Textos sobre a Consciência
Princípio
Há muito tempo atrás, antes dos sábios, dos magos e dos deuses, quando nem o nada ainda imaginava existir, uma ideia permeou pela primeira vez a realidade.
Não era luz ou muito menos forma, a ideia era apenas um sopro de sentido, uma ideia de consciência que acabara de tornar-se consciente.
Não abriu os olhos, pois não existia visão, nada foi ouvido, pois não existia som, nada foi dito, pois não existiam palavras, nada foi sentido, pois não existia existir, ainda.
Uma abstração tão pura de um único princípio primordial: existir.
Quando? No exato momento do primeiro questionamento que se incandesce!
Onde? Na presença de si, no interior de uma vasta necessidade de movimento que se expande na primeira oscilação de um refletir.
"Desejo criar!" - Bradou a silenciosa criação do desejo, inundando de intenção a existência que buscava existir.
Senciente informe e vazio, com um voraz desejo de preenchimento do não-eu.
Permear por si uma pele de possibilidades infinitas, criação e destruição, existência e não existência, eu e não-eu. E a cada imaginação uma imagem, seguida de uma ação, evolução e involução até a perfeita união de opostos que vibram ao se perceber. Ínfimo instante de percepção mútua.
Tudo e consequentemente: nada.
Nada individualmente existia, até que o ser ciente, senciente de si, de tudo e de nada, percebendo-se só, isolou-se de si como o primeiro ato de agir.
Expressar uma ação de desejo infinito, carregado de intenção e sentir-se como mergulhado em sensação, num puro êxtase de percepção da própria expansão infinita.
E como num ato reflexo, contrair-se de volta em si ao ponto de princípio do saber, pra então: ser.
Presente no tempo eterno de lugar nenhum.
Liberto em si mesmo e sem a possibilidade de prender-se a nada, buscou materializar-se até que sua intenção cristalizasse num sentimento, quase uma intuição, certeza, há luz.
Memória.
Fractais de experimentação da existência, um reflexo de si antes do agora.
Olhar para trás, também significa olhar pra frente e como numa infinita miríade de reflexos e reflexões, sem imagens, apenas o vazio imensurável sendo consumido pelo ardente desejo de se pôr em movimento e, munido da crença herdada para realização do que foi, imagina-se o que já era, uma densa abstração da luz imaginativa!
Vontade, pura e intensa vontade de realizar, de ir além do princípio.
"No espelho, um eco, verso controverso,
Círculos, versículos, fascículos, perverso.
Traços do mal, demônios em cada olhar,
Reflexos que ferem, dor a se espelhar.
Elevar a consciência, buscar sapiência,
Sons que reverberam, nova essência.
Cada ferida, portas ao mal se abrir,
Infernos pessoais, é tempo de redescobrir.
Círculos do inferno, como versículos ardentes,
Consequências do mal, vida de dissidentes.
Elevar a consciência, expulsar o ruim,
Caminhos melhores, sabedoria sem fim.
Neste compasso sonoro, vida de aflição,
Rimas e reflexos, nossa transformação"
Entendo que a vida é passageira
O tempo é só uma ilusão
Na vida se faz muita besteira
Na ponte entre a mente e o coração
Quem nunca se viu em uma prisão
No cárcere privado em si mesmo
Enroscado nas raízes da ilusão
Onde até um suspiro lhe faz medo
Guardando como segredo
No mistério da existência
Mesmo assim causando medo
Onde perde a consciência
O LOUCO não sabe que é LOUCO.
A loucura é um estado complexo que envolve uma contração da consciência.
O louco, por definição, não sabe que é louco.
Esta falta de autoconsciência é uma característica central da condição, tornando difícil, senão impossível, para o indivíduo perceber sua própria desordem mental.
A falta de VIRTUDE leva à contração da consciência, resultando na incapacidade de perceber "Quem eu sou" e o
"quão consciente estou daquilo que faço."
Assim, a verdadeira doença é a
falta de discernimento, que também se caracteriza por uma loucura inconsciente.
Os cornos mostram nobreza,
iludindo a aparência...
São uma arma de defesa,
defendendo a consciência.
I
Tanta cabeça enfeitada
com enfeites de vários feitios,
uns mais ou menos bravios,
fica a coisa engraçada...
E que linda é uma Manada
a passear sua grandeza,
todos juntos uma beleza,
com os cornos bem no ar,
há vaidade no andar,
os cornos mostram nobreza.
II
Que elegantes os Veados,
suas Servas bem vaidosas,
na armação penduram rosas
com rituais viciados...
Os Rinocerontes estão danados
e ao mundo pedem clemência,
pela sua existência,
porque o Corno é valioso,
- anda o bicho forte e vaidoso,
iludindo a aparência.
III
Há corno em tanto animal
e as diferenças são tão poucas
que a invasão das vacas loucas
ganhou fama em Portugal...
Ser Gamo é chifrada Real,
visto de frente uma beleza...
E o boi esconde a fraqueza,
armado sempre em valente,
porque em caso de acidente
são uma arma de defesa.
IV
E com tanta evolução
a dor de Corno nem se sente,
mostram-se no banco da frente
já com carta de condução...
Ou é Cabrito ou é Cabrão,
dependendo da experiência...
Aí é que está a ciência
em ter uma cornamenta larga,
quem não pode arreia a carga
defendendo a consciência.
“Participe do teatro da vida,
Porém, não seja...
Um mero figurante.
Torne-se o protagonista de sua história.
Não tenha medo de atuar.
– Vaias? – Passarão!
– Aplausos? – Passarão!
E o último ato você já conhece:
– Os véus da vida se cerrarão!”
(Rogério Pacheco – 05/02/2024)
Teófilo Otoni/MG
Nossa mente como mediadora entre o eu e o universo.
A interação entre o universo interior, governado por nossos desejos e necessidades pessoais enraizadas no ego, e o mundo exterior, percebido através de nossos sentidos, é um tema fascinante que tem intrigado filósofos, cientistas e pensadores ao longo da história. A construção da realidade, portanto, emerge dessa complexa interação entre o eu interior e o mundo exterior.
No âmago de nossa existência, reside o universo interior, um reino permeado pelos anseios, emoções e impulsos que moldam nossa percepção e compreensão do mundo. Nesse espaço, o ego exerce sua influência, moldando nossas motivações, perspectivas e identidade. É o reino das aspirações individuais, onde cada um de nós tece sua narrativa pessoal, buscando realização, significado e felicidade.
Por outro lado, existe o universo exterior, vasto e expansivo, que se desdobra diante de nossos sentidos. É o domínio tangível da realidade objetiva, habitado por fenômenos físicos, interações sociais e paisagens inexploradas. Por meio de nossos sentidos – visão, audição, tato, olfato e paladar –, somos capazes de captar uma fração desse mundo exterior, decodificando estímulos e interpretando sinais que nos são enviados pelo ambiente que nos cerca.
A construção da realidade, no entanto, não é uma mera reflexão passiva do mundo exterior, mas sim um processo ativo e dinâmico, mediado pela mente humana. As experiências vividas, as interações físicas e as percepções sensoriais são filtradas e interpretadas através das lentes de nossa consciência, dando origem a uma teia complexa de significados e interpretações.
Essas informações, uma vez assimiladas pela mente, são submetidas a um intricado processo de análise, onde são confrontadas com nossas crenças, valores e preconceitos. Através da reflexão, da introspecção e da análise crítica, construímos modelos mentais e elaboramos conjecturas sobre o funcionamento do mundo e nosso lugar nele.
No cerne desse processo de construção da realidade estão as relações lógicas e as inferências que traçamos com base em nossas experiências passadas e nosso conhecimento acumulado. Cada nova experiência, cada nova interação, contribui para a expansão de nossos horizontes cognitivos, desafiando nossas suposições e ampliando nossas perspectivas.
No entanto, é importante reconhecer que a realidade, em sua essência, é fluida e multifacetada, sujeita a interpretações e pontos de vista diversos. Aquilo que percebemos como verdade absoluta pode ser apenas uma ilusão, uma construção subjetiva moldada por nossas próprias limitações e distorções cognitivas.
Portanto, a compreensão da realidade requer uma abordagem holística e aberta, que reconheça a interdependência entre o universo interior e o mundo exterior, entre o eu e o outro, entre a subjetividade e a objetividade. Somente através do diálogo constante entre esses dois universos aparentemente distintos podemos almejar uma compreensão mais profunda e abrangente da complexa teia da existência humana.
No vasto mar da mente a navegar,
Desbravando territórios sem igual,
A desterritorialização a nos guiar,
Libertando-nos do automatismo habitual.
Em cada verso, uma nova paisagem,
O pensamento se renova e se expande,
Rompendo fronteiras, sem amarragem,
Explorando horizontes além do que se entende.
Desconstruímos o que era previsível,
Para construir o inesperado, o incrível,
Na arte de pensar de forma criativa,
Encontramos caminhos de luz definitiva.
Que a desterritorialização nos conduza,
A novos mundos de ideias abundantes,
E que a liberdade de pensamento se difusa,
Em poesia, em prosa, em olhares importantes.
A arte desorganiza as formas automatizadas de ver a vida, Uma perspectiva epistemológica que nos convida A enxergar além do óbvio, do comum e do trivial, Revelando caminhos ocultos, mistérios a decifrar.
Em cada traço, em cada cor, há um universo a explorar, Onde a mente se expande, o coração se põe a sonhar. Desperta-se a sensibilidade, a intuição, o sentir, Desafiando limites, rompendo barreiras para prosseguir.
Assim, a arte nos convida a desconstruir o conhecido, Para vislumbrar o novo, o inusitado, o escondido. Transformando paradigmas, questionando a realidade, A arte nos apresenta uma visão ampla da verdade.
Que possamos, então, mergulhar nesse mar profundo, De cores, formas e significados, em constante fecundo. Permitindo que a arte nos guie na jornada da vida, Desorganizando o mundo para encontrarmos nossa saída.
Crescimento espiritual exige isolamento, o que é muito diferente do que muitos possam imaginar. A experiência, nível e cruz são absolutamente individuais, pois a consciência é individual. Similaridade de ideias não equivale a igualdade.
Não há igualdade de tempo nos processos; existem situações semelhantes em tempos diferentes. Podemos ouvir para discernir melhor, mas nunca, absolutamente nunca achar que podemos mudar algo além de nós mesmos. É por isso que a sabedoria só pode vir com plenitude; caso contrário, algo está errado e permanecemos inconscientes.
Rumo à um propósito maior.
No caminho do sacrifício e da entrega,
Desvendamos quem somos, alma inquieta,
Tempo, talentos, energia em jornada incerta,
Mas descobrimos: nada se perde, tudo se completa.
Resistimos, tememos perder o que amamos,
Mas a vida nos ensina sem perturbações,
Aceitar as regras do jogo, superar decepções,
Para evoluir, é preciso aceitar transformações.
A jornada é desafiante, o destino incerto,
Mas confie, a proposição é gigantesca,
Mergulhe fundo em si mesmo, desperte,
E descubra o verdadeiro propósito que resplandece.
Em cada desafio, uma lição é revelada,
E assim, passo a passo, vemos a jornada,
Aceite o sacrifício, com determinação abraçado,
Pois no final, a verdade será revelada.
Um pedaço de mim
Como explicar a saudade de quem nunca existiu e nunca existirá?!
O que resta é aceitar que nunca sentirei o toque da tua alma no topo dos teus cabelos.
Ou que meu seio nunca será teu pedestal sagrado de amor, muito menos o cálice que te serve a vida.
Como morrer em paz sem ter vivido a opulência do meu corpo abrigar dois corações?!
Tampouco, ter tido a honra de ver a luz no brilhar do teu primeiro sorriso.
E é em dias como esse, em que acordar após sonhar contigo, percebo a dimensão do vazio em meu ventre, um vazio que jamais será preenchido.
Contudo, entenda que embora haja dor em minhas palavras, também há consciência em meus atos. Pois eu sei, e você também sabe, que nesta vida não ousei arriscar em lidar com um pedaço de mim.
Para amar a Deus é preciso amar o próximo
Levando marcas e dor,
Não deixaram de lutar.
Os negros todos unidos,
Conquistaram o seu lugar.
Há muitos que não entendem,
Por que tanta discriminação?
O problema é do homem
Que já não tem mais coração.
Do seu próximo já se esqueceu,
E o mandamento não obedeceu.
Negros, brancos, pobres ou ricos...
Se não amas quem está perto,
Como poderás amar a Deus?
Siga a paz com todos e a santificação,
Se não podes amar a ti mesmo,
Tampouco amarás a teu irmão.
Sejam negros, brancos, pobres ou ricos...
Contra o preconceito, diga não.
Thiago Chaves Sousa
Coragem de Raízes Negras
Na dança da vida, com passos firmes,
Caminha uma alma de luz infinita,
Carrega a história em seu peito,
De lutas e sonhos, de amor e de grito.
Coragem é força que brota da terra,
Do suor dos ancestrais que nunca se erra,
Nas veias corre a chama da resistência,
Do passado, um legado, uma imensa presença.
Olha pra frente, erguendo a cabeça,
A beleza da pele, a força da certeza,
Em cada olhar, um mundo a brilhar,
Em cada sorriso, um novo despertar.
Desafios surgem, mas não vão derrubar,
Quem sabe da dor e do poder de amar,
Cada queda ensina, cada tropeço é arte,
Na luta diária, a coragem é parte.
Vem, irmão e irmã, juntos a cantar,
A canção da vida, a força de lutar,
Por um futuro onde todos são iguais,
Na diversidade, a beleza que traz paz.
Coragem é ser, é viver sem temor,
É erguer a voz, é reivindicar amor,
É ser a tempestade, a calma e o sol,
É saber que somos, afinal, um só rol.
Com coragem nas veias e amor no olhar,
Seguimos em frente, prontos pra brilhar,
Porque na jornada, somos a mudança,
E a coragem é nossa, a eterna esperança.
Que vinte de novembro sempre possa raiar a consciência branca que somos
iguais, jamais relés, vil e que nunca
mais, "nunca mais", seremos tratados como animais...
“20 de Novembro, frutos…”
A resistência das folhagens e frutos de modo geral, sempre nos apontam a simplicidade, ou mesmo a facilidade do seu surgimento, no entanto gostaria de deixar uma visão além, nessa metáfora, onde as flores negras, com sua elegância ímpar, e os frutos de alma escura, como a jabuticaba e a amora silvestre, são símbolos de uma beleza que não se contenta em florescer nas “sombras”. Essas expressões naturais nos convidam a mergulhar nas profundezas da história e a refletir sobre a resistência, a ancestralidade e a luta incessante do povo negro no Brasil. Em um dia como o 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, estas comparações se tornam ainda mais pertinentes, revelando um legado que transcende o tempo.
As flores negras, com sua delicadeza paradoxal, evidenciam a força que se revela na adversidade, são flores que brotam em meio às dificuldades e que, mesmo em solos áridos, encontram formas de se expressar e de colorir a paisagem. A jabuticaba, com seu sabor agridoce, assim como a amora selvagem, que cresce de maneira quase silvestre, são frutos que trazem em sua essência a história de um povo que, em constante luta, celebra sua identidade e busca reconhecimento. Esses frutos, que nascem em árvores resistentes, são a metáfora perfeita da luta do povo negro contra as amarras da opressão e do racismo.
O Dia da Consciência Negra é mais do que uma data simbólica; é uma convocação à reflexão e à ação. Como diria Marcus Garvey, um dos mais importantes líderes sobre a luta pela liberdade, “Um povo sem o conhecimento de sua história, origem e cultura é como uma árvore sem raízes.”
Este apelo à interconexão nos faz lembrar que a emancipação não se dá apenas no campo do indivíduo, mas como um ato coletivo. As flores e os frutos negros servem como metáfora dessa unidade: cada um traz uma parte de suas histórias para a formação de um mosaico cultural vibrante, fruto da resistência e da luta.
A História, a Cultura e o Destino
Há quem diga que a História não importa,
Que o que passou passou,
Que a fome é agora,
Que os dias correm sem tempo para pensar.
Mas o rio não nasce no mar,
O vento não sopra sem ter por onde veio,
E eu não sou só este momento,
Sou também o que fui antes de mim.
A terra que piso tem pegadas,
As palavras que digo têm ecos,
E se o mundo é estreito
É porque alguém antes de mim aceitou que fosse.
A História não me dá pão,
Mas mostra-me quem colheu antes de mim.
A Cultura não me veste,
Mas ensina-me a olhar para além do muro.
A Filosofia não me salva da morte,
Mas diz-me que estar vivo não é só respirar.
Quem diz que não tem tempo para pensar,
Não vê que há quem pense por ele.
Quem não quer saber do que veio antes,
Caminha por um trilho traçado sem saber por quem.
Mas há um instante –
Sempre há um instante –
Em que o homem para e se pergunta:
E se o caminho pudesse ser outro?
E então descobre que a História, a Cultura e o pensamento
Não são pesos nem sombras gastas,
Mas chaves.
E quem segura uma chave,
Mesmo sem saber,
Já começou a abrir a porta.
Para os que Virão: Parte X
A desigualdade não é um acidente da história, mas uma escolha repetida. Herdam um mundo onde riqueza, oportunidades e dignidade foram distribuídas como privilégios, não como direitos. Saibam: a justiça não brota por conveniência. Exige ruptura.
Não se enganem com discursos que culpam os pobres por sua pobreza ou glorificam o mérito em um tabuleiro desigual. A luta contra a desigualdade começa quando reconhecemos que ninguém é livre enquanto há pessoas reduzidas a números, corpos descartáveis, vozes abafadas pelo ruído do poder.
Seus antepassados combateram sistemas, mas muitos preferiram negociar migalhas em vez de redistribuir o pão. Não repitam o erro. Sejam radicais: eduquem, redistribuam, desmontem hierarquias. Não basta amenizar sintomas; curem a doença. A terra, o trabalho, o conhecimento tudo deve ser comum.
Desconfiem de quem diz "é assim mesmo". O futuro não é um destino, mas um projeto. Escolham: perpetuar pirâmides ou construir círculos. Lembrem-se: enquanto um existir de joelhos, a humanidade não estará de pé.
A luta é longa, mas a semente da igualdade só germina quando plantada com as mãos sujas de ação.
O Rei não está voltando, o Rei nunca te deixou, o Rei está dentro de você, " Eu disse: Vós sois deuses". Essa caminhada de volta a casa do pai (o filho pródigo) que todos nos faremos, independente do tempo, (milhares ou milhões de anos) só depende de você, do dia que você for consciente de que "Eu Sou".
Kairo Nunes 21/04/2024.
Aproveite cada momento da vida (Carpe Diem, Mt 6:34), lembrando que o tempo passa rapidamente (Tempus Fugit, Sl 102:11) e que devemos celebrar a existência enquanto a temos (Memento Vivere, João 11:25). Aproveite também as noites (Carpe noctem, Rm 13:12) e desfrute da vida com alegria (Frui vita, Ec 9:7).
Tenha consciência de que um dia iremos morrer (Memento Mori, Sl 90:12), o que nos ajuda a valorizar ainda mais nossa jornada. Lembre-se que o tempo consome todas as coisas (Tempus edax rerum, Sl 90:4), as horas voam (Tempus volat hora fugit, Ef 5:15-16), e que a vida é breve, mas a arte é longa (Ars longa, vita brevis, Mc 8:36).
Aceite o destino com amor (Amor Fati, Rm 8:28) e enfrente os desafios com coragem, pois a sorte favorece os corajosos (Fortis Fortuna Adiuvat, Js 1:9). Prepare-se para possíveis adversidades, pensando nos problemas antes que eles aconteçam (Premeditatio Malorum, Pv 27:12). Seja audacioso, pois a fortuna favorece os ousados (Audaces fortuna juvat, Fp 4:13), mas lembre-se de apressar-se com calma (Festina lente, Ec 7:8).
Busque fazer o bem (Summum Bonum, Mt 6:33) e trate os outros com empatia e carinho (Sympatheia, Rm 12:15), cultivando virtudes que enriquecem não só a sua vida, mas também a dos que estão ao seu redor. Use palavras suaves e eficazes (Verba mollia et efficacia, Pv 15:1) e busque conhecer a si mesmo (Nosce te ipsum, 2 Co 13:5).
Mantenha a esperança enquanto houver vida (Dum Spiro Spero, Rm 8:18) e lembre-se que a verdadeira vitória está em vencer a si mesmo (Vincit Qui Se Vincit, Pv 16:32), superando suas próprias limitações e medos. O trabalho tudo vence (Labor omnia vincit, Ec 9:10), mas lembre-se que nem sempre será verão (Non semper erit aestas, Ec 3:2). Caminhe devagar, pois assim se vai longe (Paulatim deambulando, longum conficitur iter, Is 40:31).
Viva cada dia como se fosse único, equilibrando a consciência de nossa finitude com a apreciação do presente, enfrentando desafios com coragem e sabedoria, cultivando virtudes e sempre buscando o crescimento pessoal.
Só você pode destruir sua vida.
A escolha é clara; a decisão, inevitável.
O medo é o promotor do erro, mas a consciência, a chave para a solução.
Ou você olha além; ou nunca perceberá a diferença, o momento, o gatilho.
Permita-se! Questione-se! Comprometa-se! Assuma a responsabilidade dos seus passos e tome a melhor decisão.
