Textos sobre Desejos
Fotografo de almas
Ele ali chegou sorrateiro, de olhar manso, porém profundo...
Como quem nada quer do meu coração tomou conta mergulhando em meu mar de sentimentos fazendo-me afogar em seu olhar que adentrava minha alma fotografando meus mais profundos desejos e a todos realizando, prendendo-me de vez em sua teia de amor, da qual nada fiz para libertar-me...
Minha vida toma rumos incertos.
Meu destino não pode ser entendido ou explicado.
Meus sonhos se lançam ao mar de encontro aos rochedos.
Tudo em mim tem a dimensão dos meus desejos e, a simplicidade da minha alma.
O motivo? Não importa. A razão? Eu não sei.
O que tenho é a vontade inerente dos que amam.
Daqueles que buscam a felicidade e que sabem o que querem e, onde encontrar...
Desejos
Se você pudesse compensar a saudade de alguém, com que pagaria?
Se você pudesse escolher entre o passado e o futuro, o que escolheria?
Se você pudesse roubar o coração do seu amor, como faria?
Se você pudesse errar novamente, o que erraria?
Se você tivesse um tesouro, o que compraria?
Se você pudesse nomear uma estrela, qual seria?
Se você pudesse mandar alguém pro espaço, quem mandaria?
Se você pudesse escrever um poema, o que escreveria?
Se você pudesse realizar um sonho, o que realizaria?
Se você tivesse uma forma de não morrer, qual seria?
Se você tivesse uma idade pra permanecer, qual teria?
Se você pudesse ir pra um lugar distante, aonde seria?
Se você pudesse mudar de vida, com quem seria?
Se você pudesse perder uma lembrança, o que perderia?
Se alguém te amasse de verdade, quem seria?
Se Deus falasse com você neste instante, o que faria?
Meu olhar frio ganha vida
Quando se cruza com o dela
Perco-me em meus desejos
Oh! meu Deus
Como ela é bela.
A tenho em meus pensamentos
Penso sempre no "como seria"
Que fantasia
Estar com ela agora
Era tudo que eu queria.
Sonho alto e meu tombo é grande
Quando penso no muro que nos separa
Sinto agonia
Fico louco
Embora a distância não seja física
Sempre estou num polo e ela no outro.
É ai que lembro-me do fato
De que nem tudo na vida são flores
A não ser ela
Uma flor que brotou em minha vida
E nela acrescenta mais cores.
Não sei que surpresas a vida me trará
Vivo desiludido
O que sinto por ela é forte
É lindo
É proibido.
Colhi uma muda de jasmim
No jardim mais belo que vi
Cuidei da plantinha que havia em ti
E a plantei num cantinho em mim
Sigo a vida, sentindo seu cheirn
Feliz demais por ser assim
Mesmo que distante de tudo, enfim
De você, de seu olhar, num sem fim
A saudade machuca só um tantin
Pois brinca em meu quintal
Um gêmeo faceiro de seu anjin
Ela é mãe, ela é guerreira,
Alegre, linda e verdadeira.
Ela é cheia de virtudes,
Mulher maravilhosa em sua plenitude.
Ela é cheia de sonhos e desejos,
Amiga que me encanta com seu jeito e seus gracejos.
Profissional dedicada e atenciosa,
Luta pelo que quer mas, de forma gentil e graciosa.
Seu sorriso é luz em meus dias,
No meu coração, fez moradia.
O meu AMOR; em meus desejos, nesta vida!
Não tenho AMOR secreto, em meus desejos;
porque já cá tenho Um, mais Três dos TAIS,
que cubro de carinhos e de beijos,
respeito, lealdade e muito mais!
Esse Um, que eu já cá só, tenho em saudade;
que em muito me ultrapassou nesta vida,
é a mais Pura Ternura e a Humildade;
que herdei, da minha MÃEZINHA querida!
Do que a mim reveste, Pai; O TAL não vive,
que pena; pois por TAL, muito chorei!...
nos vinte e sete anos, que o Tal cá tive…
Por tal, cá grande mágoa em mim revive;
sempre que penso nesse que encontrei;
mas que na minha Alma, cá não retive.
Com mágoa, pelo perdido;
PELA METADE
A vida sem o amor da gente
Não tem a mesma graça!
Tem graça...
Mas não é a graça que se espera pra vida
A graça do amor que a gente escolhe.
Sem o amor que a gente escolhe.
Com a força de vontade do querer,
Vive-se...
Mas se vive sem a paixão!
Sem o amor da gente,
Sem a força de vontade do querer
Sem a paixão,
Vive-se pela metade!
Hoje ao acordar me deu uma carência, uma saudade imensa de pequenas coisas, simples, que com a correria e a rotina do dia a dia, sem nos dar-nos conta deixamos passar, e não percebemos o tão quão são importantes pra nós.
Carente de um sorriso sincero daqueles espontâneos que você recebe simplesmente por olhar, daquele sorrisão aberto de felicidade após uma boa conversa... E até daqueles com segundas intenções...
Carente de abraços, de amigos, de irmão, de consolo e de gratidão, abraço apertado que lhe consola a alma e de abraços longos que lhe aquece o coração...
Carente do olhar sincero, do olhar sério e daquele olhar firme que lhe intimida, daquele que fala e lhe mostra tudo o que você está pensando e um pouco mais...
Saudade do beijo no rosto, daquele selinho doce e daquele beijo que lhe tira o fôlego, que lhe tira o chão e que lhe leva a uma outra dimensão fora da realidade...
Somos tão presos a monotonia do mundo, tão adeptos de um rotina infundada, que automaticamente somos pautados a viver em uma melancolia que pouco a pouco toma conta de nossas vidas.
Nos preocupamos mais com os problemas, com os achismos, com os rótulos e com os nossos desejos, que esquecemos das pessoas e dos nossos sentimentos.
Espere menos dos outros, cobre menos e faça mais, faça sua parte, distribua sorrisos, olhares, abraços e beijos, tire a capa do mundo e vista a capa do amor...
Pense nisso!
Sonhos
Quem nunca teve um sonho?
Sonhos são desejos que queremos realizar. Muitas vezes não conseguimos, mas o sonho é algo que jamais morre, como a esperança.
Quem nunca sonha?
Quem nunca sonha?
Quem nunca quis sonhar?
Quem nunca realizou seu sonho!
Quem nunca se entristeceu com seu sonho?
Quem jamais se permitiu sonhar?
Esta frases são para nos fazer desistir, mas os seus sonhos vem direto do centro do coração de Deus.
Obs: Se permita sonhar, tudo é possível ao que sonha.
Era uma vez...
Havia na montanha do Verdouro
Uma caverna, iluminada à luz de vela
Morada de um mago centenário
Magro, estranhas vestes, solitário
Tinha apego por flora, gosto por fogueiras
Pelas fases lunares a se revezarem curiosas
Pelo brilho prateado das estrelas a reluzirem
Pelos traçados admiráveis das nebulosas
Um ancião dado a pescarias e fusões
Houve um dia que roubou do horizonte a linha
Uma ponta, amarrou em seu cajado
A outra, na calda de um cometa apressado
E deitado numa encosta, observando o céu
Planejou fisgar um “tantin” de breu
E nele, aprisionar os ais dos lamentos
As ações dos maus e os piores momentos
Era decisão decidida e sem volta
Era seu querer, eternizar o viver
De cada alegria que suprimisse o sofrer
Para que a vida vivesse feliz por vida ser
Sofria ele as dores que trazem o saber
Pois ouvia da natureza cada querer
Distante da evolução da modernidade
Resoluto, reinventava a paz a cada idade
Aprendendo com o passado...
É, não seria pedir muito!
Vir a ter bom sono... fiar no poder do bem
Acordar sem ver minha gente aos lamentos
Andando sem rumo, como gado a pastar
Que fosse curricular a história da humanidade
Aprender sobre reis, faraós, ditadores e heróis
Entender os diferentes regimes de governos
Monarquia, ditadura e democracia
Não mais prantear tenebrosos ocorridos
Nutrir amor próprio e pelos iguais
Saber que profundas feridas se curam
Que traumas, são sequelas inevitáveis
Fazer do passar dos dias, tempo de bem viver
Ter fé que a humanidade ainda se dará conta
Que nela, milhões de pessoas não se anularam
E deram suas vidas por um e por todos nós
Morreram sós e às centenas
Sem abandonar um sonho
Sem deixar de lado a coragem
Que tantos, por medo, a negaram
A democracia não é nenhum achado
A monarquia, nada decide, não tem voz
A ditadura, governa com punho de ferro
Dá vida ao terror que abraça uma nação
É, não é pedir muito!
Ter direito ao respeito
Saber que mais vale amar
Ter um lar, trabalho e poder sonhar
Depois de um bom tempo ,permito a me explorar meus pensamentos.
Pensamentos que pensa e não pensa o necessário para poder parar de pensar.
Aqui nesse campo de guerra,que se chamam de sociedade,prefiro a quarentena.
Pasmado com a replica do não ser natural com o original, que é o verdadeiro real.
Trancafiado,olhando de longe o tempo e seus desejos a amasiados.
Milhões de amores
Tenho milhares de almas
Milhões de amores.
Milhares de bocas
Trilhões de beijos
De carícias.
De desejos.
Para quem confessaria o meu amor
Se apaixonada sou multidões
De mulheres
Todas gritando por liberdade.
Fisicamente um único ser
Sensível e indecifrável
Dentro de uma solidão incomensurável.
Todos os passantes pela minha vida
Piedade...
Pois se tenho todas as promessas do sim
Tenho de suportar, também, todas as renúncias.
E renunciar quando se ama, é morrer
Disse o poeta
Vim morrendo pela vida aos longos dos meus anos.
Morro todo o dia
Morro toda à hora.
Morro a todo instante.
E morro agora.
Repleta de desejos, estes que tento tirar da mente, desejos escondidos. Desejos que quando realizados, me completam. Como algo que entra e inunda, sinto como borboletas invadindo e preenchendo cada espaço.
Na verdade, isso era o que eu gostaria de sentir, o que eu gostaria que acontecesse a cada beijo apaixonado que eles me dão, a cada olhar, ligação, gesto ou toque. Mas me sinto vazia, mesmo com tudo isso.
Pensar nela ao estar com ele é como se faltasse algo, é como se eu estivesse fingindo, fugindo.
Fugindo de mim, fugindo do mundo, mas até quando irei conseguir?
Queria ao menos que ela voltasse, que ela aparecesse, pois assim, largaria os meus amores, esses simples amores que não me completam, os largaria por um simples sorriso dela, ou por um simples olhar, isso sim me completaria, só isso encheriam cada espaço.
Gostaria
Eu gostaria de tê-lo visto mais uma, duas, dezenas de vezes, eu gostaria de dizer várias coisas que ando pensando desde aquele último dia, de dizer quanto eu gostaria de partilhar aquela tarde novamente, de responder que também sinto sua falta, de dizer como embaralhada fica minha cabeça ao seu lado a ponto de reagir a mais nada. Gostaria de pedir desculpas por mentir a você, por não ser direta e falar os porquês de gostar de você, eu poderia ficar um dia inteiro dissertando adjetivos, pronomes e interjeições, mas eu teria dito, sem medo de ser rejeitada. Peço desculpas por não ser corajosa o bastante para continuar ao seu lado, por evitar olhares, mas verdadeiramente queria estar olho no olho, e ter arrancado sorrisos em seu rosto tanto quanto você arrancou do meu. Há tanta coisa que eu queria lhe falar, mas agora já não o vejo, não tenho noção de seu estado, espero que pessoas ainda estejam arrancando sorrisos de seu rosto. Eu gostaria de lhe ver só mais uma vez, para poder perguntar se guarda os poucos momentos que ficamos juntos, se eles não foram frívolos, e se guardas algum ressentimento de mim.
Querer sentir-te!
Do que são feitas algumas relações, de que forma conseguem acertar-se, terem-se em comum, saberem do outro e conseguirem-no deixar bem?
Não imagino, nem visualizo, nada mais importante, do que ter do outro lado de nós, a pessoa com quem tudo faz sentido, que sabe do que falamos, como sentimos quando nos falha tocar, e que quando nos toca, acabamos a afastar-nos de todos os outros, porque deixam de importar.
Queria sentir-te assim, gostava de ser a única pessoa que te fizesse mudar e acrescentar momentos, e que em cada um deles estivesses tu. Sabia-me bem conhecer o teu sabor e poder afirmar, com toda a certeza, que era a única, que sem mim não terias como mostrar-te, que sem mim toda a gente perceberia o que te faltava. Gostava de sentir que apenas eu importava, e que seria comigo e por mim que farias tudo o resto.
Ainda não desisti de uma relação assim, daquela em que o olhar consiga falar de tudo o que esperamos, e que o toque que se lhe juntar seja, apenas, para nos assegurarmos que mais nenhum outro poderá ter lugar ou fazer a diferença. Quero uma relação que me complete e que se me entre tão dentro, que nem o ar me faça falta. Espero que o esperes também tu, e que acabes a procurar-me como te procuro eu.
Eu sei de que forma te quero sentir, e que quando estiveres comigo, e em mim, não restarão dúvidas. Até lá, vou manter-me focada em encontrar-te, dando-te alguns sinais, mostrando-me, diariamente, para que consigas chegar, para que, ao tocar-me, me reconheças!
Que as coisas que você deseja venham com a força com que aspira e permaneçam na exata intensidade que merece. Que seus sonhos não se percam por aventuras e sejam solidificados pela esperança de um amanhã promissor. Que os amigos que hoje tem sejam sinceros, e que voem para outros campos aqueles que ocupam espaço, mas não preenchem. Que os bons dias lhe deem felicidade e os maus, experiência. Que seu sorriso seja largo e frequente, e que as lágrimas rolem somente em duas hipóteses: quando a beleza não couber no peito ou nos momentos em que forem realmente dignas de sua dor.
Que todos os dias você agradeça a Deus pela alegria de acordar, e que o pôr-do-sol tenha sempre mais cor que o amanhecer. Que promessas sejam feitas, mas que atitudes falem mais alto. Que a saúde nunca lhe falte, que o ar seja puro e o sono, tranquilo. Que você experimente o valor de uma boa reflexão quando o erro for o caminho (mal) escolhido, e que retome seu propósito com valentia e sem pudor ao decidir acertar.
Que o sucesso seja seu caviar e as raízes, seu pão. Que o trabalho não seja ofício, mas missão, e que o lazer seja constante e bem desfrutado. Que o prazer das pequenas coisas sempre lhe apeteça. Que as maldades deste mundo nunca embacem seu olhar bonito sobre a vida. Que valha a pena e, se não valer, que vá. Que você não se apresse, mas não demore. Que encontre sempre motivos para acreditar, mas reconheça a desistência quando for inevitável.
Que a responsabilidade seja assumida, mas que a leveza tenha voz. Que descubra e redescubra o amor; comigo, se assim for. E que você seja feliz. Imensa e intensamente feliz. Feliz Aniversário! Eu amo você.
Par de olhos
Por lá andava eu,
Solene com a mente em dispersão,
A cada nova e temerosa respiração
Tecendo um caminho não mais meu.
Um único par de olhos que se fizeram bastar,
Junto a linha do horizonte a luz terrena jazia
A lua inerte e vazia.
Quase tanto quanto eu.
Prosto-me sobre ouropéis.
Grama fria e orvalhada,
Amaldiçoada por desejos infiéis.
Era errado o meu certo.
Mas possuías total mérito,
De se fazer presente sem merecer.
Meu inferno pessoal
De tudo o que me lembro era frio e cinzento.
Pequenas luas se faziam presentes,
Olhares vagos, descontentes.
Pouco mais iluminados que o calçamento.
Absoluto e solene,
Olhava-me de cima
Sangue fervente e pulsante.
Sob o calor que se aproxima.
Como um fantasma me escondia a tempo de não ver,
Transparecia em mim a luz de um grito rudimentar,
Essência explicita em minha falta de te ter.
A luz remanescente e ofuscante
Logo já não teria onde então se esconder.
Ignorando a excitação intimamente ligada aquela mesma dor
Dobraduras coloridas percorriam o teto
Presas e soberbas, nunca antes livres
Logo mais entrariam numa estrada sem fim
Clamor recorrente.
Definitivamente um ótimo ator.
Sob um universo atônito em busca de contrapostos.
Nada demais.
Nada de novo.
Tudo passado.
Tudo decomposto.
Rosa em excesso,
Calma e intimidada.
Abrir e fechar de portas.
Ruídos espessos.
E eu o olhava
Tumulto dentro de mim por fora da organização.
Encontrei em você ruína e desgraça.
Longe desta mesma dimensão está quem vos fala.
Portas abertas de um inferno que tão logo seria meu.
Tua mão que afaga uma infeliz agregada.
Já não seria problema seu,
Portas abertas a procura de minha final entrada.
