Textos Reflexivos sobre Crianças
Vacina as CRIANCINHAS, Graça Freitas!
Andares a invocar miocardites;
em jovens, dos tais doze aos quinze anos;
por ser implantar em pais, desenganos;
pra quê falares de pericardites?!
Serão esses tais dois efeitos, mais graves;
do que uma em tais saudáveis, infecção?!
e nos que já doentinhos, tão estão!?...
será que em tais não vês quaisquer entraves!?!
Manda-as é vacinar, ó nossa Graça;
pra que a imunidade tão desejada;
não fique em ESSAS TAIS, pois, posta em causa…
Devido a um teu tão mal ver, por desgraça;
não ver que uma criancinha INFECTADA;
toda a de um grupo pode ir PÔR em causa.
Não arranjes mais quatrocentas e tal;
mil consultas, pra terem que as fazer;
se UMA a em teu VER, tão resolve esse MAL!!!!!!!!
Com pouca esperança em ti/vós, pois continuo sem saber para que temos neste país ministra/ministério de saúde!
Roda pião
Olhinhos extasiados,
ele observa o pião
gira-girar acelerado.
Colorido,
o brinquedo se enrola no corpo listrado
e roda como bailarina
a esvoaçar o tule do vestido.
Aos poucos, se cansa,
arrefece,
perde a força,
cessa a dança.
No desencanto dos olhos da criança,
a ciranda do pião
reflete a própria vida:
ao girar em volta de si mesmo,
retorna sempre ao ponto de partida.
Se tatuo a minha infância na pele
toda e completa extensão
do meu corpo não é suficiente
ele tem ligação direta na
linha da pipa colorida
que permeia o céu das
lembranças inalcançáveis
a infância dura
uma vida inteira no adulto
que busca voltar atrás
do que passou e ainda fica
o pular incessante
da esfera em consciência de saber
que mais vale uma infância bem vivida
do que uma vida adulta inteira
sem saber o que significa ser criança.
DOR E AFETO
Me vem ligeiramente na mente,
uma nostálgica lembrança.
Tempo em que os pés viviam empoeirados.
Poucas atribuições, muita ciranda.
Avistava as andanças pela fresta do
portão .
As mesmas pessoas rotineiramente por ali passavam, enquanto eu, ansiosamente lhe esperava descer da condução.
Infância que dói, sentimento que constrói.
O semblante é nítido da pureza,
e com tantas pedras no caminho,
esqueceu-se da dor e voltou a brincar de vida.
Para os que Virão: Parte VII
Não permitam que a infância seja engolida por retângulos de luz, pois, as telas são um veneno doce, que adormece mãos curiosas e aprisiona olhos que deveriam decifrar o mundo. Exijam que as crianças caiam no chão, risquem os joelhos, sintam a terra úmida escorrer entre os dedos. A lama não é sujeira: é tinta, é mapa, é o primeiro diálogo com a vida real.
Há uma conspiração silenciosa para substituir o cheiro de grama molhada por notificações, o susto de uma minhoca por likes. Resistam. Brincar na terra não é nostalgia é treino para ser humano, é ali que se aprende a criar com o que existe, a frustrar-se com as formigas que invadem o castelo, a celebrar a tempestade que arrasa tudo. A tela ensina a consumir; a terra, a transformar.
Não tenham medo do tédio, do barro nas unhas, do silêncio que parece vazio. É nele que a imaginação cresce raízes. Seu futuro não será salvo por algoritmos, mas por mãos que sabem semear.
Desliguem. Cavem. Existam.
Saudades de mim
Quando ria sem fim
A alegria fazia morada
E viver, era uma bênção aproveitada.
Saudade da minha inocência
De Minh 'alma plena
Sem nenhum resquício de maldade ou do
pecado que me envenena.
Saudade da minha criança
Das boas lembranças
Das feridas rápidas curadas
E da contentação com o que tinha em casa.
Saudade do meu coração
Quando era inteiro
Sem cicatrizes ou medos.
Começamos a envelhecer e a complicar as coisas, e é aí que vida passa num estalar de dedos
Pois você..
Se prende em uma rotina que te esgota
Em um emprego que não te faz prosperar
Em um relacionamento onde não se tem nem um pingo de respeito..
O tempo não para
E Por fim, vai se ver deitado numa cama
E nem se quer visitou os lugares e países, que tanto salvou no celular
Manter vivo o olhar de criança é simplesmente mágico
Parar
Respirar
Poder contemplar o mundo a sua volta
A simplicidade
E se aventurar..
Quer lugar na “janelinha”? Pague!
Na era das redes sociais, tudo vira tribunal público. O caso da passageira Jennifer Castro, que se recusou a ceder seu lugar à janela para uma criança em um voo, é o mais recente exemplo de como a civilização às vezes tropeça em sua própria etiqueta.
De um lado, uma mãe indignada, filmando a cena e postando sua revolta. Do outro, Jennifer, acusada de egoísmo por se apegar ao que comprou com antecedência e planejamento. Entre as duas, uma criança que ainda está aprendendo a lidar com uma palavra aparentemente simples, mas cada vez mais ausente em sua formação: “não”.
Crianças não nascem sabendo que o mundo não gira ao redor delas. Isso é ensinado. Mas, quando se cria a ideia de que tudo pode ser conquistado por insistência, lágrimas ou exposição pública, o que será delas no futuro? Que tipo de adulto nasce de uma infância onde a frustração é tratada como ofensa?
No avião, o assento de Jennifer representava mais do que conforto; era um símbolo do esforço de alguém que escolheu, pagou, e estava, no direito absoluto, de ocupá-lo. Sua recusa não deveria ser enxergada como um gesto mesquinho, mas como um lembrete de que limites existem — e precisam ser respeitados.
A questão vai além do assento à janela. Está na cultura crescente de evitar dizer “não” para poupar os sentimentos das crianças. Um “não” dito hoje poupa adultos decepados pela realidade amanhã. E que realidade dura será esta, quando descobrirem que nem tudo se resolve com um pedido educado (ou uma gravação postada no Instagram).
Jennifer não deveria ser condenada por defender o que era seu. Afinal, como ensinamos às crianças o valor do esforço e da responsabilidade, se a lição implícita é que o choro ou a viralização sempre vencem? Quer um lugar na janelinha? Pague, planeje, mereça.
Assim, no futuro, essas crianças talvez entendam que o mundo é muito mais do que um assento de avião. É um lugar onde limites, direitos e responsabilidades coexistem. Respeitá-los não nos faz piores; pelo contrário, nos torna mais humanos.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Cael Arcanus e o Sonho de um Voo Roubado
Na infância, aos cinco ou seis, recordo bem,
Travessura marcada em minha história.
Meu irmão, na beira, inocente, além,
Brincava de herói, tão cheio de glória.
Fralda no pescoço, um manto a brilhar,
Sentado na borda, tão cheio de fé.
Na mente de criança, ele iria voar,
Mas o gesto cruel desceu por meu pé.
Empurrei-o, e ao chão ele tombou,
Entulho e porcelana o receberam.
Na coxa, o corte fundo se cravou,
Trinta pontos, e lágrimas se verteram.
Por meses vi sua ferida sangrar,
E o peso da culpa jamais foi calar.
O EFEITO DE SER MULHER
O lindo, se fez Mulher
E nesse corpo,
Deus quisera completar:
Ser ela fonte para a vida
Podendo filhos procriar.
Então,
No corpo dela se fazia
O que ao homem não podia.
Luz Divina possui a mulher,
podendo vidas gerar.
Maior ainda,
está em quem vai de encontro a pequeninos,
de crianças que, não pôde ter.
E, com amor para dar,
procura nelas a sua vida completar,
e a delas também.
Vamos manter guarda na porta da mente e sentir as histórias lindas que pulsam em nossos corações.
Elas me movem , me abraçam e me inspiram desde criança.
Quando focamos na vitória,
e sentimos deslizar pelo corpo o perfume do pódium,
garantimos (ao menos) a satisfação da tentativa, e a oportunidade de aprendizado.
A felicidade não é uma linha de chegada, ela é o que construímos a cada passo na mágica do presente . Pode ser tranquila ou avassaladora, pode transbordar, pode curar, pode viver em looping ,.
Ela só não pode ser suprimida pela mente inquieta, acelerada e super lotada.
E assim, nas oscilações constantes pelo caminho, vamos construindo um lugar de equilíbrio e paz, um templo sagrado e perfumado, dentro de nossos coraçoes.
Com amor,
Pri Augustta
Eu não me lembro bem, quantos anos tinha, como tudo começou
Talvez tenha sido quando neguei o pão a quem dele precisou
Ou ao ignorar o carinho dado por quem tanto me amou
Quem sabe ao esquecer de cuidar de quem tanto me cuidou
Ou mesmo ao deixar de lado, quem do meu lado ficou
Não, eu não me lembro bem, mas algo dentro de mim se perdeu, naufragou
Quando a criança que existe em mim, pela primeira vez, chorou.
TRANSBORDAR
Porque nós somos pequenos demais;
Pequenos para a imensidão,
Imensidão que não conseguimos abrigar.
Sendo nescessário expandir, transbordar...
Expandir em versos,
Expandir com amor,
Expandir com atos e sorrisos e a leveza dos nossos sentimentos, sobre a brisa do vento que leva o pensamento,
Leva o pensamento aos velhos tempos,
Às memórias, doces momentos...
Viajo, navego, penso, em acontecimentos que nunca vivi,
Mas que estão por vir; na tragetória do destino intenso.
Com movimento, com movimento,
Com o movimento do vento...
Aquilo que te faz sentir-se bem, faça!
Por que é tão complicado procurar ser feliz, temos bloqueios que se tornam barreiras para impedir para o que nascemos para ser, o sofrimento e os problemas fazem parte do pacote, e são necessários para nosso desenvolvimento espiritual. Mas porque insistimos tanto em não sermos felizes em nossas vidas? Nos apegamos a determinadas coisas que sabemos que é prejudicial para nossa felicidade, mas mesmo assim, é difícil separar destas mesmas.
Temos todas as ferramentas para fazer esta obra acontecer em nossa vida, mas insistimos que falta sempre alguma coisa. Sempre com uma desculpa ou um subterfugio para não realizar aquilo que precisamos. Parecemos crianças mimadas esperando sempre alguém fazer algo para nos alegrar.
Descubra que pode ser feliz independente de alguém ou situação, entenda que sua felicidade não depende de alguém. Eleve sua alto estima e brigue não pelos outros, mas por você mesmo em todos os sentidos. A vida nos ensina, pode chamar de egoísmo, talvez até seja, mas faz bem para a gente mesmo. Muitos querem ser felizes através de outras pessoas, de situações, de ocasiões, muito através das coisas materiais, achando que tudo gira em torno destes artifícios para se sentir feliz. Infelizmente a premissa não é verdadeira.
A felicidade, o bem estar está dentro de nós mesmos, a necessidade de aprender a reconhecer e ter o entendimento que somente nós mesmos somos responsáveis pelo que de bom ou de ruim leva nosso corpo e nossa alma a sentir este prazer de se sentir feliz.
Não devemos tolher o que nos faz bem, a vida foi feita para ser usufruída em sua totalidade e esplendor. Não devemos negar nossa vocação dada por Deus para sermos e termos a felicidade. Mesmo que não a sentimos plena e completa, porque neste mundo não temos condição e nem entendimento para compreender o que é ser realmente feliz.
Aquilo que te faz sentir-se bem, faça! Quer passear? Vai! Quer comer alguma coisa que te faz bem? Coma! Quer ter um relacionamento? Tenha! Mas jamais deixe de fazer ou adie o que te faz bem.
Nossa vida passa rápido, não temos a consciência do tempo, por mais que tentemos medi-lo, então o que fazer? Simplesmente viver e correr atrás de sua felicidade.
Lembranças da época de menino.
De pequeno queria um equino.
Seu desejo era visto passageiro.
Mas adulto apaixonou no arreio.
Cresceu sem viver oque amava.
Mas a paixão ele amamentava.
Já velho conheceu um amigo.
Este para ele muito querido.
Empático chamou e lhe ofereceu.
Um cavalo que agora seu.
Disse para que possa começar.
E aquela criança passou a chorar.
O envelhecido voltou ao passado.
A seu amigo disse obrigado.
O desejo de coração ardente.
Agora podia seguir em frente.
Aquela criança eu pude voltar.
E adiante seguirei a sonhar.
Conversas entre escoteiros, sobre inconsistências do homem adulto.
... bom dia amigo escoteiro!
Entendo que a automotivação se faz necessária pro bem-estar psíquico, e o sistema de compensações pessoais.
Porém, precisamos lembrar da falta de atitudes pro ativas com o coletivo.
Ainda precisamos reeducar este ser adulto, e egoísta que insiste em realimentar a criança latente e inconsequente.
Lembrá-los que cresceram, e que a criança travessa em seu âmago comete constantemente incoerências limitantes
tornando-os em adulto fútil e tolo.
Precisamos ser lembrados assiduamente.
Aí você acorda num dia normal, e tem a certeza que o ser humano é podre...
O ser humano é cruel...
O ser humano nao sabe ser um animal!
Dentro de nossas casas, não temos noção do perigo entre quatro paredes!
Uma inocente nasce ,
Um serzinho de Luz
Vem para esse mundo como esperança
E dentro de casa descobre que nao está segura.
Seu dever seria brincar de bonecas...
E não virar boneca!
Aos seis anos idade, seu corpo cru pronto pro desenvolvimento, se torna alvo de coisas desconhecidas e inapropriadas para sua idade.
Coajida e com medo,
Cala-se, e a lágrima desce.
Aos dez anos, aquele olhar puro de nascimento, já havia desaparecido há quatro anos...
E no seu ventre, a tristeza de uma lembrança.
Bessa Lessa
Te vi na rua hoje
Ficou diferente
Mudou o corte de cabelo
E já tirouo aparelho do dente
O coração não tão de gelo,
Mudou e ficou surpreendente.
Mudou tudo,
Só não mudou seu efeito sobre mim
Meu coração continua acelerado
Me assusta que depois
de tudo eu ainda to afim
As pernas ainda estão bambas
Com esse amor desesperado
Até meio infantil
Tudo muda e tudo passa
Exceto nosso amor juvenil.
MEMÓRIAS DE MORADAS
Quanta alegria da minha infância,
Benditas memórias que me acompanham.
As tristezas são apenas maldições,
Na criança que em mim carrego todo dia.
Crio minha sinfonia de vida,
Harmonizando risos e lembranças.
Se o fardo for pesado demais,
Encontro toques surpreendentes no caminho.
Em cada compasso, a infância ressoa,
Inocência e alegria me inspiram.
Transformo maldições em forças,
E desvendo segredos de minha jornada.
Assim, na partitura da vida,
Equilibro notas de alegria e superação.
Canto a sinfonia da felicidade,
Com memórias e criança em meu coração.
Ontem, enquanto eu aguardava o transporte para ir à igreja, uma jovem mãe com dois meninos, aparentemente gêmeos, de uns 4 anos de idade, passaram por mim.
A mãe carregava uma mochila nas costas, e mãos dadas com as crianças, um de cada lado, e ela falava:
- Acredita que a mamãe veio de ônibus hoje? Estou tão cansada! Olha a hora que eu cheguei!
Me desculpem!
Mas, me contem como foi o dia de vocês? O que fizeram?
Não consegui ouvir a resposta.
Mas vi muito amor.
