Textos reflexivos para professores que motivam a paixão pelo ensino
Música em homenagem ao professor Celso.
Bilhete premiado
Minha história é essa mesmo/ minha vida é essa mesmo, agora vou lhe dizer.
Nada eu tinha nessa vida/ só vontade de crescer.
Trabalhei de sol a sol/ para vida melhorar,/ na metade do caminho/ encontrei o meu cantar/ um bilhete premiado/ um bilhete premiado colega vei/ fez minha vida transformar/
Capoeira trouxe tudo:/ me deu casa, me deu lar/. Encontrei minha morada, da morada eu fiz meu lar/ Tenho filhos e trabalho, e um "cantin" pra descansar/ E as feridas dessa vida, capoeira pra curar camara.
Iê viva meu Deus.
CORAL
Sandro capoeira
Quando um professor olha para uma sala de aula cheia, ele enxerga um universo de possibilidades.
São vários planetas que giram de forma diferente, com seu jeito ÚNICO.
Para entender sobre esse matéria exige muito amor, empatia e persistência.
Parabéns a todos professores que enxergam as diferenças como desafios e não obstácuos.
Dia do Professor
Hoje é o Dia do Professor. E começou com luta.
Uma mulher lutou para estar lá. Não era apenas mulher — era negra.
Estávamos há apenas 30 anos da abolição da escravidão em nosso país quando Antonieta de Barros se formava na Escola Normal Catarinense. Imaginem a luta…
Antonieta, além de professora, tornou-se política e foi a responsável por instituir nacionalmente o Dia do Professor, para que nunca deixássemos de ser lembrados.
Obrigado, Professora Antonieta de Barros, por nos reconhecer e abrir caminhos.
Nossa trajetória é de luta. Hoje, infelizmente, vemos políticos fazendo de tudo para sucatear a educação — basta observar a má vontade em realizar concursos públicos, substituídos por contratações precárias, como os PSS e RC.
Os salários baixos desmotivam, e muitos acabam desistindo de estudar mais, de buscar novos conhecimentos para repassar aos alunos.
Mas, como dizia Paulo Freire, “a educação é libertadora”.
E nós, professores, somos a pedra no sapato dos maus políticos deste Brasil varonil.
QUERIDO PROFESSOR...
Apesar de ser pequenininho
E não entender muito das palavras,
Hoje acredito em tudo o que você me falava.
Muitas vezes me senti perdido,
Inseguro, sentindo-me a pior das criaturas.
Mas você me acolheu com sua maneira inteligente
E, ao mesmo tempo, diferente,
De dizer: confie em mim!
Palavras não traduziriam meus sentimentos,
Nem expressariam o que sinto aqui dentro por você.
Obrigado, professor, por sempre me ensinar!
Por isso — e por outras coisas — sempre irei te valorizar.
AMO MINHA PROFISSÃO!
PROFESSOR E PROFESSORA
...Sejamos todos os dias regados de competências e habilidades para despertarmos em nossos educandos quão importante é nossa profissão...
E que possamos cotidianamente consolidar muito aprendizado enriquecendo nosso curriculum não só de conhecimentos, mas também de sentimentos que germinam amor e dedicação pelo que fazemos!
❣️ FELIZ DIA DOS PROFESSORES!!❣️
Ser Professor
Ser professor é plantar,
mesmo em solo endurecido,
é regar com esperança
um futuro adormecido.
É saber que a flor do sonho
brota do chão mais sofrido.
É lutar contra o cansaço,
é sorrir quando há dor,
é fazer do giz um laço
que abraça com amor.
É ter fé no impossível
e ensinar com fervor.
Professor é luz que guia,
é farol na ventania,
é quem insiste e confia
na força da educação.
É aquele que não desiste,
mesmo quando a dor persiste,
carregando em sua mão
o poder da transformação.
Não tem capa, nem medalha,
mas vence cada batalha
com coragem e coração.
Porque ser mestre é ser ponte,
entre o vale e o horizonte,
entre o “não sei” e a solução.
Por isso, neste dia,
fica aqui minha poesia,
em forma de gratidão:
— Professor, tua missão
é divina e verdadeira,
tua voz é a sementeira
que faz brotar uma nação.
De pés no chão a professor
Fui criança de pés descalços,
sonhando com horizontes distantes.
Entre cadernos simples e risadas,
aprendi que o saber abre caminhos.
A vida me moldou em silêncio,
com desafios, quedas e recomeços.
E em cada passo, em cada lição,
crescia também minha paixão.
Hoje, ao entrar em sala de aula,
carrego comigo aquela criança.
Sou professor — fruto da esperança,
carregando no peito ainda o sonho de criança.
Lembro-me da primeira escola, e também da primeira professora,
Era um mundo novo e imenso,
mas cabia inteiro na palma da mão,
entre letras trêmulas e números tímidos,
nascia o sonho, brotava a paixão.
Mas, como nem tudo são flores
Veja bem a situação,
Me entrou na mente
Que ali não era o meu lugar,
E a escola naquele ano deixei de frequentar.
Mas como o destino estava traçado
Para a escola voltei,
carregado de histórias, sonhos e esperanças
de quem passou a acreditar na educação
É sentir que cada lição do passado
me preparou para estar aqui, presente.
Não esqueço de uma frase que minha mãe sempre falava “ quero ver um filho meu formado”
era um sonho costurado com amor,
era a esperança de dias melhores.
Para aquele menino de pés no chão
Não era só um diploma,
Mas a oportunidade de transformar a vida com dignidade.
Com isso me fez perceber que a vitória não era só minha e sim dela também.
Hoje me vejo um homem realizado,
Bem vestido e bem calçado,
Mas jamais esquecerei do meu passado
De um menino de pés no chão,
De um sonho de uma mãe profetizado,
Do barro nasceram meus passos,
do estudo, a esperança cresceu.
E hoje, com orgulho e amor,
o menino tornou-se professor.
Maurilio de Jesus.
O sofrimento é um professor silencioso e, muitas vezes, impiedoso. Ele chega sem aviso, nos derruba, nos faz questionar caminhos e nos confronta com a fragilidade da vida. Mas, por mais doloroso que seja, o sofrimento não existe para nos destruir — existe para nos transformar. Ele nos força a olhar para dentro, a enfrentar nossas sombras, a reconhecer nossas feridas e a descobrir a profundidade de nossa própria força.
Sofrer não é fraqueza; é ser humano. Cada lágrima, cada aperto no peito, cada noite de inquietação carrega dentro de si sementes de aprendizado, resiliência e compaixão. É no sofrimento que aprendemos a valorizar a alegria, a coragem, o amor e a leveza quando finalmente retornam.
O segredo não está em evitar a dor, mas em abraçá-la com consciência, permitindo que nos ensine e nos molde. Cada passo dado apesar da dificuldade é um ato de coragem. Cada dia que seguimos em frente, mesmo cansados e feridos, é uma vitória silenciosa, mas poderosa.
E, quando olhamos para trás, percebemos que o sofrimento, embora doloroso, nos tornou mais inteiros, mais sensíveis e mais capazes de viver com intensidade e verdade. Ele não é apenas parte da vida — é uma das forças que nos lapidam e nos conduzem à plenitude.
Professor:
Professor, onipresente.
PRESENTE, em todos os sentidos: presente.
Sim, dádiva para todos, mas reconhecido por poucos.
Professor é aquele ser mágico que se apresenta em suas várias versões:
médico, malabarista, catador, cantor, ator… artista.
Ser professor é orgulho, é recompensa. Profissão da vida. Excelência.
Aquele ser único. Motivacional.
De tantos predicados, um ser vital — com inúmeras vírgulas, mas nunca com um ponto final.
Seu dia foi ontem, é hoje e será amanhã.
Como sempre digo: feliz mais um dia. Mais um dia especial.
O PAPEL DO PROFESSOR NA PREVENÇÃO DA ANSIEDADE NOS CONCIDADÃOS
O que um professor pode fazer em relação ao mal do século XXI ou em relação a Ansiedade?
Além do seu trabalho normal de leccionação numa Escola, um professor também pode voluntariamente promover a prevenção da Ansiedade nos concidadãos através de conversa com um concidadão ou um grupo de concidadãos sobre a Ansiedade para a compreensão de conceito, consequências, mecanismo e formas de lidar com a Ansiedade!
AO PROFESSOR QUE NASCEU PARA SER PROFESSOR
Agradeço todos os dias ao destino, pela graça de ser educador. Arte-educador. Inserir-me nesse contexto como profissão me fez mais do que um profissional: alguém que se reconhece como quem nasceu para isso. Tenho, evidentemente, minhas angústias relacionadas a proventos, condições ideais de trabalho e as grandes dificuldades externas que acompanham nossos alunos até os espaços formais de aulas, oficinas e projetos educativos, tanto no conceito pedagógico, especificamente, quanto nos conceitos da arte e da cidadania.
Sou um professor que não dá nota. Que pode mudar, todos os dias, as estratégias para vender suas ideias e seduzir os alunos. Atraí-los para contextos mais prazerosos do que a obrigação de alcançar notas e pontos para passar de ano. Às vezes, adulá-los. Talvez por isso, eu não tenha nem condições de alcançar a grandeza dos esforços diários dos professores em disciplinas obrigatórias, que têm a dura missão de preparar pessoas para o mercado de trabalho. Para disputas mercadológicas e a sobrevivência em uma sociedade competitiva e cruel, devido à falta de espaço confortável para conquistas.
Não tenho a mínima condição de avaliar precisamente a realidade total das salas de aula, mas sempre que vejo um professor de pelo menos alguns anos de profissão, admiro-o profundamente por ter atravessado esses anos, diante do que vejo. São muitos e muitos os professores que portam condições plenas de abraçar profissões muito mais rentáveis, e o fariam competentemente, mas não fogem do que escolheram, porque seriam somente profissionais. E como nasceram para ser professores, não seriam felizes se não fossem profissionais e seres humanos, como tem que ser, mais do que ninguém, quem nasceu para ser professor.
Reitero, portanto, meu profundo respeito e minha admiração aos que trabalham com amor e sofrimento; com revolta e dedicação; com sorrisos muitas vezes salobros, porque se misturam ao pranto, mas logo se sobressaem, porque o amor ao que fazem tem sempre reserva de otimismo.
Ao mesmo tempo, meu desprezo profundo e a não admiração aos patrões da educação tanto particular quanto pública e aos cidadãos de má vontade responsáveis pelo sofrimento, a revolta e as lágrimas do professor que nasceu para ser professor.
Professor semeador
A semente é lançada
Jogada
Cultivada
Rompe a terra da escuridão
Com mansidão no seu tempo
Trazendo flores e os frutos
Do conhecimento
Da paz e justiça social
Que pensa
Critica
Tranforna
É a liberdade da mente
Que percebe, quebra as correntes
e sente um novo amanhecer
Onde cada ser
Tem voz e vez
Valorize o professor
Precursor de um mundo possivel
A Guardiã dos Avisos Ignorados
Por Ramos António Amine, Professor de Filosofia
Nada estava visível naquela noite. Mas algo pairava, em surdina, nas pequenas coisas que costumamos ignorar: a Guardiã dos avisos ignorados.
Uma alta dirigente distrital decidiu partir para a cidade a fim de passar a quadra festiva junto da família. Fora avisada de que a lei não concede diferimentos favoráveis a viagens impulsivas de quem detém autoridade. Ainda assim, escolheu ouvir o coração pois, em tempos festivos, o coração costuma falar mais alto do que a norma. A regra foi relegada ao segundo plano, dobrada e esquecida, enquanto à frente da dirigente seguia apenas o desejo de estar entre os seus.
Não faltou quem tentou dissuadi-la. Não com gritarias nem com processos disciplinares, mas com a frieza de quem conhece o peso da responsabilidade. O aviso foi simples e claro: quem serve o distrito não deve servir-se dele sem consequência. Contudo, a decisão já estava tomada. Quando o poder se habitua a mandar e passa a ouvir apenas a si próprio, aprende também a ignorar os avisos.
Naquele dia, apesar de esburacada e lamacenta, a estrada comportou-se silenciosa, como sempre é a Guardiã dos avisos ignorados.
No caminho, o mundo cobrou o preço da decisão. O irreparável sucedeu. Um corpo ainda marcado pelas ressacas das vésperas atravessou a estrada e, num instante, tudo se desencadeou: decisão em absurdo, movimento em culpa, pressa em tragédia, quadra festiva em luto. A estrada manteve-se indiferente, enquanto uma vida se despedia sem temor nem tremor.
Em delírio, a dirigente recorreu ao gesto mais antigo do mundo moderno: ligou para casa. Do outro lado da linha, o marido correu para socorrer quem amava. Mas o absurdo: hóspede discreto da condição humana, ainda não havia concluído a sua obra.
Ao calçar os sapatos à pressa, o marido foi mordido por uma cobra, escondida onde ninguém espera a morte: no abrigo quotidiano do pé. Assim, num só encadeamento de factos, uma decisão tomada no distrito gerou tragédia na estrada; a tragédia clamou por auxílio; e o auxílio quase gerou outra tragédia. Nada disso constava nos planos da dirigente. É assim que o absurdo opera.
Houve conspiração? Intenção malévola visando a sua queda? Não se sabe. Sabe-se apenas que houve consequência. A exceção aberta à interpretação da lei abriu caminho; a pressa acelerou; e a Guardiã dos avisos ignorados, amontoada nos sapatos, respondeu como sempre: silenciosa, inevitável.
Talvez seja isso que mais nos vulnerabiliza: o mundo não castiga, apenas responde. Responde ao orgulho, à arrogância institucionalizada, às escolhas impulsivas, ao descuido, à crença perigosa de que o cargo nos coloca acima da lei, dos outros ou do absurdo.
Na origem desta tragédia esteve uma decisão. No fim, restou a estrada.
E a estrada resta sempre para ensinar, sem alarde, que o poder é efémero, que a vida é um sopro e que o absurdo nos acompanha justamente onde julgamos estar seguros: na exceção que toleramos, na viagem que consentimos a nós mesmos, no otimismo que nos dispensa da prudência.
Enquanto os homens celebram datas e inventam hierarquias, a natureza permanece silenciosa e atenta, indiferente às nossas justificações. E a Guardiã dos avisos ignorados, paciente, continua onde poucos ousam procurar: no intervalo entre avisos e a decisão.
E agora, Professor?
E agora, Professora?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que você se deparou
Com tanta gente opressora?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que te fazem salvador
De uma triste realidade?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que esperam de você
Muito mais que capacidade?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Ensinará o conteúdo
A quem não quer aprender?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Já soube que o mundo todo
Depende muito de você?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que descobriu a utopia
Que é a pedagogia?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que aprendeu que a teoria
não serve para a prática?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que precisar educar mentes
E barrigas extremamente vazias?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que descobriu que outros
seu trabalho, melhor, faria?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que você não tem valor
E nem tão pouco o respeito?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que fará com tanta dor
E com tanta decepção?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que o ano não acabou
Mas, você se esgotou?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que mataram os seus sonhos
E te fizeram de vilão?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que descobriu que seus méritos
Não são mais que obrigação?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que colocaram na sua conta
Toda a deseducação?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Como ensinará o amor
Em meio ao caos e opressão?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que diminuíram o seu valor
E te juntaram com pá e vassoura?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que te culparam por toda
Falta de vontade e querer?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Que escancararam para todos
O quanto errado tu és?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
Vais apelar para o Senhor
Para a mamãe ou para o doutor?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
E agora, Professor?
E agora, Professora?
"Quando pensar em desistir, lembre-se do que disse aquele professor americano (de Harvard) sobre aquele brasileiro: 'Tinha tudo para dar errado. Mas deu certo!' "
"O brasileiro citado era negro, pobre, epilético e órfão desde pequeno. Com tudo isso e mesmo sem frequentar escola regular, tornou-se o maior escritor brasileiro de todos os tempos!"
Frase Minha 0670, Criada no Ano 2013
USE, MAS DÊ BOM EXEMPLO.
CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com
Ao meu amigo e Professor Carlos Alberto Murta.
"Não existe gênio sem o mestre. O professor não traça o destino, mas ilumina a jornada. Ele não carrega o aluno, mas coloca a bússola em suas mãos e entrega o norte para que ele aprenda a caminhar com os próprios pés."
— Ginho Peralta
Dia do Professor & Numerologia
Comemora-se no Brasil no dia 15 de Outubro.
O natalício 15 (o mesmo que o da nossa República) representa a ambição, o ideal, a meta.Quando é feita a soma do 1 com o 5 resulta em 6 que traduz amor, lar e nutrição.Analisando os algarismos de 15 separados vemos que o 1 da dezena representa a liderança que muda e o 5 da unidade potencializa emoção e aventura.
Outubro é mês 10 tendo como significado mudanças.
O número da ação, ou atitude, é conseguido com a soma do dia e mês de nascimento.Em seguida esta soma é reduzida a um só algarismo.
No caso do Professor somamos 15 com 10 obtendo o 25 que tem por significado "mente brilhante". Os algarismos de 25 são novamente somados surgindo o 7, número que sintoniza caminho, fé, desenvolvimento,progresso.
O ano pessoal dos professores no Brasil vale até 14/10/2013.
Vamos somar todos os algarismos de 15/10/2012 (1+5+1+0+2+0+1+2)
para obter o 12. É ano de muita dedicação e altruísmo:valorizar o "ter", mas prevalecer o "ser".12 é o número de meses do ano e dos apóstolos de Cristo.
Queridos professores, estamos num ano pessoal 3 (1+2) e a principal ferramenta tem que ser a comunicação e a criatividade.
Um abraço em todos e parabéns!
Professor não é só áquele que tem um diploma na parede,
é áquele que faz acontecer que come giz e tem tinta nas veias,
professor é todo áquele que diplomado ou não tem algo a ensinar sendo por livros ou pela vida,
áqueles que estão com você não só dentro de sala, mas nos corredores, cantinas, pátios e portões.
Áqueles que te cobram "Hei! Cadê o uniforme heim?", áqueles que te dizem "Deçam daí meninos.",
mas que um segundo depois te elogiam.
São áqueles que varrem o chão e limpam as carteiras de sua sala.
Áqueles que fazem sua merenda e que muitas vezes esquecemos de dizer obrigado.
São pais e mães, tios e tias, padrinhos e madrinhas, avós e avôs e as vezes nem parentes são.
Mas nos orientam e nos educam.
Parabéns a todos os professores e educadores por este dia.
Feliz dia do Professor.
Anos Incríveis
“Quando somos crianças, somos um pouco de cada coisa, somos artistas, professores, cientistas... Às vezes parece que crescer é desistir destas coisas UMA A UMA. Todos nos arrependemos por coisas dais quais desistimos. Algo que sentimos falta, desistimos por sermos preguiçosos ou por termos medo.Existem pessoas que passam em nossas vidas e vão embora e nunca mais ouvimos falar nelas, outras entram e permanecem para sempre. E há aquelas que passam e vão embora, mas jamais as esquecemos. O Amor nós obriga a fazer coisas engraçadas, ele nos torna orgulhosos, ele nos deixa arrependidos... E mesmo que eu não soubesse que caminho nos iríamos seguir, eu sabia que não podia deixar ela sair da minha vida.Havia dias de escola em que eu achava que não havia motivos nenhum para sair da cama. Dai eu me lembrava que eu iria vê-la, meu dia estaria repleto de momentos com possibilidades, ai eu tinha certeza que algo iria acontecer.Crescer é algo que acontece muito rápido, um dia estamos de fralda e no outro já estamos indo embora, mas as lembranças ficam no tempo. Me lembro de um lugar, de uma cidade, de uma casa como muitas outras casas, um jardim como muitos outros jardins, uma rua como muitas outras ruas, certas coisas marcam nossas vidas, e jamais esquecemos.E depois de todos esses anos eu continuo a me lembrar desses anos com admiração e penso:
Foram anos Incríveis.
DESAFIOS DA EDUCAÇÃO
É oportuno, neste momento de comemorações do Dia do Professor, compartilhar algumas reflexões sobre a educação.
Houve tempo em que estudar era ser posto à prova, era enfrentar vicissitudes para temperar o espírito, segundo os paradigmas da época. Tratava-se de um combate, que evitava o prazer e valorizava o sacrifício. Todos nos lembramos do relato de Raul Pompéia: "Vais encontrar o mundo, disse-me meu pai, à porta do Ateneu. Coragem para a luta." Também nos lembramos do chefe timbira, de Gonçalves Dias, que diz ao filho: "Coragem, meu filho, que a vida, é luta renhida, viver é lutar."
Provação. Era disto que se tratava a vida e a escola.
Mas a pedagogia avançou. Hoje sabemos que viver é enfrentar, mas não é amargurar; que estudar é buscar, superar, mas não é desesperar. O aprendizado deve ser prazeroso, e este pode ser o desafio mais importante do profissional de educação. Talvez tenha sido Cecília Meirelles quem fez a síntese mais poética do que seja ensinar. Para a doce poeta e educadora, ensinar é "acordar a criatura humana dessa espécie de sonambulismo em que tantos se deixam arrastar. Mostrar-lhes a vida em profundidade. Sem pretensão filosófica ou de salvação - mas por uma contemplação poética afetuosa e participante."
E aí está em que se baseia a educação: afeto e solidariedade. E compreensão. Até para o erro. Edgar Morin costuma dizer que todo conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. Para ele, "o maior erro seria subestimar o problema do erro; a maior ilusão seria subestimar o problema da ilusão."
Em meu livro Educação: a solução está no afeto, falo das três habilidades que acredito que precisam ser desenvolvidas no aprendiz: cognitiva, emocional e social. Quando um aluno erra, o professor preparado corrige, mas não censura, disciplina, mas não ridiculariza, repara, mas não condena. O educador não pode mais assumir o papel de detentor absoluto do conhecimento, embora deva se manter em contínua capacitação. Deve ser mais do que apenas o facilitador da busca do conhecimento pelo aprendiz. Deve ser um instigador. O professor que faz jus ao título de educador estimula a cooperação, porque a palavra que sintetiza o conceito da educação contemporânea é a reciprocidade. Estimula a vivência, a comparação, a análise crítica, o intercâmbio de idéias e de experiências. Tem ou desenvolve habilidade para fazer com que os talentos sejam exteriorizados. E desse modo descobre capacidades e orienta realizações.
Triste é o educador que já não acredita mais na capacidade de aprendizado, que não se debruça para examinar melhor a peculiaridade de cada aprendiz. Este não ensina nem aprende. Porque a educação não é pesar, é prazer.
Em resumo: trabalhar em equipe, resolver problemas, saber ensinar e aprender a ser solidário. Eis o que é ensinar! O mundo da competitividade é o mundo da heterogeneidade. Comparar pessoas diferentes - e não há pessoas iguais - é desestimular a criatividade e a autonomia.
"A melhor aprendizagem ocorre quando o aprendiz assume o comando de seu próprio desenvolvimento em atividades que sejam significativas e lhe despertem o prazer". A frase é do sul-africano Seymour Papert, matemático, professor do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) e pai da Inteligência artificial, um dos maiores visionários do uso da tecnologia na educação. Em 1960 já dizia que toda criança deveria ter um computador em sala de aula. Mas a tecnologia sozinha não representa evolução na forma de educar. O computador é ferramenta, é apoio, é máquina, e máquina alguma substitui o professor - este sim, a alma da educação. O professor não pode ser como um disco de memória de computador, apenas um depósito de informação.
Há muitas formas de desenvolver conhecimento, mas o ato de educar só se dá com afeto, só se completa com amor. E a educação se realiza porque, junto com o amor, surge compromisso, respeito, a necessidade de continuar a estudar sempre, de preparar aulas mais participativas.
A educação é, em todas as suas dimensões, um grande desafio. Um desafio que depende em sua maior parte do professor, a quem venho reverenciar nesta data comemorativa. É o professor que fará, com dignidade e respeito - que são, afinal, formas de amor - com que a educação se transforme em puro prazer de viver.
Jornal O Estado de Minas, 09 de outubro de 2006
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