Textos sobre Esconder
Perdão por ter sido uma pessoa pela metade em vários momentos
Perdão por me esconder
Minhas risadas sempre foram espontâneas
Mais a minha dor nunca foi momentânea
Retardar a minha morte não é viver
Eu tenho 5anos que sou assim que e eu fiz o que tive que fazer ser forte e fingir que está TD bem, não foi e nunca foi viver
E não vai ser agr que vai ser , eu não estou tirando a minha vida , eu não estou dizendo não a minha vida , eu não sou egoísta sei que tem pessoas que lutam por ela TD dia , e foi o que fiz tentar sobreviver uma guerra nos últimos 5 anos cada dia após dia
Se quando eu não fiz por mim ?
Eu fiz por eles , eu fiz por cada um deles
Acho que tenho um propósito maior
Se eu tiver que ir que seja uma lição
Se eu tiver que ir pra que 10 se salvem de depressão
Não julgue vc não pode sentir q dor de ningume
Apenas saiba que isso não acaba aqui ainda nos veremos
E saiba que eu me importei com cada um de vcs
Perturbador e puro
A tua voz ainda é música, ela preenchi,
Se esconder no jardim do talvez foi uma doce mentira de outras próximas vezes,
O intenso é perverso e se deixa escapar quando o impossível repousa,
O tentar desistir apenas ensina "que aquilo que não volta é porque nunca foi seu",
sendo assim, no amor a confiança tem um ritmo perturbador e puro.
Viaje, mas não para fugir
Sente-se sozinho, mas não para se esconder
Olhe, mas não para preencher
Veja, mas não para encontrar
reconheça, mas não para nomear
possua, mas não para reivindicar
Ame, mas não possua
maravilhe-se, mas não fique obcecado
Aspire, mas não alcance
ensina, mas não pregue
confie, mas não espere
desista, mas não desista
Pergunte, mas não para dar significado
observe, mas não julgue
conecte-se, mas não divida
pertença, mas não se encaixe
Deseje, mas não se satisfaça
individualize, mas não identifique
Paulo H Salah Din
Hoje é o dia da visibilidade lésbica. Que nunca mais tenhamos que nos esconder, e que o nosso amor seja celebrado em voz alta e sem medo! O amor entre mulheres é mais do que apenas o sentimento, que por si só já é muito e indestrutível. O nosso amor também luta e resistência! Amar outra mulher em um mundo que nos odeia, julga, violenta, tenta nos dominar, domesticar e centralizar nossa vida pelo julgamento masculino, além de nos matar diariamente, é revolucionário!
Como diz a frase em uma das minhas camisas preferidas: "Tire a sua lesbofobia do caminho que eu quero passar com o meu amor!"
Tenho muito orgulho de ser representada pela letra L da sigla LGBTQIAPN+. Tenho muito orgulho de ser lésbica! Não foi fácil, e todos os dias é um risco em meio a todo o ódio e perversidade vindos do preconceito, mas mesmo se pudesse mudar quem sou, não mudaria. Eu amo ser quem sou, e mesmo se isso fosse pecado, seria uma honra pecar por amor, assim como também seria um prazer estar contra um "deus" que julgasse o que há de mais bonito e sagrado no universo. Nada no mundo é maior do que o amor, e qualquer um que se coloque contra o mesmo, deve ser combatido, destruído e desmoralizado por sua estupidez, maldade, burrice e covardia!
- Marcela Lobato
Ontem sai para caminhar as 00:00 acho que se tornou meu horário favorito, não preciso me esconder disfarçar minha tristeza, mais ainda a vejo no sofá mesmo não estando lá.
Sinto que isso jamais terá um fim, te assustei por Ama-la demais, acho que jamais se sentiu tão Amada assim.
Você me ajudou a evoluir, em cada queda, você estava lá, em cada noite de solidão, você estava lá, mesmo a mais de 9mil km nunca me abandonou.
Por cada momento que passei,você esteve sempre em meus pensamentos,minha Idolatria a você te assusta,meu Amor por você te assusta,assusta mais a mim passar o resto da vida assim.
MÃE
Magnitude tão especial
Não se pode esconder o excesso de amor incondicional dentro do peito de uma mulher que é mãe.
Quando a maternidade chega, uma infinidade de coisas acontece dentro do seu corpo: mistérios e milagres se fundem. Ela cede espaço, doa vitaminas, sangue, alimento e tudo aquilo que um dia também lhe foi doado, para receber seu filho.
Tudo nela se desloca, muda de lugar e se transforma para proteger a vida que carrega. No fundo desse coração encharcado de amor, existe uma fortaleza criada para servir de suporte seguro, forte e confiável.
Somos fortaleza, somos força, somos mãe.
E, como sempre digo: Dia das Mães são todos os dias.
Feliz Dia das Mães a todas!
PECADO
“” Não sei se me acuso ou defendo
Mas não quero esconder dos teus olhos
A primavera que pretendo
Olhos que o coração ensinou a gostar
A querer intensamente, a amar.
Não busco ser o definitivo pra vc.
Mas ouso ser só seu
O que cabe em sua vida
Nesses versos que a ti componho.
O meu pecado foi te encontrar
Numa manhã ensolarada de outono
Onde a vida que nasce de um desejo
De você hoje, ser meu maior sonho...””
Estilhaços do Espírito
Eu tenho que esconder,
Esconder o que eu sinto
Por não conseguir
Contar todas, completamente,
Contar todas as feridas.
Todos os cortes e machucados,
As lesões que eles me deram,
Todos os algozes,
Todos os que prometeram me proteger.
Pois estou com minha própria sombra,
Com minha própria espada,
Com minha própria mente,
Como sempre estive.
Até quando pensei que não.
Mas, agora, está pesado demais.
Não há quem salve,
Não há quem permaneça.
Os assassinos foram embora,
Os traidores riram.
Deixaram as consequências,
E a culpa foi transferida para os inocentes.
Vou nadar de volta até a superfície novamente.
Vou puxar os passos
Mesmo com o peso dos ferros nos meus tornozelos,
Vou forçar a mente
Mesmo com as feridas de chumbo.
Mesmo com lágrimas de sangue,
Seguirei lutando.
Pois ainda há fôlego de espírito,
Até o meu descanso chegar.
Minha alma ainda está aqui.
- Ramile Godon
Você tentou esconder os fatos. Seguiu a sua vida como se nada tivesse acontecido. Não apenas se livrou da culpa e da responsabilidade das suas próprias atitudes, como conseguiu culpar outras pessoas.
Mas você sabe qual é a verdade - e ela sempre irá atormentar você.
Os seus pensamentos não poderão te poupar da dor e da culpa que irá sentir pelo resto da vida.
“A superioridade muitas vezes não é força; é uma armadura barulhenta tentando esconder uma vergonha antiga.”
Do livro Entre o Silêncio da Inferioridade e o Ruído da Superioridade — Entre a Sombra e o Espelho: A Psicodinâmica dos Complexos de Inferioridade e Superioridade, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
**Entre Dois Amigos**
Augusto olhava a noite pela janela com uma inquietação difícil de esconder. Havia em seu silêncio uma espécie de fadiga antiga, como se carregasse pensamentos que já haviam amadurecido demais dentro dele. Depois de alguns instantes, falou em voz baixa:
— Há uma coisa que me inquieta profundamente: a sensação de que nascemos para uma única forma de existência e passamos a vida inteira tentando negá-la.
Miguel não respondeu de imediato. Girava lentamente o copo entre os dedos, como quem mede o peso de uma ideia antes de pronunciá-la.
— Você fala da arte — disse, por fim.
Augusto manteve os olhos voltados para a rua vazia.
— Falo daquilo que somos quando não estamos tentando ser outra coisa.
O silêncio que se instalou não era desconfortável. Havia nele certa reverência, como se ambos reconhecessem que algumas reflexões exigem espaço antes de serem tocadas novamente.
Augusto prosseguiu:
— Talvez o grande problema seja esse desvio constante. Nascemos artistas, não apenas no sentido do ofício, mas na maneira de perceber o mundo. E, no entanto, passamos a vida tentando nos adaptar a papéis: marido, cidadão exemplar, homem comum, figura socialmente aceitável.
Miguel ergueu os olhos com atenção.
— E você acredita que isso seja um erro?
— Não exatamente um erro. Talvez uma incompatibilidade.
— Incompatibilidade com o quê?
— Com a própria essência.
Miguel recostou-se na cadeira.
— Mas ninguém vive completamente fora do mundo, Augusto.
— Vive, sim. Apenas paga o preço por isso.
— Que preço?
— A inadequação.
Miguel sorriu discretamente.
— Isso soa mais como orgulho do que filosofia.
Augusto negou com serenidade.
— Orgulho seria acreditar que somos superiores. Não é isso. Trata-se apenas de reconhecer que não nos encaixamos. E que, quando tentamos nos encaixar à força, alguma coisa em nós acaba se rompendo.
— E você nunca tentou viver como os outros?
Augusto soltou um riso breve, quase cansado.
— Tentei. Com disciplina, inclusive. Acreditei que bastava insistir, repetir hábitos, cumprir funções… como um ator aprendendo um papel.
— E o que aconteceu?
— Percebi que a vida, quando não é verdadeira, transforma-se num teatro sem plateia.
Miguel permaneceu em silêncio por alguns segundos antes de responder:
— Talvez todos estejam representando. Alguns apenas têm mais consciência disso do que outros.
— A diferença — disse Augusto — é que certos homens sabem que jamais poderão sair do palco.
— E você se considera um deles?
Augusto desviou o olhar para a rua escura.
— Sei que não consigo viver longe daquilo que me constitui. Posso assumir compromissos, ocupar funções, simular normalidade… mas, em algum momento, tudo perde sentido.
— Então a arte é uma prisão?
— Não. É a única forma de liberdade que conheço. Mas exige tudo em troca.
Miguel assentiu lentamente, absorvendo aquelas palavras.
— E não existe conciliação possível?
— Existem tentativas.
— E fracassos?
— Quase sempre.
O silêncio voltou, agora mais denso e mais humano.
Depois de algum tempo, Miguel falou novamente:
— É curioso… o mundo espera que sejamos muitas coisas. E talvez sejamos, de fato. Mas você insiste que existe algo essencial que nos define.
Augusto voltou-se para ele com calma.
— Não insisto. Apenas reconheço.
— E quem não reconhece isso?
— Talvez viva melhor.
— E você prefere o quê?
Augusto demorou a responder.
— Prefiro a verdade, mesmo que ela me exclua.
Miguel pousou o copo sobre a mesa.
— Então não se trata de escolha.
— Nunca se tratou.
— Trata-se de condição?
— Exatamente.
Miguel respirou fundo antes de concluir:
— Nesse caso… talvez não sejamos artistas.
Augusto olhou para ele com uma serenidade quase melancólica.
— Somos aquilo que não conseguimos deixar de ser.
E, pela primeira vez naquela conversa, nenhum dos dois sentiu necessidade de acrescentar mais nada.
Carrego em mim pecados que nem o silêncio consegue esconder,
sombras que não vieram do mundo… nasceram em mim.
E quanto mais eu tento fugir dessa parte, mais ela cresce, mais ela domina.
Talvez o erro nunca tenha sido o mundo ser cruel,
mas sim perceber que a pior maldade sempre encontra um jeito de nascer dentro da gente.
DeBrunoParaCarla
Assim diz o Senhor Deus.
Eu estou presente mesmo onde tentas esconder.
Vejo o que foi feito em silêncio
e o que pensaste que jamais seria revelado.
Nada se perde diante de Mim,
nem o que foi tomado, nem o que foi entregue.
Tudo retorna ao seu lugar no tempo certo…
e ninguém escapa do que plantou.
Não confundas paciência com ausência,
nem silêncio com permissão.
Eu observo, eu permito, eu recolho
e quando chega a hora, eu exijo.
Permanece… ou cai pelo próprio peso.
Porque o que é verdadeiro se sustenta,
e o que é falso… não resiste à luz.
DeBrunoParaCarla
Os que usam o nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover, fatalmente atiram para todos os lados.
Assim abraçam as almas carentes — Católicas e Evangélicas — numa braçada só.
Os que usam o nome de Deus como escudo e vitrine ao mesmo tempo, muito raramente, suportam o silêncio da própria consciência.
Escondem-se atrás do sagrado para não serem questionados, e se promovem com o que deveria ser íntimo, reverente e transformador.
Atiram para todos os lados, porque o alvo nunca é a verdade — é a visibilidade.
E, nessa chuva de palavras “ungidas”, acabam abraçando numa única braçada as almas carentes, sejam católicas ou evangélicas, não para acolhê-las, mas para capitalizar suas dores, medos e esperanças.
A fé, que deveria ser caminho de libertação, vira instrumento de influência.
O púlpito se confunde com palanque.
O testemunho vira marketing.
E o nome de Deus, que deveria ser pronunciado com temor e responsabilidade, passa a ser usado como selo de autoridade incontestável.
Almas carentes não precisam de donos espirituais; precisam de cuidado verdadeiro.
Não precisam de quem grite mais alto em nome do céu, mas de quem viva o que prega na terra.
Porque Deus não precisa de assessores de imprensa, nem de promotores apaixonados — precisa de corações íntegros.
Quando o sagrado vira estratégia, perde-se a essência.
E quem transforma fé em ferramenta de autopromoção talvez conquiste seguidores apaixonados, mas dificilmente constrói discípulos.
Com tanta má-fé se valendo do nome de Deus para se esconder, aparecer e promover, muito em breve os Religiosos e Cidadãos de bem nos cobrarão muito mais cuidado do que os Criminosos Assumidos.
Porque o criminoso assumido, ao menos, costuma carregar consigo a honestidade brutal da própria escolha.
Não tenta se vestir de virtude enquanto negocia a dignidade alheia.
Nem sobe em púlpitos para transformar crueldade em moralidade, nem tampouco usa discursos de fé para anestesiar consciências e justificar violências.
O problema mais perigoso da hipocrisia nunca foi apenas mentir.
Foi transformar a mentira em instrumento de autoridade.
Quando alguém usa o nome de Deus para lucrar, manipular, perseguir, humilhar ou destruir reputações, não está apenas cometendo um erro individual.
Está contaminando símbolos coletivos de confiança.
Está fazendo com que pessoas honestas passem a ser recebidas com desconfiança antes mesmo de abrirem a boca.
E esse talvez seja um dos danos mais profundos da má-fé travestida de moralidade: ela sequestra a credibilidade de quem vive sua fé de forma sincera, silenciosa e ética.
A sociedade aprendeu a identificar muitos criminosos pelos seus atos.
O desafio contemporâneo é perceber aqueles que aprenderam a performar bondade enquanto praticam violência social, emocional, política ou até espiritual.
Porque existe algo particularmente muito perigoso em quem faz o mal convencido — ou tentando convencer — de que está defendendo o bem.
E então nasce um paradoxo duro demais: pessoas comuns começam a baixar a guarda diante de criminosos assumidos, mas elevam suas defesas diante daqueles que se apresentam como “cidadãos de bem”.
Não porque a Fé, a Religião ou os Valores Morais sejam problemas, mas porque parte dos que os utilizam transformou essas bandeiras em esconderijos convenientes para interesses pessoais.
No fim, talvez a crise não seja de religião, nem de moralidade.
Talvez seja de coerência.
Porque o mundo nunca precisou de gente perfeita pregando superioridade.
Precisou — e ainda precisa — de pessoas decentes o suficiente para não usar Deus como álibi para aquilo que jamais teriam coragem de assumir sem Ele.
No meio polarizado quem se enverniza de moral para usar o nome de Deus para se esconder, aparecer e se promover consegue vender até a chave do céu.
Em tempos de paixões acirradas, a aparência de virtude muitas vezes vale mais do que a própria virtude.
Não são poucos os que descobriram que vestir a linguagem da fé, da moralidade e das boas intenções pode ser uma estratégia poderosa para conquistar seguidores, blindar críticas e ampliar influência.
Quando a polarização domina o ambiente, o julgamento sereno costuma ser substituído pela identificação emocional.
Nesse cenário pervertido, basta que alguém se apresente como defensor dos “bons” contra os “maus” para que muitos deixem de avaliar suas ações e passem a consumir fervorosamente suas narrativas.
A coerência perde espaço para o espetáculo, e a devoção à verdade é frequentemente trocada pela devoção à personalidade.
O problema não está na fé, nem na espiritualidade, muito menos em Deus.
O problema surge quando o sagrado é transformado em ferramenta de marketing pessoal, escudo contra questionamentos ou palanque para ambições humanas.
Afinal, quem utiliza o nome de Deus para servir ao próprio ego não está elevando a fé; está instrumentalizando aquilo que deveria inspirar humildade.
A história repetidamente nos mostra que os maiores abusos raramente se apresentam como abusos.
Eles costumam chegar embalados em discursos nobres, promessas redentoras e certezas absolutas.
Por isso, a prudência recomenda observar menos os slogans e mais os comportamentos; menos as declarações de pureza e mais os frutos produzidos.
Talvez uma das formas mais maduras de preservar a própria consciência seja desconfiar daqueles que fazem questão de anunciar constantemente a sua superioridade moral.
A verdadeira integridade não precisa de holofotes permanentes, nem de certificados públicos de santidade.
Ela se revela silenciosamente na coerência entre palavras e atitudes.
No fim, quem aprende a distinguir fé de propaganda, convicção de fanatismo e espiritualidade de autopromoção torna-se menos vulnerável aos vendedores de certezas.
Porque, no mercado das paixões humanas, sempre haverá alguém tentando vender até a chave do céu.
Mas a sabedoria começa quando percebemos que aquilo que tem valor espiritual genuíno jamais pode ser transformado em mercadoria.
Sempre que vejo alguém se valendo do nome de Deus para se Esconder, Aparecer e se Promover, sobretudo na arena política, lembro da perseguição ao Filho d'Ele…
Mataram-no!
E foram justamente os religiosos da época que perseguiram o Filho d’Ele até a cruz.
Mas, ali, no desfecho da maior injustiça, não estava cercado por sacerdotes ou homens de fé, mas ladeado por dois ladrões.
A lembrança é dura, mas necessária: a vaidade dos que se dizem de Deus pode ser tão nociva quanto a agenda oculta dos que O negam.
Não é se esconder, é blindar a alma.
Não quero ficar às escondidas.
Eu sei exatamente o que eu quero.
E quero mostrar pro mundo.
Só não quero que o mundo roube minha felicidade.
Não quero que opinião alheia vire dona do meu riso.
Não quero que inveja se sirva do meu prato.
Então eu mostro.
Mas não entrego.
Brilho.
Mas não deixo tocar.
Vivo alto.
Mas com a raiz bem fincada onde ninguém vê.
Minha felicidade não é segredo.
Só não é pública.
— Van Escher
Dizem que o tempo cura, mas o tempo também é um mestre na arte de esconder o que a gente se recusa a perder. Eu aceitei a distância, mas nunca aceitei o adeus. Caminhei por estradas que não tinham o seu rastro, conversei com silêncios que não tinham a sua voz e, ainda assim, em cada esquina da minha memória, você continua lá.
Minha vida se tornou uma coleção de "quases" e de "talvezes". Eu guardei o seu nome num lugar onde a poeira da rotina não alcança. É um amor que não precisa de presença para existir, mas que implora por um sinal para não se sentir sozinho.
A verdade é que:
Meus passos mudaram de direção, mas meu olhar ainda busca o horizonte por onde você sumiu.
A esperança é uma chama teimosa que se alimenta de lembranças antigas.
Viver sem você foi a escolha que a vida fez, mas amar você foi a promessa que minha alma nunca quebrou.
Se o destino for justo, ele entenderá que caminhos diferentes também podem se cruzar de novo lá na frente. E, se você perguntar, a resposta será a mesma que o vento sopra todas as noites: eu nunca, nem por um segundo, te esqueci.
Tentei te esconder
ergui muros altos, frios, quase intransponíveis…
mas certos sentimentos não pedem licença —
eles brotam.
Rasgam concreto,
invadem silêncio,
nascem até onde a alma jura estar seca.
Basta chegar mais perto…
um passo a mais…
e lá está:
água cristalina correndo dentro do caos.
Helaine machado
