Textos sobre a Morte
Quem triunfou sobre a Morte?
Quem tem o segredo da vida?
Quem nos conhece no íntimo?
Quem tem memória ilimitada sobre a humanidade, sabe a quantidade de fios da nossa cabeça?
Só Deus nosso Senhor Jesus nos conhece!
Não deixe a oportunidade passar, isso vai te fazer lembrar todos os dias.
O momento é agora!
Arrependa-se e creia em Cristo
Estou vendo essa comoção toda que está acontecendo em Ipaba por causa da triste morte de um munícipe que foi alvejado pela PM e me gerou uma reflexão. Eu não vi o acontecido e não posso opinar nem periciar sobre a conduta policial, o que temos são meras especulações. Mas independente do que houve, usar uma arma de fogo para conter um paciente mental em surto, definitivamente não era o protocolo ideal. No entanto, eu enxergo tanta hipocrisia por parte da maioria da população, que só enxergou esse rapaz nesse momento fatídico. Só após sua morte ele foi visto. Teve que acontecer uma tragédia para muitos se compadecerem com sua situação de vulnerabilidade social e psíquica. Dito isso, que fique a reflexão sobre a importância e o suporte que damos a essas pessoas em vida. Porque agora pós acontecimento, ele não precisa mais de acolhimento. Ele precisava antes e, vocês que ficam lacrando em rede social possivelmente nunca sequer o viu passar na rua, afinal, até ele morrer era apenas um ser invisível e esquecido pela quase totalidade da sociedade, mas que só ficam à espreita esperando um fato triste para posar de bonzinhos e postar textões de apoio nas redes sociais.
No mais, ficam minhas sinceras condolências aos amigos e aos familiares que o amaram em vida.
O Último Suspiro da Redenção
A morte está atrás de mim, feroz e sedenta, pois recaiu em mim a minha sentença.
Pobre alma que esqueceu sua inocência, pois colocou em prática um plano sem medir as consequências.
Em uma noite de horror, atrai aquela alma e meu plano concretizou; fiz e abusei,
não concedendo-lhe um mísero clamor por minha clemência.
Meu desejo de ser afortunado me fez fazer sangue ser derramado,
e minha alma eu entreguei. O tempo passou e agora o comedor de almas minha alma cobrou,
pois minha hora do inferno chegou.
E agora, aqui estou, na escuridão que me envolve,
com o sussurro da morte, que incessantemente me segue.
A cada passo que dou, sinto o frio do seu toque,
e sei que a minha hora, aquela que tanto temo, está próxima.
A culpa me consome, como fogo em palha seca,
por aquele ato impensado, que selou meu triste fado.
Naquela noite maldita, minha ganância falou mais alto,
e agora pago o preço, com a eternidade em desalento.
O comedor de almas, com olhos de fogo e sorriso gélido,
cobra a dívida de uma vida, que nunca mais será minha.
Ele se aproxima, com passos que ressoam como trovões,
e eu sei que não há escapatória, não há mais salvação.
Então, aceito meu destino, com o coração pesado e alma partida,
pois a morte está atrás de mim, e é chegada a minha hora.
Deixo para trás o mundo dos vivos, com seus sonhos e esperanças,
e mergulho no abismo, onde apenas o silêncio e o esquecimento me aguardam.
Deixando-me sem esperança.
E assim, sem esperança, encaro o vazio sem fim,
onde as almas perdidas vagam, sem destino ou razão.
O comedor de almas me guia, por este reino de dor,
onde cada lamento é um eco daquilo que outrora fui.
Mas em meio à escuridão, uma luz tênue se revela,
um brilho suave que desafia o reinado do terror.
Será este o brilho da redenção, ou apenas mais um engano,
para me torturar com a promessa de um alívio que nunca virá?
Com um fio de coragem, avanço em direção à luz,
desafiando o destino que o comedor de almas traçou.
Por um momento, o frio e o medo parecem se dissipar,
e uma paz desconhecida começa, timidamente, a brotar.
Será este o final da minha jornada, o descanso da minha alma?
Ou apenas o início de um novo ciclo de tormento e desgraça?
Não sei o que me espera, mas escolho seguir adiante,
pois mesmo na escuridão mais profunda, a esperança pode encontrar um instante.
Autor: LMP
Data: 23 de Março de 2024
MORTE REDENTORA
Ter o amar é dar-se em sofrimento
É tolerar a agonia por estar doído
Sem clamor vão, sem um gemido
No suspiro doloroso e mais cruento
É ser condenado, do pecado isento
Pôr a palavra naquele sumo sentido
Ser sugerido, e da ideia esquecido
Sem fazer do teu pesar um fomento
É vir da simplicidade e ter podido
Filho de carpinteiro, bem amado
Do suplício não se fazer perdido
Viver enfado e ter a firmeza ao lado
Sem valia, e por moedas, vendido
Sendo amor, pastor, foi crucificado!
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
29 março, 2024, 15’00” – Araguari, MG
*paráfrase José Albano
Capela
Maldita capela
Das coisas das quais odeio
A morte é a pior delas
Chorro descontrolado
Olhar desanimado
Pessoas das quais amo
E odeio
Estaram reunidas aqui
Olharam para o cachão
Com dor no coração
Não aguento os chorros
E me odeio por não chorrar
Rostos tristes
E falecidos
Me perdoem
peso
é pesado ou você que é fraco?
se esforce pra ser forte.
era isso oque eu pensava
a morte pesa, pensar na morte me deixa exausto
sofrer pesa? você realmente sofre?
suas costas que doem todo santo dia doem?
compre ou faça algo para minimizar a dor.
é isso oque você pensa não?
suas frustações pesam? suas falhas tem algum peso?
oque você faz? pra minimizar essa dor? esse peso? mente pra si mesmo?
vamos me diga qual pesa mais?
seu corpo ou sua mente?
Sábado de Aleluia
O sábado santo é o primeiro dia após a crucificação e morte de Jesus. Nesse dia celebra-se o repouso de Jesus no sepulcro, bem como sua descida ao mundo da morte, onde ele anuncia a libertação dos grilhões da morte a todos que esperavam pelo momento em que as portas do céu deviam se abrir, como ensina o apóstolo Pedro (1Pd 3,19-20; 4,6).
O segundo dia do tríduo pascal é marcado pela Vigília Pascal - uma preparação para a ressurreição de Jesus Cristo. Nessa ocasião os fiéis cristãos se reúnem em constantes orações durante toda a madrugada que antecede o Domingo de Páscoa. No Sábado Santo ou de Aleluia também é o dia em que se acende o Círio Pascal, uma grande vela que simboliza a Luz de Cristo, que ilumina o mundo.
Na vela, estão gravadas as letras gregas Alfa e Ômega, que querem dizer "Deus é o princípio e o fim de tudo”.
Outra tradição desse dia é a Malhação de Judas (ou Queima de Judas), representando a morte de Judas Iscariotes, discípulo que teria traído Jesus Cristo.
Que seja um dia de silêncio, de oração, de continuação do jejum, de recolhimento na paz e na espera pela ressurreição do nosso Salvador Jesus Cristo. Louvado seja esse dia que nos uniu no amor de Cristo!
Enquanto existir depressão e doenças na humanidade para morte estará ocorrendo Crimes. A idade do homem não traz razão pra morte más sim para experiência.
"JESUS
"SAÚDE
"BEM ESTAR
"FELICIDADE
"Ancestralidade
"Meditação
"Espiritualidade
"Xamanismo
A Morte Eterna
Nebulosa é a lembrança e temorosa sim,
Na insana utopia do pensamento fugaz.
Funesto é o esquecimento da memória assaz
Do antes e o depois – é o início e é o fim...
Faminta é a desilusão da natureza voraz
Na fantasia da alegria exuberante que externa
O excêntrico desejo conflitante da interna
Busca pela felicidade – é a guerra que jaz!
Jazida no âmago da deletéria matéria erudita
E suscitada no pranto da segura jornada infinita
– É a maior sorte esperançosa de um homem forte!
É a absoluta obscuridade fenomenal que acalma
Todo desespero da disputa infernal pela alma
Passada e futura– é a Eterna Morte!
Num olhar inevitável, como a morte e sutil como um ponteiro que se move lentamente nas horas de tédio, a química inicia o seu processo. E, então, ela vem à tona: a paixão, aquela ilusão que não mente, mas queima o coração do pobre ser humano como brasa incandescente, emoção que o pobre coração não consegue explicar, apenas sentir, todavia a mente persiste em conceituar pra depois reduzir em palavras, o que não é hábil de sentir. Ó, pobre mente! Com demasiado orgulho, não consegue abdicar-se da infeliz racionalidade como os sujeitos, tão pobremente, desiludidos.
temor
não temas a morte
temas a ânsia da vida
não temas a dor
temas o prazer
não temas a tristeza
temas a alegria incessante
não temas o ódio
temas o amor indescritível
não temas a armagura
temas a paz inexplicável
temas, pois
damos mais valor
e buscamos
o que tememos
Augúrio
Caminha a morte bela,
sombria e cambaleante,
a beber-me em doses lentas.
Está bêbada a minha morte,
bêbada de mim,
rindo-se de mim.
Não haverei de morrer de morte súdita,
nem súbita.
O baile continua, o gaiteiro continua, a dança continua,
Ela continua.
Ai de mim, coveiro amigo!
Ai de mim!
VIDA, PAIXÃO E MORTE
.
.
Há muito tempo, a um vale longínquo,
desceu, resoluto, o incerto profeta,
rolando... das mais altas colinas.
.
Com uma brandura violenta
e uma arrogância singela,
anunciou fundamentos
de uma nova religião
cujo Deus, o maior,
o único Presente,
o Onipresente,
era a divina
Tangerina.
.
“Nós somos
os seus gomos:
Universo onde tudo
com tudo se relaciona”
.
Com sua tímida eloquência
e a confusão mais convincente,
tal profeta, pleno inconsequente,
foi arrebanhando entre as gentes
tantos milhares de seguidores,
que já se tornara uma nação.
.
E por já ser tão poderoso,
a sua verdade foi eleita
como aquela verdade
mais do que perfeita.
.
“Deus – O Inteiro –
É... a Tangerina!
E nós, gomos,
as humildes partes
do Universo Contínuo”.
.
Deixar de ser não podia:
escritos foram proscritos
e outros então prescritos
nos áridos verbetes
dos dicionários
– todos estacionários!
Ergueram-se no patamar
das antigas escadas em ruínas
templos refeitos só de escombros.
.
Floresceram capelas: gloriosas catedrais
visitadas pelos crentes, adorando a Tangerina.
.
Hierarquias foram fundadas, pecados redefinidos;
todas as passagens reservadas
para santos e peregrinos.
.
.
Mas eis que um dia sobe ao Vale,
vindo de um vale mais embaixo
(mas tão elevado quanto colinas),
um novíssimo profeta louco
cujo único mandamento:
Um Universo Descontínuo.
.
“Somos parte sem um Todo;
Não há a pretensa Unidade,
pois o Universo é descontínuo”.
E os seguidores do Outro irritaram-se:
‘Mas que profeta é esse louco?’
Ele nega à Tangerina!’
.
E o novo profeta louco
ia dizendo a seus gomos
que não havia unidade...
Desdizia de tudo um pouco:
na sua eloquente insanidade,
arrebanhava seguidores
num perigo mais premente.
.
Mas antes que, à imagem do Outro,
erguesse um tempo de escombros
para fundar a nova religião,
o Outro mandou que o prendessem:
Sem chances de defender-se, queimou-se
nas cálidas sombreiras... da Santa Inquisição.
.
.
.
Hoje, não sei qual a verdade vigente...
O renitente Santo Graal dos Dementes?
A Virgem Santa das Rainhas Loucas?
As Desteorias do Contra-Diapasão?
A longa lenga-lenga das nove?
Papai do céu do seu bolso?
Teoria da Transpiração?
.
Cá do meu canto me calo.
Que importa? Se todo Templo
é sempre erguido dos escombros?
.
.
[BARROS, José D'Assunção. Publicado na revista Falas Breves, 2024]
Mais do que incoerentes são pouco confiáveis todos aqueles que se dizem sensibilizados com as mortes, bem como com os cenários desvastadores de uma guerra, porém apoiam líderes políticos que estimulam o armamento, indiscriminado, no mundo.
Lembrando que a primeira finalidade de uma arma é matar e não cabe, convincentemente, no mesmo coração, a piedade pelos que sofrem e o aplauso pelos que exterminam vidas.
A hipocrisia fica explícita quando, sendo contra o aborto, prevalece a afinidade de pensamentos com os genocidas nacionais e internacionais.
A amarga e bela morte
A tão ela está sempre presente
Ela não é uma solução mais também não é um problema.
É um caminho
Alguns anseia e outros a temem
Ela faz a vida parecer boa
Ela é um descanso da vida
Tão natural
Tão verdadeira
É única
Traz paz para alguns mais traz medo a outros
Não é ingrata nem mentirosa
Ela traz oque a vida não dá
Paz fria e seu beijo amargo
Vamos todos morrer ;
A morte é uma realidade inescapável que, paradoxalmente, nos ilumina a vida. Quando aceitamos nossa finitude, percebemos que muitos dos nossos medos e ansiedades perdem força. Afinal, o que temos a perder? As pressões sociais, as inseguranças, os apegos a coisas e status que vão perecer — tudo isso se torna pequeno quando olhamos para o fim inevitável.
Essa aceitação traz uma liberdade profunda: passamos a viver com mais clareza e simplicidade, valorizando o que realmente importa. A busca incessante por controle e permanência, que muitas vezes nos angustia, dá lugar a uma serenidade e a uma visão mais honesta da vida. Quando compreendemos que o tempo é limitado, abraçamos a beleza do presente, sem medo de falhar ou de parecer menos do que os outros.
O fato de que vamos morrer pode ser um grande mestre, nos ensinando a resolver problemas com a mente livre e o coração leve, pois estamos conscientes de que nada é tão pesado ou eterno quanto nossa mente muitas vezes acredita. Essa clareza é uma porta para um estado de paz, um convite para viver sem as amarras das ilusões.
O viver é sofrer, e a morte é a libertação!
Para os que acreditam em Ceu e Inferno, sabe o que esperar.
Se morrer, e for para o céu, está tudo bem, tudo otimo!
Se morrer, e for para o inferno, teve o fim que mereceu a sua vida!
Porém o inferno para mim é viver em nossas maiores dificuldades, seja ela sendo religiosa ou não, o castigo ideal do inferno seria viver varios momentos que a dificuldade.
Sussurros com a Morte
No silêncio da noite, sou sombra e eco,
Um vazio que grita enquanto desmorono.
Minha mente é campo de guerra, sem trégua,
E na dança com a morte, já perdi a regra.
Caminho na linha entre o aqui e o nada,
O mundo em volta é um teatro de fachada.
Olho pros outros, são máscaras sem alma,
E o sentido da vida se afoga na calma.
Ela foi minha razão, meu norte, meu chão,
Agora, sem ela, só resta o vão.
Cada memória é uma lâmina fria,
Cortando meu peito em lenta agonia.
Eu tentei resistir, enganar o destino,
Mas as sombras riem enquanto combino.
Os motivos pra ficar? Já não os encontro,
Minha fé é um fio prestes a ser rompido.
Não grito por ajuda, não busco respostas,
O que tenho aqui são verdades expostas.
A vida perdeu sua luz, seu encanto,
E no reflexo do espelho vejo meu pranto.
A morte, tão suave, me convida a dançar,
E eu, solitário, começo a aceitar.
Mas, no fundo, uma voz, quase inaudível,
Sussurra: "Ainda há algo, ainda é possível."
Minha luta é interna, silenciosa e mortal,
Entre ficar e partir, tudo é tão banal.
Se este é meu fim ou apenas um hiato,
Só o vazio sabe o que guardo no fato.
Sombras do passado
Aos dezesseis anos, um amor profundo,
Roubado pela morte, um destino cruel.
Perdi a fé, o amor, a confiança,
Me larguei no mundo, sem direção.
Me tornei o que odiei, um assassino fardado,
Largado pela corporação, sem apoio.
Encontrei-me na saúde mental, um refúgio,
Onde vozes, ansiedade, e carinho, eram o remédio.
Pensei que me curei, mas errei novamente,
Confiei em amigos, que se tornaram inimigos.
No enterro, palavras de ódio, um aviso,
"O próximo será você", a dor retornou.
Erros se acumulam, a terapia me chama,
Choro, esvazio, mas a dor permanece.
Em um coração quase curado, a sensação,
De falta de pertencimento, uma ferida que não cicatriza.
A dor assombra, um fantasma do passado,
Um lembrete de erros, de amor e perda.
Mas ainda há esperança, uma luz no fim,
Um caminho para a cura, um novo começo.
A Arte da Morte
Olhei para a ampulheta
Com o tempo se esgotando,
Uma figura de luz clara
Se aproxima, serena, como se aquilo fosse de costume.
Quando o último grão de areia
Está prestes a cair,
Perguntei relutante:
"É o fim?"
Sorrindo, o ser vira a ampulheta
E diz, com voz suave:
"Sim, mas somente uma parte,
Bem-vindo a um novo recomeço."
Arthur Dias
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