Textos Reflexivos

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Hoje despertei com o coração sereno,
uma faísca de luz no horizonte pequeno.
O universo me guia em passos lentos,
sussurra verdades nos meus pensamentos.

Dentro de mim, a mudança chama,
um fogo que arde, que acende a chama.
Quero me encontrar, quero construir,
uma vida que me faça, enfim, sorrir.

Sonho com terras que nunca pisei,
culturas e vozes que sempre anelei.
Mas aqui estou, girando em espiral,
sobrevivendo ao comum, ao banal.

Falta-me rumo, mas tenho vontade,
e a cada dia encontro a verdade.
Porque sigo em frente, aprendendo a andar,
cada passo é uma chance de recomeçar.

Um dia verei meus sonhos brilhar,
e as amarras do tempo irão se soltar.
A mudança virá, como flor na estação,
porque cultivo esperança no meu coração.

Inserida por crisnaiaraa

Eu te encontrei,
e havia no ar uma promessa,
um calor no vazio que antes habitava,
um sonho de alma entrelaçada.

Eu via potencial nos teus olhos,
um futuro que brilhava distante,
mas os dias passaram,
e o brilho virou silêncio,
um peso que carreguei sozinha.

Teus passos pararam,
frente à tela que não dizia nada.
A casa quieta, sem vida,
o diálogo, ausente,
os sonhos, adormecidos.

Eu, que buscava fogueiras,
ganhei cinzas.
Eu, que via beleza na natureza,
encontrei desordem.
Eu, que ansiava por almas,
encontrei um corpo cansado.

E então veio a fúria,
não tua, mas da dor que te moldou,
e a ferida que carrego agora
fala mais de nós do que qualquer palavra.

Ainda assim, desejo teu bem,
mesmo quando o meu coração
não sabe mais o que sente.
Porque amar também é aprender a partir,
é respeitar o que não pode ser.

Hoje, olho para dentro,
procuro as respostas nas minhas raízes,
porque sei que mereço mais
do que apenas existir ao lado de alguém.
Mereço ser fogo,
mereço ser vida.

De ti, levo o aprendizado,
um desejo manso de que encontres o teu caminho,
mesmo que ele não cruze mais o meu.

Inserida por crisnaiaraa

⁠Numa profunda angústia
perco-me na imensidão
a tinta flui a minha ausência
e o sono a minha própria negação
mas nesse mundo sem sentido
quanto tempo levara para a celebração
Caminho profundo no abismo
As quatro cadeiras da sala estão prontas para oração
desbotadas as suas fissuras irão ecoar os números
sobre o seu proprietário de coração
numa dança eterna, onde me consolo com a solidão.

Uma luz então surge
e ingenuidade que fica
e o que se reflete no espelho?
Lembrança me traz
cores púrpuras e lilás amarelado brilham em tom fantasiado
parece conseguir cortar o crepúsculo
ressoa então a sentimentalidade
aguardando a verdade que no fundo você sabe.

Inserida por Domcost

Bom dia!
Simbora, para mais uma jornada...
Cada dia se torna uma oportunidade de aprender, crescer e se encantar com as pequenas maravilhas que a vida coloca em nosso caminho.

Inserida por SolSorte

"Ausência do Bem"
Talvez seja simples enxergar o mal,
Na dor, na perda, no final fatal.
No amor quebrado, casamento arruinado,
Na sombra escura de um mundo desolado.
O que é o mal? Me pergunto em silêncio,
É mais que dor, é ausência de um alento.
Não é matéria, não tem forma ou cor,
É o eco vazio, o oposto do amor.
O mal é a ausência do bem,
Um vazio que nos prende também.
Escolhas livres, um risco que Deus deu,
A liberdade que o homem escolheu.
Agostinho sabia, Aquino também,
O mal é o caos quando falta o bem.
Não tem rosto, não tem mãos, nem chão,
É o fruto amargo da nossa decisão.
Deus sabia, mas nos deu a licença,
De errar, de cair, sem resistência.
Na liberdade, o bem se expõe,
Mas o mal também surge onde o amor não compõe.
O mal é a ausência do bem,
Um vazio que nos prende também.
Escolhas livres, um risco que Deus deu,
A liberdade que o homem escolheu.
É o desequilíbrio, a falta de luz,
A sombra que cresce quando o amor se reduz.
É a desordem, o afastar do Criador,
A porta aberta pra tudo que é dor.
O mal é a ausência do bem,
Um vazio que nos prende também.
Mas no amor há um caminho, uma razão,
Pra voltar ao que é santo, à nossa missão.
Escolhas livres, mas há redenção,
Na luz do Criador, a nova direção.
O mal não tem força onde o bem é total,
Voltemos à origem, ao amor essencial.
JMJ

Inserida por jsmj

Para escrever, preciso mergulhar dentro de mim,
abrir portões fechados,
remover selos e bloqueios.
E, aos poucos, aprendi a fechar os portões
e esqueci a chave, esqueci a senha e a localização.
E, aos poucos, criei defesas para me proteger de tudo, até do que sinto,
como se fosse um livro aberto.

Inserida por Desabrochar

É estranho escutar músicas,
o som, as combinações de sons e composições,
as vibrações, as ondas, a melodia.
Muitas vezes, quando nos escondemos,
nos fechamos para tudo,
mas a melodia nos abre.
Arregace, tire a sua máscara
e faça um suspiro.
Refletir é engolir em seco.
É mais fácil fugir do que enfrentar.

Inserida por Desabrochar

⁠Ao teu lado


A escuridão transforma-se diáfana
Os lençóis lúgubres tornam-se escassos
A ojeriza que transcende o mundo
Desfaz-se num mar contínuo de paixão

Os pássaros cantam em sincronia
A mais bela canção que nos envolve
Viver ao teu lado é lembrar que
É impossível existir sem resistir a você.

Inserida por pedrosou

⁠A renúncia, a espera, a inconveniência. Um coração disputado, entrelaçado, dividido... aqui as vezes pesa a emoção, as vezes a razão. Parece que encantadoramente nada parece de fato ter noção. É tudo modificado, calculado, codificado. Sabemos.
Sabemos também o quanto o coração acelera em um compasso desesperado, encontrando caminhos e motivos que simplesmente o façam acertar.
Acertar o futuro que parece distante, mas ali logo está gritando com a gente. As incertezas golpeiam o coração de uma forma lenta e sem pena. O medo machuca, e leva consigo um sabor amargo de dor e culpa. Tantos questionamentos, mas nenhum caminho parece viável. O que será realmente a verdade? O que será realmente a mentira? Eu não quero que isso venha ferir a gente, aquilo que temos, o que é sagrado. Queria uma folha em branco, sem manchas para um recomeço, mas isso já acabou. O tempo acabou. O que resta é enxergar com um olhar de criança, deslumbrar no coração um caminho onde o amor e a esperança renasçam. Repensar. Confrontar a si mesmo, mas se lembrar de não deixar nada pesar seus ombros, nem o seu coração. Voltar a rotina de dar passos pequeninos, saborear lentamente com doçura os dias belos e não esquecer de partilhar.

Inserida por agathaoliveir

⁠⁠Tragicamente convivo com uma trágica mente; quem dera fosse um ser que não me preocupasse com as questões sociais.
Erroneamente convivo com uma errônea mente; quem dera fosse capaz de não me preocupar com a filosofia.
Extraordinariamente convivo com uma extraordinária mente; quem dera fosse capaz de não me preocupar com tudo ao meu redor.
As vezes queremos ser irracionais para parar de tanto raciocinar, entretanto é necessário ser racional para não ser controlado pelos que acham que sabem raciocinar.

Inserida por EvandroSa

⁠E QUANTO A MIM

E quanto a mim, não me vais dizer nada para me sentir melhor, vens sempre com perguntas tão difíceis de responder. Eu não sou boa a criar encrencas, nem a resolver os meus problemas. Será que tu não sentes compaixão de mim quando me vês, com essa personalidade que eu tenho tão difícil de entender, nem eu me compreendo, nem eu me entendo apenas convivo comigo e lido com tudo isso, não é fácil e sim é difícil, mas dá para sobreviver
Se a minha imaginação fosse poder eu nunca teria nada a perder.

Inserida por Monotomia588

⁠O silêncio pode ser uma forma de presença tão plena quanto as palavras. Não ter algo a dizer não implica vazio ou ausência; pelo contrário, pode ser um sinal de serenidade, de quem encontra na quietude o espaço para estar.

Vivemos numa era onde o ruído constante é quase obrigatório — opiniões, comentários, respostas imediatas. Mas o silêncio, por vezes, é a maior das respostas. Ele não é sinónimo de tristeza ou desconforto; pode ser a companhia de quem se sente confortável consigo mesmo, que não precisa preencher cada momento com palavras para existir.

Há também uma força no silêncio. Ele carrega o que as palavras não conseguem alcançar: a profundidade dos pensamentos, o peso das emoções, a verdade das pausas. Estar em silêncio é estar inteiro, permitir que o mundo se desenrole sem a necessidade de intervenção constante, e aceitar que nem tudo precisa ser dito, porque nem tudo pode ser traduzido.

Assim, o silêncio não é ausência, mas presença num outro tom.

⁠Uma vez, uma colega me disse que era impossível ter empatia. Segundo ela, a definição em si era impraticável: “colocar-se no lugar do outro”. Afinal, como seria possível sentir exatamente a dor do outro?
Fiquei pensando por alguns minutos e respondi: “Eu gostaria que as pessoas tivessem empatia quando precisei. Talvez não sentir a minha dor, mas demonstrar empatia suficiente para não apontar, não julgar, acolher e respeitar.”
Já passei por muitas coisas. Lembro que, em um momento da minha vida, até julguei a dor da minha irmã. Achava que era “drama”. Mas, se era ou não, o que realmente importava era acolher. Ela só queria ser ouvida. Aprendi isso quando perdi meu pai e me vi sozinha, lutando para dar dignidade à minha família e tentando esconder minha dor em saídas noturnas.
Naquele período, me senti completamente só. Quando a turbulência passou, finalmente consegui viver o luto pela perda dele. Mas, mesmo assim, ouvia coisas como: “Nossa, mas já faz tempo, por que você ainda está sofrendo?” Essas palavras me afundavam ainda mais, porque eu não tinha me curado e nem conseguia entender meus próprios sentimentos. Foi um tempo difícil, mas eu sobrevivi.
E aqui estou eu, tentando conscientizar as pessoas ao meu redor. Não quero ser amiga de todos; só não quero ser alguém que machuca. Quero ser alguém que acolhe. Já conheci pessoas que desistiram da vida e outras que estavam ao redor, completamente perdidas. Se eu puder ser luz na vida de alguém, serei. E, se outras pessoas não entenderem isso, tudo bem. Escolhi ser assim.
Não sou perfeita. Tenho erros e defeitos, mas sou humana. E todos nós somos. Antes de ser pai, irmã ou amigo, cada pessoa é humana e precisa ser acolhida, tratada com gentileza. Não sabemos as dores nem os processos que o outro está enfrentando.
Mesmo diante de arrogância, escolherei ser gentil. Algumas pessoas podem não merecer, mas vou tentar, porque é isso que quero ser.
Em 2025, trabalharei para ser a minha melhor versão. E assim será nos anos seguintes. Que o Criador deste Universo me permita continuar nesse caminho e esteja sempre ao meu lado. Amém!

Inserida por camarapaulaana

Esses dias, após uma conversa com meu irmão, me peguei refletindo. Ele foi fazer um bico como ajudante de pedreiro, trabalhando sob um sol escaldante. Ele é trabalhador, tem estudo, e enquanto está no seguro-desemprego decidiu arriscar. Sentiu na pele um pouco do que nossos pais vivenciaram durante
Meus pais eram trabalhadores rurais, assim como grande parte da minha família: meus tios, meus avós. Eles trabalhavam cortando cana, enfrentando o sol quente, e voltavam para casa exaustos, com a pele queimada. Cresci ouvindo que não queriam essa vida para nós.
Estudamos, não somos ricos, mas tivemos oportunidades melhores graças ao esforço deles. Apesar de meu irmão ser teimoso e carregar suas mágoas, ele sabe, no fundo, que devemos muito aos nossos pais. Hoje, quando olho para trás, vejo que não tenho metade da força que eles tiveram. Criar quatro filhos, morar de aluguel, trabalhar sob o sol ardente e, ainda assim, usar os domingos de folga para fazer bicos e garantir o alimento na mesa… Isso é algo que me inspira profundamente.
Minha infância não foi fácil. Não sinto falta da escassez, mas sinto saudade da simplicidade que tínhamos. Quando crianças, não nos importávamos com o que faltava, éramos felizes com o que havia. Com o passar dos anos, começamos a dar mais valor ao que não temos do que ao que temos.
Hoje, somos a chamada “geração de cristal”. Não somos ricos, mas temos condições melhores, e isso só foi possível graças à geração de luta e sofrimento que veio antes de nós. Devemos muito a eles, que carregaram o peso de uma vida dura para nos proporcionar as oportunidades que temos hoje.

Inserida por camarapaulaana

⁠Processo

O vento empurrava meu peito
Acinzentado
Mas tudo direito
Ainda assim, acabado

Caminhara
Com destino
Orara
Buscara o trino

Caminho
Não importa a direção
Como pássaro fora do ninho
Ação pela reação

Pouco tempo passou
Assim senti
O destino chegou
Nem vi

Tinha que viver
Jamais parar
Entender
Não chorar

Doce professor
Estava na hora de criar
Se permite a dor
É para ensinar

A epifania é constante
Desesperado
Mas o remédio era calmante
E logo estava acabado

Fim do grão de trigo
Novo progresso
Ele é pai e amigo
"Sem retrocesso"
"Deixe seu peso comigo"
Depois disso, apenas rezo.

Inserida por Samuel_Okaras

⁠Nestes anos que se passaram, aprendi muitas coisas boas, mas para isso precisei enfrentar situações muito difíceis, tanto na minha vida quanto na vida das pessoas que amo. Hoje, consigo enxergar parte da história de Jó, que nos ensina sobre como Deus, às vezes, permite que enfrentemos o mal para nos transformar.

Muitos acreditam que a esposa de Jó morreu, mas isso não é verdade. Quem morreu foram os filhos dele. Jó perdeu tudo o que lhe pertencia, tudo o que o mal conseguiu tirar. Ainda assim, ele perseverou e suportou o sofrimento. Esse mesmo tipo de mal, acredito, muitos de nós enfrentamos, tanto homens quanto mulheres, enquanto lutamos diariamente para buscar o melhor para nossas famílias, sem fazer distinções ou preferências.

Entro em mais um ano com essa reflexão: que possamos aprender com as adversidades e nos fortalecer nelas, sempre buscando o melhor para nós e para aqueles que amamos.

Inserida por jpcalisto

Ciclos que se repetem

Sempre começa com uma chama, algo tão doce e quente que parece que vai durar para sempre. Mas o sempre é um conceito frágil, feito de expectativas e promessas que ninguém sabe ao certo se pode cumprir.
Eu tento, com todo o coração que ainda carrego, acreditar. Mas o padrão se desenha outra vez — linhas que já vi, gestos que já senti. Palavras que ecoam como se tivessem sido ditas antes, em outra cena, outro rosto, mas o mesmo desfecho.
Será que sou eu? Minha necessidade de controle, ou meu medo de me perder? Ou é você? Sua distância, ou talvez o reflexo do que eu mesma escondo? Eu me pergunto isso enquanto assisto a história se desfazer, mais uma vez, pelos meus próprios dedos.
E quando digo adeus, não é com alívio, mas com uma dor que insiste em me acompanhar. A dor de saber que tentei, mas não o suficiente. Que lutei, mas talvez no campo errado. Ou será que amar é isso? Um eterno cair e levantar, um constante perder e reencontrar a si mesmo?
Defendo minhas escolhas, minhas falhas, mas cada despedida me lembra que ser forte não significa não sentir. E eu sinto.
Se eu pudesse pedir desculpas a todos os finais, pediria. Pediria desculpas por não ser o que esperavam, ou talvez por esperar demais. Mas desculpar-se não muda o ciclo.
E assim eu deixo ir, uma vez mais. Com amor, com dor, e com a estranha esperança de que, em algum lugar desse espiral, eu encontre o caminho para quebrá-lo.

Inserida por NaicanEscobar

⁠Dia lindo dia bonito
Dia de abraçar o novo
Dia sombrio como todo
Dia iluminado em partes
Dia de viver? Eu anseio!
Afinal de contas, como?
O que é viver, nessa realidade?
Tô sem ânimo, sem amor próprio
Quer saber? to cansado de viver!
Mas não tanto quanto de sofrer!
O que sobra é lutar e lutar…
Um dia, dois, até o infinito e talvez além
Será que vale a pena lutar?
Talvez haja uma paz que não enxergo
Eu sinto que há, só não consigo alcançar.

Inserida por RottenCorpse7



Os humanos tem um incrível dom de disfarçar suas vidas angustiadas e sofridas com dinheiro. Seu papel não é receber nada em troca, humanos querem ser reconhecidos, quando queremos pagamentos pelo que fazemos, mostramos que somos tão comuns quanto aqueles que ajudamos. Temos que apenas ajudar a quem precisa, e tudo aquilo de bom que fazemos retorna para nós em resposta.

Inserida por celebres

⁠Do tempo que me foi dado, um relógio foi posto em meu peito. Este, era um coração em constantes ticks e tacks, tirando assim minha força, vigor e desconsoladamente minha juventude.
Por diversas vezes pensava que teria parado de contar os segundos, pois não o sentia bater. Mas precisava acerta-lo, tendo em mente que não poderia pôr ou tirar um segundo sequer que fosse de meu tempo.
A bomba relógio que em meu peito batia, já havia de ter a sua hora de explodir. Não sabendo eu quando meu tempo terminaria. Me via em euforia de saber que não o tinha como prever.
Poderia algo fazer com que o tempo dele chegasse antes do que o destinado? Talvez aquilo que o fazia bater haveria também de cessar seus batimentos ?
Seria por amor ou pela falta dele? Será então pela arte que já não fora mais nada alèm de uma expressão vazia de sentimentos extravagantes e conturbados. E caso tais eventos o fizessem de fato parar de bater antes do tempo.
Quem poderia deduzir ou mesmo afirmar que fora antes do tempo determinado?

Inserida por Jcpz