.

Mesmo você me destruindo, eu tentava te entender,
Mesmo com todos os motivos para partir eu fiquei ao seu lado.
Você foi me matando aos poucos,
até que minha única alternativa que me restou,
foi te arrancar de dentro de mim.

Eu destruí todos os sonhos;
Queimei todas as lembranças e busquei nelas
cada detalhe do seu real modo de agir;
Reduzi a cinzas aquela pessoa perfeita que você se dizia ser.
Eu até cheguei ao ponto de esquecer o seu rosto.

Eu me dei conta de que nunca te conheci.
Então foi nesse exato momento que eu percebi...
Que eu não precisava te esquecer, afinal,
você nunca existiu.

E quando eu te conheci de verdade eu descobri,
que nunca te amei.



(13 de março de 2023)

Inserida por raphael-rsa

⁠Eu pensei que a terra havia virado do avesso.
Aquele "anjo" tinha caído do "céu".
Pisara no inferno e estava a tocar nas igrejas.
Impuro!
Se esqueceu que a justiça dos homens é feita no territorio presente: a terra.
Sua alma voltou pra além de onde piso.
E na terra jaz um corpo vivo. Redoma de uma alma putrificada.
Meus sentimentos!

Inserida por rafaelasiqueira

⁠A Permissão do Stalking: Não diga sim, quando você queria dizer não!
Respeite a sua intuição!
Quantas vezes contrariamos a nossa intuição e adotamos um abusador em nossas vidas?
Em alguns casos, era pra ser um NÃO! e você desavisado diz sim quando alguém parece investir sedutoramente em você inesperadamente.
A pessoa já te analisou por um bom tempo e já sabe bem a sua utilidade na vida dela. E nos planos dela, com a mesma facilidade que ela vai entrar, ela também vai se livrar de você.
Aí, do nada, você permite alguém entrar na sua vida para concretizar “algum plano” em benefício próprio e contra você, que também poderá ser usado apenas como pano de fundo para atingir “outrem” num plano de ódio e vingança. Neste caso, você será somente um “bucha” de canhão.
Se você for inteligente e sacar a treta abusiva que te enfiaram, você será desconstruído, para que não seja arquivo vivo da malandragem hedionda.
Cuidado ao deixar alguém rasgar o véu da nossa intimidade. Às vezes, alguém que já te usou sem permissão como flecha e escudo contra alguém sabe que você é nada mais que a reserva técnica dela. E um dia ela virá com força total contra você. Ao perceber isso, caia fora.
Ao entrar na sua vida, pouco a pouco, essas pessoas vão dando linha para você entender que ela veio para ficar, que todos os outros ao seu redor são pessoas nocivas (não poupam nem a família) e você vai deixando ela entrar cada vez mais na sua vida, num misto de dominação e confiança.
Na realidade, enquanto você vai criando laços com os aparentes sinais ela vai criando campos minados.
Demonstrando fragilidade, ela precisa te afastar das pessoas que te cercam, mas vai selecionar algumas pessoas do círculo dela amizade para conviver com você. Eles também serão manipulados.
Quando você estiver adaptado aquele novo grupo, ela fará um jogo duplo, minando ambos os campos, demonstrando sutilmente à percepção deles alguma desconfiança em você e igualmente, deixando você perceber alguma desconfiança delas.
Falando pouco, ouvindo atentamente, mostra-se mística ou religiosa e também vai usar isso no processo confiança para a captura da sua presa: você.
Aos poucos e com astúcia, mergulha no mais profundo do seu ser e dali, vai tentar arrancar toda a sua vulnerabilidade para fazer com que isso venha à tona nos momentos mais inconvenientes, a você, claro!
Você vai notar contradições em alguns momentos iniciais, mas chegará num determinado ponto em que haverá contradições por todos os lados. Mas você estará totalmente cego e perturbado com o barulho que ela vai causar. Ela vai te manter sempre muito ocupado e afastado de todos para que não haja lucidez.
Depois, ela passará a usar as características mais vulneráveis da sua personalidade natural para temperar possíveis erros provocados e que ela se encarregará cuidadosamente de orquestrá-los contra você, mas nunca deixará de dizer: estamos juntos!
Ai! Isso dói. Até aqui, já doeu bastante! Dói pelo que passamos e dói duplamente quando vem á tona da nossa consciência a forma ardilosa e suja da ação.
Dói porque não ficamos atentos às evidências.
O pior é que, por ser obstinada a cumprir os seus planos, essa pessoa ficará ali, fazendo cara de quem está comendo um quilo de sal com você, mesmo tudo sendo fruto de armações silenciosas e discretas, avançando mais e mais até chegar ao seu objetivo: e de bônus, tirar a sua paz, o seu brilho ou o que move a sua razão de viver. Se conseguir te destruir enquanto senta na cadeira de mártir para uma plateia, melhor ainda para ela (e pior para você!).
Enquanto você amarga a pena que ela traçou para você, estará ali ao seu lado, friamente e dirá: MESMO ASSIM, CONTUDO! eu te amo, estou com você até o fim e enquanto da mais uma navalhada em você, sussurra no seu ouvido: “vamos para Paris (?!)”...
Sim! É verdade... essas pessoas são capazes de te chamarem para Paris num dia e no outro te levarem a uma delegacia de polícia!
A principal estratégia é te jogar numa fogueira confortável no quintal do paraíso. Oi? Como assim?
A pessoa abusiva é covarde, ela não te levaria para sofrer no inferno, pois sabe que ficaria lá, fisicamente e você em algum momento sairia.
O emocional dela já trafega em chamas ardentes de sofrimento com a felicidade alheia. Assim, prefere estar fisicamente em ambientes agradáveis para aparentar ser “bon vivant”, que fingindo gostar de prazeres enquanto toma um gole de vinho, ela te faz comer brasas.
Eu penso que essas pessoas são doentes incuráveis, devem ter muitos problemas de saúde mental que eu nem entendo, porém, muito inteligentes, atormentam na presença para justificar a perseguição contumaz na ausência planejada por eles.
Todos eles já sabem que sairão da vida das suas vítimas antes de entrar na vida de alguém.
Os seus "ajudadores" são apenas pessoas enganadas e manipuladas, também vítimas do seu ódio que, infelizmente, passaram a ser atores coadjuvantes nos seus planos.
Podem usar novas vítimas para se vingar de vítimas anteriores? Será que poderia ser isso? A pessoa ter ódio de alguém por não ter conseguido destruí-la e passar a persegui-la, mesmo depois de sua atuação direta?
Os stalkeadores são incompatíveis com a felicidade e são socialmente nocivos. Deus me livre! Deus me cure dos males que essa gente deixam em nossas vidas!
Deus me guarde de conviver novamente com este tipo de gente..

Inserida por jozedegoes

Podridão

Falsos profetas
Enviados a sua vida
Cumprindo suas metas
Alegria prometida

Cobras imundas
Amam na presença
E odeiam na ausência
Pouco profundas

Podres megeras
Com um sorriso pior
Que o coração de pedra
De sangue e suor

A mão da besta
Vestida de branco
Acaricia a cabeça
Num torto encanto

Tentam o afastar
Do seu nobre caminho
Sua defesa é lutar
Quebrar os espinhos

Tome muito cuidado
Não caia nas graças
Do mal tão amado
Das malditas traças.

Inserida por rodolfomair

Meu pai

Minha mãe me ensinou o que é o amor
Meu pai a forma como eu mereço ser tratada

Hoje em dia tenho minhas paixões
Que insistem em me tratar mal
⁠Na real...

Não me tratam mal
Papai me ensinou
Que mesmo batendo em minha cara
Não é para haver dor

Ele não para de me bater
Mas é tudo amor

Sorrio para ele
Queria realmente que fosse amor
Mas desde quando o amor
É demonstrado pela dor?

Obrigada papai

Inserida por Aprendendocomador

Condenação
(Marcel Sena)

Inocente. Homem envolvente roubando a mente;
Culpado. Contemplares olhares e palavras vazias;
Usurpado. Esperanças levadas em um afago cínico;
Assaltado. Criminoso treinado lhe tirando suspiros.

Enganado. De acusador a réu escrachado;
Desmemorie. Devaneios ilícitos reincidentes;
Julgado. Para uma sombria alcova destinado;
Condenado. Prisão de gelo Cocytus mandado.

Um simples pecador com coração enjaulado;
Um prisioneiro mergulhado em medo;
Verdes campos muito tempo não tocados;
Momentos de aflição para sempre lembrados.



Cuiabá, 07 de dezembro de 2015.

Inserida por senagel

⁠⁠⁠⁠POLÍTICO PRA FRENTE

Na festa, um político se aproximou de uma escritora e perguntou:

– Oi, eu sou político, não quer dançar comigo?

– Não, eu não danço! – respondeu a escritora. – Quando foi que começou a se envolver em política?

– Já faz algum tempo – respondeu ele. – Descobri que tenho vocação pra isso.

– Não duvido que isso não tenho vindo de seus pais – disse ela. – Você se envolve nessa coisa de mercenário, é divertido? Você é o quê? Oportunista? Calculista?

– Talvez eu não tenha sido amamentado – respondeu o político.

– Acha que minhas inimigas não costumam se envolver com homens iguais a você? – perguntou ela.

– Acho que você gosta de homens como eu.

– Você acha, não eu! – retrucou a escritora. – Quando começou a desviar dinheiro público?

– Nossa! Você nunca para, né?!

– Não, eu nunca paro – respondeu ela.

O político perguntou:

– Então por que não vamos para o seu quarto pra ver o que tem no frigobar?

– Que pena! Sou escritora, bebi tudo. É impossível que não se importe com uma quantidade de crianças passando necessidade por causa de seus acordos?

O político respondeu:

– Olha, as pessoas se destroem como um modo de vida, sempre foi assim.

Ela questionou:

– Quer dizer que você só assiste o noticiário e continua o seu dia?

E o político:

– Me responde uma coisa, você acha que vai mudar os resultados? Você também faz parte do sistema.

– Ah, me conta, como é que é isso? – perguntou ela.

– Quem você acha que coloca os picaretas no poder? – perguntou o político. – Iludidas que só querem um casamento com homens endinheirados.

A escritora retrucou:

– Só pra esclarecer, nem toda Mulher quer um casamento com um homem endinheirado, como nem todo Homem se destrói como um modo de vida! Verdadeiras ações são feitas todo dia, mas parece que não por você. Este lugar está prestes a explodir. Quero usar meu tempo com um Homem justo.

By-Marcélio__

Inserida por marcelio912

⁠Se parar para observá-la
com uma atenção merecida, perceberá uma oscilação emocionante de distintas personalidades numa única mulher, cujas vontades são recorrentes,
às vezes, momentâneas,
a depender da sua necessidade, do que está sentindo, do que está passando, das suas doses de impulsividade, dessarte, sua instabilidade é tamanha, entretanto, nunca está desprovida da sua verdade, além do mais, não age assim à toa, tendo em vista que aprendeu amar a sua solitide com a mesma intensidade que ama a companhia de certas pessoas.

Infelizmente, muitos ainda confundem o seu amor próprio com falsidade,
provalvemente, por não estarem acostumados
com um amor nutrido
com liberdade.

Portanto, a simplicidade
tem sido o seu principal refúgio
por conseguir propocionar alguns momentos de equilíbrio
pra sua mente caótica,
pra seus sentimentos intempestivos,
alcançando uma sobriedade que logo se nota,
mesmo que não seja constante,
sendo justamente isso
que a faz ser tão preciosa.

O mundo dela não é nada monótono, mas para acessar a porta e conhecê-lo, é preciso demonstrar que se importa.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Um amor quando é sincero percebe-se fácil, não parece ser um peso, nem carece ser cobrado, então, merece bastante apreço, sendo continuamente cativado, pois o desprezo é inadmissível diante de algo tão bom e raro.

Já o amor que é falso, pode muito bem passar despercebido, não por ser esperto, mas por ser muitas vezes ignorado por um coração aflito que não quer admitir que não está sendo amado numa relação que não faz sentido.

Quanto mais vivo for o amor por Deus e por si mesmo, menor será o risco de ignorar uma falsidade danosa e também de amar falsamente, considerando que quem se ama de verdade, é capaz de amar de volta verdadeiramente.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Pela profundidade do teu olhar,
percebo que és uma pessoa intensa,
que tens uma forte personalidade,
pra muitos, fazes a diferença
com uma dose de suavidade
de amor, choros e verdades,
às vezes, difícil de lidar,
tens suas imperfeições,
mas não terão de ti, falsidades,
apenas o gosto amargo
por suas falsas ações.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠Ela possuía uma rara ingenuidade,
tudo que queria era saber
como era o amor de verdade,
seus sentimentos lhes eram desconhecidos,
entretanto, era difícil no meio
de tanta falsidade
de pessoas fingindo
serem fortes e sensatas
o tempo todo,
causando o próprio desgaste
ocultando o que sentiam
pelo o próximo
por pura vaidade,
mesmo assim, decidiu persistir
e penosamente pôde compreender
que não se tratava de explicar
mas de sentir,
infelizmente, começou pelo o sofrer
ao ponto de derramar algumas lágrimas,
e, hoje, consegue perceber
que só não sabia como se chamava,
mas que o amor já sentia e sente
e que já foi e ainda é
bastante amada.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠Na sua essência, a intensidade
é predominante, às vezes, é instável
age na voltagem de seus sentimentos
ou na frequência de sua racionalidade,
entretanto, uma coisa é inegável,
tenta não agir com falsidade,
principalmente, com ela mesma,
por isso que, muitas vezes,
é mal compreendida,
mas com certeza, vale muito à pena
conhecê-la de verdade,
já que é encantadora, gosta de se fazer presente, é determinada, inteligente
bem humorada, apesar de suas fragilidades,
sendo assim, os seus defeitos
não ofuscam as suas qualidades,
então, fica muito evidente
que é bom tê-la por perto
com a sua vivacidade.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠Os arquitetos do vazio…

Sob a luz pálida de um sol amortecido, um salão vasto e mal iluminado estendia-se como um campo de batalha velado. As mesas alinhadas eram cercadas por cadeiras que pareciam tronos de um reino que se sustentava em falsidades e segredos. Ali, onde o ar tinha o peso de um segredo mal guardado, seis figuras dominavam o espaço, cada uma com sua própria máscara, cada uma com suas ambições ocultas.

No centro de tudo, havia Lívia, a líder do lugar, embora o título parecesse um adorno mais do que uma verdade. Ela era jovem, mas sua postura encurvada e o olhar vazio faziam-na parecer mais velha, como se carregasse o fardo de uma vida que nunca aprendeu a viver. Sua presença era um paradoxo: uma figura que deveria inspirar, mas que transmitia uma inquietação quase palpável. Havia algo de sombrio em suas expressões, uma tristeza que parecia nascer de um vazio interno, como uma casa grande e rica, mas sem mobília. Ela nutria uma amizade peculiar com Clara, a outra mulher do grupo, uma relação que os olhos mais atentos poderiam chamar de genuína, mas que, nas sombras, era distorcida por interesses e manipulações.

Clara era uma especialista em disfarces. Seu sorriso largo e suas palavras doces escondiam uma mente afiada, acostumada a esquadrinhar as fragilidades alheias. Era como uma serpente, deslizando suavemente, mas pronta para atacar quando fosse conveniente. Enquanto fingia lealdade a Lívia, tecia em segredo uma trama venenosa, espalhando palavras como lâminas, afiadas pela raiva e pelo desprezo que sentia pela líder. Não era difícil perceber que Clara não tinha apreço por ninguém além de si mesma, e seu mundo girava em torno de benefícios que pudesse colher sem esforço.

Entre os homens, destacava-se Elias, vice-líder, o mais jovem da equipe. Sua juventude era marcada por uma habilidade peculiar: a mentira. Ele mentia com uma facilidade que quase parecia arte, moldando realidades paralelas que o favoreciam, como um espelho distorcido. Sua personalidade refletia a de Lívia, ambos unidos por uma escuridão que não admitiam em voz alta. Elias era astuto e sabia que, para sobreviver, precisava jogar um jogo perigoso, mesmo que isso significasse destruir quem estivesse em seu caminho.

Davi, o assistente que ocupava o quarto lugar em idade, era um homem de aparências e fantasias. Ele havia se construído em cima de histórias que não eram suas, pavimentando sua trajetória com mentiras que contava a si mesmo e aos outros. Era um parasita, sugando o que podia de Lívia, que, por motivos que ninguém compreendia, lhe dedicava uma atenção especial. Talvez fosse fascínio, talvez interesse compulsivo e carnal, mas o fato era que Davi sabia como aproveitar-se disso, alimentando as ilusões de Lívia enquanto construía sua própria rede de vantagens.

O restante da equipe era composto por Samuel, o segundo mais velho, um homem animado, de energia leve, mas que escondia inseguranças profundas e uma natureza dúbia, e Heitor, o veterano do grupo, cujo coração puro e espírito resiliente o tornavam um estranho naquele ninho de cobras. Heitor havia aprendido a sobreviver, não por malícia, mas por necessidade. Ele observava o caos ao seu redor com olhos atentos, sabendo que o único caminho seguro era aquele que o levaria para longe dali.

A trama começou a se desenrolar quando Lívia, Clara e Davi uniram forças em uma conspiração intrincada. Eles criaram uma aliança baseada em interesses mútuos, cada um trazendo suas habilidades para a mesa: Lívia, com sua manipulação e capacidade de distorcer a verdade; Clara, com sua falsidade; e Davi, com sua habilidade de se fazer indispensável. Juntos, começaram a trabalhar com um único objetivo: derrubar Elias e promover Davi em seu lugar, garantindo a vontade de Lívia e que Clara fosse muito bem recompensada.

Porém, Elias não era tolo. Ele percebia os movimentos sutis, os olhares trocados, as conversas sussurradas quando pensavam que ninguém estava ouvindo. Ele começou a contra-atacar, espalhando rumores e manipulando situações para parecer estar jogando no mesmo time de Lívia, quando na verdade ele queria o seu lugar. Era um jogo de xadrez sombrio, onde as peças eram movidas no silêncio, e as consequências eram reais.

Enquanto isso, Heitor observava. Ele não era parte do jogo, mas também não era cego ao que estava acontecendo. Ele via as máscaras caindo, os sorrisos falsos, os olhares carregados de intenções ocultas. Ele sabia que aquele lugar não era feito para ele, que sua bondade e honestidade eram qualidades que não tinham valor ali. Mas também sabia que precisava aprender a jogar, não para vencer, mas para sobreviver até que pudesse partir.

Quando o confronto final aconteceu, foi como uma tempestade que há muito se anunciava. As alianças desmoronaram, as verdades vieram à tona, e os segredos que sustentavam o equilíbrio precário daquele reino de falsidades foram expostos. Clara tentou culpar Elias, que, por sua vez, acusou Davi, que tentou se esconder atrás de Lívia. Mas, no final, todos saíram perdendo, exceto Heitor, que, com sua paciência e resiliência, conseguiu escapar ileso.

Quando Heitor finalmente deixou aquele lugar, sentiu-se como um prisioneiro libertado. Ele sabia que nunca mais voltaria, que aquele capítulo de sua vida havia terminado. E enquanto caminhava para fora, sob a luz de um sol que finalmente parecia brilhar, ele sorriu. Não porque havia vencido, mas porque havia sobrevivido. E, às vezes, isso era tudo o que importava.

Inserida por mauriciojr

⁠Grand Circo da Vida...

No grande circo dos espetáculos diários, existe uma trupe de artistas renomados que se destacam em um show de talentos bem específico: o malabarismo de egos. Nesse picadeiro vibrante, onde o riso é constante e a sinceridade é um número raro, os integrantes não medem esforços para conquistar o aplauso máximo do iludido Grande Maestro.

Os palhaços, com suas máscaras de simpatia, são mestres na arte de equilibrar elogios exagerados e informações picantes. Afinal, nesse espetáculo, quem não participa do teatro das fofocas fica para trás. A ascensão ao estrelato é garantida para aqueles que dominam a habilidade de puxar o tapete enquanto distribuem sorrisos.

O Grande Maestro, sempre atento aos cochichos do camarim, adora uma boa história. Suas reuniões são momentos de pura magia, onde ele, com uma piscadela sutil, reconhece os melhores contadores de causos. É um show à parte, onde todos fingem não perceber que os truques já foram revelados.

E assim, nesse circo brilhante, o espetáculo continua. Os sem talento para o picadeiro autêntico, encontram seu lugar entre acrobacias de falsidade e piruetas de conveniência, garantindo que a lona do circo nunca caia.

O lema é "sorria e acene". Porque, no final das contas, quem precisa de autenticidade quando se tem uma promessa baseada na bajulação? Então, vista seu melhor sorriso falso e prepare-se para o show, porque neste palco, a falsidade é a estrela principal!

Bravo, bravíssimo!

Inserida por mauriciojr

⁠A "arte" da inversão…

Manipulação é a dança velada da sombra, onde a culpa, disfarçada, se impõe e assombra.

É o espelho quebrado da razão alheia, que reflete o erro como se fosse cadeia.

Teu grito, nascido do corte profundo, é moldado em silêncio por quem rege o mundo.

Teu lamento, legítimo, é transfigurado, num teatro cínico, ao algoz dedicado.

Quem desrespeita finge ser ferido, torcendo a verdade num laço distorcido.

E, assim, o carrasco se veste de vítima, invertendo a lógica, tornando-a enigma.

Leia de novo, até o véu cair, até que o ciclo não possa mais se repetir.

Pois quem usa teu pranto como argumento, te prende num labirinto de tormento.

A manipulação é a arte da inversão, um veneno sutil que invade o coração.

Mas quem enxerga além da neblina espessa, rompe o jogo e resgata a própria promessa.

Inserida por mauriciojr

⁠Não é a quantidade, é a qualidade…

A solidão, muitas vezes temida, é na verdade um refúgio para aqueles que se recusam a habitar o teatro das aparências. Não faço questão de moldar-me ao agrado alheio nem de ceder espaço a máscaras que fingem afeição, enquanto ocultam intenções vazias. Vivemos em um mundo onde o brilho das palavras é frequentemente maior que sua substância, e onde o preço de tudo é calculado com precisão, mas o valor das coisas — e das pessoas — se perdeu em meio ao ruído. É um cenário em que a falsidade veste trajes elegantes, mas não consegue disfarçar o vazio de um coração desprovido de sinceridade.

Prefiro a companhia do silêncio ao convívio com vozes que não ecoam verdade. Quem valoriza a própria essência sabe que nem todas as presenças são bênçãos; algumas são pesos que nos arrastam para um chão de ilusões e desgostos. Há momentos em que a distância não é apenas uma escolha, mas uma necessidade vital. Cada passo solitário, quando guiado pela autenticidade, é mais digno do que mil passos acompanhados por sombras que disfarçam intenções. E se o preço da minha verdade é a solidão, pago-o sem hesitação, pois a minha verdade é o único chão firme no qual posso caminhar.

Já dividi momentos, confidências e risos com pessoas que hoje são apenas lembranças distantes. Não guardo ressentimento; guardo aprendizado. Há lugares que já ocupei, mas que hoje não mais me pertencem, pois o tempo, esse escultor implacável, molda nossas prioridades e nos ensina a deixar para trás o que não nos alimenta. Carregar o peso do passado é recusar o espaço que o novo necessita para florescer. E há uma liberdade sublime em soltar aquilo que nos faz mal, em abrir mão do que nos desgasta, em dizer adeus ao que não nos respeita.

Cada despedida é uma porta que se fecha e, ao mesmo tempo, um portal para dentro de nós mesmos. A ausência do outro nos ensina a presença de quem realmente somos. É nessa solitude que encontramos a clareza necessária para discernir o que importa e o que é supérfluo, o que edifica e o que consome. A estrada da autenticidade pode ser solitária, mas é nela que o espírito encontra paz. Que o mundo siga amontoando falsidades; eu escolho caminhar leve, fiel ao que pulsa dentro de mim. Porque, no fim das contas, não é a quantidade de pessoas ao nosso redor que importa, mas a qualidade daquilo que carregamos na alma.

Inserida por mauriciojr

⁠Pois o que somos não pode ser apagado por quem não sabe sequer iluminar-se...

Há na humanidade uma espécie peculiar de fragilidade disfarçada de força, indivíduos que, em sua incapacidade de criar, buscam parasitar o que outros constroem. Como aves de rapina desprovidas de garras ou presas, não enfrentam, não lutam, não se lançam ao risco de conquistar por mérito próprio. Em vez disso, rondam incansavelmente aqueles que brilham, aguardando o momento oportuno para se alimentar das migalhas de sua queda. São almas que não possuem voo próprio, mas que se movem em círculos, orbitando o talento alheio, como satélites de uma luz que não lhes pertence.

Essas pessoas habitam uma existência marcada por um vazio silencioso, um abismo interno que as impede de enxergar sua própria essência. A inveja as consome, mas não a inveja do ódio estridente; é uma inveja sutil, quase patética, que se expressa na bajulação, na falsidade, no sorriso forçado que tenta disfarçar a vergonha de sua própria insuficiência. Vivem da energia dos outros, como parasitas emocionais, e suas vidas se tornam uma farsa contínua, uma peça teatral onde o ego é o protagonista e a autenticidade, o grande ausente.

No fundo, são dignas de compaixão, mas não de piedade. A compaixão verdadeira exige distância, exige a força de compreender que o vazio que carregam é um reflexo de suas escolhas e de sua recusa em enfrentar a si mesmas. Como bem dizem as escrituras, devemos amar até mesmo aqueles que nos desejam o mal, pois o amor é o único antídoto contra as trevas que habitam o coração humano. Contudo, amar não significa compactuar. É necessário manter-se firme, ser luz sem permitir que essa luz seja sugada por quem não sabe, ou não quer, resplandecer por conta própria.

Essas pessoas são movidas por um ego frágil e inflado, uma máscara que esconde a profunda insatisfação consigo mesmas. Elas gritam para serem ouvidas, não porque têm algo a dizer, mas porque têm medo do silêncio que revelaria sua insignificância. São frágeis, não no sentido de merecerem cuidado, mas no sentido de que sua fragilidade as torna perigosas. Não sabem construir, mas sabem destruir; não sabem criar, mas sabem roubar; não sabem brilhar, mas sabem apagar.

E, ainda assim, o que fazer além de seguir no caminho do bem? Não é nossa tarefa julgá-las, tampouco é nossa obrigação salvá-las. Devemos manter o foco em nossa própria jornada, protegendo nossa luz, fortalecendo nossas raízes, e permitindo que a verdade, como um rio, flua de forma natural. Pois a verdade é implacável: aqueles que vivem da farsa cedo ou tarde serão engolidos por ela. E quando isso acontecer, não haverá nada, nem ninguém, para sustentar o castelo de cartas que construíram. Restará apenas o vazio que sempre esteve lá, esperando para consumi-los.

No fim, a queda dessas pessoas é inevitável, não porque alguém a deseje, mas porque é a consequência natural de uma vida construída sobre ilusão e sombra. Que elas encontrem, nesse momento, a coragem que lhes faltou para olhar para dentro. Que o vazio, ao invés de as destruir, as ensine. E que, enquanto isso, nós sigamos sendo luz, não para elas, mas para o mundo. Pois o que somos não pode ser apagado por quem não sabe sequer iluminar-se.

Inserida por mauriciojr

Ter um culpado…

Colocaram fogo no restaurante comigo ainda lá dentro. As chamas lambiam as paredes como línguas de uma ira que nunca foi minha, mas, de alguma forma, sempre me escolheu como alvo. O calor não me assustou. Pelo contrário, senti uma espécie de familiaridade com ele. Eu, que vivi tantos incêndios na alma, agora era apenas mais uma peça no cardápio do caos.

Enquanto o teto ruía e o ar se tornava pesado, percebi: não valia a pena gritar. Quem acendeu o fósforo já havia saído pela porta da frente, talvez assobiando uma melodia de inocência fingida. E quem passava pela calçada, ao ver as labaredas, não pensava em salvar quem estava dentro. Pensava apenas no espetáculo da destruição. Porque é isso que as pessoas fazem, não é? Elas assistem.

Então eu olhei ao redor. Louças estilhaçadas. Mesas tombadas. Cortinas em chamas. E, pela primeira vez, senti uma espécie de alívio. Uma certeza incômoda, mas libertadora: se é pra me chamarem de culpado, talvez eu devesse ser. Não me restava mais nada pra salvar — nem o restaurante, nem a mim. Peguei o que sobrou de força, virei o gás no máximo e, com um fósforo que achei no bolso, devolvi o favor. Explodi aquele lugar como quem assina um bilhete de adeus: com firmeza, sem remorso, mas com estilo.

Saí pela porta de trás, enquanto os destroços ainda voavam pelo ar. A fumaça subia, preta como os julgamentos que viriam. E eu sabia que viriam, claro. Sempre vêm. “Por que você fez isso?”, perguntariam. “Por que não tentou apagar o fogo? Por que não pediu ajuda?” Ah, os paladinos da moralidade, tão rápidos em condenar e tão lentos em entender. Mas eu não queria me explicar. Explicações são como água despejada sobre um incêndio: às vezes apagam, mas quase sempre só espalham mais fumaça.

Ser o vilão era mais fácil. Mais honesto. Assumir o papel de quem destrói é menos exaustivo do que tentar convencer o mundo de que você foi destruído. Porque, no final das contas, ninguém realmente escuta. Eles só querem um culpado. E, se é pra ser apontado de qualquer jeito, que seja com a dignidade de quem escolhe o próprio destino.

Não estamos falando de restaurante. Nunca estivemos.

Inserida por mauriciojr

As mesmas ilusões sem depender de mim. São outras frustrações que ao cair no chão.
O Sr me recebeu, ainda sou teu deus.
De tanto agradecer eu não chorei em vão.
Melhores que piores fiquei em teu porão
O Sr me encantou e eu te agradeci. Depois me despedi.
Os tontos são mais loucos, sem o teu poder.
Divertem uns com outros até aborrecer.
Não sente tua presença no meu levantar. Consigo ser feliz, por confiar em mim.

Inserida por Delamandra

Máscaras Caídas
Em rostos de sorrisos largos,
moram palavras que ferem,
promessas lançadas ao vento,
ilusões que se desvanecem.

São sombras que fingem luz,
companheiras de jornada,
mas, quando a maré se agita,
somem na estrada calada.

Olhos que desviam o olhar,
mãos que soltam sem aviso,
amigos que eram de tudo,
mas nunca firmaram compromisso.

A falsidade veste traje fino,
perfumada de afeto e lealdade,
mas sua essência é frágil, vazia,
não suporta a verdade.

Quebram-se as máscaras aos poucos,
revelando o que sempre foi,
e no espelho, só o vazio,
de quem nunca existiu depois.

Inserida por nereualves